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25/jan

Primeiramente: só passei raiva neste episódio de Chicago Fire. Segundamente: uma raiva mais porque eu queria pegar essas pessoas que machucaram os benzinhos e jogá-los dentro de um espremedor de laranja. Minha raiva é cem por cento parcial porque eu não aceito que mexam no paraíso dos bichinhos, desculpem. Em contrapartida, uma semana sem essa série foi o suficiente para causar um tremendo estrago. De reabrir aquele rombo no peito que estava costuradinho visto que fazia tempos que uma trama não emocionava do começo ao fim. Só suando pelos olhos com direito a textão verbal do Boden. What a time to be alive.

 

O episódio pareceu uma continuação do 5×09, com aquele agridoce 2.0. A começar por Severide que, depois de sabe-se lá quantos dias, recebeu as boas novas de que Anna voltara ao ponto em que poderia receber a doação de medula. Uma chuva de esperança que arrancou um largo sorriso do bombeiro – que cheguei muito perto de trocar seu nome para má sorte. Depois do crossover, tudo que pensei para esse cidadão foi: não é possível que dê errado de novo. E quase deu com aquele salto da janela. Não precisou de prognóstico para anunciar que pelo menos alguma parte da espinha tinha se dado mal em um instinto que, para alívio geral, foi de sobrevivência. Não porque o cidadão intencionava se autossabotar.

 

Fiquei com a sensação de que a continuação dessa história deveria mostrar o quanto a negação dada no episódio anterior afetaria o Tenente nessa nova chance. A princípio, achei fácil demais porque Severide passou por uma tremenda dor de cabeça no crossover. Mas conseguiram transfigurar a entonação desse drama quando ele mesmo passou a lutar para rolar o transplante. Se Clarke disse que essa atitude foi a mais corajosa que já viu, posso considerar que essa foi a mais dolorosa – isso depois de Shay. Chicago Fire é famosa por resgates que geram emoções, uns subplots que até rendem lágrimas, mas nada, nada mesmo, se compara quando mexem com o cerne dos personagens.

 

Kelly aceitar um transplante no seco pode ter sido algo heroico, mas haja coragem para tal feito. Nisso, temos que somar a sede dele em fazer a diferença, de ter que se sentir importante, e toda a dita dor insuportável que não significou nada por ter salvo a vida que intencionava salvar. Tal impossibilidade chegou até a ser justificada como um entrave divino e o personagem em questão foi lá e provou que esse poder maior não tem nada a ver quando se toma partido. De querer fazer, independente das consequências. Muitas coisas estão nas nossas mãos e o Tenente espelhou isso.

 

Pensei que tudo estaria perdido, que ele não aguentaria o procedimento que assisti com um olho aberto e outro fechado. Só lágrimas! Podia só mostrar o início do transplante, né? Meu sistema nervoso não é como antigamente. Severide, você está de parabéns!

 

Resenha Chicago Fire - Severide

 

Perguntei-me o quanto os efeitos do crossover teria mudado a opinião de Severide. Não sei dizer se o personagem precisava passar por tamanha dor para assim se sentir importante, mas uma coisa pode estar atrelada a outra. Afinal, o Tenente sempre procurou em comportamentos arredios e errôneos sanar seus temores que não são comentados. O episódio passado e esse continuaram com uma história que chegou na quina do precipício. O ato foi deveras positivo, mas o relevante é o que virá a seguir.

 

E esperava que não fosse romance com Anna, mas obviamente que fariam isso. Decepcionada, mas não surpresa. Não aguento mais esse tipo de história porque Severide nunca digere o que tem que digerir e se atropela todo. Linstead e Kelly competem pelo pódio de queimação de etapa, senhor!

 

Assim, intencionar um triângulo com Kidd, a pessoa que estava envolvida indiretamente nessa história, é quebrar o que Severide conquistou a certo custo nesses dois últimos episódios. É uma investida cômoda. Vender Anna e ele como soulmates não orna porque ambos nem tiveram história desenvolvida. Querem brincar de Um Amor para Recordar a essa hora? Mas vocês me respeitem!

 

Nem tudo é perfeito para Severide, eu sei. Porém, ele precisa ser valorizado, como foi no decorrer do procedimento. Penso que romance e afins podem esperar um pouco. O garoto precisa refletir sobre ter cedido seu corpo a um tipo de dor que nem todo mundo é capaz de ceder. Inclusive, como isso o afetará no âmbito pessoal e profissional. Foi um sacrifício e tanto, e o que consigo ver são vários efeitos colaterais a serem lidados e é aí que mora meu medo. A promo do próximo episódio já mostrou o cara em pé e com tempo para beijar. Queimação de etapa!

 

Os roteiristas amam usar de salto no tempo para resolver todos os problemas que envolvem a saúde dos bombeiros e é o que rolará. Vide Casey. Vide Mills. Kelly passou o inferno para “no dia seguinte” estar tudo bem. Tudo favorável. É irritante! É um detalhe que espero que não aconteça porque a temporada continua ótima, seguindo passo a passo o que é pertinente mostrar e explorar a cada semana, estendendo a dramática do que tem ocorrido até aqui. Essa história de Severide é um milagre porque está aí um personagem que fazia tempo que não contava com algo marcante que o fizesse refletir no final do dia. Essa situação é importante e tem que ser tratada com o mínimo de rigor, mas não jogo minhas fichas no investimento. É bem triste rebaixarem esse cidadão de novo.

 

Falando em investimento, Dawsey representou também o tema da semana: sacrifício. Foi aqui que morou grande dose da minha raiva parcial porque, na minha mente, Andre fez tudo de caso pensado. Pode ser neurose ou implicância, mas foi estranho demais o cara aparecer dias depois de um encontro que furou para meter essa de que não abriria mão de Louie. Tempo mais que suficiente para bolar todo aquele carnaval para o casal do pop ceder com um pouco de facilidade.

 

Assim, Andre quis encontrar Louie de novo. Qual era a necessidade de levar os pais dele? Qual era a necessidade de levar a família toda para a audiência? Por mais que tenha sido lindo, foi uma apelação sem precedentes. Particularmente, foi muito de má fé. Sério, fiquei muito irritada, juro, sendo que não houve uma justificativa impactante para o pai querer o filho de volta. O moço simplesmente jogou a família que a criança teria, mas quem garante que cada um ali realmente cuidará dela? Isso ninguém perguntou e só torci o nariz para a facilidade de “resolução” desse plot.

 

Ignorando o que citei acima um pouco, o circo montado por Andre foi uma rasteira tão bem feitinha que quero morrer. Nem eu conseguiria levar adiante o caso de adoção com a família do menininho desfilando na minha cara. Posso estar enganada com a intenção do pai biológico, mas eu precisava desabafar esse lado do que passou na minha cabeça porque foi tudo que vi. Fiquei muito desconfortável, de verdade. Deu vontade de invadir o Batalhão e dizer: Gabby, você tá sendo feita de otária junto com mozão. Prenda o rabo desse cara na porta e mantenha lá, obrigada. Mas…

 

Claro que parte da influência vem do fato de não querer que Dawsey sofra, mas meu desconforto foi bem real. Mas, quando é que esses dois terão certa completude?

 

Resenha Chicago Fire - Dawson e Louie

 

No fim, Louie foi capaz de fazer o impossível: botar Casey e Dawson na mesma página de um jeito natural. Sem ações de emergência, como o primeiro pedido de casamento que rolou mais pelo confete do auge do shipper (que pra mim nem era auge porque o auge está nessa temporada). Agora, a vida de ambos assentou, sem que nem ao menos percebessem. Houve a discrepância inicial por parte de Matt dentro dessa adoção, ele era a pessoa que deveria retornar e se firmar em uma nova realidade se ainda intentava manter seu relacionamento com Gabby e foi isso que mozão optou. E assim ficou até os últimos minutos da despedida da criança que o aceitara.

 

Foi até um tanto quanto estranho não ver lágrimas no rosto de Casey, mas ele fez exatamente igual ao 5×07. Dawson vivia o inferno e ele teve que pagar com a poker face pro navio não afundar de vez. Meu Deus eu quero lamber esses dois!

 

No fim dessa trajetória de Louie, se é que podemos chamar de fim porque a despedida foi um tanto fácil e ainda carrego negatividade nesse aspecto, aprendemos muito com Gabby. Mesmo que a intenção fosse Casey aprender também, Dawson nos ensinou várias coisas durante sua batalha. Primeiro a lutar pelo que acha certo, depois não ligar para os haters, se dobrar em vinte para manter a conquista, ser resiliente e paciente. Se eu continuar, o parágrafo será longo, mas o importante é que essa mulher foi brava desde o início. Não foi teimosia. Foi instinto.

 

Seja lá o que planejam para o futuro, essa foi uma experiência e tanto. Não dava nada para essa storyline e me sinto órfã. Uma raridade de Chicago Fire visto que vários plots não atingiram esse tipo de começo, meio e fim desde a S3. É de se chegar aqui com orgulho do que aconteceu e da atitude do casal ao longo dessa jornada. Mais créditos a Dawson, pois Casey chegou quando tudo estava pronto.

 

Penso que se eu começar a falar dessa história soarei repetitiva, então, só posso agradecer pelo carinho que a desenrolaram e que deixou o agridoce de uma despedida que não devia acontecer. Ao menos, para mim (para nós!). Mas a vida é essa.

 

Concluindo

 

Chicago-Fire-5x10---Boden

 

“O que alguns aqui nesse Batalhão fizeram essa semana, sacrificar a própria saúde, a própria felicidade pelo outro, esse é o verdadeiro significado do que nós fazemos.”

 

O episódio foi de sacrifícios e de recompensas – e com aquele discurso de desmontar valentão.

 

Antes de finalizar o último atraso da semana (vamos ter fé!), tenho que falar do papel de Clarke nesses últimos episódios. Algo que preferi ficar mudinha para saber até onde ia. Resta-me rir largamente sobre o fato de que o personagem teve mais importância na sua antiga casa que na atual – onde é pivô de romance. O agora futuro médico mostrou que é um adendo excelente a qualquer storyline de Fire e mostrou que é muito bom até de jaleco. Gosto dele e é um infortúnio ver tamanho desperdício em Chicago Med. Saio daqui tristíssima com esse moço também.

 

Enfim, chegamos ao número 10 de 10 episódios impecáveis de Chicago Fire – ignorando alguns pormenores que nem são relevantes perto de Dawsey e de Severide. Enquanto a storyline de Kelly se abriu, infelizmente, para o mais do mesmo, Dawson e Casey parece que atingiram o fim da linha. Posso começar a ficar preocupada? Posso sim porque esse casal está tão forte e tão sincronizado que consigo ouvir tretas na minha mente. Socorro, vou benzer esses dois.

 

O negócio está tão bom que até a empreitada de Otis se saiu como um arremate perfeito. Como manda a rotina, lá estava eu pronta para mais uma bobagem que preencheria a ausência de um chamado. Boden discursando é chamar os raios e os trovões do Tio Victor. Não tem como não querer se tacar no chão e pedir arrego.

 

Agora é continuar a torcida para que essa subida acarretada por essa temporada de Chicago Fire não se torne queda brusca.

Stefs
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  • Daniela Messias

    Menina, que saudade das suas resenhas <3
    CF parece estar cada vez mas melhorando, se compararmos as temporadas anteriores, não? Lembro-me que a 4ª era uma canseira q só p mim! Mas essa, apesar de estar longe de ser perfeitaa, a cada ep aquece mais meu coração *-*
    O que foi aquela agonia braba do Severide na hora do vamos ver?? 'o' fiquei até com a mão no pescoço hehe Bom, espero q essa situação seja um pontapé p desenvolverem melhor esse personagem q está na sombra faz tanto tempo!
    Quanto a Dawsey, que barra! Também achei apelação do Andre ter feito aquilo, nossa ¬¬'Maas, tenho minhas esperanças que algo bom acontecerá com eles na finale dessa temporada *.*
    Aah, e sobre o Clarke: Realmente, ele teve muitoo mais presença em Fire do que em Med, não? Fico com tanta dó dele lá que aiai, torço p seu bem!