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25/jan

Nem acredito que chego aqui para zerar o atraso das resenhas de Chicago P.D.. Vamos celebrar! Confesso que foi um tanto quanto difícil, mais porque esses últimos episódios exigiram muito da minha paciência. Pela milésima vez: o que diabos anda acontecendo com essa série? Dormi, voltei, e me pergunto o que ando perdendo para não conseguir me encontrar nessa bagunça.

 

Honestamente, me sinto como nas temporadas 3 e 4 de Chicago Fire. Sabe quando você começa a assistir o episódio da semana pelo motivo errado? Aquele que a faz consciente de que se deixar para depois a chance de retorno é nunca mais? Eu mesma. Bom é que dessas ameaças de mim para mim conheço bem. Afinal, sou a pessoa que sempre ameaçou largar The Vampire Diaries e sigo com as resenhas. Praticamente, o ditado infernal chamado até que o cancelamento nos separe.

 

Com as Chicagos, ainda há afeto e benefício da dúvida, mas não nego que está rolando um desgaste. Mais precisamente em Chicago P.D.. O empenho nessa série simplesmente parou a fim de dar atenção a trivialidades que nem podem ser chamadas de background dos personagens. Todo mundo emperrou no tempo devido à queda de desenvolvimento dos detetives e colegas. Há uma quantidade excelente de pessoas em cena que não está sendo aproveitada e a ausência desse investimento é perceptível. Ao ponto da história atual de Lindsay ser mais do mesmo, só que de um POV alterado.

 

A investigação do 4×11 tinha um apelo interessante, mas o roteiro partiu de um único ponto de vista aka deu atenção total a Lindsay. Empreitada que aniquilou a dinâmica da UI, que só esquentou muito perto do final do episódio. Um tema desses de polícia vs. polícia me fez lembrar o 1×08 e o que ocorreu nessa semana de Chicago P.D. foi de uma vergonha sem precedentes. No mínimo, era de se esperar uma treta entre ambas as forças da justiça, mas a preocupação em torturar Erin a base de uma carência se tornou prioridade. Uma prioridade para render o boato de que Voight é o pai dela.

 

O que foi que eu perdi?

 

O 4×11 apostou com todas as forças nesse drama familiar nada novo ao redor de Erin. Investida que praticamente anuncia que a detetive é unilateral, ou seja, só tem uma coisa para ser desenvolvida. Um viés de revirar os olhos desde o instante que ela anunciou que queria viver a fantasia. Assim, de boa. Normal. Só que não. Por conta dessa atenção, tal episódio foi arrastado e, de quebra, irritou com Linstead e seu novo estilo 4ª série de ser. Lindsay na nave por causa de Jimmy e Jay sendo intrusivo pra caramba formaram um combo que me fez querer ver o filme do Pelé.

 

Resenha Chicago P.D. - Bunny

 

Não é de hoje que comento o quanto Lindsay empacou também. Não é possível que ela só tenha isso para contar. Tudo que a norteia desde a temporada passada é mais do mesmo com uma sutil repaginada. Jay seria o frescor, sendo que até o relacionamento anda sem propósito. Para uma personagem carro-chefe, suas storylines estão aquém do esperado. Filtrando a situação, a única cena que valeu nessa história foi o show dela para cima de Bunny. Excelente, merecido, mas isso estalou algo que não tinha considerado antes. Ao menos, não com tanto afinco como agora.

 

Cheguem aqui: Bunny é uma recorrente que influência em vários aspectos a vida de Lindsay. Ela tem mais relevância que muitos avulsos de Fire. Por isso, como é que nunca se preocuparam com o background dessa senhora? Alguns podem pensar que é desnecessário, afinal, a personagem em questão não é regular. Contudo, é muito fácil dizer que só ela é errada sendo que ninguém empurrou Erin para ser uma tragédia dos 15 em diante. A mãe foi o estopim, entendo, mas é prático demais colocar a detetive como a pessoa mais correta do universo nesse quesito. Ambas erraram, mas só um lado tem sido crucificado – sem aprofundamento de storyline.

 

Bunny está em torno da filha desde meados de S2 e nada sabemos sobre sua pessoa a não ser a irresponsabilidade maternal. Por que ela é incapaz de mudar? O que houve no passado para ter tanta birra de Voight? Uma birra ao ponto dela forçar Erin a viver com ela na S2 e alimentar seus vícios? O que a faz tão mercenária? Tão falsa? O que houve em seu passado de maneira geral para ser negligente? Tem muito dessa senhora que não foi contado e isso é um problema porque só se escancara os erros. Não desmereço a dor da detetive, não mesmo, mas como estudar ambos os lados quando temos só um? Isso, no quesito trama, não precisamente de caráter e de benefício da dúvida.

 

Quando digo no quesito trama, é por isso: a história da detetive precisa desse embasamento para ter sentido. Principalmente se a meta for Voight as daddy. Não temos nada de Bunny para nos agarrar e formar uma opinião porque tudo que ganhamos é que a mulher é detestável. Os roteiros fazem questão de entregá-la dessa forma. Embora essa ideia de Hank possivelmente ser o pai biológico de Erin não ter sentido, pode haver chance de abrir mais esse plot. Temos duas mulheres com cargas pesadas se confrontando de novo e é fácil enaltecer a regular e diminuir a recorrente. Tá errado!

 

Não vamos brincar de fingidas porque sou do bonde que não suporta Bunny e que não tem paciência para mãe dessa estirpe. Falei muito mal dessa demônia, mas sabem quando você se toca que é muito fácil fazer isso? Que é justamente o plano? Que odiá-la meio que desvalida o outro lado da moeda? Essa senhora errou demais, não podemos nos esquecer, mas está na hora de dar um pouco de atenção para ela. Nenhuma mãe é negligente porque escolheu ser negligente. Já que tem tamanha relevância, nos deixar no escuro sobre seu background é injusto.

 

Erin limpou muita sujeira da mãe, literalmente, mas ter só um lado da história é simples e gera conclusão conformista. O que foi basicamente o caso. Não gosto de conclusão conformista porque demonstra preguiça de gerar um fim melhor. Limitar esse drama familiar a um ponto de vista mais uma vez rebate no que comentei lá em cima: a preguiça de Chicago P.D. em desenvolver personagem. Não é à toa que Olinsky e sua filha sumida não deu certo.

 

Resenha Chicago P.D. - Erin

 

O trágico é querer descer goela abaixo a ideia de que Voight pode ser o pai de Lindsay. Sendo que fomos educados a compreender e a abraçar a repulsa que o Sargento tem por Bunny. Uma repulsa inspirada no abandono e na negligência da mãe para com a filha. Really? Começo a achar que Julie Plec entrou para o time de roteiristas porque é a cara dela enfiar história onde não tem para embasar o que não existe e destruir timeline de personagem. Tem que rir para não chorar, sad but true.

 

O que dói de verdade em mais uma descaracterizada iminente é que querem empurrar uma traição no background de um homem que sofreu demais pela esposa. Gente, incitaram Chicago Justice em um episódio que contou com arquivo pessoal do Jason, pelo amor do hipogrifo! Querem embutir o fato de que foi fácil abrigar Lindsay porque a garota já era parte da família. Sabe o que isso me soa? Querem reprisar a história do Olinsky que falhou miseravelmente. O pai surpresa!

 

O único afeto que vi esse senhor ter ao longo das temporadas de Chicago P.D. foi pela Benson e ninguém mais. Criaram uma competição entre Bunny e Voight, com direito a “em seus sonhos”, tão quarta série quanto os chiliques atuais que abatem Linstead. Se Olinsky descaracterizado está bem ruim, quero nem ver a nhaca que aguarda Hank. Não-faz-sentido! Contudo, terá aprovação geral porque é lindo demais o Sargento ser pai da sua protegida. Vocês me poupem!

 

Se ambos tiveram algo no passado, como essa mulher não pensou nessa possibilidade antes? Ficou a entender que Jimmy sempre foi pensado como pai, o que só piora as coisas e explica o relaxo de Bunny. Mas não tem como se desprender do fato de que Voight e essa mulher é conflito e desprezo. Tanta coisa para inventar e me inventam história cavalada a troco de absolutamente nada. Haja paciência!

 

Fato é que Erin não precisava de um repeteco desses quando se tem Jay, Al, Platt, Burgess e uma penca de gente que está sem background desenvolvido. Inserir essa ideia de paternidade do Sargento é igualmente destruir toda a graça da trajetória dele e de Bunny. É como se intentassem fazê-lo menor por algo que, efetivamente, o fará melhor já que a irresponsável é a mãe. Por isso comentei o quanto precisaria vir à tona o outro lado dessa senhora. Lindsay super enaltecerá Hank e quicar a mulher traiçoeira em dois tempos. Não me seria nada surpreendente visto que a detetive abraçou Jimmy com uma facilidade que nem Atwater traduziria em uma piada.

 

Enfim. O 4×11 teve um tema pertinente e acabou ofuscado por bobagem. Emily foi uma porta linda para discutir descrença na polícia ao mesmo tempo em que a dita polícia especial não fazia nada de especial. Foi um caso de um norte porque tinha o bonde da Lindsay, mas, pelo menos, aproveitaram a brecha para tentar dar uma reanimada na “mitologia” de Chicago P.D..

 

Burgess resgatando a ideia do cartão me deu um pouco de vida e de esperança. Cabível a personagem passar por algo assim. É diferente dos riscos que correu e do trabalho excelente que tem feito desde que saltou oficialmente para a UI. Pior parte tem sido aguentar Al que, amarrando os dois episódios, tem que decidir o que quer da vida, porfa.

 

Resenha Chicago P.D. - Voight

 

Ao contrário do anterior, o 4×12 foi um tanto centrado na rotina da UI. Foi diferente devido à presença do padre, do respeito a igreja e da mudança do habitat de investigação. Houve uma discussão quase igual a ciência vs. religião que, nesse caso, seria polícia vs. as “politicagens” do dito santuário. Gostei de ver o caos da mídia e da família da moça, da proteção dos garotos. Mostrou o mesmo dinamismo de sempre da equipe, o foco, e beneficiou até o novato Rixton.

 

A empreitada deu um pouco de calor a mais em outra trama unilateral que rebateu em Burgess. A mulher que supostamente errou diante da ironia de ter entrevistado em primeira mão o culpado da vez. Tive que voltar pra ter certeza disso porque o papel de otária foi tremendo. E, ugh!, o que foi essa mulher salvando Al? Juro que gargalhei alto e a falsidade do “partner”, gente!

 

Além disso, o episódio voltou a pontuar a “mitologia” de Chicago P.D., e das Chicagos em si, com o retorno do bolsa Voight e da dedicação em reconstruir a igreja. Não houve nada muito drástico a se comentar porque a conclusão foi semelhante ao 4×10, com um peso dramático pra lá de reduzido.

 

Poderia me alongar, mas as resenhas estão atrasadas. Em uma pincelada geral, o 4×12 foi melhor que o 4×11 que, particularmente, foi extremamente pointless. Agora, coloco meus óculos 3D para essa suposta treta entre Voight vs. Bunny vs. Erin.

 

Chicago P.D. retorna no dia 8 de fevereiro

 

Stefs
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