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24/jan

É hoje que as resenhas de Teen Wolf ficam em dia e só lágrimas! Antes tarde do que nunca! Como fiz na dobradinha anterior, serei breve em vários âmbitos e esta semana pegarei firme no bonde.

 

Então que o foco continuou na captura de um Ghost Rider. Empreitada que, claro, destacou Liam e Cia. que não perderam a pose de líderes do até grande plano da temporada. Está virando um bom costume ver Scott apenas como conselheiro, afinal, vamos lembrar que Beacon Hills estará sem o bando do Alfa em breve. Deixá-lo em tal posto, como aquele que discute e aprova/reprova uma solução em meio ao conflito, tem beneficiado bastante o desenvolvimento de storyline no âmbito ação do seu Beta. Em cima do que podemos chamar de medidas desesperadas, a intenção não se perdeu da meta de ter um inimigo em mãos para assim compreender o cerne da mitologia. Tudo com um extra vindo de Theo que permanece inserido em uma repaginação que não quero me apegar.

 

Mesmo com grande presença de Liam e Cia., quem ganhou destaque foi o Sr. Douglas e seu objetivo, mas nada esclarecido. Ambos os episódios foram dedicados a desenvolver esse cara que norteará as coisas daqui para frente. Digo que esse senhor me impactou, muito, e quero eu mesma enforcá-lo.

 

Sempre temos aquela noção de que vilões em Teen Wolf são impiedosos, mas esse cara extrapolou limites. Fiquei arrasada com o pobre do Ghost Rider, sendo que não deveria, mas chateadíssima com a crueldade. Um duelo entre indesejados pra lá de impactante. Instante que destacou a frieza do professor, sua sede de finalmente obter o que lhe foi recusado, e o quanto Theo não está mesmo para ser um traidor em nome dos velhos tempos. O nazista mostrou o seu valor como o último inimigo sobrenatural com probleminhas e muito se imaginou sobre uma possível treta com o objetivo da Wild Hunt. O que aconteceu para tanto desejo de vingança?

 

 

Resenha Teen Wolf - Douglas

 

Douglas foi capturado pelos Dread Doctors, o que deveria ser seu foco maior de vingança. Desejar um exército só para si me fez ver navios por alguns segundos. Afinal, para que você quer um time desses em um tempo que não tem rolado guerras como as próprias que enalteceram o nazismo? Todo caso, foi um baita plot twist, tanto a revelação do seu hibridismo quanto o poderio do chicote do Ghost Rider. A sensação de invencibilidade se fez presente e o cara se mostrou implacável. Do jeito que gosto para praguejar até a série acabar. Como assim ele chega agora e despacha as pessoas?

 

Boa pergunta!

 

Com novas incógnitas na mesa, nada como um retrocesso para pontuar o objetivo do Sr. Douglas. O aprofundamento que justificou sua sede por um Ghost Rider, que nada tinha a ver com empatia ao mesmo propósito de Liam. Foi sobre algo muito maior e quem estiver no meio será encaminhado para a estação fantasma – se é que posso pontuar dessa maneira porque vai que o professor faz o despache para outro canto. Gostei do que transcorreu no 6×08. Foi o auge emocional da temporada com tantas baixas e novas descobertas sobre Stiles. Foi literalmente o instante desesperador e que deixou o agridoce de que nada pode ser solucionado.

 

Se o 6×07 foi de um baita team work, o 6×08 foi team salve-se quem puder. O vilão mostrou que não está para gracinhas e quer seu exército. Com direito ao Parrish. O peso do conflito dessa temporada de Teen Wolf nasceu no 6×06, se esticou e aqui atingiu limites emocionais inimagináveis devido à impiedade desse homem. Ainda bem que é uma trama sobre esquecimento, porém, é impossível não associar os “sumiços” de Melissa, Argent, Hayden, Corey, Mason, etc. com morte. Foi um golpe atrás do outro, deixando a sensação de que logo mais haveria velórios. Sofrência pura por se tratar de personagens queridos que você nunca espera que vá acontecer alguma coisa. E aconteceu.

 

Depois de explicar a mitologia da Wild Hunt, o papel de Lydia e onde Stiles está, o que faltava era desequilíbrio. Douglas vale por 10 personagens enquanto os bandos não possuem mais tanta gente para contar. A não ser o Xerife, mas me pergunto o quanto esse homem tem ideia do sobrenatural que o rodeia. Um ponto pertinente que rebateu em lembrar do filho e foi emocionante pra caramba.

 

Por um lado, não esperava nada de diferente sobre Douglas. Ao menos, no quesito comportamento porque, bem, o que esperar de um nazista? A boa é que o roteiro do 6×08 fechou os buracos existentes na trajetória do vilão suprassumo da vez e fico cada vez mais grata por se preocuparem com isso. É um forte inimigo, sem sombra de dúvidas, especialmente por ter um plus de leão em seu gene sobrenatural. De quebra, o poder do chicote dos Ghost Riders que o torna uma pessoa em 3 contra um bando de adolescentes que só tem como opção correr.

 

Respaldo geral

 

Resenha Teen Wolf - Stiles e Claudia

 

Cenão entre Lydia e o Xerife no 6×07, hein? Pena que estou incomodada com essa centralização da ruivinha por algo que deixou de ser desenvolvido há eras em Teen Wolf. Ok ela ter uma proximidade maior com tudo que representa Stilinski, mas confesso que está muito exagerado.

 

A questão das relíquias continua firme e forte na trama. Elas vieram à tona novamente em um quarto vazio, escondido pelo papel de parede que Lydia queria tanto cutucar. Apesar dos pesares, a personagem em questão representa o ponto emocional da temporada e tem estendido tal feito com sucesso. A moça é a própria linha do mural investigativo de Stiles, mas ainda acho que Scott deveria ter assumido esse papel. Os melhores amigos que fundaram Teen Wolf, simples assim.

 

Sem contar que Martin nem olhava para Stilinski direito na S1. Algo que aumenta a sensação do quanto é meio discrepante esse esquecimento do garoto porque, aos meus olhos, tal ato deveria influenciar no aspecto geral da série. Só se apoiaram no presente, um ínterim de meses, mas ainda me soa errado.

 

Malia pode não ter assumido o papel de solucionadora do esquecimento de Stiles, mas continua com uma proposta um tanto quanto melhor que a de Lydia. A personagem resgatou o tema de âncora e não tem como combater isso visto que a moça tem problemas atuais com transformação e com temperamento. Itens que Stilinski ajudava a controlar. Não tiro os méritos da caçada de Martin, não mesmo. Faz sentido ela ter essa responsabilidade, mas não sinto firmeza quando penso que o relacionamento Stydia foi mais esquecido que Peter na Eichen House.

 

Bom mesmo, e que me fez dar um berro, foi Claudia ser revelada como o problema. O que não era uma surpresa, pois os episódios anteriores, antes mesmo de Canaan, entregaram tal erro nos tempos atuais. O Xerife pisou na sua necessidade em forma de luto e cedeu às memórias do filho. A ausência da esposa era o vazio que estava sendo preenchido e que suprimiu a existência de Stiles Stilinski – e me recuso a tentar escrever seu nome original, gente que nome é aquele, socorro! Foi tão triste quanto Lydia tentando convencê-lo de que a criaturinha adorável existe. Chorei litros!

 

Fora dessa bolha, não posso esquecer de comentar sobre Liam. Criança que cresceu demais no 6×08 junto com Hayden. Boto tanta fé nesse grupinho novo ao ponto de me tornar a pessoa mais suspeita para falar dele. Continuo a apreciar a boa dinâmica e o cuidado nos detalhes. A abertura que Scott oferece ao ouvir as opiniões de cada um. Como disse desde o início, é treino e nada melhor que treinar na prática. Esse bando atua por reflexo ao bando antigo e a parte ótima é que também está propenso a erros. Ver Mason e Hayden partir só contribuiu para aumentar a sensação de arraso emocional e quero saber como o líder dessa panelinha agirá daqui por diante.

 

Pelo menos, Liam continua com força na língua. Desde o início da temporada, o garoto está destemido em fazer seu bando funcionar, em mostrar a Scott que é inteligente e confiável. Porém, senti o início da irresponsabilidade. Tudo bem optar por Theo para dar um jeito na situação, mas ceder tão fácil ao ponto de quebrar uma espada, sem a certeza de que a antiga dor de cabeça de Beacon Hills diria a verdade sobre Douglas, foi cegueira momentânea. Mas é adolescente, age pelos hormônios, não podemos nos esquecer. Apesar disso, ele está mandando bem e é lindo ver essa criança crescer. E Hayden caminhando junto, tendo espaço de voz, é mais lindo ainda.

 

Não tenho nada a falar sobre Theo. Só sei que quero que ele seja relevante logo de uma vez.

 

Concluindo

 

Resenha Teen Wolf - bando

 

Já perto da metade da sua última temporada, Teen Wolf instala pouco a pouco o desespero de não se ter uma solução. Começam a apertar mais os calos do desespero, algo pontuado com a diminuição do elenco em cena. Os resultados serviram de lembretes de que, apesar da ideia de capturar um Ghost Rider ser genial, ao ponto de ser muito bem organizada e quase sem erros, a série é sobre adolescentes pagando mico para defender Beacon Hills. Em meio à tensão, a diversão não foi esquecida, piorando a sensação de um fracasso que encontrou sua entonação dramática ao esquecimento de personagens que acabaram consumidos pela fúria do Sr. Douglas.

 

Como veio dizendo nas resenhas anteriores, Teen Wolf está arrasando em sua continuidade. Cada episódio é complementar ao outro e isso favorece o raciocínio. Destacou-se o quanto duas forças paralelas encontrarão seu jeito de arrebatarem o final de tudo e me pergunto se os Ghost Riders chegarão a se manifestar contra o Sr. Douglas. Não é possível que seja tão fácil dominá-los.

 

Os paralelos entre o agora e um antes longínquo são as investidas que têm fortalecido a história central em seu passo a passo semanal. Douglas e o poderio do chicote se saíram como pontas soltas junto com a deixa de uma nova fenda que surge para quem lembra do esquecido. Uma perseguição que começou com Peter e Malia rendeu pano no 6×08 e se alongará no 6×09. O que parecia inofensivo, passou a ser um arremate para as memórias de Stiles.

 

Para cada um se lembrar de Stiles, o que deverá ser feito? O Xerife teve o quarto, mas e os outros? O interessante é que 6×08 respaldou muita coisa da abertura, como a ideia de ter que morder menino Stilinski para fazê-lo passar pela fenda central que agora está sob controle de Douglas. Torci o nariz para essa ideia, principalmente porque crio um paralelo automático com Matt Donovan de The Vampire Diaries. Ambos precisam terminar humanos porque é a essência deles.

 

Ambos episódios foram ótimos para assentar o perigo que faltava. Aquela sensação de desespero. Considero um bom momento ao mesmo tempo em que pode ser preocupante. Desenrolaram bastante coisa até aqui e Douglas me parece vilão de uma via só. Ao cogitar que os Ghost Riders não seriam os reais vilões, esperei que haveria um tipo de proteção sobrenatural contra alguém maior. Caí literalmente do cavalo da Wild Hunt e me pergunto como a aliança forçada entre essa turma será quebrada. A única pessoa até então que tem plena capacidade disso é Lydia e Parrish.

 

O que ficou para refletir foi a nova fenda e quero saber como cada um rememorará Stilinski. Tenso é que Douglas conseguiu seu dito exército pessoal muito mais rápido que o esperado, mas ainda sinto que tem mais motivo. Por que Beacon Hills? Só por que foi palco do flashback na era nazista? Por um viés negativo, tudo aconteceu muito rápido nesse quesito e com a diminuição do elenco isso se torna um tanto quanto tenso. Principalmente quando o Xerife é a única figura adulta entre quatro adolescentes (tem a mãe de Lydia, mas…). Vão precisar de muito caldo, com certeza.

 

Eis que chegamos a um grande divisor de águas que mudou todo o rumo da série. O nome desses episódios deveriam ser golpe baixo parte 1 e parte 2. Não tem como segurar a expectativa. Principalmente com a ideia de que os sumidos atuais podem reencontrar Stiles.

Stefs
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