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11/jan

Depois de três episódios de puro fermento, chegou a hora do bolo crescer. Teen Wolf traz mais uma semana de trama contínua e desbravou um pouco suas histórias A e B. De um lado, tivemos um aprofundamento de qualidade quanto aos Ghost Riders e do outro a busca da grande relíquia representativa de Stiles. Situações paralelas que engataram um rebuliço de qualidade, com direito a representação da família Argent, investida que sempre deixará meu coração muito quentinho.

 

O episódio emendou os acontecimentos do anterior, algo que sempre acho ótimo porque beneficia a sequência do roteiro. O ineditismo veio do aproveitamento de uma brecha noturna, que trouxe uma pincelada no plot do Mr. Douglas e que aproximou Chris e Melissa. Dois serumaninhos preciosos! Nessa interação, o interesse da Mama McCall em fazer um pouco mais me deixou contentíssima. Ela já ajuda bastante devido ao acesso no hospital, mas faltam mulheres no cerne da problemática. De quebra, essa maravilhosa ainda resgatou um pouquinho da essência dos Argent sobre caçar, tempo de treinamento e meticulosidade na calada da noite. Sentia muita falta disso. Os dois estavam ótimos em cena e arrancaram boas risadas.

 

Atitude que fortalece o destaque dos pais desde o início desta temporada. Além disso, a intenção dos escritores em não deixar essa fatia, que sempre foi tão importante à sua maneira, de fora do encerramento da série. Com um espaço na abertura, seria o mínimo que poderiam fazer enquanto os adolescentes norteiam o cerne do conflito.

 

Nunca foi segredo para ninguém o quanto amo Argent. Vê-lo ser a bússola da trama, dando um tapa na ação da semana, deixou a impressão de que ele nunca saiu de Beacon Hills. Principalmente ao apoiar Scott nas decisões quanto ao que Liam desejava para o momento do ataque dos Ghost Riders. Ocorreram tantas coisas maravilhosas no rastro de Chris, mas destaco o feito na companhia de Malia. Soou muito com um paralelo Allison-Isaac porque o homem não tem mais ninguém e dar esse tipo de impulso em meio ao sobrenatural sempre foi uma parte da sua influência na série. Foi uma parceira inusitada visto que o caçador só circula entre Scott-Stiles-Lydia.

 

Essa é a primeira vez que vejo Malia ser útil porque houve um fator chamado independência. Detalhe faltante que, inserido neste episódio, lhe deu uma participação significativa na trama. Ela teve voz e teve que ser estratégica sem precisar de Scott e de Lydia. Um ponto extremamente positivo porque, desde que permaneceu em TW, a personagem se escora à sombra do trio principal e se manteve como alívio cômico por causa da sua inabilidade de “ser inteligente”. Argent fez o favor milagroso de empurrá-la para ser uma líder e só tenho a agradecer.

 

Resenha Teen Wolf - Argent e Malia

 

Atitude que também fortalece o que comentei desde que Stiles sumiu: ela é a única que realmente está sentindo um impacto de relevância sobre tal esquecimento. A personagem mudou bastante visto que nas duas últimas temporadas só souberam centralizá-la na coiote em adaptação, com zero leque de educação e apenas como a nova namorada de Stilinski. Chris exerceu um milagre que só ele é capaz de impulsionar nos adolescentes dessa série, mas fico meio assim porque mulher deveria empoderar mulher. Em Teen Wolf a maioria é homem, então, nem dá para exigir muito.

 

Argent foi a ponta do iceberg na interação maravilhosa no bunker enquanto Liam e Cia. continuam firmes e fortes com o treinamento na prática de como ser promovido para tomar conta de Beacon Hills no futuro. Situações paralelas que injetaram autoconfiança e liderança nessa turma. Scott foi fator relevante ao dar instruções ao seu Beta, destacando que não representa mais o punho da decisão final. Talvez, só em casos desesperadores porque a problemática dos Ghost Riders pode até ter engolido Stiles, mas é no bando mais novo que mora todo o conflito.

 

E para lidar com o conflito (central), nada como um grande evento de lacrosse. Todos no mesmo ritmo desesperador, engatando a agonia sobre lutar contra o invisível que passou a ser mais visível em vários âmbitos. A captura de quem viu os Ghost Riders na festa foi o instante-chave que fez o bando de Liam crescer de vez. Principalmente o líder. Gwen se tornou o movimento dessa panelinha que desbravou a trama com cada membro grudado e atento. Cada um teve uma emoção real e um tanto quanto diferente devido ao senso de prioridade. De ter que se virar sem saber muito bem como, mas priorizando a defesa do grupo e dos colegas próximos.

 

As conversas com Mason são um reflexo de que há preparo teórico e daqui para frente penso que a prática baterá forte nessa panelinha. Liam e Cia. é quem estão construindo a trama dos Ghost Riders, algo que era de responsabilidade de Scott e Cia.. Continua a ser agradável de acompanhar. Foi literalmente aquele momento rises que rebateu no posto de capitão comicamente dado ao filho de Scott. Ri demais dessa cena e fiquei tocada pelo endurecimento de um adolescente que percebeu de vez que não pode fazer corpo mole. Os amigos dele desapareceram, o que exclui totalmente o bando principal da série. Continuo curiosa para saber como os mais novos crescerão daqui pra frente. Mason maravilhoso como braço direito e sendo detentor da descoberta-chave da trama. Tudo bem estruturado e bem amarrado.

 

Liam encontrou seu auge esta semana, só que do jeito mais difícil. Ele sentiu na pele o que é fracassar, algo que só viu pelos olhos de Scott. Espero fortes emoções para o garoto porque McCall também correu contra o tempo para ser o Alfa que é hoje.

 

A relíquia de Stiles

 

Resenha Teen Wolf - Stiles Jipe

 

Para quê um bastão se temos o jipe?

 

Além de aprendermos sobre o aparecimento/combate dos Ghost Riders, agora temos uma linha invisível que abre brecha para um esquecido ser lembrado. Não chamaria exatamente de relíquia, mas de digital. E a digital de Stiles é o querido jipe.

 

A busca por essa relíquia beneficiou a intriga que ainda existe na storyline de Lydia. O que há atrás daquele papel de parede? Não se sabe, e penso que aponta para o erro que é a existência de Claudia. Se pensarmos bem, nada mudou drasticamente quanto ao esquecimento de Stiles. O que me faz pensar que, se a mãe existe, por que Allison não está viva? Indiretamente, ela morreu por causa do Void-Stiles. Por isso eu estou muito encucada com esse “sumiço” porque se tirou uma peça que mexe com toda a timeline da série querendo ou não.

 

Lydia não está vendo com clareza que tem alguma coisa errada e, possivelmente, além do papel de parede haverá respostas. Claudia se tornou aquela ponta que todo mundo achou bem linda e a realização de que Stiles não existe sinaliza a piora da situação. Afinal, ela é a única que se pode considerar uma discrepância da realidade atual da série. O Xerife podia muito bem ser homem solteiro, mas não reclamo da presença da mãe que sempre foi impactante na vida de menino Stilinski. De quebra, arrematou o papo da demência que pode render uma pista interessante. O comportamento dela diante de Lydia já chamou a atenção.

 

Agora resta saber como e quando se tocarão que o jipe está no estacionamento e é uma relíquia. E como isso puxará para o Stiles em pessoa. Aguardando.

 

Concluindo

 

Resenha Teen Wolf - Liam e Cia.

 

Eis o episódio mais relevante até então. Um pandemônio regado de drama e de aflição. Foi uma ótima semana para Teen Wolf, tanto no quesito trama quanto personagens. O ritmo estava alucinante. Scott enfrentando o que não podia ver aumentou a adrenalina, os alunos desaparecendo… Que loucura! Houve duas forças que colidiram no meio da ação e que enriqueceu o roteiro. De quebra, ambos os lados esticaram mais a mitologia dos Ghost Riders, agora com um pouco mais de pertinência. Estou começando a sentir aquela coisa chamada expectativa.

 

A meta que ficou é Liam capturar um Ghost Rider. O plano negado de “isca por um raio” serviu de um adiantamento pelo que supostamente vem por aí. Há muitas pessoas que precisam desaparecer, mas Parrish se saiu como uma arma inexplicável ao fazer um pipocar para o além. Pergunto-me aonde encaixarão o professor Alfa e Theo.

 

Em meio ao desespero de salvaguardar os alunos que viram esses ditos vilões, aprendemos (supostamente até que repitam o processo) como os Ghost Riders surgem e como interrompê-los. De um raio batemos em Parrish, e a quantidade de personagens em cena foi deveras relevante para acarretar o impacto desses “sumiços” que continuam sem motivo algum. Entrou para a lista de episódios favoritos da S6 sim!

Stefs
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