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19/fev

Se foi um declarar de guerra, não sei, mas que ficou aquela enorme dúvida quanto o tamanho dessa tramoia, ah!, ficou sim. O episódio dessa semana de How to Get Away with Murder deixou a sensação estarrecedora de que até o demônio do Trump queria a cabeça de Annalise Keating. De quebra, enraizou com mais propriedade o questionamento: por quê? Por que diabos a promotoria quer tanto essa mulher ao ponto de ser tão baixa? Não deveria ser uma perseguição limpa para não cair no mesmo nível e perder o propósito? O que se ganha igualando o jogo que chegou a afetar até o cadáver de Wes? Só baixaria!

 

Pensando no por quê geral, não é novidade para ninguém o quão corrupta Annalise foi assim que sua carreira encontrou o nível da glorificação. Ela só queria ganhar porque ganhar fortalecia sua imagem e isso deveria ser feito/mantido a qualquer custo. A mulher desenvolveu seu próprio modo de operação para não descer um degrau sequer e geral aderiu. Ou quase, porque só quem não tem vergonha na cara segue firme puxando os tapetes alheios sem remorso. Aka praticamente todos.

 

Tal modo de operação é muito bem enraizado em Frank e em Bonnie. Usado para libertar Delfino como se fosse um lembrete de como Annalise age. Não importa a tempestade. O mesmo vale para os estagiários que tentaram atribuir esse papel fanfarrão, como Michaela, mas provaram que não vivem sem a mamãezinha. Há Atwood que chegou perto do sucesso com as mesmas artimanhas, mas caiu do cavalo.

 

Para quem é esse jogo? Obviamente para ninguém porque Annalise estava a cara da exaustão. Por essas e outras que esse episódio me fez questionar qual calo dói mais para todo mundo reagir da mesma maneira. Inclusive, a promotoria que deveria ser justa. Pode ser a típica vingança, mas, nessa semana, chegamos ao nível de ver um gabinete do Estado envolvido e que me pareceu igualmente corrupto e infectado.

 

Era fato que as coisas não seriam fáceis para derrubar Annalise. Há finalmente provas contundentes para capotar o bonde da advogada, então, para que continuar apelando? Só pelo medo de perder?

 

Não sei, mas a monotonia da trama abriu margem para várias perguntas. A principal delas é a falta desse motivo maior. Estamos em um tremendo catfight e, não sei vocês, mas preciso de respostas das boas quanto a esse circo. Para se declarar guerra tem que ser por coisas nada rasas e corriqueiras. Só dizer inveja é muito 4ª série para o padrão de Murder.

 

Também pensei: não havia outros métodos para corrigir a astúcia nem sempre bem-vinda da protagonista? Com certeza tinha, mas, por outro lado, querem dizer que não porque Wes é destaque.

 

Resenha HTGAWM - tribunal

 

Nesse episódio, ficou muito mais claro que Gibbins é o peão desnorteante que fará meio mundo se esquecer do principal núcleo da temporada. Aka Atwood e Cia.. O garoto é uma distração pertinente. Assim, vale lembrar de que essa investigação, que tem rendido o ponto de conflito desde o fim do hiatus, foi montada antes dessa fatalidade. O que torna ainda mais difícil relacionar uma coisa com a outra, pois o jovem tombado soa agora como a saída que ninguém esperava. E, pelo visto, deu mais certo que as chances de torná-lo a dita fonte.

 

A dita fonte. Uma fonte que pode unir essas duas storylines. A mesma pessoa dedou Annalise e matou Wes. Mas como afanaram os arquivos com as mortes da S1-S2 e enfiaram nas pastinhas mostradas por Oliver? Quanto mais penso sobre esses plots, mais me sinto maluca. Há uma imensidão ao redor desses personagens, uma nuvem negra, e nenhum escape. É um redemoinho regado de questionamentos, fatos reais.

 

Em meio a esse redemoinho, há bastante incômodo e pico emocional. Só não uma razão aparente a não ser sede de vitória. Quero crer que estão segurando esse vácuo que interliga Atwood + Wes para o final, mas é muito otimismo. Difícil Gibbins eclodir tudo que falta responder nesses últimos episódios. Assim, não duvido que a promotoria suma facilmente devido à renovação porque novos ares e novos arcos. Mas seria uma tolice ignorarem algo tão intrincado e que tem sustentado os outros plots sem precisar das famosas reviravoltas carpadas e dos flash-forwards.

 

A promotoria me dá o déjà vu Sinclair. Vale mencionar os Hapstall, irmãos que poderiam não influenciar no desencadeamento da S3, mas deveriam ter solucionado o que ocorrera com Caleb. Vejo como ponta solta sim! Querendo ou não, o moço é parte da soma de quem acabou ou assassinado ou cedendo às pressões de um caso manipulado por Keating. Essa família deveria estar na roda de conversa tão quanto os Who-Mahoney. E me pergunto o que os Who-Mahoney têm de relevante para ser a obsessão de Laurel.

 

Além, claro, do teste de DNA – e isso me cheira tão mal. Apesar que faz sentido dar um arremate nessa história e ao que ocorreu com Annalise. Evento que voltou a vir à tona nesse episódio e que me faz acreditar que a promotoria está sob controle dessa família e zaz.

 

Voltando: considerando que os Hapstall foram esquecidos, não duvido que a promotoria suma assim que desvendarem quem matou Wes. O que me deixará triste porque esse episódio arregaçou o controle de Atwood e Cia. e esfregou o quanto Annalise luta dentro dessa armadilha.

 

O mesmo vale para os estagiários que estão sem controle emocional e podem ceder a qualquer acordo perfeito. As únicas pessoas com tudo no lugar são os “vilões” e volto a dizer que o grande por quê dessa perseguição deve ser esclarecido. Com rótulo de conspiração não se brinca. Um rótulo que tem pesado junto com a fiscalização emocional dos envolvidos com Annalise e da própria Annalise.

 

Annalise e Cia.

 

Resenha HTGAWM - Annalise

 

Houve vários pior-melhor momentos emocionais de Annalise, mas a contemplação ao suicídio mexeu com meus miolos. Único ato que posso até considerar sincero. A mulher não estava aguentando mais e percebeu que não havia saída. Só que essa rota se traduziria em benefício próprio porque ela não iria para a cadeia e nem se responsabilizaria pelas crianças. Por mais que tenha sido desconcertante ver esse jogo de cenas, que simbolizaram pausa de desistência, qualquer decisão que partisse dali seria egoísta como tantas outras.

 

Além dessa tormenta emocional carregada por Annalise, e que deixou a trama pesada, amarga e torturante, houve o se debater dentro da típica angústia de não saber se era possível confiar ou não na cidadã. Um tormento enaltecido pelas visitinhas aos estagiários, que me pareceram falsas demais da conta. Foi impossível não pensar que o intuito foi usar sua fisionomia abatida, a fala mansa, compartilhar seus segredos, para sensibilizar e garantir seus elos. Algo que mudou um pouco quando a mesma disparou a triste gravidez.

 

De qualquer jeito, Annalise estava consciente de que qualquer um ali pode quebrar o pacto. Foi impossível não associar suas abordagens como a típica contenção. Vide conversinha com Michaela e Michaela fez o favor de mostrar que não é X-9. Ao menos, não no que condiz à sua panelinha porque ainda sinto que a moça tem dedo no que rolou com Wes. Eu mesma, a desconfiada Mello.

 

As únicas ações que pareceram da Annalise Keating, aquela que toma partido e mostra que não está de brincadeira, foram o e-mail e depois o vazar da matéria. Instantes que me fizeram acreditar que a trama cresceria e esquentaria, mas tudo que sobrou foi melancolia e incerteza. Estou meio Laurel, com Connor, mas tristíssima como Oliver.

 

Como manda as regras, Annalise perturbou os poucos parafusos mentais de geral. Ela continua a ser agonia pura, especialmente por ser volúvel. Nunca se sabe para que lado ela está pendendo e a ajuda prestada ao Nate tentou investir um pouco de segurança nesse campo extenso e minado a quem assiste. Viés que deu para capturar que ainda há vida dentro dela e a dita humanidade explorada na S2. Soma que conflitou assim que Atwood recebeu um golpinho meio baixo.

 

Com uma empurradinha de nada, Annalise roubou sorrisos, até da minha pessoa. Afinal, a personagem pode ser ingrata, mas os roteiristas têm seu jeito de nos fazer torcer por ela – o que é problemático também, como explicar?. É errado demais celebrar duas mulheres que conflitam entre si por suas baixarias, mas tão bonito os rostos. Ambas me rasgam, não aguento mais. Ri com Keating para depois morrer com aquela peste jogando o slut-shaming em Atwood.

 

A jornada livre de Annalise rendeu vários instantes relevantes. Todos de pura tristeza. Mesmo que houvesse a dúvida sempre pungente quanto ao seu caráter, reforçada pela súbita necessidade de ser transparente, não teve como não sentir o coração diminuir com cada frase amigável, com a cena fantástica da casa-fantasma, com a decepção diante de Hargrove (uma pessoa que achou que poderia contar), e com o auxílio ao Nate mais a compreensão da culpa que o cara sente com o que houve com Wes. Foi barra pesada e desgastante. O episódio parecia mais longo que o habitual porque Keating transmitiu canseira com sucesso.

 

É sempre o: acredita quem quer. Tipo o Asher porque Laurel e Michaela estavam eu mesma com a sobrancelha em pé.

 

Resenha HTGAWM - Laurel

 

Annalise carregou muito nas costas nesse episódio, mas assumi mais as dores de Laurel. A única até então um tanto certa de cobrar alguma coisa. Não pelo Wes, mas por todas as coisas que comentei na resenha passada, como a negação dos demais que precisa se dissolver.

 

O que me faz dar uma pincelada breve no Keating 4. Foi maravilhosa a cena de confronto entre Annalise e Laurel. Maravilhosa de triste, óbvio, mas não diminuiu a sensação de que Keating só estava lá para garantir a lealdade de quem se saiu como a mais problemática do bonde. A problemática que deu pano para quicar Atwood do esquema enquanto os demais aceitaram ser sombras de novo. No caso, Asher.

 

Asher até que estava bem nesse episódio, mas, se vamos falar de comportamentos intrigantes, Michaela está cada vez mais intrigante. Pode ser porque acredito que ela tenha matado Wes, porém, minha perspectiva sobre a moça mudou bastante depois daquele confronto para cima de Oliver. Manipulação puríssima e demonstrou um controle interpessoal que os demais não têm. Quem é a mestre em ser o teto e aterrorizar geral com a fala mansa é a Annalise Keating e Pratt tem se saído como uma Annalise Keating em ascensão.

 

Michaela também foi a escorada da série e, ao contrário de Laurel, penso que a moça aprendeu o modo de operação na miúda. Ela voltou a ser promovida como braço direito da situação, melhor coisa que lhe poderia acontecer. Mas não é isso que me encuca, mas como a personagem age para ser a mãe de todo mundo como Keating foi um dia. A moça foi invasiva com Castillo e deixou de ser engraçado o filtro sobre as opiniões de Millstone – o que impede ainda mais que o cara amadureça.

 

Esse episódio deixou claro que Pratt quer tudo como está, tem uma grande dedicação à sua reputação, sendo que nem tem uma, mas será que é só isso? Pode ser neura, mas não custava desabafar meu singelo incômodo.

 

Um incômodo que cresceu no quanto ela protegeu Connor. Ato que me faz pensar que Michaela é a próxima a mostrar aonde estava quando Wes foi tombado. Ambos se tornaram o bonde do Mean Girls, mas sinto que só um realmente saiu da casa com a possibilidade de ter um peso na consciência semelhante ao de Nate. Walsh soa como o felizardo.

 

O manipulador ingrato que foi incluso na cena da noite em que Wes faleceu e de um jeito que me deixou ainda mais arrasada com esse episódio. Isso explica a expressão de choque sem lágrimas e, honestamente, não o declaro como assassino. Para quem teve uma quebra mental no caso Sam, só vejo Walsh vazando do lugar por não ter conseguido reviver Gibbins. O perfil dele é entrar em pânico, como também foi visto na S2 ao tentar ajudar Annalise. Mas, tudo pode mudar…

 

É conveniente colocar Walsh como assassino. Ele nunca escondeu seus problemas com Wes, especialmente o preconceito disfarçado de zombaria com o lance da lista de espera. Tornar isso meio que um crime de ódio porque Connor queria porque queria que o pesadelo terminasse, é tão sério quanto o poder da promotoria ser chamado de conspiração.

 

O que me faz colocar Oliver na minha zona de suspeitos. Afinal, é dele a frase que “pode ser mau também”. Enfim, tudo pode acontecer. Walsh sendo assassino seria obviedade, mas ficaria jogada porque entraria no meu desejo de ser um dos estagiários.

 

Concluindo

 

Resenha HTGAWM - Connor

 

Asher foi irritante como sempre é, mas lançou uma linha de diálogo pertinente: Annalise é humana e merece empatia. Uma afirmação saia justa com tanto de gente que morreu, com tanta mentira. É um desafio ser empática quando metade das ações da protagonista veio de um ponto negativo. Como fazer isso diante de tanto podre?

 

Houve muita emoção escancarada, até mesmo de Frank que provou que ainda é leal à Annalise. Bonnie infelizmente perdeu seu poder, mas continua como alicerce. O episódio foi mesmo de confraternização de sentimentos e, apesar de igualmente monótona quanto às semanas após o hiatus, a trama foi mais agressiva, pura estafa. Até eu saí exausta.

 

Friso de novo que me parece impossível uma explicação ser dada em tão curto espaço de tempo sobre as atitudes da promotoria. O que me faz temer bastante essa resolução. Esse viés tem me deixado mais catatônica a cada semana porque a proporção de trabalho para ter Annalise pelo rabo é gigantesca. Mas não dá para ver nada! Fiquei o próprio meme da Nazaré, confusa e tentando fazer cálculos.

 

Saindo Nate, entrou Connor. A seguir, Michaela, Asher e Oliver. Lista de quem renderia um assassino impactante. Fato é que os estagiários se dividiram em duplas, sendo Laurel no bloco do eu sozinho, e é quase nítido que uma dessas pontas terá uma decepção muito forte. A panelinha obteve um pouco de confiança com a saída de Atwood, mas o que está por vir promete ser devastador.

 

Assim espero, né?

Stefs
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