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15/jan

Uma dobradinha de Chicago P.D. que me fez até esquecer que o episódio do crossover aconteceu. Demorou bastante para retomarem a abordagem de casos com vítimas femininas e acreditei que Lindsay ganharia o destaque ou que rolasse uma parceria Lingess. Nada disso aconteceu porque entregaram o roteiro diretamente para Burgess e estou feliz ao mesmo tempo em que dou risada porque teve male tears. Achei que demoraria para Olinsky passar vergonha, hein?

 

Além de negligenciado, o caso da semana partiu de um ponto de vista popular. Um crime que a polícia não resolveu, o que fez envolvidos e interessados tomarem a iniciativa de juntar os pontos pessoalmente. A remontagem ano a ano dessa atrocidade feita por Deanna representou a razão de tudo. Uma meticulosidade que entregou o trabalho pronto para uma UI que poderia ter falhado miseravelmente.

 

O impasse recebeu completo abandono. Assim, para entender o presente, tiveram que remontar um passado. Um passado que custaria uns cinco episódios se não fosse o posicionamento de uma cidadã zelada e que depositou a busca de resolução em Burgess. A mulher que foi o ponto principal para se chegar a um veredito.

 

Quando vejo Burgess em destaque, tomo cuidado para controlar meus dedos quando escrevo as resenhas porque me lembro do julgamento quanto ao meu claro amor a mais pela personagem. O que posso fazer, não é? Novamente, a então detetive nos regou com iniciativa e firmeza diante de uma história que culminou em um fim escabroso. Dois traços da sua caracterização que foram desenvolvidos e fortalecidos ao longo da sua carreira na patrulha. Se há alguém a agradecer pela ajuda nesses quesitos, essa pessoa é o Roman, que sempre foi firme e tinha um jeito único de fazê-la ir para frente, sem hesitar. De novo me pergunto qual é dessa frescura, para não dizer outra coisa, de Olinsky sendo que Voight continua a apoiá-la firmemente.

 

Desde confrontar Deanna até lidar com o resultado final da investigação, Burgess entrou em jogo de cabeça. Poderia cutucar a entrelinha de que ela agiu porque Al a provocou no episódio anterior, o que me faz resgatar o comentário do quanto isso pode ser perigoso se Olinsky apertar os botões dela. Afinal, tudo que esse detetive quer é freá-la para assim acarretar desistência e o retorno da mesma para a patrulha. Mas daí lembro que a moça é imparável quando quer e foi justamente o caso.

 

Por enquanto, Burgess está nem aí, sambando em seu próprio jogo de cintura e preservando sua caracterização. O que me surpreendeu, e que preferi não comentar no episódio anterior porque não tinha tanta certeza, foi a sua energia verbal ao longo dessa investigação. Sua assertividade é um ponto fortíssimo porque não tem direito a flanela na cabeça. Nem quando a abordagem é deveras delicada. A personagem estava on fire, muito mais que na patrulha, cuja energia era aplicada para dar voz de prisão. Posso culpar o clima do ambiente de trabalho? Na UI, Kim sente de certa forma uma liberdade de falar e de agir, algo que Platt sempre deu uma limitada por não curtir que passem por cima de sua pessoa. Nesse novo posto, a moça se sente mais “livre” e Voight só alimenta. Ótimo e mais lágrimas para Olinsky.

 

Resenha Chicago P.D. - Burgess e Al

 

Burgess mostrou o quanto pode ser intensa e incisiva com naturalidade. Por essas e outras que é meio difícil não querer protegê-la e não se emocionar com as coisas que ela faz. Enquanto Lindsay tem um jeito mais de rua graças às experiências da adolescência, a parceira não parceira compensa nas diretivas e na já mencionada independência. Kim não precisa de parceiros porque age sozinha e acho graça.

 

O que continua firme e forte dentro de Burgess, e a cada raciocínio mais brando, é sua bondade e sua tolerância. Os ditos pontos fracos sendo que ela parte dessas duas emoções para não deixar a peteca cair. Penso que essas nuances que compõem a personagem se transformarão em um grande problema também considerando que Olinsky tentou “censurá-la” na hora de abordar o jornalista. Daí houve o efeito rebote que comentei na resenha passada: a cada cutucada, Kim tentará se provar, sendo que não precisa passar por isso. De quebra, essas mesmas nuances podem vir a anuviar seus pensamentos no futuro. A mão treme só de pensar porque Al se sentirá o cara vitorioso e o fanfarrão no direito de dizer ao Voight que “eu avisei”.

 

Chamaria Burgess de detetive sangue nos olhos porque ela foi muito sangue nos olhos neste episódio. Ela foi no seco, não deu folga, embora suas emoções a norteassem praticamente o tempo todo. Enquanto Lindsay teria uma facilidade em se envolver com as vítimas e levar isso para si, Kim manteve o foco e ajudou a remontar um caso negligenciado há uns bons anos. Pensei que a personagem quebraria em algum ponto, afinal, é difícil ser mulher e não se envolver com uma investigação dessas. Nada como colocar trabalho acima do pessoal.

 

A confiança quase cega que Voight está dando para Burgess e os impulsinhos de Lindsay para que a mesma tome a frente do que acha correto, deixou meu coração mais quentinho. Foram nesses instantes que voltei a me perguntar o que diabos pretendem com esse cold shoulder (para não dizer outra coisa) de Olinsky. Não faz sentido e continuarei a repetir isso até o fim dos tempos. Pelo menos, me senti recompensada quando o jornalista dá um shade em Al e só me restou rir furiosamente. Male tears vieram mais rápido que o esperado. Adoro, não nego.

 

A única coisa que me incomodou, obviamente, foi o singelo desespero de saber de Ruzek. Sim, as tensões Burzek podem e devem acontecer quando ambos estiverem frente a frente, mas é a segunda vez que tentam impor a presença dele à toa. Não precisam forçar tanto a barra para criar uma expectativa que existe desde que Burgess foi promovida. Quem é fã do shipper sabe que esse reencontro é aguardado.

 

Nem eu que tenho todas as minhas críticas estou fingindo que não é comigo. Me poupe, se poupe, nos poupem!

 

Os demais

 

Resenha Chicago P.D. - Rixton

 

Juro que achei que o boy Revenge não agregaria valor algum e não é que ele agregou? Depois da mudança súbita de Olinsky, acreditei que o novato seria um pé no saco, ditador de regras e afins. Só sei que esse cidadão me deixou com uma sensação de buraco tremenda, algo que sinto desde o episódio anterior. Poderia dizer que é culpa de Antonio. É também, mas incluo o fator mudanças no geral, que nos obriga a transitarmos junto. E eu não quero porque não orna. Como faz para interromper isso? Até o mural mudou de lugar, socorro!

 

Enfim, não tenho muito que dizer sobre Rixton ainda, mas até que curti. Respeitou o espaço, não quis falar mais alto que ninguém, tomou aquela chamada de atenção (sai Al, ugh!) básica. Espero que continue assim, sem querer furar o olho de ninguém – apesar que Kevin ficará de cara, pensem.

 

Poderia afirmar que não tenho nada a comentar sobre o pai de Erin porque o aparecimento-queimação-de-etapa me fez lembrar de Bunny-queimação-de-etapa. Tirando Nadia, tudo que estão dando para Lindsay vem do nada, sem ambientação, sem desenvolvimento, sem preparo emocional. Metem os pés pelas mãos só para dizer que tem storyline além de Linstead, mas não tem. Para piorar o incômodo dessa chegada do além, a detetive ficou muito bem diante da figura paterna. O que foi que eu perdi enquanto lidava com a minha vida?

 

Não tem como dar bons créditos a esse grupinho de personagens. Não quando a própria figura materna foi esquecida na season passada em meio ao seu boicote contra Voight. O que mais me incomoda nem é esse plot hole, mas como Lindsay optou pela serenidade diante da novidade. Considerando o abismo que foi sua adolescência, é meio impossível ficar assim tão de boa. Ok, ela é adulta e madura em vários aspectos, mas vê-la aceitar a dita fantasia é destoante perto do seu posicionamento com o retorno de Bunny. Tudo bem que com a mãe foi 100% bad blood, mas em ambos os casos houve abandono seguido de falta de notícias. Queimação de etapa sim!

 

O mais engraçado é que Bunny me volta e já tem mil e um planos de vida. Me ensina? Nada faz mais sentido nesse papo de família de Lindsay. Está empacando Halstead de quebra também. Não tem como dar meu like, sinto muito.

 

Concluindo

 

Resenha Chicago P.D. - Girls

 

Caso bom é quando o personagem em destaque flui. Mais uma vez, Burgess poderia me fazer apagar as reclamações quanto ao que os roteiristas andam escrevendo para ela. Porém, se eu demorei quase dois anos para perdoar o descaso em Chicago Fire, algo em processo interminável, quem dirá me convencer de que Justice foi um dito mal necessário somado a todas as bobagens machistas e sexistas em torno dessa moça. Me poupem!

 

Burgess abocanhou uma ótima investigação, diga-se de passagem, que, além de ter sido praticamente largada a sete ventos, exigiu bastante raciocínio. Gosto dessa catação de milho. A situação foi complexa, cheia das discrepâncias como a ironia de todos os arquivos relacionados se perderem por aí. Houve bastante confusão ao longo da corrida da UI, o que trouxe energia e tensão. Além disso, um trabalho em equipe que não tem do que reclamar quando há compasso e atenção a todos.

 

O que restou no final foi o dito choque. Não só pela revelação de quem cometeu o crime, mas do posicionamento e da reação do dito cujo. Uma dissociação que nem tem o que comentar. Não lembro agora se disse isso no caso Yates, mas vale o lembrete do quanto admiro atores/atrizes que se prestam a tal papel sem vomitar. Não teria esse sangue frio. Esse ponto de impacto roubou minha respiração juntamente com a libertação de Deanna. Foi uma resolução insana em cima de um crime possível e recorrente na realidade. Plausível e só consegui pensar na dor da mãe de Ricky. Puxadíssimo, enojante, mas muito bem engatado e solucionado. Baita plot twist.

 

Este foi aquele episódio com carinha de SVU que criou um paralelo entre figuras paternas. O homem de boa família que cometia crimes hediondos e o pai que cumpriu sua pena e agora quer ter uma vida decente. Não esperava uma finalização dessas, de verdade.

 

A pergunta que fica: onde você está Ruzek? Não é a primeira vez que ele tenta um trabalho disfarçado. Se for para vingar, que não seja como Climbing Into Bed porque esse flop precisa ser superado. O garoto merece um episódio decente.

Stefs
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