Menu:
02/fev

Ainda tento reajustar minhas emoções com relação ao fim da primeira parte dessa temporada de Teen Wolf. Há aquele gostinho agridoce na garganta porque, mesmo que não seja o término-finalizado-acabado, a última transição desses personagens abriu margem para se preparar rumo à fatídica despedida. Como lidar? Queria saber, mas, enquanto esse sofrimento não vem, a série engatou um winter finale tão afoito quanto Liam. Uma trama que não deu tempo de recuperar o fôlego, nem mesmo com o retorno de Stiles, e que exigiu medidas rápidas dentro de um compasso ritmado por um trem que terminaria de devastar Beacon Hills. Entre ação, houve o cômico, detalhes não tão pertinentes quanto a necessidade de reconexão emocional entre quem ficou e quem foi.

 

O trem serviu de contagem regressiva para uma trama que se revelou não tão complexa. Em um instante crucial, Douglas foi perdendo seu apelo de destruidor fulminante graças ao papo de fundir mundos para assentar um exército de Ghost Riders no plano dos humanos. Confesso que esperava algo mais dramático visto o que o vilão fizera com um dos cavaleiros semanas atrás. Havia potencial nesse cidadão que surgiu aterrorizador, criou expectativa, especialmente sobre sua hibridez um tanto quanto exótica e que o tornava aparentemente invencível. Poderiam ter deixado seus intentos mais estreitos, pois assim exigiria mais dos bandos. Inimigo como criança mimada que teve seu sonho negado é exaustivo, mas perdoemos. Afinal, embasaram o background do teacher com retrocessos bacanas e que conseguiram dar margem para uma finalização até que satisfatória. Mas…

 

Mas… Poderiam, inclusive, ter esquecido desse looping eterno de sempre quererem roubar Scott, o Alfa genuíno. Achei ótimo o desinteresse, mas, quando Douglas afirmou que também passaria a mão nos seres sobrenaturais restantes, revirei os olhos de tédio. Certos hábitos nunca mudam e não há mais tempo para ser exigente.

 

Fato é que ainda restou um vácuo sobre o que necessariamente Douglas queria com essa parceria. A única coisa que aprendemos é que se tratava de uma realização pessoal, alimentada desde a Era Nazista, e que falhou miseravelmente. Olhando bem, não foi aquele plano formidável. Faltou um pouco mais de profundidade, um detalhe que compareceu na storyline dos Dread Doctors.

 

Tal personagem ficou pendurado desde a temporada passada e era de se esperar que sua proposta fosse complicadíssima. Que ele representasse um tipo de terror duradouro e não de duas semanas. Infelizmente, o plano foi medíocre e rendeu uma reviravolta meio preguiçosa. Isso, focando no fato de quem o teacher se tornou no final das contas porque o plano em si, apesar dos pesares, engajou deveras bem.

 

Resenha Teen Wolf - Douglas

 

Douglas não passou de um tremendo apelão porque o pânico voltou a recair no exército de Ghost Riders que cresceu assustadoramente. O teacher não fez muito a não ser plotar e fiquei pensando no quanto Theo se saiu deveras melhor em desmontar os mocinhos. Em contrapartida, o homem foi uma âncora benéfica para a trama, gerou movimento frenético e reuniu os bandos que passaram a primeira parte dessa temporada separados. Além disso, empurrou Scott para assumir o Alfa que é, algo que não acontecia desde a S5.

 

Os Ghosts Riders regaram o episódio de adrenalina, mais que o Douglas, e criaram duas zonas de confronto em forma de estações de trem que arremataram as conexões emocionais. Detalhe que valeu muito mais a pena que a ação em si. Nesse rebuliço, Malia se destacou como há tempos não acontecia. Na verdade, nunca aconteceu desde que Shelley se tornou regular na série. Se eu for agradecer alguém pelo crescimento relâmpago da personagem, esse alguém é Stiles. Só foi ele sair de cena para ela ganhar um espaço pertinente de trama e dou meu amém. As interações da moça com Lydia maravilhosas! Isso, desde o início da temporada.

 

Contudo, arqueio uma sobrancelha sobre essa relação não desenvolvida com Peter. Foi lindinha a cena da adolescente despertando o pai, mas, de novo, não houve aprofundamento para Malia ceder assim do nada. Tipo Stiles e Lydia que, de uma hora para a outra, descobriram que se amam.

 

Pequenos plots sem desenvolvimento que me forçam a aplicar o mesmo pensamento citado em The Vampire Diaries: não dá mais para cobrar muita coisa. A série ruma para a sua finalização e a única coisa com que se deve se preocupar é se todos sairão vivos.

 

Além de Malia, o winter finale de Teen Wolf também deu margem a outros momentos significativos e que moveram o emocional sem a menor dificuldade. Como Corey judiado e Mason arrasado; o reencontro Liam e Hayden; o beijão surpresa que me fez gritar entre Chris e Melissa. Em meio àquela típica impressão de que tudo daria errado, essas situações asseguraram o coração e trouxeram um pouco de esperança. Se já tinha sido frustrante “perder” metade dos personagens em cena, revê-los juntos, pelo que pareceu depois de uma eternidade, deu força ao objetivo de finalizar Douglas.

 

Resenha Teen Wolf - Stiles

 

Obviamente que nada chegou perto do retorno de Stiles. O ponto mais esperado da temporada. Ao longo dos desdobramentos deste episódio, houve um medo tremendo dessa criança desaparecer de novo. Foi um sentimento mínimo, mas desnorteante a cada investida dos Ghost Riders. Fiquei contentíssima de que a primeira pessoa que o personagem avistou foi Scott e que ambos não perderam tempo em nos relembrar porque formam uma dupla inesquecível. Seu reaparecimento no meio do caos, acompanhado com o famoso taco de beisebol, foi sensacional.

 

Não tanto quanto aparecer dentro de sua relíquia, reforçando ainda mais o significado desse viés inserido ao plot central. Por mais que tenha comentado que ele não fez falta nos primeiros dias de esquecimento, graças aos roteiros muito bem alinhados em desdobrar a mitologia, a saudade bateu em cheio. Scott ganhou vida em questão de segundos na companhia de Stiles, mais propósito, e ver isso foi maravilhoso.

 

De fato, não dá para levar Teen Wolf sem Stiles. Ainda bem que pensei sobre isso em uma resenha para nunca mais repetir a lástima.

 

Concluindo

 

Resenha Teen Wolf - Grupo

 

Os Ghost Riders levaram essa parte da temporada nas costas e Douglas foi um dito mal necessário. Um vilão temporário só para dar aquele empurrãozinho rumo a um plot twist nada formidável. Não houve complexidade, a não ser compreender os motivos dos quais a Wild Hunt pairou em Beacon Hills. Cheguei a sentir um buraco nessa storyline que acabou sanado com a presença de Claudia nos minutos finais deste episódio. Com a retirada de Stiles, outra forma de dor foi alimentada, como aconteceu com a Banshee de Canaan. E, em entrevista, Jeff esclareceu que a presença dos cavaleiros foi devido à perturbação elétrica causada por Kira na S5.

 

Foi uma resolução poderosa no quesito bando e, claro, na ironia de Douglas terminar confinado como Ghost Rider – e que transformação mais sebosa, socorro! Fato é que senti falta de profundidade e tudo se saiu fácil demais da conta para um finale. Perder de um adolescente em dadas circunstâncias (só desviar o trem) não deixa de ser um tanto quanto forçado. Pelo menos, deu a Scott uma resolução em modo Alfa e isso me bastou! Valeu para preparar os bandos diante do que ainda está por vir.

 

Em âmbito geral, a primeira parte da temporada foi envolvente graças à mitologia. Os roteiristas souberam dissecá-la em tempo hábil, o que relembrou o ritmo da S5. Desenvolveram essa história em um giro completo, tudo alinhadinho. Tudo contínuo, artifício que marcou esses 10 episódios. Foi uma experiência muito bem sequenciada, que deu oportunidade para os personagens, inclusive os adultos, se meterem no cerne da trama. O resultado foi puro fortalecimento, especialmente para a turma de Liam que agora fica para proteger Beacon Hills.

 

O episódio foi de emoções mais que de ação. De conexão. Os minutos finais deixaram a visão do futuro e é esse futuro que temeremos. Chegamos na roda em que tudo é possível, desde a perda de verdade verdadeira de personagens até mais retornos. O importante é se agarrar ao discurso lindo de Stiles, com incentivos para Liam e Mason e juras de amor ao Scott.

 

Ver o jipe partir me faz voltar ao agridoce de que só faltam 10 para Teen Wolf acabar de uma vez só.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3