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25/jan

Pelo motivo óbvio, achei que este episódio de The Vampire Diaries seria mais nostálgico. Mais pelo teor de um evento que só serviu de plano de fundo para um novo capítulo destoante da vida de Damon Salvatore. Por ter centralizado apenas no ponto de visa dele, acompanhado de uma descaracterizada Caroline, as coisas foram maçantes e repetitivas. E continuarão a ser porque o cidadão é o foco até Merlin sabe quando. Que as sereias tenham piedade!

 

O intuito da semana, além do sino que aniquila sereias, foi botar Damon em Mystic Falls para ter um revival inspirado em Elena. Nisso, os absurdos transcorreram, a começar pela relevância de um evento que nada teve a ver com início Delena. Pela milésima vez, usam cenários Stelena para respaldar uma história que nasceu lá no meio da S3. Pode ter havido o flerte antes, mas esse dito amor penou bastante para brotar e não brotou no arco S1-S2. Essa forçada de barra foi irritante. Kevin pode ter voltado, mas os hábitos preguiçosos de Plec permanecem.

 

Pensei seriamente que não comentaria mais nada sobre shipper, mas esse episódio representou um antro de discrepâncias. Restou-me perplexidade diante da cara de pau dos roteiristas. Ok, Damon dançou com Elena no evento, mas é importante lembrar que o intuito dos produtores a época era esticar a storyline romântica entre Stelena. A dança foi sim importante, não nego. É uma das poucas cenas entre Damon e Elena que aprecio graças a algo chamado naturalidade. Naturalidade essa que o roteiro dessa semana não teve ao ponto de até Caroline surgir trabalhada no OOC.

 

Usaram desse evento e dessa dança para tentar restabelecer o subconsciente de Damon. Não havia outros meios? Delena tem sua bagagem própria, então, para que se meter em timeline que não pertence 100% ao shipper? O erro já começa com a influência de um colar que amém Stefan jogou na cara do irmão o real significado. Um objeto de proteção que acabou romantizado em inserção aleatória em storyline da qual não pertence. Por essas e outras que digo que não vejo a hora de The Vampire Diaries acabar. Perderam totalmente a noção das histórias que transcorreram nessa série.

 

Por ser o Miss Mystic Falls, acreditei que o foco da semana seria Stefan. Não necessariamente para fazê-lo se lembrar de Elena, porque nem tem como visto que o personagem leva a sério quando desliga as emoções. Cogitei a criação de paralelos sobre uma ótima época de The Vampire Diaries. Um brinde a um tempo de sucesso que se embrenharia na ação – representada pela busca do sino. Principalmente porque foi o instante que esse Salvatore também estava sedento por sangue. Contudo, tudo saiu pela culatra porque descontextualizaram o significado do evento.

 

Não passou de uma briga entre Damon que sentia a “quentura de um amor não palpável” e Stefan que anunciou turnê fixa com Cade (e transformou uma garota em vampira). Emocionante não foi, nem muito menos surpreendente. Mais do mesmo em versão ultra e descaracterizada.

 

Acreditei que Kevin seguraria um pouco a onda do writer’s room nessa temporada final, mas os erros de Plec&Dries voltaram a ser alimentados nesse episódio. Quando se salienta as mancadas dessas mulheres, especialmente em nome de Delena, o que resta são tramas que fogem da linha do tempo de TVD. Que não têm coerência com nada porque inserem histórias extras para dar sentido a algo que nunca existiu ou para passar por cima do que já foi escrito. Isso, pensando no arco S4-S7, que foi inflado pelo fanservice, e que não hesitaram em repetir os mesmos erros nessa semana.

 

Como botar na boca de Caroline a bandeira Delena quando ela mesma foi contra. Foi um absurdo tanto quanto transformar o Miss Mystic Falls em um evento memorável do casal em questão.

 

Resenha The Vampire Diaries - Damon e Caroline

 

Como disse, o evento em si teve sua relevância porque plantou o interesse de Damon por Elena, mas ver Caroline tentando resgatar esse romance, ao ponto de chamá-lo de mágico e de até dançar com o cara que arruinou sua vida várias vezes para convencê-lo desse amor, foi a maior falta de respeito. Só não pior que matar Liz para empurrar Steroline e a experiência da mesma personagem desligada. Quando você acha que voltaram a escrever bem para essa moça, lá vem ladeira abaixo.

 

Caroline estava entre os Salvatore como saco de pancada e mais descaracterizada que na época que desligou as emoções. Se o contexto do evento estava OOC, Forbes foi a própria fundadora do OOC. Exagerada e destoante. Disse várias coisas que me fizeram revirar os olhos. Essa de amor mágico entre Damon e Elena e de achar que Stefan ripper a acataria… Que nave essa garota estava?

 

Fato é que, por ser a única que está no cerne da ação, Caroline tem muito trabalho em mãos. Seu desempenho, até antes desse episódio, está ótimo. Tenho adorado. Porém, a empurraram de uma só vez para atender o vácuo de Elena e de Bonnie na vida dos Salvatore durante tal evento. Bennett é quem aconselharia Damon e Elena quem tentaria botar razão na mente de Stefan (ou vice-versa). Há três personagens dentro de uma e a tragédia foi conferida nessa semana de The Vampire Diaries. Foi um completo pesadelo e só queria que a moça ficasse com a boca fechada. Misericórdia!

 

Nesse rebuliço descaracterizado, a única parte interessante foi Damon rebater as investidas de Sybil mentalmente. Um ponto que chegou muito perto de lhe conferir a sonhada liberdade, mas sem sucesso. Agora preso na própria mente, queria acreditar que ele sofrerá com o retorno da sua humanidade porque isso muito me apetece. Mas… Tudo para esse cidadão é fácil.

 

Pela milésima vez, aí está um personagem que nunca lidou com nada, que foi beneficiado demais e que foi perdoado pelas atrocidades diante de uma versão de Elena criada somente para isso – e que destoa a Elena S1-S3. Almejar um desastre em torno de Damon é ser muito otimista porque essa temporada quer “salvar” esse cidadão. Por querer “salvar” esse cidadão, lá vem a nova leva de romantização em cima de um cara abusivo, incontrolável e imaturo. Quem aguenta?

 

Os outros plots

 

Resenha The Vampire Diaries - Bonnie e Enzo

 

Quando Enzo veio com esse papo de “transformar Bonnie”, fiz uma oração aqui no meu canto porque não duvido disso. Como não tem nenhum parecer da Nina, o que resta é o medo de que a não mais bruxa da série tome uma rasteira e rume para o vampirismo. Matt e ela são as pontas fracas dessa temporada de The Vampire Diaries, ou seja, tudo pode rolar com ambos em questão de segundos. O lado bom, se é que posso dizer isso, é que a intenção do vampiro ao dar um pingente contendo seu sangue foi meramente uma questão de proteção. Nada de forçada de barra. Amém.

 

Mas isso não quer dizer que não tenha gargalhado desse pingente para depois temê-lo. Para não dizerem que sou ruim, houve um paralelo nas entrelinhas com esses pequeninos objetos e gostei bastante porque sinalizaram os romances atuais. No caso, a quebra. Caroline devolveu a aliança, Bonnie esse brinde horroroso e a corrente de Elena penso que foi pro saco porque Stefan esmagou o negócio. Foi o fim para um recomeço, e na minha mente só Bonenzo terminará feliz. E assim espero.

 

Agora, sendo realista, a ausência de magia tem prejudicado uma Bonnie que está cada vez mais afundada em seu romance. Não ligo tanto porque Bonenzo é uma das poucas coisas que me dá vida nessa temporada final da série e o desencadeamento deles está pontual e natural. Não tem como reclamar do OTP. Porém, desafogar Bennett é o mesmo que tirar parte das responsabilidades de uma Caroline que quase naufragou essa semana. Ambas deveriam agir juntas.

 

E o que dizer de Stefan? Na verdade, nem tem o que dizer porque o garoto me representou do começo ao fim. Foi outra raríssima coisa boa desse episódio que vai para a lista dos irritantes. O único ser consciente do quanto a proposta do Miss Mystic Falls estava erradíssima, bem como Damon achar que o colar era mimo dele para Elena. Stefan Salvatore a honesta que você respeita.

 

Matt não ganhou tanta atenção, mas garantiu movimento a um episódio preguiçoso. A aliança de Dorian com Seline é de se desconfiar, mas, considerando a puxada de tapete de Sybil, não duvidaria que ela estaria disposta a ir pro saco junto. O que importa aqui é o bendito sino e, honestamente, mal posso esperar pelos resultados. Meramente porque será prenuncio do fim e a contagem regressiva é fortíssima.

 

Concluindo

 

Resenha The Vampire Diaries - Matt

 

Chego aqui decepcionada, mas não surpresa, com o que aconteceu nessa semana de The Vampire Diaries. Apoiaram-se demais no POV de Damon e não ornou em nada. Nem no passado e nem no presente. Além disso, Caroline contribuiu para tirar qualquer seriedade que poderia haver com o fato dele sentir Elena, mas não lembrar. Por essas e outras que Stefan e Sybil seguraram esse episódio.

 

Além de Stefan ter sido o rei do episódio, com todas as suas verdades e a “aceitação” da sua jornada com Cade, a trama esquentou com o que pode vir a ser o plano infalível contra as sereias. A pergunta é: o interesse de Seline além de matar Sybil.

 

Enquanto a vingança não vem, Sybil amarrou Damon mentalmente de novo, mas não tenho expectativa. Contudo, foi pertinente ouvi-la dizer que o inferno desse vampiro é com a humanidade à tona. Eis que chegou o teste de The Vampire Diaries porque se passarem a flanela na testa desse Salvatore, ainda mais depois de Tyler, olhem… Prefiro ficar quietinha.

 

A única coisa que importou nessa semana de The Vampire Diaries foi a corrida para somar as partes de um sino que aniquila Sybil e Seline. O resto? Dispensável. Tão dispensável que não vi a hora de terminar. Nem digo por birra, mas porque os desdobramentos foram tão OOC, tanto de trama quanto de personagem, que a única pessoa que me pareceu com os botões no lugar foi Stefan. Ao contrário dos desdobramentos passados, esse foi o mais relaxado porque não fez jus a nada do 1×19. Foi uma semana deveras preguiçosa e nem culpo só o Damon. Afinal, Sybil fica cada vez mais chata.

Stefs
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