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11/jan

Oi, gente, tudo bem? Vamos cumprir a agenda de resenhas atrasadas, vamos sim! ♥

 

Então que Chicago Fire retornou do hiatus com o início de um crossover e não é novidade que minhas expectativas estavam baixíssimas. Traumas dos dois anteriores considerando a tag #OneChicago. Porém, esse início foi até que bonzinho, meramente porque se apoiou na qualidade de episódios que tem sido apresentada nesta temporada da série. Nesse quesito, estou bem satisfeita.

 

Além de temer o crossover em si, também temi um pouco o retorno da série porque os dois últimos episódios foram um tico mais fracos. Não tanto, mas deu para sentir as chances de espaçamento de trama (o que rende mais destaque aos avulsos queridos a troco de nada). O foco na continuidade permanece, um grande brinde e um grande benefício desta temporada de Chicago Fire. Um artifício que estão usando com consciência desde o início e que tem anulado um pouco a sensação de saltos no tempo berrantes e de dias seguintes que seguem como se o anterior não tivesse impactado em nada. A ótima experiência com os bombeiros permanece e acompanhar o passo a passo da tríade tem sido meio recompensador.

 

Manter os elogios depois de 9 episódios é sucesso e ainda estou aqui à espera de um tombo.

 

Esse senso de continuidade é bem visto, e quisto, entre Dawsey. O casal que vivenciou a corda bamba de chegar perto de perder Louie – e ainda há chances. Mesmo com esse receio esmagador, o importante foi ver como a dramática destacou com mais autoridade o quanto ambos amadureceram. Não apenas em dupla, mas no individual também. Eles estavam sincronizados, sentiram a mesma coisa, não fizeram pouco caso quanto ao que o outro sentia, abriram margem para decidir juntos os próximos passos diante de Andre e aniquilaram quaisquer chances de agirem pelo costumeiro ímpeto. Elencar tudo isso me faz feliz porque vi a hora de um dos dois pisar no acelerador.

 

Mais Casey que se envolveu brutalmente com o garotinho, como foi visto no 5×08. Estava aí um cidadão que poderia passar dos limites em nome dos velhos tempos e amém que isso não rolou. Mudanças, eu gosto.

 

Resenha Chicago Fire - Dawsey

 

Poderia dizer que isso é mérito do fato deles terem casado, mas esses preciosos estão no mesmo nado desde que esta temporada começou e continua a ser maravilhoso acompanhá-los. Dawsey está, digamos, mais donos da própria vida pessoal. Eles se saíram como os famosos adultões, mas no sentido bom da palavra. Como um casal com responsabilidades que não rimam necessariamente com a rotina do Batalhão. Isso faltava.

 

Poderia dar mil flores para Dawson neste episódio, mas quem chamou a atenção de novo foi menino Casey. Talvez, por esperar sempre que ele vá agir de uma forma e lá vai eu tomar na face a contradição. Amo isso! Lá na S3, o personagem navegou em um mesmo looping um tanto quanto chato de caracterização (junto com Gabby) e agora o Tenente pode ser apreciado de um plano muito melhor. Independente de sempre representar a consciência do Batalhão, seu foco na família foi uma grata surpresa porque espero quase sempre reações negativas diversas.

 

Cogitei que o personagem pisaria no acelerador, que brigaria com Andre, que passaria por cima da esposa (meu Deus chamando de esposa sim!) por causa da sua necessidade de ser autoritário e de limpar a sujeira. No fim, Casey manteve o mesmo pique de Dawson, e os dois conseguiram engatar vários picos emocionais em conjunto. Foi um baita teste de resistência emocional e ambos foram firmes e fortes. Monica e Jesse estavam maravilhosos e já dizia o ditado: vamos elogiar já que vamos morrer.

 

Além do poder Dawsey, vale dar uma estrelinha para o background de Andre. Me preparei para o mais do mesmo de um cara com passado criminal que não pode ter a criança. Foi uma causa natural, que contrastou com o problema da mãe biológica de Louie e que ajudou ainda mais o casal trazer o melhor de si em cena. Se essa história fosse fraca, certeza que o episódio não teria rendido o tanto que rendeu.

 

Dawsey está mais sutil e mais orgânico tão quanto o desencadear de trama da S5. Quero acreditar que isso comece a acontecer com Severide porque, apesar dos pesares, é gratificante vê-lo centralizado em temas que são mais relevantes que ser um manwhore. Sério, não aguento mais e nem ele aguenta. Stop sexualização!

 

Severide agregou valor ao crossover por bater no muro da seguinte pergunta: por que me esforçar se tudo dá errado mesmo? Se pensarmos bem, os “grandes sucessos” desse personagem vieram de um ponto em que ele não estava com o juízo no lugar. O Tenente foi acumulando ilusão em cima de ilusão, burradas em cima de burradas, e esse episódio me deixou muito na dúvida sobre o problema real desse cidadão. Shay? Ele? Os dois? Cheguei a conclusão que os dois.

 

Não que seja uma novidade, mas a problemática de Kelly sempre ficou omissa. Nas entrelinhas. Sempre parecendo bobagem aleatória. Tudo que ele enfrentou desde que Chicago Fire é Chicago Fire explodiu neste episódio. Poderia até dizer que foi proposital porque o personagem precisava dessas experiências errôneas para cair em si futuramente, mas não trocarei os pés pelas mãos. Se foi a intenção, ótimo, agora desenvolvam como merece, muito obrigada!

 

Se somarmos as temporadas de CF, com todos os repetecos de plots e os insucessos parecidos, veremos que o “propósito” foi atingir esse momento. Saiu da boca dele a sensação de inutilidade e de escolhas erradas. De estar perdido na vida, quicando dentro de uma bolha. Diante da possibilidade de fazer a diferença, uma diferença concreta, só restou a dolorosa tristeza quando o plano ruiu. Decepcionante pro garoto.

 

Resenha Chicago Fire - Severide

 

O impacto foi em cheio porque estava contando com Dawsey na dor e no sofrimento. Estava anestesiada, como sempre, a nova proposta em torno de Severide. Por um momento, acreditei que a garota seria salva e que engataria aquele início de romance de praxe. Contudo, foi um giro oposto, um frescor como também um gatilho para que o personagem se toque que não pode continuar levando a vida que leva. Algo mais discutido na continuação do crossover em Chicago P.D..

 

Na primeira oportunidade de esforço, Severide foi completamente traído. Voltar ao modo de operação das antigas rendeu chateação e foi compreensível. Ele está na linha tênue de uma nova transição e cabe a sua pessoa realizá-la com sucesso. Cabe a ele voltar ao comportamento das antigas ou tentar se agarrar as poucas coisas boas que lhe restam.

 

Parece que nada é possível de dar certo com esse cara e fica o questionamento: por quais motivos se esforçar? Muito se pegou nos diálogos dele nesse quesito. Severide faz muito pouco caso de si e não se dá o valor que merece. Mesmo sendo bombeiro, o Tenente acha que tudo que faz é rotina. Que suas ações, por menores que sejam, são tão banais quanto ir trabalhar. O cidadão é um poço de negativas. Não tem perspectiva. Acha que não tem com quem contar. Acha que não tem jeito. Olhe, querido, você não é meu fave, mas pedia em casamento pra te dar uns abraços (opa!).

 

Severide mostrou, em tese, que não tem com quem contar. O que rebate na falta que Shay anda fazendo e me parece que Erin “subiu nessa posição” por ter botado fé nele na continuação do crossover, o objetivo de todo esse destaque do personagem. Só espero que essa experiência dê em alguma coisa porque esse foi o ponto altíssimo que há muito tempo não se via na storyline desse Tenente. É mais que obrigação desenvolver isso como se deve. Não quero uma nova leva de queimação de etapas porque, se tiver, vai ter destilar de veneno sim.

 

Concluindo

 

Resenha Chicago Fire - Acidente

 

Dessa vez, a proposta do crossover não trouxe aquela sensação de picotagem. A famosa encheção de linguiça até chegar o instante da isca a ser resolvida em Chicago P.D.. O fluxo foi natural e orgânico, apoiado em duas storylines em paralelo que envolveram. Foi um retorno de puro drama e o que mais gostei foi terem respaldado a importância de Severide nesse novo #OneChicago. Investimento em trama que estava em falta visto que antes centralizaram tanto a sede de promover as Chicagos que se esqueceram da relevância ao plot central que uniria duas/três séries.

 

Além disso, faltava peso dramático nessa empreitada anual e Kelly prosperou, amém. Fato é que acertaram o tom no início desse #OneChicago. Não ficou uma coisa em cima da outra, até porque inseriram a storyline de Kelly no 5×08 e desenrolaram em um ótimo compasso. Não soou como trama largada e/ou temporária.

 

Foi um episódio puxado para os envolvidos e a melhor parte foi que essas histórias trouxeram para o cerne outros personagens que reforçaram a reflexão e as tomadas de decisão. Brett e Dawson. Herrmann e Casey. Kidd e Severide – e vale dizer que Kidd é revelação, por assim dizer, porque moças promovidas tendem a ser esquecidas. Suspeita para falar do quanto os secundários ajudaram a tríade.

 

Agora, a revelação: meio que me desliguei da ideia de começo de crossover por tamanha decepção particular. Mas é um fato verídico que as coisas funcionaram melhor sem a inserção de Chicago Med. Deu para sentir como antigamente o que andava faltando nesses cruzamentos: o senso de família. O final desse episódio de Fire foi crucial para estabelecer o que esse One Chicago significa e escancarou que os médicos, nesse quesito, não possuem uma gota de química entre as irmãs. Não digo na maldade, mas por ser série médica. Não orna e isso foi visto ano passado.

 

Se houve uma coisa que me irritou profundamente no último crossover entre Chicagos foi o zanzar frenético da turma de Med. Os personagens pareciam assistentes de palco. Neste caso, a aparição de Voight e de Erin foi o bastante para regar o episódio com gosto de velhos tempos. Até mesmo o investimento Linseride (não nego, adorei, podem dar unfollow) em que só pensei no shade Linstead.

 

Foi uma trama redondinha para um evento que ano após ano começou a ficar bastante a desejar. O roteiro engatou o drama necessário para criar uma expectativa sobre o que aconteceria em seguida. Faziam eras que não rolava um equilíbrio desses.

 

Manter a discrição entre a família deu força para o que viria em CPD. Um impulso de preocupação, de rigor, dando a entender no título da continuação de que haveria possibilidades do acidente ser enterrado. Chicago Fire entregou muito bem a sequência para a Unidade de Inteligência – e lá as coisas, como costume atual, só decepção.

 

Foi um episódio de diálogos e de presenças fortes. E episódio bom é quando os avulsos não incomodam. Antes de ir, quero dar meus parabéns ao time das câmeras indiscretas porque as tomadas dessa temporada estão o próprio amaciante Fofo de tão maravilhosas.

 

Agora, vistam o colete à prova de balas para lerem a resenha de Chicago P.D. tá bem?

 

Chicago Fire retorna no dia 17 de janeiro.

Stefs
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