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21/fev

É oficial: The Vampire Diaries virou uma igreja. Tá, explico! Redenção parece àquela luz no fim do túnel para uma série que promete chegar ao fim com um dito apocalipse. Um climinha muito bem assentado pelo próprio diabo que continua a querer almas para norteá-las ao purgatório. Com mais 3 episódios pela frente, parece que, além de Cade, teremos que aguentar os Salvatore atrás dessa eternidade que só um tem para fazer remendos e assim ter uma boa noite de sono.

 

Mesmo com esse gosto de Os 10 Mandamentos, o grande destaque da semana recaiu em Kai. Logo nos primeiros minutos, o personagem deixou cair por terra a teoria de que teria saltado pela tal porta que Bonnie abrira após uma implosão emocional. A presença desse ser maligno arrancou risadas, mas em nenhum momento se mostrou detentor da mesma utilidade vista na S6. Nem teria como, pois ele chegou à Mystic Falls pela metade e sua única ponta solta é separar a vida de Bonnie a de Elena. Ponta solta que não demorou a quicar no episódio como a grande barganha.

 

Kai encheu o episódio de espírito e fez o favor de ressaltar o quanto Damon e sua busca por redenção é digna de gargalhadas. E é mesmo. Para um Salvatore que nem coragem tem de pedir desculpa, essa decisão súbita de costurar seus erros é tão irreal quanto Stefan sofrer pelos seus erros de graça e como se fosse o único com uma conta em débito pra lá de extensa. Alguém tinha que mostrar que há amor-próprio em ser incorrigível, não é mesmo?

 

Resenha The Vampire Diaries - Kai e Damon

 

Missão que recaiu comicamente nas mãos de Kai. Ele voltou a honrar o que geralmente resmungo: se é pra ser vilão e aterrorizar geral, não tem que ter traço humanizado. Tipo Rayna. Tipo as sereias. O que só reforça minha tese (óbvia) de que os roteiristas só enaltecem os homens. É bem engraçado que em The Vampire Diaries só mulher não consegue manter seu apelo de maldosa de berço. Não é à toa que só foi Kevin sair para destruírem Katherine porque não conseguiram sustentá-la e logo a deixaram à mercê de sentimentos antigos por Stefan. Isso é baixo!

 

O que me faz pensar o quanto seria triste ver Elena ficando com Damon. Não digo isso pelo shipper, mas porque o Salvatore é imaturo, não tem critério e é burro demais para ainda cair na lorota de Kai. Santa Gilbert deserves better – como ficar solteira e ter uma relação humana.

 

Poderia me dedicar a mais um parágrafo sobre Damon Salvatore, mas não farei isso. Quem acompanha as resenhas há certo tempo, sabe que já disse mil vezes sobre o quanto esse cidadão se destoou da sua proposta, que essa ideia de Stefan pedir perdão a ele foi uma das coisas mais ridículas dessa temporada junto com nadar em seu subconsciente porque era incapaz de lidar com as podreiras. Mas… Sempre tem aquele adendo e o adendo da vez foi mentir para Bonnie depois de toda aquela cena dramática da carta. E ainda insistem em uma melhora que não existe porque o personagem não liga para ninguém a não ser ele mesmo – e só aqui calha o dito egoísmo, palavrinha que tem sido usada de justificativa para tudo que esse cidadão fez.

 

Isso não foi nada perto da situação de Bonnie que me deixou na corda bamba. Disse na semana passada que estava contente com o fato de Bennett ter sido libertada de qualquer oportunidade de se prender ao Enzo. Ela precisa passar pelo luto e nada mais. Contudo, nunca pensei que ainda dava tempo de ser trouxa com essa série. Dimensão particular? Com St. John dentro? Really? Man, Bonenzo contou com tanta coisa linda e maravilhosa para fazerem uma coisa dessas. Sério, claramente o pretexto de sempre em sugar o shipper para segurar interesse. Nem perto do fim esses roteiristas abrem mão do que naturalmente pode chegar ao fim. Doentio demais!

 

Resenha The Vampire Diaries - Bonnie e Cade

 

Em contrapartida, foi legal abrirem brecha para o lado psíquico da personagem. É random esse plot, mas melhor que nada. Pelo protagonismo de Bonnie, aceitava até sapateado. Pelo menos, explicaram o fato dela ser afetada pela arma que combatia as sereias e o que se esvaiu dela diante da perda chocante de Enzo. Agora, ela é combatente de Cade, mana e mano, e não tem como não se animar com essa empreitada. Foi uma nova reviravolta que aponta para as honrarias de uma ex-bruxa (?) que sempre assumia o fim do jogo. A que levava tudo nas costas para assim render grandes resoluções. Espero que isso se repita. É o mínimo que a jovem merece depois de descaso por mais de dois anos.

 

Sobre a dimensão particular: tirando a parte do Enzo, essa ideia muito me animou. Ela foi capaz de criar um mundo paralelo e privado por intermédio da sua dor e Cade não tem acesso. Faltava o empecilho do vilão, o desafio que o impulsionasse a cometer burrices. Foi importante criar esse link psíquico quando não se tem mais ninguém para combater o demônio.

 

Aguardei quase desesperadamente essa mulher voltar a assumir parte da trama e estou feliz. Mas… Nem tudo é perfeito! Essa dimensão nada mais tem um Enzo foragido, o que cria a coisa favorita da era Plec&Dries: dependência feminina quanto aos caras que amam. Tal descoberta respaldou o fato dela ouvi-lo, ok, mas o que me incomodou é que aniquilam qualquer chance de ciclo saudável para as personagens. Bonnie começou a queimar as fases do luto porque agora tem acesso quando quiser à figura de seu amado. Só me lembrei de Elena no 6×01.

 

Elena não tinha superado Damon e usou de drogas para vê-lo. Mesmo modo de operação que se aplica à Bonnie que não pensou duas vezes em repetir o processo de ver Enzo nessa dimensão particular no final do episódio. Deveria não estar surpresa com isso visto que Kevin retornou para a salinha de roteiristas, mas está aí um povo que precisa compreender mais a concepção de romance. Fazer a mulher usar da sua presença e do seu poder sobrenatural para enaltecer o homem a essa altura do campeonato é tão frustrante quanto tentarem vender que Damon é incrível. Não cola!

 

Resenha The Vampire Diaries - Stefan

 

A situação de Stefan conseguiu ser ainda pior que Damon interesseiro e Bonnie caindo na própria armadilha de Julie Plec. Com a promo que tem Elena, se aumentou os boatos de que esse Salvatore brindado com um tiro morrerá. Aí a gente vê como acompanhar uma série foi total perda de tempo. Nem digo isso porque gosto muito do personagem, mas porque não faz sentido na minha cabeça logo ele ter que passar por toda essa quebra enquanto o irmão não lida com nada.

 

E voltemos ao fato de que foi muito cômodo desligar Stefan de suas emoções. Matar Enzo só foi possível por causa disso. Não duvidaria nada que Damon fizesse esse trabalho a mando de Sybil – e chegou muito perto, vamos recordar.

 

Ok, Stefan tem uma quantidade de morte aparentemente maior que a do irmão, mas como TVD ama absurdos, então, absurda serei: o que esse Salvatore fez não chega nem perto do abuso de Damon contra Caroline, da intimidação de Damon para cima de Elena nas primeiras temporadas, da tortura de Matt e de Jeremy e, no fim, do assassinato de Tyler. De novo, volto no quanto é fácil desmembrar o humano do bonde por não ser o queridão dos roteiristas.

 

Na lógica da série, quem é egoísta tem redenção, mas quem limpou a própria sujeira e a sujeira do irmão mais velho tem que sofrer. “Ata”! Pelo menos, o humano da vila ainda rende um apelo dramático interessante, enquanto o vampiro não.

 

Outra coisa muito destoante foi Stefan enfrentar a ira de Dorian. Quem é Dorian na narrativa de 8 anos de TVD, gente? Adoro o personagem, fiquei muito triste com sua agonia e aceitei a tomada de decisão de se vingar depois de acordar da hipnose. Foi impossível não se compadecer, mas o jovenzinho não tinha direito algum de dar sermão (um sermão maravilhoso, não nego) sendo que chegou na série agora. Com certeza perderam a chance de participação especial, mas foi um dos poucos instantes que valeram a pena nesse episódio, sem dúvidas.

 

O tiro empurrou Stefan a um limbo que contou com a oratória arrepiante do pastor Cade. Foi um horror vê-lo passar por isso enquanto Damon só passeava com Kai focado meramente na trivialidade de ter Elena de volta. Me poupe!

 

A ideia aqui não é criar um comparativo de quem matou ou deixou de matar. Ninguém é imune, mas as circunstâncias de reparo Defan são discrepantes demais com toda a trajetória da série. Ambos são vampiros e cometeram atrocidades por séculos. Só que a ideia de Damon ter a eternidade de redenção é uma afronta quando se trata de alguém que não tem coragem de nem falar a verdade para Bonnie. O personagem não enfrenta absolutamente nada. Tudo bem um dos irmãos morrer, mas se for Stefan é sacanagem. Ao contrário de quem depende do subconsciente, esse aí tentou melhorar ao longo dos anos e melhorou.

 

Só a intenção dele pedir desculpas para Bonnie é uma demonstração contrastante das ações de Damon até aqui. Mas parece que isso não é o bastante para a atual mentalidade dos roteiristas.

 

Concluindo

 

Resenha The Vampire Diaries - Ric e gêmeas

 

Ando pentelhando Caroline, mas a personagem foi a única que fez algo decente essa semana. Não teria esse pique de hipnotizar todo mundo que acordou graças à humanidade de Stefan. Gosto de Matt fazendo companhia a ela, me faz lembrar do meu ship falecido, e o discurso do bichinho para Dorian decidir o que fazer com o Salvatore que lhe trouxe dor foi precioso demais.

 

O episódio seguiu contínuo. Com o fim da mitologia dos Maxwell, Bonnie finalmente foi centralizada. Tenso é que a raiva que ela sente da sua perda abre aquela dimensão particular e não sei o quanto isso a transformará em apenas 3 episódios.

 

Para dar mais pano para a trama, temos a mudança do comportamento das gêmeas que bate com a fanfarra do sino. Por Bonnie também ser psíquica e pelas meninas já terem sido usadas por Seline, não há uma coisa boa a se esperar daqui. Principalmente com Kai entre nós… Ou quase porque ele vazou com o caixão de Elena e rendeu o cliffhanger roll eyes de Damon dissecando pela milésima vez em curto espaço de tempo.

 

3 semanas que mais parecem uma eternidade, sincera.

Stefs
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