Menu:
12/jan

Continuemos a falar do crossover #OneChicago que chegou em Chicago P.D. sem parecer crossover #OneChicago. Decepcionada, mas não surpresa!

 

Enquanto Fire tem crescido na temporada atual, Chicago P.D. continua regredindo e parece cada vez mais indecisa em sua abordagem de premissa. Por mais que houvesse a promessa de crossover – que deixou a sensação de que não era crossover e estou exausta –, este foi o retorno de um hiatus um tanto quanto difícil. Antonio saiu de cena e Burgess iniciou o trampo na UI, o que dá a soma de uma primeira mudança drástica na série.

 

E isso é difícil demais! Poderia haver uma felicidade compreensiva de ambos os lados, mas não é considerando o quanto a qualidade de trama e o engajamento de personagens têm caído nesse universo.

 

Mudanças não são fáceis, mas o receio que vem agora é muito semelhante ao que ocorreu na S3 de CF – Dawson bombeira o maior desperdício de talento que você não respeita. Um período que remete bastante ao tempo atual de uma CPD que está cada vez mais fraca e sem proposta. As Chicagos já ensinaram que ao menor sinal de patinação, hora de alterações urgentes sem desenvolvimento. Linstead está aí para provar, o shipper que queimou mais etapas na história dessa franquia.

 

O episódio intentou responder o que Severide fez ou deixou de fazer, vide isca em forma de acidente deixada em Fire. Tratou-se de um remontar de caso que parecia ter potencial até cair em mais um impasse com cara de rotina que não remeteu em nada no âmbito crossover. A pontinha de CF prendeu o mistério, mas só foram as coisas se desenrolarem nas mãos da UI que meu interesse foi decaindo a cada bloco. Tal semana foi igual a tantas outras. Faltou, pela milésima vez, interseção na ação e nas Chicagos envolvidas.

 

O episódio abriu excelente. Amarrou todos os pormenores que pareciam insignificantes da rotina de Severide em Fire e regou mais o drama de uma pessoa que estava muito confiante de que seria acusada e que estava disposta a apodrecer na cadeia (e isso me partiu). Um início envolvente, cheio das possibilidades, mesmo que fosse claro que não aconteceria nada de grave com o Tenente – e até poderia para dar uma empurrada no desenvolvimento desse jovem.

 

Mas, como nada é perfeito, fazê-lo de motivo para Linstead ter uma discussão 4ª série também ajudou a minar meu interesse, true story.

 

Sem contar que, além de Linstead ajudar a minguar o tema “família #OneChicago” para discutir um ciúme unilateral em meio a um caso, me pergunto qual foi a necessidade de empurrar Burzek logo na transição de Burgess. Serei um tanto quanto leve porque ambos não se cruzaram neste episódio e é normal ela se interessar por um parecer do ex. Porém, esses dois vieses poderiam esperar. Visto que era semana de crossover, não tinha nada que romance ter destaque. Não desse jeito. A resolução era de CPD, mas, de novo, enaltecer o buzz foi mais importante que os desdobramentos.

 

Esse foi o limite da preguiça para uma série que está com uma forte descaracterização em âmbito geral. Isso faz o quê? Detona o elenco. Quem está somando a quantidade de OOC? Eu mesma.

 

E Olinsky acabou de entrar na lista de OOC e fica em primeiro lugar de tão chocante que foi sua “mudança de norte de pensamento”. A primeira vez que ele abriu a boca para falar de Burgess, eu desisti do episódio. Nunca, nunca mesmo, pensei que o detetive fosse me irritar e ele me irritou por ter apertado todos meus botões. Tudo que pedi pelo resto do evento é que esse senhor ficasse em silêncio. Não fez o menor sentido “inserir machismo/sexismo” na mente desse personagem em meio a “desculpa” de que Kim teria o coração partido ao migrar para UI. Passou vergonha e daquelas dignas de virar meme.

 

Resenha Chicago P.D. - Al, Voight, Burgess

 

Esse sexismo destoa Al da sua trajetória a partir da S1. Essa “inserção” nada benéfica impede uma pessoa como eu de olhá-lo da mesma forma no presente. Quero xingar quem fez uma burrada dessas. Queimaram o cara de graça! Em segundos, o detetive se tornou detestável sendo que ele era adorável, paizão da galera, protetor e tudo mais. Poderia ser o tio do sermão, mas não dava sermão gratuito. Neste episódio o cidadão foi chatíssimo sem razão porque não é a primeira vez que Burgess atua com a UI, vide… S1!

 

O cara fez escola com Voight, o mais chato da vila, e agora me vem com essa? Não tenho idade! Atitude tacanha que me fez pensar no favoritismo em Lindsay. Pode ter sido um golpe sem querer, mas foi essa uma das mensagens que capturei. Duvido muito que Olinsky meteu esse discurso pra Hank quando foi a vez de Erin assumir um posto no mesmo lugar. Sou trouxa, hein?

 

Se eu já temia qualquer animosidade entre Ruzek e Burgess, Al se tornou aquele farol que parece que vai dar uma boicotada a qualquer momento. Além disso, está meio claro que o que se pretende ganhar com isso é uma treta entre esses três personagens. Pode não ocorrer agora, vide 4×10, mas é bastante óbvio. Mentor do moço que namorou com a moça e a moça namorada agora é pupila do mentor do moço. Ah tá (monicameme.jpg)!

 

Isso é triste, principalmente para Ruzek que está há eras sem plot decente. Tenho amado vê-lo com uma postura diferente na ação, muito mais participativo. Voight, olha o que você fez a mando desses roteiristas!

 

Não sei vocês, mas esse papo de poupar coração é tão sem noção quanto à storyline de Chili em Fire. Para mérito de informação, o coração de Burgess foi quebrado na S2 umas três vezes. Não pode ser muito para a quantidade de anos de carreira que os detetives possuem, mas a personagem foi posta no limite e provou seu valor. Isso deveria ser o bastante e o que me enraiveceu, muito mais que a postura OOC de Olinsky, foi Kim ter que enumerar seus méritos para se autoafirmar. Desnecessário! Se nem Voight está achando ruim, ninguém tem que resmungar alguma coisa. Parece playground agora.

 

Honestamente, não entendo porque se esforçam tanto para rebaixar Burgess. Tornou-se um vício, que tem que rolar sempre do ponto de vista masculino. Quem emitia essa impressão machista (internalizada) era Platt e nem a Platt foi tão grotesca com Kim. Qualquer mulher pode se fortalecer sem precisar de um comentário de omi fazendo omice. Esses roteiristas não dão conta de pauta de justiça social, quem dirá discutindo sexismo no trabalho. Já começaram passando vergonha e só me restam lágrimas.

 

Gente, me ajuda aqui que eu não estou acreditando que Olinsky entrou pro hall omi fazendo omice. Só penso na cara da filha dele, socorro!

 

Fica o questionamento se Al falou tudo aquilo para valer. O que continua a não fazer sentido para uma pessoa que tirou Ruzek cru da Academia. Uma prematuridade que fez o próprio Ruzek pular vários degraus rumo à UI. E é a Burgess quem tem que se provar? Mas e ozomi?

 

Resenha Chicago P.D. - Burgess

 

O importante é que Kim foi a grande estrela do episódio. Graças ao bom Merlin, ela não ficou escorada e nem implorando para ter sua fatia de participação. Sambista que você respeita! A personagem treinou na raça e não precisou de padrinhos mágicos. Por essas e outras que nunca entenderei o problema dos roteiristas com Burgess. Isso desde a ignorada mana falsa chamada Justice (gente eu bem tinha esquecido de Justice de tão importante que essa invasora é). Não faz sentido.

 

Estava ansiosa para ver como a agora detetive (se Dawson é esposa, Burgess é detetive, não me toquem) acompanharia o novo ritmo da sua rotina e vomitei arco-íris do começo ao fim. A moça é empolgada, não tem jeito. Até eu ficaria heart eyes ao ser promovida para a área que tanto almejo na vida. Ela tem iniciativa enquanto vários da UI ficam de boca aberta (não digo quem, não digo como, nem disse isso) e nunquinha que ficaria parada à espera de um milagre. A pessoa só tem Voight na mente e espero que continue assim porque é patrão. É a ele que a jovem responde e ninguém mais. Você nem devia tá aí, Olinsky.

 

O que me resta é esperar muito male tears de Al. O que é bizarro desejar porque ainda não tem sentido esse sexismo aleatório. Provocada desnecessariamente, Burgess vai pisar no campo minado, sendo que nem precisa.

 

Por isso, vamos meditar: vocês têm ideia do quanto essa súbita mudança em Al pode render em nhaca? Ele praticamente mandou um “me prove” e Burgess se tornou tão independente na série ao ponto de eu não conseguir vê-la aceitar ficar por baixo. Essa independência pode massacrá-la e vai ser muito triste. Sendo que não devia porque o desenvolvimento dela até meios de S3 estava favorável e agora vem com essa pincelada de forçada de barra como se a personagem fosse o ser humano mais lento de Chicago. Sério, eu estou JohnTravolta.gif.

 

Está difícil pensar positivo, mas seguimos. Desde que Kim continue do jeito que está, o que precisamos nos preocupar daqui em diante é seu desenvolvimento e ficar de olho na sua caracterização. Afinal, quando um fica OOC, o outro parceirx também fica OOC. Não digo quem.

 

Concluindo

 

Resenha Chicago P.D. - Linseride

 

Crossover mais fraco até agora? Todo ano tenho essa impressão, juro.

 

Desde o primeiro crossover #OneChicago parece que nunca mais vi algo parecido. Perderam o tom, desgastou, e virou moda a história migrar para CPD e as coisas se perderem. Depois há quem diga que buzz publicitário não afeta em nada. Ué.

 

Se eu for salvar algum instante, salvo a cena de perseguição. Maravilhosa por sinal. Na curva dos pormenores temos a parceria Burgess e Atwater que foi muito legal e me fez rememorar coisas boas em Chicago P.D. sem precisar recorrer a queima de etapas. Não posso esquecer de Voight que arrancou risadas, mas, no fim, não sobrou muita coisa a se lembrar. Foi mais do mesmo de um ponto de vista semanal.

 

Vale um adendo sobre Lindsay. A personagem estava ótima na ação e arrasou ao relembrar que a família sempre tem que ter um pouco do benefício da dúvida. Gostei mesmo dela se manter firme no seu posicionamento de trilhar a timeline do acidente para só assim expor uma opinião concisa sobre Severide. Ela bem tentou segurar e fortalecer o senso de família ao longo do episódio, mas, infelizmente, não rolou. Justamente pelo que falei lá em cima sobre romance.

 

Também gostei da honestidade de Erin em falar do pai tanto pra Voight quanto para Halstead, mas estava aí outra coisa que poderia esperar. Bom é que usaram as pausas dentro dos carros para alimentar storylines futuras e para dar novas revelações (a ideia de Hank conhecendo Bunny há eras me embrulha o estômago), mas era crossover, né?

 

Ao contrário do início do crossover em Fire que deixou o gosto de família, instalando aquela ínfima esperança de que acertariam a mão, tudo que vi em Chicago P.D. foi o cutucar desnecessário no formigueiro chamado shipper. Vivi para ver essa mana chegar a esse ponto, embora tenha sido uma pincelada sutil. Inserir Linseride para destacar um Halstead chiliquento foi de acabar com o pique do rolê. Pra quê, gente?

 

Os pontos altos vieram de cenas isoladas, sendo que a trama tinha que representar tudo e todos. Truncaram por tópicos que, como disse, poderiam esperar. No fim, as coisas perderam um pouco o sentido e Severide se tornou insignificante. O bombeiro se sustentou com os mesmos diálogos fortes vistos em Fire e, se não fosse por isso, nem lembraria que o personagem era o caso da vez.

 

Para não dizer que não teve propósito, os minutos finais representaram aquele milagre porque, tirando os desdobramentos de CPD, foi um episódio feito para Severide meio que cair na real que não pode continuar vivendo do jeito que vive. É tóxico e não agrega em nada. O que posso esperar é que ele finalmente tenha encontrado um ombro amigo em Erin. Ambos são quebrados, se identificam nesse papo de inutilidade existencial, e podem se ajudar.

 

Enfim, o episódio foi passável se você ignorar os pontos destoantes. Porém, esqueceram de remeter caso + personagem, tirando todo o aspecto de discrição pedido por Herrmann. Foi ótimo ver Casey confrontando Voight, é ótimo não perderem a sutil animosidade entre ambos, mas faltou Kidd. Faltou muito a Kidd! E, claro, o Batalhão em si. Jamais que Boden não teria dormido naquele Distrito até Severide ter uma sentença. Faltou a liga que amarraria CF e CPD e por isso ganhamos uma trama que foi tão semanal quanto as anteriores.

 

Só restou tristeza em mais um ano de crossover. Só salvou Chicago Fire.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3