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11/fev

Precisei checar meus sinais vitais depois deste episódio de How to Get Away with Murder. Foi um misto de tantas emoções intensas e desconcertantes, com direito a choque de consciência e apelos de ajuda. Para ficar ainda mais inerte, houve mais mentiras e um encerramento que me fez prender a respiração. Faltam poucas semanas para descobrirmos quem matou Wes e o que tem restado é uma agonia tão minha quanto dos personagens mais à espera ansiosa do teto ruir de vez. Tem como adiantar o processo? Ficaria extremamente grata!

 

Então que a grande questão da semana foi: a morte de Wes é ou não é uma conspiração? Enquanto a resposta não vem, ficamos com um episódio sem nada estarrecedor. Seguiram com a rotina na prisão, mais uma leva de interrogatórios e um novo rebuliço para atender o season finale. Tudo norteando o foco de tirar Annalise da sua cela. Lindo, mas o que pegou mesmo foi o trabalho emocional em cima dos personagens. Sufoco é o que nos resta.

 

A começar por Laurel que recebeu alta para agir como o citado choque de consciência em cima dos seus coleguinhas que moram na nave da Xuxa – mais especificamente Asher e Michaela. A cena do memorial me quebrou em mil partes e não tiro a razão das críticas dolorosas para quem Connor chamou de tragedy whores. Walsh anda uma bela metralhadora de vocês sabem o quê, mas esse comentário foi outstanding.

 

Por breves segundos, retornamos ao fato de que ninguém ali dava a mínima para Gibbins. Porém, foi só acontecer uma tragédia que entrelaçou Annalise Keating que os urubus prestaram uma visita. Obviamente para apurar o que estava acontecendo fora do câmpus.

 

Simon é um grande X na trama, mas fez as perguntas corretas e que continuam sem respostas. Ainda me pergunto o motivo desse personagem ter raiva de Annalise. Há um vácuo depois dos panfletos e uma coisa que aprendemos em Murder é que ninguém detesta a protagonista de graça. Sem dúvidas, falta respaldo aqui. Ser apenas o infantil da universidade não colou, mas me contento com a expressão de seu inconformismo sobre a necessidade do Keating antes 5 proteger a advogada mais desprestigiada da vila. Uma participação diminuta que ressaltou o quanto a panelinha está cada vez mais fechada e querendo acreditar que proteger sua mentora é necessário.

 

Fechada o bastante para acompanhar o desespero de uma Laurel que fez o favor de chacoalhar as estribeiras de quem está com dificuldade de se tocar que suas respectivas vidas estão na corda bamba. De quem está com dificuldade de ver o quanto a promotoria está equipadíssima para afundar quem quiser. Informações que me preocupam um pouco agora já que Annalise está solta. Não sei se ficarei contente se as evidências sob custódia de Atwood simplesmente desaparecerem. É possível já que a série foi renovada, mas, nossa, seria um desrespeito tremendo.

 

Sem contar que terminaria de empacar esses personagens que não desenvolvem para canto algum e chega a ser irritante.

 

Resenha Murder - grupo

 

A turma precisava ouvir uma chamada de atenção de quem esboça um real sofrimento quanto aos desdobramentos fatais iniciados assim que cada um foi escolhido para ser estagiário de Keating. Uma pessoa que tivesse crédito e Laurel conquistou esse crédito ao se tornar um outro braço de Annalise. Ela pode não ter participado diretamente do caos Sam, mas naufragou no que veio depois, especialmente quando a advogada baniu Bonnie de seu convívio. Castillo se tornou influente da noite para o dia, e tudo que saiu de sua boca compensou as asneiras de um Connor que precisa aprender a se expressar. Afinal, continuar a cutucar os outros para ser covarde na menor chance é fácil, né?

 

E Laurel implorou por providências. Nada de corpo mole. A personagem simplesmente nem quer saber – ao menos por agora – se corre risco de ir para a cadeia. Além de ser cúmplice, ela fez perjúrio, o que soma mais anos para uma sentença futura. Da garota boba e escorada, Castillo se tornou efetiva e quer essa efetividade para descobrir quem matou Wes.

 

Agradeço a moça pelo passeio em sua montanha-russa emocional. Inclusive, por agitar esse grupo porque não dá mais para levar essa nave da Xuxa. Laurel é uma peça rara que contou com um notável rodopio que a deixou em um posto um tanto quanto equiparado ao de Bonnie. Por um erro de Winterbottom, ela se tornou confiável aos olhos de Annalise. Deixaram de mostrar mais do seu background, mas, ao menos, se preocuparam em prepará-la para o agora. Mesmo que superficialmente. Podem não ter desenvolvido seu lado pessoal, outro defeito da série que dá até para perdoar, mas a sua relevância no período em que assumiu a bronca do escritório parece que começou a cobrar seu preço.

 

Há um furacão extra a se temer agora e foi ótimo acompanhar mais uma onda de medo de uma stalker Michaela. Com Laurel, se fincou mais a sensação de quem deda primeiro. Wes bateu na trave e quem estiver disposto a denunciar terá que fazer isso muito discretamente se considerarmos que o assassino está entre nós.

 

Resenha Murder - Laurel

 

Houve um novo trincar no teto de vidro graças ao reflexo de instabilidade emocional. Laurel simbolizou perfeitamente nesse episódio o que é se deixar espiralar graças a toda carga de nhacas que vem se acumulando. É isso que venho cobrando desde o início dessa temporada. Wes é o ponto relevante da dor dessa personagem, ok, mas é em instantes como esse, de desolação completa, que a mente age de meios incogitáveis. Aqui, seria a dificuldade de lidar com o acúmulo de decepções e de traumas. Ela passou pela primeira fase do luto e está na raiva. Uma raiva que pode ser devastadora se permitirem.

 

Foi tocante de triste vê-la se deixar quebrar aos poucos e os demais precisam passar por isso. Para um Oliver chegar ao ponto de questionar como se segue quando há sangue nas mãos, penso que o quadro atual deveria ser o bastante para geral acordar. E duvido muito que acordem a essa altura do campeonato.

 

Connor pode ter sido o primeiro a sentir e a prender os traumas e a fúria sobre os desdobramentos da S1, mas Laurel foi pura entrega. Uma entrega que encontrará o ponto de alívio assim que quem matou Wes sair da penumbra. Amei forte a cena em que ela arremessa as verdades na face dos colegas e de Bonnie porque é isso que tem que fazer. Tem que mostrar que ninguém está salvo, que alguém matou um cara próximo deles e que pode estar solto – e que pode ser inclusive um deles.

 

Mesmo arrebentada, a personagem demonstrou a honestidade que tem faltado com relação a todos os eventos de Murder e é bem capaz que ela se torne um pilar perigoso, especialmente por estar grávida. Não que isso seja um ponto de fraqueza, nada disso, mas é o único simbolismo do cara que amou. E essa criança fortalecerá o ideal de Castillo em resolver essa problemática. Só espero que não renda em colapso nervoso.

 

Falando em nervoso, uma coisa que o episódio trouxe foi essa necessidade de ter uma âncora emocional. Essa busca de descontar, nem que seja rindo histericamente como Oliver. Castillo se viu diante da necessidade de ter alguém para alimentar seu luto, o desconforto que a manterá em alerta. Um eixo que, no caso dela, se tornou Frank. Buscar a verdade diante de Delfino foi o estopim da realização de que toda essa treta vai muito além de uma conspiração. É algo pessoal e notar isso pode vir a se tornar combustível para a personagem.

 

Agora, Laurel tem uma meia verdade e espero que lhe sirva de força para não deixar o objetivo morrer. Annalise está solta, quererá resolver isso do seu jeito, e o seu jeito nem sempre envolve a verdade. Sem contar que com Keating, alguns descalçarão os sapatos, como já demonstraram no fim do episódio, e espero que Castillo não ceda. Alguém precisa se manter no cerne da problemática na tentativa de alimentar o conflito com a promotoria. Nada melhor que ser a outrora bobinha e escorada.

 

Queria dizer que estou surpresa com a atuação de Karla, mas não estou. A mulher foi esplêndida. Viola sempre assumiu o posto de mostrar a fragilidade de sua personagem em tempos difíceis e só tenho a agradecer por finalmente terem investido em alguém do Keating não mais 5. Precisava e muito porque não aguento mais olhar, por exemplo, para Asher e vê-lo sem evolução. Foi excelente Laurel ter esse espaço de expressão emocional, de mostrar verdadeiramente o impacto que ninguém mais parece que está sentindo – a não ser Oliver e, do jeito torto, Connor.

 

Como venho comentando desde o início dessa temporada, é irreal segurar tanta nhaca, superar tanto terror psicológico de uma hora para a outra, engolir tanta sujeira sem reagir. Pelo menos um deveria ter comportamentos erráticos, recorrer a vícios ou cair em depressão. Alguns exemplos simples e que recaíram somente e unicamente em Annalise sendo que ela é mais resistente que os estagiários.

 

Amo Viola e seu trabalho em Murder, mas está cada vez mais claro o quão raso é o desenvolvimento dos demais personagens.

 

Annalise is Free

 

Resenha Murder - Laurel

 

Outra meta do episódio foi desvincular Annalise de Frank. Feito com sucesso. Bonnie nem precisou se mover e confesso que fiquei descontente. A personagem ficou perto de quebrar perto de mais uma iminente falha e receber na face mais um aceno de incompetência me deixou tristíssima.

 

Uma tristeza que se entremeou na trama e que rebateu em Ophelia. Essa mulher me faz sofrer desde os primórdios! Se o papo de demência não tivesse entrado em cena, eu estaria aqui à la Meryl prestigiando a súbita mudança na caracterização dessa senhora. Do dócil a maníaca em segundos, o berro que eu dei! A mistura de desdobramentos domésticos na mente dessa personagem engatou uma confissão arrepiante e fiquei com medo de Annalise se aproveitar. A doença da mãe estava ali para testar caráter. Uma chance divina para vazar da cadeia.

 

Bem, foi mais ou menos usada. Embora a mãe tenha se apresentado como uma passagem gratuita para a liberdade, Keating resolveu mostrar as garras por si só. Amém. Porém, nada deixou passar despercebido que, a qualquer oportunidade, Annalise apostaria nas artimanhas que sempre colocam em cheque o por quê ainda a defendem. Um questionamento que não vem de hoje, mas que ganhou força com Simon e que arrematou no discurso de Mac que meio mundo da Filadélfia precisava escutar.

 

Eis o discurso mais honesto sobre Annalise Keating. Um discurso que veio de um ponto de naturalidade, sem influência externa, sem a intenção do locutor ficar por cima. Foi estarredor e queria mais. De fato, ela se acha a mulher mais especial do universo. Ela acha que tem prioridade, mas seu caráter exposto ao longo da série bota todo seu carisma, sua bondade, sua humildade em cheque. A personagem é egoísta, oportunista, usa as pessoas sem dó, etc., etc., e não tem vergonha de nada disso. Uma caracterização multi, cheia de qualidades e de defeitos usados como combustível. Por ter orgulho de cada traço de si, a advogada é imparável e indesculpável.

 

Podemos “elogiar” Annalise de todos os nomes possíveis e inimagináveis, mas nada a afetará. Não quando o seu estiver na roda. E o seu aqui é a reputação. Ela se aceita de braços abertos e faz pessoas como Atwood chorar. Por isso essa advogada é tão marcante, tão envolvente, tão massacrante e tão vitoriosa (dependendo do ponto de vista, claro). São seus os créditos de inconformismo e cheguei muito perto de sentir isso quando a mesma cobiçou usar a mãe.

 

A maneira como ela quebrou diante do discurso e depois do discurso me fez feliz. Um estampido que gerou uma consequência e essa consequência girou a seu favor. Sem ninguém, nada como criar sua própria oportunidade, algo que a mulher é craque. A provocação contra a colega de cela gerou uma reviravolta a se preocupar, especialmente quando Frank fica para trás.

 

De novo, lá estava essa mulher por ela mesma e não tenho a menor ideia do que pensar. Afinal, Annalise passou pelo drama psicológico do incêndio, mais da prisão e mais a experiência de ter visto tudo praticamente cair por terra. Pela promo, a guerra será declarada em meio a uma zona de controvérsias e eu só quero que a promotoria não perca nada.

 

Concluindo

 

Resenha Murder - Nate

 

Novamente, seguiram pela praxe de semana monótona, mas pertinente. Porém, houve uma diferença. Annalise Keating está solta, o que significa que as coisas mudarão daqui por diante.

 

Há pouco tempo do fim de temporada, nada como uma remexida no tabuleiro e o que restou foi a expectativa quanto aos próximos passos. Uma empreitada que manteve a sutilidade da trama e deixou o agridoce mais o ardor no peito sobre como essa turma se livrará de uma promotoria que se revela, em tese, cada vez pior. Se no passado ficávamos ligados ao Keating 5 mais a mentora, agora temos Atwood e Cia. em seu disse me disse que nos traga para um furacão de coisas ruins.

 

Não sei mais o que pensar a essa altura do campeonato, fatos reais. O grupo está instável, Connor cada vez mais afiado, Asher e Michaela com essa lealdade programada. Começo a tomar ranço dessa turma e espero que Murder comece a caminhar para seu fim diante de mais uma renovação. Não dá para aguentar mais um ano sem desenvolvimento de personagem. Agarraram-se tanto as artimanhas de caso e de investigação que se identificar com Laurel só foi possível porque a humanizaram junto com Wes. Até incluo Frank apesar dos pesares porque o resto…

 

Enfim, tivemos uma semana intensa e melancólica. De terminar ponderando com mais revolta no que diabos esse povo está fazendo. O que diabos essa promotoria está fazendo? Sumir com Wes é gravíssimo, o que me faz temer cada vez mais quem está por detrás disso. Inclusive, começar a abraçar a teoria de que esse cidadão está vivo. Todo mundo mente em Murder, inclusive os roteiristas.

 

Se Gibbins me surgir andando no season finale = massive roll eyes.

 

Além de tamanha tristeza, a trama também foi sobre uma possível conspiração. Annalise sair da prisão é o mesmo que Atwood tremer, o que significa que a partir daqui as coisas tendem a ser corridas. Está tudo cada vez mais sinistro e semana que vem tem tudo para se começar um segundo incêndio.

 

Depois de trabalharem Frank, Bonnie, Laurel agora chegou a vez de Nate. Alguém que é o famoso confiar desconfiando. Bom é que a panelinha está fechadíssima, até para a pobre da Meggy. Se é que isso é bom já que todo mundo está sem a sanidade no lugar.

 

Bom porque Laurel pode ser influente e forçar uma busca minuciosa, além de voltar a ser um braço direito de Annalise já que Bonnie foi arrematada por Frank. Ruim porque Connor e Oliver estão próximos de cúmplices. Nada mais pertinente que um descobrir que é ótimo em mentir no ponto que estamos e não me surpreenderia se Coliver liberasse essas provas. Como também não me surpreenderia se Walsh sabotasse o ex.

 

No fim, o drama de Laurel firmou duas forças opostas com Keating no meio e os demais na superfície querendo ser colete à prova de balas. Oliver é outro ponto combatente, que nem brincou direito e já tem uma bomba em mãos. Esse não é meu mundo!

 

As perguntas que restaram: quem é o mentiroso? Quem dedurará primeiro? Insights que recaem em Oliver. Olhem para quem a criança revelou o pen drive. Connor, a pessoa desesperada em afundar o barco o mais rápido possível. No que isso reflete? Há três personagens desequilibrados em trama e isso pode ser tão bom quanto ruim.

 

PS¹: e quem é o contato de emergência de Wes?

 

PS²: e Connor pau da vida porque Oliver não denunciou geral? Penso que sim.

Stefs
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