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21/jan

Pensei em fazer essas resenhas de Teen Wolf separadamente, mas, como estou atrasadíssima, resolvi uni-las em um texto só e assim seguirá até tudo ficar em dia. Os comentários abaixo são dados como se eu não tivesse assistido aos episódios faltantes e estão mais distantes de um senso crítico devido ao prazo de validade do bonde. Oremos!

 

Ainda estou em dúvida sobre qual dos dois episódios mais gostei porque ambos foram o ápice da temporada. Não só por darem mais sobre o como, o quando e como anda um Stiles esquecido, como também por explicar o que acontece uma vez que os Ghost Riders fazem a limpa na cidade. Além disso, deu uma pincelada no papel da Banshee em meio a esse caos. Esses dois acontecimentos, em semanas diferentes, deram a entender que alguém precisa fazer um tipo de pacto ou de sacrifício para manter um bem desejado e, assim, atrair a Wild Hunt. Ficou o questionamento se isso é exclusivo para tal persona sobrenatural que Lydia representa ou para quaisquer pessoas que estejam indispostas a perder algo precioso. Enfim, foi uma dobradinha cheia de informações pertinentes que já se sabe o quanto influenciam no futuro.

 

Óbvio que rever Stiles depois de tanto tempo foi uma grata surpresa e o ponto mais relevante do 6×05. Suspeitosamente, Stilinski estava consciente demais em comparação às pessoas que também aguardavam na estação de trem fantasma. Ao contrário de Peter que teve que ser despertado e, amém, preencheu maravilhosamente sua storyline largada em fins de S4. Uma mistura que tinha tudo para dar errado, mas, graças à liga Malia, que está cada vez mais relevante na trama, ambos conseguiram conciliar o desejo mútuo de sair dali e se fazer lembrado. Essas explicações dos buracos que ficaram quanto à “finalização” de alguns personagens no visual em vez do verbal têm sido mil vezes melhor. Me dá raiva esses esclarecimentos aleatórios desde Colton Haynes.

 

Outra parte maravilhosa do 6×05 foi desvendar os sons de trens que Lydia ouvia. Um arremate com direito a charadas das cidades no painel, que nada mais são as cidades fantasmas. Uma sacada bastante inteligente para o que viria a seguir no 6×06 sobre Canaan, um exemplo bem simples que destaca o senso de continuidade desta temporada de Teen Wolf. Inclusive, a fuga do pretexto de criar cliffhanger para trabalhá-lo mil episódios depois. Está excelente, como visto nessa semana em questão, onde o bando de Scott queria entender o jipe ao mesmo tempo que o próprio Stiles fortalecia o tema de relíquia e o conceito de estação de trem na trama. Continuem.

 

O 6×05 me deu a sensação de universo paralelo. O jipe foi o norte de tudo, mas nada aniquilou a claustrofobia de ver Stiles em um limbo, sem saber como retornar à realidade. A relíquia se saiu não apenas como uma fonte para o bando de Scott lembrar do amigo, sendo também uma ponte de acesso que amarrou a impressão com a verdade de que esse garoto existe. Peter teve um papel relevante, o que raramente acontece, e o jogo com as chaves me fez perder a respiração. Nunca acreditei em uma redenção para Hale, mas os desdobramentos desse episódio meio que deixaram tal intenção nas entrelinhas. Tenso é que Malia e ele não tiveram seus elos emocionais trabalhados, então, é meio esquisito vê-lo tão interessado na filha subitamente.

 

Teen-Wolf-6x05---Stiles-e-Peter

 

Peter foi um bait tremendo desse episódio. O cara ensinou como se lembrar de quem foi esquecido, como possivelmente se dá o retorno para a realidade, como os Ghost Riders supostamente controlam todas as pessoas “capturadas” e o estado do qual cada uma fica. Junto com Stiles, ele engatou uma trama extremamente delicada e sentimental, pois ambos queriam ser lembrados e isso foi o suficiente para impor desespero. A finalização foi a supercereja devido ao reconhecimento de Stilinski. Além disso, um momento de ouro de Hale ao reencontrar Malia. Para quem sempre foi egocêntrico, se sacrificar por alguém do outro lado foi um brinde e tanto desse personagem.

 

Estava com saudade do Peter, confesso. Foi bom saber que, apesar das dificuldades em uma estação de trem, o personagem não perdeu seu traço mau-caráter. As interações com Stiles foram interessantes e relevantes para o contexto de um episódio que foi muito diferente do que Teen Wolf trouxe até aqui. Inclusive, o 6×06. Embutiram mais da mitologia dos Ghost Riders com uma pitada de cidade fantasma com cara de filme de terror. Uma mistura que, particularmente, não tem como não gostar. Eu adoro!

 

Fato é que Peter e Stiles emocionaram com seus respectivos desesperos de sair da estação fantasma. Ambos arremataram um roteiro redondinho, muito bem direcionado. O que faltava de tensão nos episódios anteriores, esse mostrou que agora não faltará mais. Nem muito menos curiosidade, o ponto aguçado no decorrer do 6×05 e que deixou várias iscas para que o 6×06 desse uma resposta. No caso, o que acontece quando os Ghost Riders varrem tudo?

 

Por mais que tenha gostado dos dois episódios, penso que o 6×06 se tornou meu favorito até então. Sou suspeita pra falar de qualquer pegada sobrenatural. Sobrenatural do tipo a série Supernatural. Foi arrepiante e pertinente ao dar chance de fortalecer Lydia na trama, muito além de choramingar por Stiles (e isso está cada vez mais chato). De quebra, a adolescente ainda descobriu que seu papel de Banshee é mais solitário que aparenta e que há chances de ficar sozinha caso os Ghost Riders limpem Beacon Hills. Se eu for destacar um ponto altíssimo, foi o embate entre as duas mulheres feitas do mesmo fermento. Martin precisa de mais espaço para usar os seus poderes e não é de hoje que comento isso.

 

Outro ponto alto foi o retorno de Theo e pensei que isso demoraria. Tinha a dúvida sobre o instante ideal e, de novo, Teen Wolf mostrou que está empenhada em amarrar vários nós. Afinal, o que diabos esse garoto teria com os Ghost Riders sendo que sua amarração era unicamente com o Sr. Douglas? O episódio respondeu boa parte dessa lacuna de storyline e o interessante foi que o personagem parece ter sofrido um reboot mental. Considerando os traumas que acarretou na S5, é difícil dar confiança a esse cidadão. Nem todo fofinho e solícito. Só Liam mesmo para dar o benefício da dúvida.

 

Resenha Teen Wolf - Theo

 

De ameaçador, Theo se tornou uma ameaça e um ponto fixo de desconfiança. Ele passou por uma aparente repaginação que, confesso, me fez torcer o nariz. Apesar de detestá-lo, o garoto brilhava com sua sede de ter um bando. Ele era sacana e visceral ao manipular tudo e todos, e pagar de bonzinho agora meio que queima o potencial outrora visto desse adolescente. A parte boa é que seu retorno não é à toa porque, novamente, os roteiristas mostraram que estão atentos na continuidade e em preencher vácuos.

 

Liam merece vários créditos no 6×06, como tem merecido desde que a temporada começou. Seu intento de capturar um Ghost Rider amarrou não só Theo, como o professor maligno da vez. Embora seja um projeto furado, elogio mais uma vez a iniciativa do garoto. Por essas e outras que essa temporada de Teen Wolf caminha muito bem, sabendo o que dar para cada personagem, sem permitir que ocorra a outrora familiar sensação de grande espaçamento ou de gente escorada (S3 sim!). Vê-lo ocupado, no mesmo ritmo que Scott e Cia., em seu respectivo plot, me dá vida a cada semana. De verdade. Melhor ainda só Hayden continuando a ter espaço de voz, o que é formidável.

 

Concluindo

 

Resenha Teen Wolf - Xerife

 

O bacana desses dois episódios é que ambos mostraram que Jeff e Cia. aprenderam a respeitar a continuidade da série e a preencher o tempo de trama sem tanta presa. Para uma temporada que começou meio morna, as coisas esquentam gradativamente. Aos poucos, tudo fica mais envolvente e dou um salve para as empreitadas um tanto quanto inéditas que têm feito a experiência até aqui inovadora. Fiquei embasbacada, embora muito tenha me lembrado da S4. Só que com uma qualidade superior.

 

A outra parte boa é que não demorou tanto para a essência de Stiles se posicionar entre o bando de Scott novamente. Muito além do jipe. Ato que rendeu dois episódios emocionantes e nostálgicos à sua maneira. Em um tempo que diria hábil, deixaram de lado os medos e anseios de quem ficou e de quem conhecia o garoto para partirem efetivamente para a ação.

 

Vale dizer que esse combo de episódios serviu para encerrar algumas storylines. Em um foi Peter, no outro foi aquele parecer típico e irritante que agora rebateu em Kira. Algo que não me conformo, especialmente por causa do tema da S6. Eletricidade?

 

O 6×05 discutiu as ondas magnéticas e isso dá em Kira, a kitsune. Os roteiristas aclamaram que a participação da personagem tinha chegado ao fim, mas, agora com a mente menos anuviada, me pergunto o que diabos isso significa. Afinal, a fatia dos Ghost Riders que abarca a questão do raio é muito trabalho dessa garota. Para piorar, a mãe me aparece no 6×06 com a espada, sendo que a adolescente quem deveria ter a missão de trazer Theo de volta uma vez que o encaminhou para as Skinwalkers. Nunca compreenderei as razões de demitirem tanta gente. Por essas e outras que me agarro a ideia de que os bastidores dessa série é deveras complicado. Quem sai nunca volta, vide a impossibilidade de várias participações que poderiam acontecer para encerrar TW com excelência. Pode até chamar de cuspi no prato que comeu, mas sempre houve muita treta.

 

Antes de ir, preciso falar sobre Melissa e Chris. Começo a me perguntar o que intentam com essa história. Não nego, shippo forte, mas não aceito menos que essa mulher começar a realmente manjar dos seus arredores sobrenaturais. Foi cômico o instante em que a mama McCall ficou responsável pela vida ou pela morte do Argent. Espero que recheiem essa aliança.

 

Enfim, dois episódios emocionais que revelaram um baita background quanto ao plot central. Lydia e Theo se fortaleceram enquanto os Ghost Riders seguram o agridoce de que é impossível impedi-los. Tais personagens mostraram que esses seres sobrenaturais formam mesmo um grupo de vilões a se temer. Um grupo que não gosta de ser afrontado, que impõe medo, e só Merlin sabe pra onde aquele povo da estação vai no final do dia. Será que explorarão isso? Ainda dá tempo.

 

E nem preciso dizer que o Xerife olhando além do papel de parede me fez deveras feliz!

 

Agora me pergunto se o símbolo desenhado por Peter em sua ala na Eichen House significará algo. Afinal, aparece na abertura.

Stefs
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