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28/fev

Só mais duas semaninhas para o fim de The Vampire Diaries. Bem que a CW podia dar uma imitada na ABC e transmitir os dois ao mesmo tempo. Sim, esse é meu nível de interesse.

 

Em um passado bem distante, gastava um tempinho imaginando como seria a sensação de estar perto de dar adeus a TVD. Uma atividade que me é recorrente diante da maioria das séries que assisto. Mais precisamente, o sentimento de despedida. Sei que alguns que leem as resenhas têm Mystic Falls e seus personagens como um bebê. A primeirona em que se afundou pra valer. Honestamente, espero que vocês sintam o que não sinto até o momento. Conto com isso!

 

Não me considero a mais expert no mundo das séries, mas tenho cicatrizes suficientes de despedidas quanto àquelas que segui com afinco. Como The Vampire Diaries. Sofri bastante com a aproximação das despedidas e da própria despedida, e agora estou aqui tentando sentir o mesmo por Stefan e Cia.. A única coisa tangível é que não vejo a hora de terminar. Sento para escrever as resenhas como a própria vampira com as emoções desligadas. Modo de operação ligadíssimo desde a temporada passada. Só assim para realmente conseguir cumprir a meta de ir até o fim em nome de Paul Weasley.

 

Digo tudo isso porque imaginei que chegaria à soleira de The Vampire Diaries tristíssima, mas, ao menos por enquanto, tudo que carrego é uma baita indiferença. Essa é a série que definiria grosseiramente com o status “em relacionamento abusivo” porque foi abusivo em vários sentidos e aspectos, especialmente no arco sem Kevin. O desastre de 4 temporadas está refletindo tudo nessa última e é frustrante. De tão grande que foi meu envolvimento, só quero sair dessa cilada. Não há mais vínculo e isso me influenciou no aviso de largar as resenhas caso houvesse a renovação da S7 para a S8. O que não ocorreu porque anunciaram o fim. Queria acreditar que minha humanidade retornará no series finale, mas duvido muito.

 

Por via de regra, senti vários picos emocionais em mais um episódio de TVD. Alguns em aprovação, outros nem tanto. Kai foi um solavanco muito bom, cuja aparição breve proporcionou o fim do arco de Cade. Por intermédio do personagem, ficou ainda mais nítido o quanto os roteiristas resolveram sincronizar as histórias, o que deixou cada roteiro afunilado. Com isso, mais intencional no que queria transmitir. A escrita se desenvolve em ciclos estreitos e têm sido bastante funcional para os desdobramentos da temporada. Mesmo sem profundidade e com discrepâncias, tudo tem encontrado certo equilíbrio.

 

Embora não tenha uma quantidade absurda de poucos episódios, voltaram a usar a palavra prioridade. Tarde demais, mas vamos considerar que iniciativa é sempre bom. Deu para capturar e se envolver com as mitologias em tempo hábil e se lembrar delas mais tarde. Não há sensação de buraco.

 

Algo visto na forma como abriram esse episódio. Deram importância à adaga e com ela seguiram em cima da ideia de que Cade precisava ser aniquilado asap. Para agitar, se é que podemos dizer agitar, lá estava o caixão de Elena para ser barganha tanto de Kai quanto do rei do inferno. Quando é que esse negócio figurante vai liberar a sua dona mesmo?

 

Literalmente, o caixão é peso morto. São nessas horas que o ranço de TVD volta a me atazanar porque usam a “dormência” de Elena como muleta de conflito. Sendo que isso não é conflito de forma alguma, apenas um meio de testar um caráter que nem Stefan tem mais. Nem quando o assunto é Defan não a deixam de fora. Chatíssimo!

 

Kai não ganhou muito tempo de tela, mas foi o peão que empurrou os Salvatore para mais uma burrice. Como lidar? Pela milésima vez na história dessa série, lá vai o grupo com parco raciocínio para a guerra. Resultado? Tramas nada complexas. Não é tempo de reclamar, claro, porque a intenção dos roteiristas é usar a ponta solta de um episódio para trabalhá-la e finalizá-la no próximo. Nem torço tanto o nariz, mas vale ressaltar que TVD sentiu muito tanto pela falta de vilão competente quanto de histórias firmes e engajadoras.

 

Inclusive, que gerassem um mind-blowing no meio do episódio, não apenas no cliffhanger. Foi de esquentar a testa ver Stefan iniciar o que se resume bem os acontecimentos dessa semana: missão suicida. Esse Salvatore não pensou duas vezes em aniquilar Cade e caiu na lorota de Kai.

 

Resenha The Vampire Diaries - Stefan e Cade

 

O que podemos fazer? Nem eu sei. Os Salvatore caírem na lorota de Kai foi de aplaudir. Em contrapartida, não vamos tirar os méritos dessa resolução que nos tomou Cade. Um vilão que tinha certa competência, mas, sem tantos episódios pela frente, só restou nos conformarmos com o adeus. Imagino que o cara atingiria um patamar próximo de Parker. Stefs ficará eternamente na vontade por um pouco mais.

 

Para não perder o hábito, mais uma vez assistimos a novela Defan. Ao contrário dos episódios anteriores, não tenho muito do que reclamar quanto aos instantes de ambos. As conversas foram até que muito boas, despretensiosas, sem a competição de drama. Damon recebeu um desafio que me fez pensar na obviedade de sempre e confesso que uma sobrancelha minha ficou em pé quando esse cidadão escolheu por ele mesmo. Óbvio que esperei que o personagem ouvisse Stefan e escolhesse Elena. Afinal, “foi meu irmão que pediu, então, tenho culpa de nada”. O caminho fácil e não o famoso ato egoísta. Ato egoísta que estava presente uma vez que lá foi esse Salvatore focado na Santa Gilbert.

 

Damon pode ter sido o herói do little bro, mas Stefan herói combina melhor. Entre essas interações, vimos diferentes formas de sacrifício. Já que ambos querem essa dita redenção, o papo de estar disposto a morrer para consegui-la arrematou os dois. Porém, com algumas razões erradas.

 

Stefan e seu desejo por redenção foi bonito no pedido de desculpas para Bonnie, mas depois ficou meio irritante. Meramente porque ele não precisava passar por isso. Nada me tira da cabeça que Damon deveria estar nesse lugar já que resgataram, literalmente, do inferno a eternidade de sofrimento. O Salvatore mais velho queria ser humano com Elena, então, por que mudaram de última hora? Acho que o nome Katherine traz um tipo de resolução para essa investida. Nada como centralizar seu antigo amor humano para dar choque de storyline.

 

No meio dos dois, lá estava Bonnie que foi a linda ao invadir o limbo de Cade para salvar Damon. Pela milésima vez também, torci o nariz e queria que esse Salvatore desse adeus. Isso que chamaria de redenção porque não entendo a necessidade de todo mundo querer salvar essa pessoa sendo que essa pessoa não está nem aí para ninguém. Só para o dele. Bennett cravou presença, brilhou em poucos segundos ao desafiar Cade, mas decepcionou em chegar perto de dar sua vida para um cara que não a merece. Se fosse o Stefan ali diria a mesma coisa. Exausta de ver as mulheres dessa série empacadas pelos homens. Dá nervoso!

 

Falando em empacar, Bonnie sendo Elena e vendo Enzo. Mais sangue na minha testa.

 

Bonnie foi a outra âncora que circundou a trama e arrematou os planos de Kai. Se o intento dele era fazer Katherine descer a terra, fica o questionamento, mas sou muito agradecida por esse cidadão. Desde que Pierce foi sugada pelo buraco negro, nunca perdi a chance de dar uma cutucada. Pelo que parece, se dignaram a explicar o plot hole e, honestamente, adoraria vê-la se vingar de geral.

 

O que mata é a promo vendendo o quê? A obsessão por Stefan. Gente, ainda bem que essa série acabará! A codependência feminina dos homens é demais para minha saúde. Parece que elas só existem por causa deles e é irritante demais da conta.

 

Concluindo

 

Resenha The Vampire Diaries - Kai

 

A finalização de Kai me fez dar boas risadas como todas as vezes em que ele apareceu. Foi um vilão milagroso para a época ruim de TVD e que me deu Bamon para aguentar essa mesma temporada. O cara é instigante, enganou geral, repetiu o processo e terminou aonde merecia. No seu pior pesadelo que nem tinha a ver com o inferno. O que fica é saber como intentam acordar Elena considerando que dependem de Parker para desconectá-la de Bonnie. Nada mais foi dito, então, resta esperar para ver se haverá esse despertar. Já desacredito (e vi a promo Delena e agora desconfio).

 

As gêmeas não deram tanto trabalho quanto o previsto, mas o bom é que Ric fundará Hogwarts para menininhas mágicas como elas. Quero receber uma carta sim! Foi muito legal o senso de proteção dele e de Caroline. Especialmente do teacher diante da chance de Kai chegar perto da sua vingança maligna. Investida breve, mas que deu aquele lembrete do quanto ambas são relevantes e do quanto Saltzman ama as bonitinhas.

 

Agora, vamos ao que realmente interessou: Katherine. Só gritos com toda aquela jogadinha de narrativa entre Kai e Bonnie. Espero que valha a pena porque, considerando o que já fizeram com essa série e o que fizeram com essa personagem, só confio no retorno ao acompanhar.

 

Enfim, foi um bom episódio de tema missões suicida. Conseguiram manter a escalada adaga + Kai + Cade, fechando o papo de rei do inferno para introduzir a rainha do inferno. O que me encuca é saber como Katherine assumiu tal posto sendo que esse mundo psíquico é mais velho que ela.

 

Agora, ficamos com aquilo que Kevin curte pacas: um evento pra regar de sangue. Não sou a maior Steroline stan, mas Stefan surgindo todo fofo do nada e depois Caroline se ajoelhando na frente dele, fez meu lado romântica desesperada apitar ferozmente. Já pode começar o bolão das mortes? Além do pai de Matt que ficou subentendido na promo.

Stefs
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