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27/jan

Alguém me explica como é que se cura a choradeira depois de tanta nostalgia escancarada? É, difícil, já que o episódio desta semana de Teen Wolf foi puro revival. Por um lado, estava até que preparada, mas não completamente. Cair duramente na real de que estamos perto do fim dessa série terminou de me arrasar e passear nessa memory lane em busca de um Stiles refugiado no subconsciente alheio foi pura tristeza. Uma tristeza boa, claro, porque não falamos de mortes.

 

A preocupação também existiu devido à pouca quantidade de personagens em cena. Contudo, o episódio conseguiu se manter no pique a partir da confiança de dois lados que queriam atingir um ponto em comum. Para isso, nada como dar um freio no Sr. Douglas, pois a deixa da semana passada foi a nova fenda que supostamente traria Stiles de volta. Uma pausa que permitiu que os eventos prosseguissem na mesma noite para ajeitar o tabuleiro desfalcado. Sem chance do sangue esfriar, iniciativa muito boa porque todo mundo trabalhou sob pressão. A ordem foi se virar enquanto a Wild Hunt transcorria impiedosamente, acarretando um equilíbrio de se admirar. Afinal, a sensação de encheção de linguiça chegou muito perto de ser real.

 

O episódio trouxe aquela sensação simultânea de que estava parado e agitado. Foi uma semana de picos que enalteceram as mais variadas emoções nessa corrida contra o tempo a fim de relembrar Stiles. Um mix intercalado entre Liam e Theo mais Scott, Lydia e Malia, que não deixaram o resfriamento tanto da ação quanto do drama engatilhar. Enquanto dois corriam, três regaram a trama com a sofrência e o mistério de como cada um abriria o subconsciente quando se nada tem sobre a cola de Teen Wolf. Ao menos, não como o Xerife que contou com o quarto.

 

Malia, Scott e Lydia não foram tímidos em nos golpear com momentos-chave da série. Particularmente, foram as melhores escolhas. A começar por Scott que sofreu quase uma sobrecarga memorial ao engatar um plano que foi sofrendo reajustes até o derradeiro final. Ação que aumentou a angústia de uma iniciativa que ninguém sabia se daria certo. Foi um titubear que exigiu demais do autocontrole e do raciocínio rápido das garotas. Quanto mais falhavam, mais se aumentava o desespero. Bateu uma mega desesperança porque esse grupo de adolescentes só tinha um ao outro para contar. Todas as figuras adultas saíram de cena (Xerife </3) e agora a temporada depende, literalmente, de adolescentes que partem mais pelo instinto que pela lógica. E isso gera nhacas.

 

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De tantos retrocessos de Sciles que poderiam resgatar, nunca esperaria que viesse algo do 3×06. Meu episódio favorito da primeira parte dessa mencionada temporada. Aquele que chorei tanto, mas tanto, e chorei de novo como se visse tal cena destacada pela primeira vez. Foi uma passagem tão importante, tão significativa para o que viria a seguir com Void Stiles, tão cheia de desafios e de provas que testaram a lealdade de um grupo acometido por uma força sobrenatural silenciosa. Arrepiei-me toda, principalmente por relembrar que estava no ápice da minha paixão por Teen Wolf. Não que tenha mudado, mas, a época, eu estava em um estado de euforia tremendo.

 

(e super apaixonadinha por Isaac Lahey e esse garoto me arrasou demais!)

 

Em sequência, tivemos Malia que trouxe o instante óbvio na Eichen House. Intimamente, queria que ela fosse responsável em trazer Stiles de volta. Apesar dos buracos e da falta de desenvolvimento em torno de Stalia, o primeiro contato humano dela foi ele. Um contato livre de qualquer traço de paixonite adolescente porque partiu de um ponto de empatia genuíno. Ambos não se conheciam e o cuidado dele por ela brotou muito naturalmente. Além disso, foi ele quem a fez mais humana ao dar um apoio imensurável na fase tensa de ser ou não ser coiote.

 

Mas existe Sciles, né? E ignoraram fatalmente a dupla que é a razão de Teen Wolf existir. Mas seguimos…

 

A conexão Stalia é forte à sua maneira. Significativa porque Stiles puxava Malia para seu status de sanidade. Por alguns segundos, acreditei que a jovem seria brindada com a responsabilidade de trazê-lo de volta, especialmente ao relembrar da menção de âncora na semana passada. Ainda defendo que essa personagem tem representado mais a questão do quanto a ausência do garoto mudou os arredores e deixou a indagação de quem eu sou sem a marca do esquecido na minha vida?. Scott e Lydia me parecem os mesmos. Até o Xerife. Tate está completamente perdida sem Stilinski e dou ainda mais relevância aqui por não haver o viés romantizado. Ela não tem equilíbrio. Não quando seu solo seguro vinha da pessoa que “não existe mais”.

 

Além disso, a identidade de Malia vem do que Stiles mostrou a ela depois da Eichen House. Pelos olhos dela, você sente o quanto Beacon Hills está errada porque tiraram um ponto de equilíbrio. Afinal, Stilinski era também símbolo de estabilidade. O trio está longe do estável, claro, mas a personagem em questão está com os sentimentos à flor da pele porque se perdeu dentro de si. Desde o esquecimento, a coiote mostra mudanças em seu comportamento, escancarando o quanto algo lhe faz falta. Mesmo não sendo a responsável, seu momento em busca da mão amiga foi tão tocante quanto o de Scott. Tocante o bastante para reluzir um pouco da fenda.

 

Resenha Teen Wolf - Stydia

 

Assim como Malia, a lembrança de Lydia não foi uma surpresa e me fez reviver o quanto esse instante Stydia dividiu o fandom de Teen Wolf. Eu tenho um probleminha com essa cena, confesso, mas já passou do tempo de dizer algo. Independente disso, ela era o mistério já que, mesmo Banshee, seu corpo não regenera. Uma vez dentro daquela cópia de refrigerador, a adolescente cairia morta porque não resistiria pelo tempo suficiente para cutucar uma lembrança.

 

A hipnose se saiu como uma mão na roda. Prefiro me abster de quaisquer comentários mais aprofundados, mas torci o nariz por Lydia ser a escolhida em trazer quem faltava de volta. Ah, mas você queria Malia – sim, justamente porque não tinha apelo romântico (e podem reler os parágrafos acima sobre ela). Estão forçando tanto Stydia ao ponto deste episódio ser uma afronta a Sciles. Comentei na semana passada que empurraram de uma vez só o retorno desse shipper e não tem como negar que tanto esse quanto Stalia foram esquecidos no churrasco de tema desenvolvimento. Ambos os casais se sustentavam com momentinhos fofos e ficaram no superficial.

 

Em contrapartida, a força de Stydia se simboliza no fato de que ambos são a dupla que tudo fazia e que tudo descobria. Por um longo tempo, os dois foram meramente os humanos correndo atrás de soluções. Isso aumentou a friendzone uma vez que a ruivinha teve vários outros relacionamentos e Stilinski eternizou chupando o dedo. Por esse ponto de vista é até mais fácil aceitar Lydia como responsável por tal retorno, mas deixa de ser graças ao peso romântico embutido.

 

Mesmo com as minhas argumentações, esse espaço era para ser de Sciles. Porém, a trama mostrou que havia muita bagagem para Scott escolher apenas um ponto e relembrar. Ambos têm vários momentos e o que o grupo precisava era de um frame poderoso para abrir a bendita fenda. Era uma corrida contra o tempo. Não havia tempo de escolha. Até Malia tem muita coisa a ser recordada, mas ficou, ironicamente, nas mãos de Lydia, a pessoa que teve uma única cena de peso com Stilinski – e depois a partida no 6×01, uma emenda com a visualização dela que deixou o coração menor.

 

Stiles sempre foi um peso significativo em Teen Wolf. Não apenas por ser o humano da turma, mas por sempre ver além de qualquer situação e de qualquer pessoa. O adolescente viu muito mais além da Lydia patricinha, de Scott lobisomem e de Malia com seus problemas de transformação. O olhar humano não suprime seu papel de cola e é essa cola que conseguiu manter a série perdurando por praticamente seis anos. Chegar aqui e tentar escolher qual momento foi melhor é deveras injusto porque cada um teve sua bagagem com o personagem. Uns mais. Outros menos.

 

Foi uma soma da saudade que rendeu em Stiles como a luz no final do túnel. É isso que importou depois de tanto frio e de tanto sofrimento.

 

Concluindo

 

Resenha Teen Wolf - The e Stiles

 

Os acontecimentos desta semana chegaram muito perto do morno visto que nenhuma reviravolta estonteante ocorreu. O roteiro dependeu apenas do trio principal que não vinha contando com muito já que o bando de Liam assume boa parte do plot central. Independente disso, Scott, Lydia e Malia honraram o ciclo de memórias e regaram a trama de muita nostalgia. Além disso, de tensão por representarem as poucas pessoas que ainda resistem à Wild Hunt. Tudo poderia acontecer, uma inclinação extrema para o erro, mas, no fim, deu tudo até que certo.

 

Esse overload de memórias deixou aquele agridoce de que Teen Wolf está perto do fim. Cada investida rendeu uma pausa para comedir a tensão de um trio que estava realmente disposto a sacrificar a mente e o corpo para trazer o amigo de volta e para evitar que Beacon Hills se transforme em uma cidade fantasma. Foi uma decisão tremenda e que poderia falhar. Posso até arriscar a dizer que foi uma ode a S3, especialmente pela imitação do fatídico mergulho na banheira. Teve até menção ao Isaac e fiquei tristíssima porque queria Daniel fazendo uma pontinha.

 

Não posso finalizar sem comentar algo sobre Liam e Theo – mesmo não tendo muito o que comentar. Ambos batizaram este episódio com o perfeito estou rindo para não chorar. Só risadas dessa luta destrambelhada para distrair os Ghost Riders. Taí uma parceira que jamais passaria pela minha cabeça que um dia aconteceria. Um tapa buraco que poderia ter sido mais sentido se não houvesse propósito e se a carga emocional do roteiro não tivesse sido muito bem trabalhada. Mesmo com as palhaçadas desses dois, foi impossível se desligar do que acontecia de maneira geral.

 

Foi um episódio de duas vias que mostrou de novo a que veio. Emocionante, nostálgico e com aquele cliffhanger que pode ser trabalhado semana que vem. Afinal, é o modo de operação de uma temporada superfocada, que não anda perdendo tempo. Foi uma busca complexa no subconsciente dessa turma a fim de trazer aquele que mudou suas vidas, que nunca arredou o pé e que estará entre nós novamente, amém. Pensar em hiatus a essa altura do campeonato é muita maldade.

Stefs
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