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17/fev

Não sei o que planejam para o futuro de Chicago P.D., mas esse episódio foi aquele que berrou “vamos experimentar”. Tal experimento só me rendeu uma coisa: nervoso. Geralmente, isso não é muito bom, especialmente quando a série não anda me entretendo tanto quanto antigamente. Essa foi uma semana que apertou todos os meus botões quanto à falta de desenvolvimento e às forçadas de barra que seguem firmes e fortes sem nenhum tipo de background. É osso chegar aqui de novo com aquele agridoce de que foi bom, mas podiam melhorar – e está exaustivo.

 

A trama focou no caso semanal, mas a turma continua naquele meia-boca. Embora tenha ocorrido algumas repetições, que brotaram no início da trama e na conclusão, o que tenho sentido é que esse, e os três últimos episódios, não passa de experimento. Acredito em falta de criatividade e tudo mais, de travar a escrita, mas o combo de 4 capítulos passados só não chegou na tangente do mais do mesmo 100% porque as investigações foram diferentes. Contudo, o perfil dos indiciados segue um dito padrãozinho e isso é tentar me chamar de trouxa na cara de pau.

 

Dois episódios foram em homens com ditos problemas psicológicos ou criminosos natos. Agora tivemos uma dobradinha em que mulheres se tornaram a causa de determinado crime. Como disse na semana passada, era necessário ter figuras femininas inclusas nessa roda, mas não adianta iniciar um looping para garantir o mesmo efeito. Não cola! Esse quarteto de tramas teve nortes diferentes, mas as resoluções se assemelharam, como a conformidade dos acusados.

 

Sinto falta do bolo emocional. Inclusive, da saia justa de cometer crime “sem querer” e que desmoronava meio mundo. Nessa semana, Erin enquadrou uma criminosa diferente, mas a atitude tanto dela quanto da felizarda foi vista na anterior. Os roteiristas agora se auto kibam para fazer o barro acontecer.

 

Don’t try to make fetch happen!

 

Resenha Chicago P.D. - Erin

 

Apesar desses adendos, a investigação se desenvolveu a partir de uma tragédia das grandes e apresentou um apelo muito bom. Contudo, não curti a menção da comunidade LGBT porque tudo que citam sobre justiça social e minorias é à toa. De novo venderam essa de que se tratava de crime de ódio, mas era a ganância do ser humano trabalhando.

 

Intercalaram bem as situações e ligaram bem os pontos. Isso, se você se manteve antenadx o bastante porque a história quicou demais devido à quantidade de suspeitos. O caso merecia mais atenção por ser complexo, cheio de contornos, mas os detetives queriam falar de Rixton. Bom é que conseguiram o feito de chocar tanto por Marvin quanto pela dondoca cara de pau envolvida no crime. Eu mesma com a expressão Erin Lindsay de indignação. Fiquei passadíssima, até porque é sempre de se esperar que a primeira pessoa em cena seja culpada. Não foi o caso, amém!

 

Gossip UI

 

Resenha Chicago P.D. - Rixton

 

Se eu achava ruim Otis fazer fofoca, Halstead conquistou o pódio. Tá de parabéns, garoto, vem aqui pegar seu prêmio!

 

Rixton também entra para minha impressão de que esse combo de 4 episódios é experimento. Como é meio impossível tirar o elenco recorrente de cena ou manchá-lo, nada como fazer o que Fire faz: inserir avulsos para assumir tal perrengue. Ótimo seria se contassem com desenvolvimento, mas nunca é o caso. Um desleixo que impede qualquer envolvimento com o personagem em questão e qualquer choque que possa surtir no fim da sua trajetória. Chili?

 

Esse cidadão mal sentou na cadeira de Antonio e lá foi um comentário aleatório, de uma pessoa aleatória, revelar a fofoqueira interior de Jay Halstead. Ah mas ele estava preocupado, sim, ok, mas custava ser discreto? Na menor chance, o detetive foi “mostrar serviço”. Maior attwhore!

 

Quando começou essa papagaiada, deixei de levar a história a sério. Rixton não tem desenvolvimento para se tornar o centro das atenções da UI e criaram caso do nada. Halstead em vez de ajudar no suspense, apenas aumentou o nervoso. Logo em cima de investigação complexa. Não teve como não ficar de testa quente. Roteirista nem aprofunda nada e de um dia para o outro o povo se acha especial demais para falar mais alto que o próprio Sargento. Esse não é meu mundo!

 

Agora, vamos conversar aqui na sala do café: pode ser ranço entrando no meio da opinião, mas Halstead está com umas condutas deveras desagradáveis e não é de hoje. Isso vem, mais precisamente, desde que Erin e ele assumiram. Não quero crer nessa hipótese, mas essa hipótese quer se confirmar diante de quase imperceptíveis entrelinhas. O detetive sempre foi famoso em dar opinião sobre várias coisas, a S1 ensinou, mas parece que só foi o namorinho firmar e ter a aprovação súbita de Voight que o cara quer sentar na janelinha. Tá tendo rei na barriga sim!

 

Halstead está se revelando mais desagradável que o imaginado. Adorava as patadas dele, sério, mas quando tinham razão. Nesse caso, não tinha. Esse papo de saber quem estaria me protegendo foi a desculpa mais esfarrapada da vila. O garoto ainda quer provar ponto para cima de Voight, como se o próprio Voight fosse chamar alguém X para UI sem saber do background. Me poupe, Jay!

 

O detetive em questão não anda respeitando decisões, especialmente as de Erin. Ele tem passado por cima toda santa hora e está insuportável. Mesmo que Lindsay não tivesse pedido para soltar a informação de Rixton, o que ele fez? Foi lá tomar partido de coisa que nem deveria ter vazado sendo que nem foi pra sua pessoa que o policial contou. Além de fofoqueiro é intrometido. Nem Olinsky pisou no acelerador e olhem que ele também foi indiscreto. Jay Halstead = WTF, dude?

 

Bom é que a história de Rixton se revelou ok o que gerou uma quebrada nos cheio das marras para fazer altos comentários. A postura de Voight foi a única que prestou porque, para bom entendedor, não precisava de explicação para o cara estar na UI uma vez que o Sargento o inseriu. Halstead mereceu cada tapão de argumento, folgado demais.

 

Nem preciso comentar do pedido de desculpa do Jay, né? Só faltou confete.

 

Concluindo

 

Resenha Chicago P.D. - Platt e Marvin

 

Não foi uma semana ruim e pareceu, inclusive, que o intento é reequilibrar Chicago P.D.. Só que não adianta em nada sem desenvolver personagem – o que faz os roteiristas catarem milho.

 

Essa foi mais uma semana que pontuou a fase cheia de grandes “poréns” dessa série. O episódio foi envolvente, demais, mas havia muita gente em cena na investigação e isso criou ruído com a storyline de Rixton – e vice-versa. Uma coisa combatendo a outra por atenção, e deu nervoso. Muita informação por segundo, muitas emoções por segundo, o que acarretou em conflito no que dar prioridade. Penso que deveriam ter focado no caso e deixar o comportamento 4ª série da UI desenrolar junto com uma problemática amena.

 

Mesmo com os adendos aí de cima, o desdobrar do caso fisgou e embasbacou. Dou todos os créditos às reviravoltas repentinas que contribuíram para deixar o episódio desnorteante. Um ponto positivo é que os roteiristas quebraram a linha cronológica dos fatos e fizeram de um morador de rua, que ninguém dava nada, como chave para dissolver o crime. Isso me deixou passada e amei isso muito forte! Vale citar cada abordagem que instigou e que arrancou arfadas de indignação. Foi uma situação interessante.

 

O único elo emocional forte da trama veio de Platt e restou temer o que aconteceria com sua pessoa. Temer bastante porque só veio April na minha mente. Padrão personagem encostada, vamos deixá-la doente para ter drama garantido quando for conveniente. Respeitem-me!

 

Platt continua em sua saga de quebrar a imagem ranzinza do passado e de demonstrar sempre que possível o lado mais humano de Chicago. Chorei com o encontro da cachorrinha para depois gritar com a verdade de que Marvin e sua confusão faziam parte do caso. Esse foi o ponto de frescor que precisa ser colocado no potinho. Não dava nada e achei indie conceitual.

 

Teve até bolo de festa com cereja chamada Ruzek. Passarinhos contam que ele não está lá muito animado quanto aparentou em retornar para a casinha, mas aguardemos. Vi-me com saudade dessa criatura, mas com a beijoca Burzek, só me resta colocar gelo na testa porque essa semana de Chicago P.D. foi too much para quem não aguenta mais tanta preguiça dos roteiristas.

 

PS: eu tô achando é graça de Antonio quicando entre as séries. A pessoa perde trama em CPD para ficar de participação especial e background de Justice. palavrao.gif

Stefs
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