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22/jan

Isso mesmo, as resenhas de The Vampire Diaries se atrasaram (como tantas outras) e resolvi publicar duas em uma. Algo que não me foi nem um pouco complicado porque um episódio acabou complementando o outro. Um complementar que embasou o retorno do ripper. Continuo a não ter muito do que reclamar com relação a continuidade de trama, algo que tem sido muito bem administrado visto que temos poucos capítulos para o esperado fim da série. Porém, parece que entramos naquele ciclo repetitivo em que Stefan vai para o inferno e Damon vai para o céu. Por essas e outras que preciso relembrar que esse pesadelo logo termina. Não dá mais!

 

Independente de terem sido duas semanas boas para The Vampire Diaries, é inegável a reciclagem de storyline. Não que esse fator estivesse camuflado, mas voltamos à realidade de que não há mais nada para inventar a fim de “salvar” a série. Novamente, seguimos com a ponta de que Damon não morreu e retornou vivinho da silva por agora ser um filho de Cade. Previsível desde antes do hiatus, mas não tão previsível quanto ao flashback de mais um capítulo de Stefan como ripper. Sensacional ver Paul encarnar essa faceta do seu personagem pela última vez, mas cansativo, né?

 

O que fizeram de novo, e confesso que gostei bastante por ter dado certo frescor, é que amarraram Seline a esse novo fragmento do Estripador. Gostei da explicação dessa súbita mudança dela que rebateu na tentativa de acertar as coisas com Sybil. Melhor do que nada, né? Só isso soou relevante para o que se desdobraria no episódio seguinte. Uma nova transição na história que botou a roleta para girar sobre a dúvida do quanto Stefan suportará as emoções desligadas e a sede por sangue com base em um novo modo de operação que, supostamente, o fará voltar a si com facilidade depois de um ano de trabalhos a mando de Cade. É aqui que morou a grande obviedade porque claro que o personagem perderia o controle. Só restou esperar o revés e foi isso que rolou no 8×08. Decepcionada, mas não surpresa.

 

A diferença que deu para destacar nesse novo desligar de sentimentos de Stefan é que não foi um artifício de uma trama engasgada e que precisava de um up urgente. Algo que rolou no arco S4-S6. Se havia algo que passou a me incomodar profundamente em The Vampire Diaries foi o uso dessa inatividade de emoções para aquecer roteiros que não tinham nada de bom para contar. Além disso, para mudar os personagens que acabavam por retornar a si sem um desenvolvimento digno. Era um modo offline mais por capricho que por necessidade, algo que não ocorreu dessa vez. Amém.

 

Resenha The Vampire Diaries - Stefan

 

Contudo, não é uma investida que mantém o interesse. Não como nos velhos tempos. Assunto saturado que vale sempre pela ótima interpretação do Paul. Um deleite mais uma vez e um presente. Digo presente porque o flashback resgatou muitos traços significativos dessa história de Stefan, como a lista de vítimas que uma vez Elena deu de cara, uma das cenas mais relevantes do arco Stelena, e que Seline deu uma copiada. As odes para a S1 permanecem e não possuem intenção de parar. Nem quero que parem porque esses paralelos, por mais que envolvam investidas repetitivas, como o fator ripper, agregam um pouco de valor devido à nostalgia.

 

As sereias seguraram boa parte desses dois últimos episódios, o que não tira tanto o valor desse retrocesso na vida de Stefan. Honestamente, não sei se aguento mais Sybil e acreditei que a mesma tinha morrido nas mãos de Damon. Seline ainda tem sua intensidade de alma martirizada, de querer correr atrás do prejuízo, que me incomoda (como já disse) porque não aguento mais vilão buscar redenção. Quando você me traz um vilão, ele tem que ser vilão, sem floreada, a não ser que tenha motivo. Da mesma forma que rolou com Rayna, tiraram o poder dessas duas mulheres na vilanização sendo que, claramente, poderiam ter ficado do jeito que foram introduzidas em The Vampire Diaries.

 

No caso de Sybil, ela me parece cada vez mais uma criatura mimada e sem propósito. As metas dela continuam omissas, o que dá a impressão que a sereia gira em torno da própria cauda e é irritante. Não tiro os méritos da moça, ela continua a ser envolvente, caprichosa e ludibriante à sua maneira, mas, considerando o próximo episódio, essa de manter Damon como capacho já deu. Precisam encerrar isso.

 

Falando em Damon, vê-lo nas mãos de Stefan no 8×08 me deu vida. Desde o começo da temporada, o Salvatore mais velho quer cantar de bonzão segurador das emoções, que mata impiedosamente, mas basta fazer cócegas em seu subconsciente que a moleza chega e fica. Só me restou rir quando o outro Salvatore em forma de estripador entrou em cena e mostrou como é que se realmente joga.

 

De um Damon dito superior, a inferiorização veio rapidinho por causa das lembranças de Elena. Isso também está cansativo tanto quanto ter a versão estripador de Monterey de novo. Essa é outra coisa que não sentirei saudade em TVD, aquela mania de enaltecer logo quem mais fez burrada e não sente tanto remorso ao cometer as mesmas coisas pela milésima vez em imortalidade. E essas repetições de liga e desliga emoção, nossa. Também não dá mais.

 

Resenha The Vampire Diaries - estripador

 

Com um Stefan estripador, quis acreditar que Defan funcionaria, mas outra enganação. Parece que é impossível mantê-los na mesma página. No caso, ou serem bons de uma vez ou abraçarem essa eternidade de sofrimento sendo maléficos e impiedosos. Amoleceram um para afundar o outro, e isso também é deveras cansativo. TVD chegou a um ponto que não precisa mais fazer esse jogo que dá um jeito de puxar Elena sem a menor necessidade. Contratarem Alexandra Chando, que sempre esteve no hall de quem lembra Nina, para se submeter a tal papel de Santa Gilbert versão lembrete foi o fim da picada.

 

O que salvou nessa lambança foi Stefan enchendo o saco do dito bonzão, o que valeu o preço do 8×08 junto com as revelações da família Maxwell. Apenas isso e nada mais.

 

Até porque essa discussão de humanidade está pior que a fase que todo mundo desligava e sofria uma transformação igual sem as emoções. Damon não sente, outra hora sente tudo e na outra sente pela metade. Stefan está empenhado em não sentir, mas capaz que se lembre de algo para voltar à realidade. Desligar as emoções não é um meio para revelar o pior de si? Por que diabos está todo mundo meio a meio? Não faz sentido! Pior que isso só culpar Stefan por Stelena ter acontecido porque foi bem isso mesmo só que ao contrário. Como se Katherine não existisse. Como se Damon não fosse dar seu próprio jeito em se aproximar da garota. Me poupem!

 

E o que o colar da Elena tem que estar em poder do Damon? Usaram um input malfeito de plot assinado por Plec e Cia. para respaldar Delena no passado, e agora no presente, sendo que Delena tem outras memórias que poderiam engatar as lembranças desse Salvatore. Outra coisa que sou inconformada até hoje, fingir que Elena se apaixonou por Damon em uma S3 que não favoreceu nenhum dos dois. Ao menos, não no início da respectiva temporada.

 

É hora dos adendos considerando que essa é a última rodada de TVD.

 

A continuidade dos episódios está ótima, mas cansaço existe. Tem a quem culpar, mas descascar essa banana em 2017 não me cabe mais. Chegou aquele ponto que há até desinteresse em continuar as resenhas porque não tem mais o que discutir e aprofundar. E, claro, meus argumentos soarão repetitivos. Então, a partir daqui, me focarei mais na nostalgia que TVD tem garantido. Nesse quesito, não anda tendo falhas. Realmente Kevin e Cia. querem homenagear os fãs focando em um tempo em que a série era significativa e fazia sentido. De agora em diante, fingirei que não vi.

 

Concluindo

 

Resenha The Vampire Diaries - Matt

 

Bom é que deram início a promessa de explorar o passado sombrio de Stefan. Investida que pode deixar a história dos Salvatore em pé de igualdade e desejar que ambos vão para o inferno de Cade. O importante para o agora é que respaldaram a trama da nova fase de estripador desse personagem enquanto Damon chorará as pitangas por Elena. Remontaram a fase Monterey, amarraram Seline e criaram um presente que, infelizmente, não é tão chocante quanto antigamente. Ótimo ou quase.

 

O ponto de diferencial atual, que veio maravilhosamente no 8×08, foi a inclusão de Matt na mitologia dos Fundadores. É uma pena que não terá aprofundamento. Não tem mais material para debates, ainda mais agora que faltam poucos episódios para o término. O importante é que, antes tarde do que nunca, me sinto no direito de enaltecer a storyline do humano de Mystic Falls. Será que as coisas seriam diferentes na vida dele se soubesse de seu legado histórico? Fica o questionamento.

 

Particularmente, penso que não, a não ser que Matt se transformasse em algo sobrenatural, como bem intentaram na S1. Saber que os Maxwell foram donos de Mystic Falls antes dos ditos Fundadores aumentou a revolta desse personagem que perdeu a chance de ter um background histórico a ser desenvolvido. Queria ver o impacto dessa omissão. Afinal, ficou claro que o rapaz tinha complexos perto dos Gilbert, Lockwood e afins. Além de ser o humano, seu berço lhe foi negado e isso magoou o suficiente. Bom é que a inserção de Peter deixou de ser random, pois, além desse tapa na cara, temos o sino que agrega mais a mitologia por detrás da vida do menino Donovan. O garoto sempre tombado, alguém socorre.

 

Se TVD estivesse de boa como na S1-S3, seria uma ótima desenvolver os Maxwell. Não tem nada de novo para mostrar, então, adoraria ver um flashback disso com direito as sereias. Como penso ser impossível, só me resta agradecer pela pertinência tardia dada ao Matt. Personagem esquecido há tempos e que está muito engajado no desencadeamento da trama desta temporada. Vale até dizer que gostei muito do Dorian no plot do sino e espero que ele não tenha um triste fim.

 

Com a família de Matt sendo a primeira dona de Mystic Falls, temos um trabalho de plano de fundo a ser destrinchado. Principalmente porque o episódio seguinte resgatará o santo momento icônico da S1 de TVD que, inclusive, contou com um Stefan sedento por sangue. De quebra, temos o sino, o objeto mágico que não só interliga Donovan, como também bruxas e sereias. Uma soma que pode render as reviravoltas características de Kevin. Bonnie sentiu o impacto da arma usada contra Seline e Sybil, e vale o lembrete de quem está sem poder e foi viajar (WTF?).

 

Apesar dos pesares, a série tem se tornado satisfatória de assistir se ignorarmos as repetições. Porém, não boto expectativa. Mesmo com o bom andamento da temporada.

Stefs
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  • rayanne

    TVD tá pior que novela mexicana, credo!

    Sempre quis saber mais sobre as famílias fundadoras e seus segredos, mas quando Kevin saiu o trem descarrilhou de vez. Uma pena que só agora tenhamos mínimas informações sobre os Fundadores, dariam ótimas tramas interessantes (como o gene lobo dos Lockwood).

    Essa história de vampiro desligado já deu. Na minha opinião, só funcionou com o Stefan na S3. Damon desligado é o mesmo Damon de sempre, nem assim ele deixa de ser cachorrinho da Ebola.

    Como Bonnie pode sentir o impacto de uma arma usada contra outra pessoa se ela está sem poderes? O.o

    PS1: Coitada da Alexandra Chando, ser chamada só pra morrer nessa novela.
    PS2: Você acha que a Nina volta para o Series Finale? Vi uma entrevista dela em que a mesma não queria nem falar da série, a coisa tá feia kkkkkkkkkkkkkk