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13/fev

Faltam 4 episódios para o fim de The Vampire Diaries e os acontecimentos desta semana representaram o último girar da roleta rumo ao series finale. Além disso, a apresentação do último conjunto de ação e de conflito que esses personagens enfrentarão daqui por diante. Foi uma semana crucial tão quanto a anterior porque os roteiros definiram e firmaram o novo caráter desse jogo que agora conta com uma única via: Cade. E o que fazer com ele? Exterminar!

 

Em meio à turbulência de emoções, os artefatos dos Maxwell continuaram a ser a grande coisa da trama. O medalhão era um talismã, mas não tão importante quanto o diário de Ethan que deu a Matt a autorização para impulsionar o flashback. Um diário que denunciava como exterminar o único e último vilão de TVD e que parou na fogueira. O reaparecer curtíssimo do inimigo só ressaltou a importância desse mimo histórico que botou Damon de um lado e Ric do outro.

 

De graça, Cade dissolveu as conexões com os personagens que sobraram, mais precisamente os Salvatore, e os colocou dentro de um propósito comum. Um combo de informação que nem chegou perto de ofuscar o trabalho em torno de Matt Donovan e Bonnie Bennett.

 

O episódio foi maravilhosamente dedicado aos negligenciados desde o arco S4-S7 de The Vampire Diaries. Isso me fez feliz. Perto do final, encontraram tempo para continuar a desenvolver tais personagens que simplesmente empacaram junto com o desenvolvimento do Damon. De distantes, ambos se aproximaram indiretamente para arrematar um ponto de similaridade. De quebra, mostrar o quanto são os únicos que ainda representam a essência dessa série.

 

A única bruxa de uma família dizimada por vampiros e outras criaturas sobrenaturais e o herdeiro de uma família que chegou perto de fundar Mystic Falls. Ficou na conta deles abrir a trama para os últimos desdobramentos de TVD e é impossível não sentir satisfação com o investimento. Até que valeu a pena ser feita de trouxa pela Dries ao longo do arco S4-S7. Ao menos, quanto ao Matt.

 

Para chegar a esse sucesso, nada como uma nova abertura que desse um jeito de amarrar tudo que fora descoberto sobre os Maxwell até aqui. Os pesadelos de Matt mostraram o suposto inferno de Cade e o fizeram sentir as ditas chamas do inferno. Por alguns segundos, imaginei que tal tormento mental seria efeito das badaladas do sino, mas o medalhão abriu caminho na mente de Donovan, acompanhado do esqueleto de Ethan e do diário. Esse último item, o objeto de desejo do episódio que criou o citado conflitosinho entre Damon que o queria para salvar a alma perturbada e humana de Stefan e Ric que não queria dá-lo antes de saber o que havia escrito ali.

 

Independente disso, o elencar de cada artefato dessa família reforçou e muito o plot. Felizmente, não ficou a exaustiva sensação de ponta solta e agradeço aos envolvidos. Com pouco tempo, os roteiristas estão sabendo explorar cada parte do background dos Maxwell, o que rendeu o flashback que era visto somente na mente de Matt. Ironicamente, Donovan descobre cada vez mais o quanto não é tão legal assim ter um passado familiar que contribuiu para marcar Mystic Falls historicamente. Pior, tendo como meta em expurgar as criaturas que perturbam a paz.

 

Resenha TVD - Ethan e Bea

 

Matt hipnotizado engatou o flashback entre um Maxwell e uma Bennett. Espiamos a função do sino e a surpresa de que o objeto fora corrompido para ter a função mencionada em tempos atuais. Adorei cada fragmento, especialmente o trocadilho de eu sei, mas não posso dizer ditado por Ethan. Honestamente, não esperava um retrocesso para remontar esse ponto histórico que, de certa maneira, pareceu que sempre fez parte de The Vampire Diaries. Cada elemento contribuiu para um desenvolvimento natural, ou seja, sem parecer emenda como tantas coisas que já transcorreram nessa série. Até a inserção de Sybil e de Seline fez completo sentido – ao contrário de Seline aparecer na vida de Stefan como estripador, 100% nada a ver.

 

O reforço dessa impressão vem do fato de que essa história é o único ponto de frescor da temporada. De quebra, conseguiram engatá-la e trabalhá-la dentro da Armory que se transformou em um baita plano de fundo para os conflitos centrais. Nem parece que Augustine um dia existiu.

 

O papo do sino estava meio batido, comentário que não desmerece o intuito de um flashback que regou o episódio da semana com gosto de velhos tempos. Velhos tempos também vistos na companhia de uma Bonnie que injetou a tortuosa e intensa tristeza diante da perda de Enzo – e que casou com os perrengues de um Stefan humano. Uma amarração emocional que deu uma valorizada no episódio e que fortaleceu o intuito nostálgico dessa temporada. Apesar dos pesares, tem sito ótimo rever quem de certa forma marcou a história de The Vampire Diaries. Só os golpes!

 

Era de se esperar que Bonnie não lidasse de pronto com a perda de Enzo e nem daria porque o roteiro seguiu de onde a semana passada parou. Normal vê-la em negação e o senso de continuidade foi bastante benéfico porque estendeu a linha de tensão e de expectativa do que viria a seguir. Bem, a mulher passou a ouvir o mozão do nada, o que abriu margem para a explicação do que foi aquilo que se esvaiu de dentro da personagem após uma nova fatalidade em sua vida.

 

Retorno da magia? Não, mas uma porta que rimou com Other Side e que pode explicar como Kai caiu na terra como se nunca tivesse saído dela. Não sei se fico feliz, melhor aguardar!

 

The Vampire Diaries 8x12 - Bonnie e Abby

 

A conexão de Bonnie com Enzo era intrínseca do ser de cada um e foi totalmente compreensível a relutância de Bennett quanto a ideia de aceitar o luto e abrir mão dele. Abby exerceu seu papel de âncora para esse transpassar e foi maravilhosa ao apoiar a filha. Mesmo se atendo a uma decisão que deixou uma das partes deveras infeliz. Foi necessário e dei amém que ofereceram essa libertação visto que os escritores têm essa mania de prender as mulheres aos homens até além da morte. Vide Elena com suas drogas para alcançar Damon, uma falta de respeito sem precedentes.

 

Embora o intuito fosse fazer honras a perda de Enzo, o reacender da magia roubou a cena. Meros minutinhos que me deixaram feliz à beça. The Vampire Diaries está sem suas bruxas e isso é um tanto quanto inadmissível. Ainda mais depois do flashback de Ethan que só fortaleceu a verdade do quão sem noção é ter alguém dessa linhagem de bruxas em cena, mas sem os poderes. Ugh!

 

A magia simplesmente desapareceu do cerne de The Vampire Diaries, sejamos francos. Quando digo desapareceu, me refiro a escassez de storyline decente que afrouxou o poder da mitologia das Bennett. Temos em cena uma Bonnie completamente desvalorizada e que só conseguiu ter um pouquinho dos holofotes devido aos homens que a rodeiam/rodearam. Sozinha, a personagem não tem absolutamente nada e isso é uma falha enorme de quem praticamente comandava as reviravoltas carpadas. Sim, ela teve instantes extraordinários com ou sem magia, mas foi nesse pequeno encontro mãe e filha que se escancarou a falta dessa representação. Bruxas são o core de Mystic Falls. Os vampiros se saíram como mal necessário devido ao conflito.

 

Com mais de uma Bennett em cena, as coisas ficam deveras interessantes. Da mesma forma que o flashback, a magia pareceu nunca ter escapulido das mãos dos roteiristas e rendeu uma das cenas mais formidáveis da semana. Mulheres lindas, que lidaram com toda essa nhaca sobrenatural, recorrendo aos seus poderes a fim de entender o que Bonnie fizera ao expressar suas emoções. Rolou até aquele jogo de caráter que testa o desejo de ir além com a magia para se ter o que deseja. E quando conversamos sobre pessoas, penso que o Other Side já bastou e agradeço por Abby ter tomado uma iniciativa difícil, visto a dor da filha, mas necessária.

 

Ambas renderam um momento belíssimo, de deixar o coração pequeno. Pena que não resultou em retorno da magia para ninguém e isso me deixou tristíssima.

 

Stefan, o excluído

 

Resenha The Vampire Diaries - Stefan

 

Como mencionei lá em cima, Stefan fortaleceu a tristeza ao dar uma aula do que é remorso e de como lidar com esse peso. Mesmo que fosse por algumas horinhas. Pertinente, mas não o bastante para minar minha celebração do pouco tempo de tela que Defan teve essa semana. Contudo, e mesmo feliz, preciso dar uma barganhada. Por mais que tentem enaltecer Damon, é impossível ignorar como sempre tratam o Salvatore agora humano nessas circunstâncias diferente e melhor.

 

Enquanto Damon ficou preso em seu subconsciente para ser perdoado e para não enfrentar suas nhacas, Stefan provou como é realmente sofrer pelos males que causou. Com a humanidade de volta, tal vampiro espiralou e contou com escaladas breves de punição. Tudo de um ponto de vista humano ao extremo. O interrogatório com a contagem de vítimas do hospital só não doeu mais que a filha dando por falta da mãe que nada mais era a mulher que tinha os documentos da casa de Bonnie. Apertaram os botões de um personagem que sempre odiou se desligar por ter noção de que não aguentaria a culpa ao despertar. Pelo tempo curto da série, ele foi obrigado a encarar e, ao contrário do irmão famoso por saidinhas fáceis, esse aí ainda teve que limpar até sua última sujeira.

 

Bonnie impulsionou esse processo e tudo que vi foi a mesma alma martirizada tentando correr atrás do seu prejuízo. Sem querer flanela de ninguém. Ao contrário de Damon que não pensa em se esconder atrás dos outros e insistem em vender isso como egoísmo. Oito anos de TVD e só é trouxa quem quer – o que não é meu caso, especialmente quando falamos sobre o Salvatore mais velho.

 

Apesar da minha raiva desses dois, gostei do encontro final que assentou o tema de redenção. Embora a trajetória de ambos esteja discrepante, tiveram a decência de colocá-los na mesma página. Uma pena que Stefan não será de muito efeito no cerne do conflito por ser humano.

 

Para não dizerem que não vi, Damon foi até que decente nesse episódio. Esperei que o cidadão pirasse com o fato de que Bonnie “gastou a cura à toa”. Afinal, a substância era de Elena para ele e ambos teriam uma vida lindinha juntos. Só que não. Vê-lo legitimamente preocupado com Stefan me fez abaixar a bola. Inclusive, diante do sarcasmo em cena. O que restou foi a possibilidade do retorno da força Dalaric, mas é tanta descaracterização que nem me animo mais.

 

Concluindo

 

Resenha The Vampire Diaries - Kai

 

A não tão nova storyline de Matt é a única que me cativa – e é a única relevante, quem diria. Suspiro forte a cada nova descoberta da família Maxwell. Por intermédio desse ponto histórico, os escritores resgatam com muito custo a essência mitológica falida de TVD. E tem dado certo, graças a Deusa! Não é à toa que este episódio serviu para fortalecer tal viés de premissa que fora esquecido devido ao foco excessivo em shipper. Construíram essa storyline com base em cada artefato encontrado na Armory e, para meu espanto, Donovan virou parte da resolução do conflito central. Parece que compensou todas as vezes que o garoto chegou perto de morrer. Antes tarde do que nunca.

 

Essa semana foi completa e suportável porque não teve shipper e nem foco total em Defan. Mesmo com a carga emocional, foi um episódio leve. Não menos importante, distante do mais do mesmo chatíssimo sobre os Salvatore, sereias e afins. Uma trama que cativou do começo ao fim e que coloquei no pódio de favoritos. Nem digo isso por influência do cliffhanger, que contribuiu bastante, não mentirei, mas por terem dado atenção há quem estava esquecido: Matt e Bonnie. Personagens que dançaram junto com o que parece ser o fim do desenvolvimento da mitologia dos Maxwell.

 

Também foi um episódio de metas e de conclusões simples. Cade é a única ponta solta e essa volta do roteiro foi necessária para fechar o cerco em torno de quem aparentemente não morre. Com a impressão de que não há saída, reagrupar se fez necessário.

 

Além disso, sincronizaram perfeitamente o peso do flashback com os acontecimentos de Bonnie e de Matt no presente. Relembraram de um coven de mulheres empoderadas esquecido e que refletiu nas ações de uma Bennett que não queria abrir mão do seu amado Enzo. Podia ter mais!

 

Perto do fim, o que resta a comentar é o quanto TVD está funcionando com poucos episódios. Os roteiristas partiram pela simplicidade para não se enroscarem em plots complexos. As medidas têm sido rápidas, como a finalização das sereias. Isso é muito bom, especialmente porque usam um único miolo para destrinchar o resto e para compor cada parte da trama. A escrita sempre encontra um meio de ficar preguiçosa e, apesar dos pesares, os roteiristas estão segurando bem. Pena que não posso falar tanto dos personagens, salvo nesse episódio em que todos estavam dentro de seus reais papéis.

 

Para Cade sair de cena, a história da temporada se estreitou. Sem um plano efetivo, nada como um backup em forma de Kai. Esse personagem me encheu de esperança por ser o único vilão que prestou depois de Katherine. Grata surpresa tê-lo de volta e espero que honre suas novas barganhas. O que acho difícil e eu adoro.

Stefs
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