Menu:
07/fev

Rip Defan. Foi assim que finalizei a resenha da semana passada e é assim que inicio esta. Tento entender inutilmente qual foi a cachaça que rolou no writer’s room de The Vampire Diaries porque claramente as coisas saíram do controle neste episódio. Estou confusa para não dizer outra coisa!

 

Acima dos shippers românticos, lá estava Defan. A relação que sempre banquei a líder de torcida. Mesmo quando tudo estava forçado e artificial. Acreditei que tanto a S7 quanto esta funcionariam como âncora de salvação dessa irmandade que se perdeu assim que Delena entrou em cena. Azar o meu que acreditei nessa proeza porque os eventos deste episódio terminaram de afundar os Salvatore. Chego aqui para ver ambos separados em um universo em que Damon é empurrado para ser o herói que não é e Stefan o vilão que nunca foi. Para piorar, lá estava o artifício mais vergonhoso inventado por The Vampire Diaries: a cura. O pau pra toda obra como desligar a humanidade.

 

Diante de tudo isso, é difícil decidir qual foi a pior parte do que rolou porque tudo foi péssimo. Isso, no quesito personagens.

 

Já engato a forçada de barra de um Damon que ganhou desculpas de geral e que agora quer o caminho da redenção. WTF? Mas, há coisa pior, como Caroline distribuindo drinque com seu sangue e falando bem do vampirismo, itens que firmaram seu OOC. O ato de Forbes me fez recordar a lástima de ouvir uma Elena, que outrora se recusava a perder sua humanidade porque tinha plena noção do quanto isso lhe era tudo, ovacionando sua transição. O resultado é ver esses mencionados personagens tentando convencer de que estão mandando superbem, sendo que o passado da série coloca em cheque esses milagrinhos comportamentais.

 

Milagrinhos comportamentais: Damon desculpado sem a menor dificuldade e Caroline sendo amiguinha do Damon como se nunca tivesse sido abusada por ele. Me respeitem!

 

Quem merece espaço de fala nesta resenha é Enzo. Personagem que, apesar do pouco desenvolvimento e de ter ficado mais escorado que na ação, confrontou sem a menor dificuldade tudo que Damon representou no início desta temporada. A grande baixa da semana que, de alguma forma, eu esperava. Só não esperava que a jogada viesse por intermédio de outro ato OOC que foi Stefan magoar Bonnie. L-o-g-o Bonnie. WTF?

 

Assim, os roteiristas rebobinam a S1, certo? Certo! Mas perderam completamente a noção ao botarem Stefan para acarretar uma das piores dores dessa personagem. Desligar a humanidade do vampirão caiu como uma luva para tal ato, mas não justifica a realidade de que pisaram em cima da trajetória desses dois. Como andam fazendo o tempo todo a fim de solucionar o insolucionável. Pode haver Bamon, amo Bamon, mas a relação inicial da série não aconteceu por intermédio desses dois. Mas sim de Stefan e de Bonnie. O que foi que perdi?

 

Não sei e prefiro não ralhar ou teremos um textão de 5 páginas. Foquemos na redenção.

 

Se eu for colocar os personagens atuais na peneira, Enzo foi um dos poucos que traçou o caminho da redenção. Foi uma busca fácil porque, ao longo do arco S4-S7, os roteiristas perderam a noção do que é complexidade na hora de desafiar e de enaltecer a turma. St. John se mostrou compassivo na época em que foi vítima da Augustine, mas saiu de lá sedento por vingança. Foi pendurado como um inimigo que faria Damon retornar ao seu antigo eu imperdoável, mas acabou deixado na mão. A grande sacada é que, ao contrário do Salvatore, o vampiro em questão mudou por vontade própria, mesmo que tenha rolado uma clara queimação de etapas.

 

Inclusive, storylines furadas como a de Sarah Salvatore que só o deixou como peso morto ao longo de uma temporada completa. Torná-lo significativo rolou de uma forma natural em fins da temporada passada e nesta. Ele ganhou pinceladas que o suavizaram e que permitiram que Bonnie entrasse em sua vida. Enzo mudou completamente em nome do que sentia porque encontrou algo que valia a pena viver. Ao contrário de Damon que canta aos 4 ventos que Elena o mudou sendo que não mudou nada. Com todos os trambiques dos roteiristas, St. John mostrou superioridade. Depois de tanto tempo, esse moço viu que não era seu passado que o definiria, mas seu presente e passou a lutar por isso conforme visto na sua relutância em cair na de Sybil.

 

Resenha The Vampire Diaries - Enzo

 

É triste ver que um dos poucos personagens razoavelmente desenvolvidos no arco S4-S7, e que conseguiu a dita redenção com um pouco de luta, morrer para separar uma irmandade que deveria encontrar seu caminho de volta. De graça, temos a nítida visão de que Defan nunca importou para Plec e Cia.. O maior reflexo disso é Klaus e Elijah que saíram do mesmo universo. Aqui temos mais um resultado de anos de fanservive ao ponto de não conseguirem estabelecer os Salvatore, sendo necessário tragédia pelo velho motivo de romance para separá-los e para afetar alianças antigonas.

 

Não apagarei o fato de que Enzo foi peso morto, vide storyline com Sarah. Uma história que retornou nesta temporada e que querem deixar nas entrelinhas que foi olho por olho. Sendo que foi Sybil quem tirou uma parente que ninguém ligou de cena. Apesar disso, e de todos os xingamentos da sua inutilidade de trama, St. John mostrou na prática o que é ceder ao amor e deixá-lo entrar. Ele relutou contra as sereias enquanto o amiguinho se escondeu no de sempre e ainda me ganha perdão de graça. É de rir para não chorar!

 

Enzo não ganhou relevância nas temporadas anteriores, mas é possível repartir sua storyline de maneira a capturar um estopim, uma reação e o rodopio da mudança. Damon não contou com nada disso. Os escritores nem sabem mais o que fazer com o Salvatore e partem para o prático. E a praticidade vem de rebaixar Stefan para enaltecê-lo de… Graça, claro!

 

No fim, o resultado é: Damon agiu com Tyler basicamente igual a Stefan contra Enzo. Não tem como tomar partido de ambos mais. No caso de Stefan, houve mais impacto por motivos de Bonnie.

 

A escolha dessa tragédia foi inteligente, mas arruinaram Defan criando uma situação saia justa que rende na realização de que não tem mais como proteger nenhum dos Salvatore. O que me incomoda é que Stefan arcará com um peso maior sendo que ele – e Enzo – foram os únicos que realmente melhoraram com certo custo enquanto Damon ganhou tudo de mão beijada. Sem contar que Tyler não tem o mesmo peso da dor de Bonnie e provocar isso é particular sim. Não fez o menor sentido como várias coisas que andam transcorrendo em The Vampire Diaries desde a S4.

 

Pior que a morte do Enzo, só a cura. O assunto em si é mais desgastado que esse papo de desligar a humanidade, mas o que me incomodou pra caramba foi o acesso ao corpo de Elena. Foi desrespeitoso, invasivo e egoísta tanto para Bonnie, Damon, Stefan, quem for. Sim, todo mundo tem que correr atrás da sua felicidade, mas não violando corpo alheio. Não havia autorização e nem adianta dizer que “não tinha como”. Invadiram o corpo de uma pessoa querida e pouco me interessa se Nina estava presente ou não. Juro para vocês que fiquei tremendamente revoltada com isso.

 

Pior que a morte de Enzo e a cura, é Stefan humano sentir seus mais de 100 anos nas costas. Embora esteja com muita raiva, esse Salvatore tem sido o maior apoio de trama. Aquele estepe maravilhoso que deixa as coisas interessantes, hábito de escrita das antigas que tem muito que reclamar, mas não reclamarei. Não quando esse personagem é implacável e envolvente. Suas intenções, tão bem camufladas, cortejadas e realizadas, culminaram em um fim tristíssimo, arrasador, com direito a libertação mágica de uma Bonnie que não merecia passar por isso.

 

Mas… Torná-lo humano? Só penso que esse cidadão será o próximo a bater as botas.

 

Chego aqui inconformada com Defan. Principalmente quando paro para pensar que ambos foram completamente afastados para impor o Damon no início da era Delena. Amo Bamon, já disse, mas o histórico entre Stefan e Bonnie é maior. Ambos lutaram contra os inimigos de Mystic Falls e rasgar isso matando Enzo é um tanto quanto imperdoável.

 

Concluindo

 

Resenha The Vampire Diaries - Cade

 

Quem salvou este episódio foi Cade. A demonstração gratuita de que não pode morrer me arrancou risos. Foi um alívio cômico em meio a tanta coisa ruim e desrespeitosa. Gosto de vilões tranquilinhos, que vendem esse humor sarcástico, como Katherine e Klaus. O rei do inferno contribuiu indiretamente com uma trama que mudou todo o curso rumo ao series finale.

 

E, claro, a mitologia da família de Matt que permanece intrigante.

 

Não mentirei: o conjunto do desenvolvimento de trama foi maravilhoso. Os minutos finais realmente chocaram e fiquei de boca aberta. Foi surpreendente à sua maneira. Tateei por mais história a fim de saber o que aconteceria a seguir e tudo que vi foi corte seco seguido dos créditos. Moveu meu mundo, mas os outros adendos pesam. Não dá com Damon falso herói, não dá com Stefan falso vilão, não dá com Bonnie infeliz pela milésima vez, não dá com Caroline querendo vender vampirismo à toa e não dá para violar Elena como violaram neste episódio.

 

Há algum tempo, comentei o quanto os roteiristas de The Vampire Diaries perderam completamente a mão quanto a Defan e ver essa irmandade cada vez aos frangalhos magoa demais. É triste chegar em fim de temporada e ver os irmãos do jeito que estão. Que eu saiba, essa série tratou um trio e que agora só tem um indivíduo chamado Damon. É de se inconformar que os Salvatore chegaram a esse ponto sendo que ambos deveriam resolver as diferenças e se unir. Extrapolaram de vez.

 

Não consigo ver possibilidades de salvar os Salvatore a não ser pelo mesmo molde de perdão dado ao Damon. Como adoradora de Defan, que defendia essa relação com unhas e dentes, é frustrante ter essa consciência de um series finale que tem tudo para fazer chorar sim. De desgosto. Este episódio, muito bem escrito, infelizmente não foge do rótulo de fundo do poço em que os pilares que restaram sem Elena passam por provas incondizentes as respectivas trajetórias.

 

Mesmo com tanto absurdo, o episódio foi gostoso de assistir. Os momentos Bonenzo foram lindinhos, bem como o fim que rasgou literalmente meu peito. A composição ficou dentro do caráter das antigas de The Vampire Diaries que usa a morte como geradora de mudanças. Um ataque surpresa a cara do Kevin. Foi uma semana de despertar sem as sereias e sem as sereias era mais que necessário um novo norte além de Cade. Afinal, a série chega mais perto do seu encerramento e seria incomum não ter uma perda de impacto que desencadeasse novas problemáticas.

 

Com Bonnie dita como detentora da magia outra vez, há chance de engrandecimento dessa personagem. O que me deixa feliz porque não tiro nada do que disse sobre o quanto foi incômodo vê-la tão afundada no romance sendo que sempre pôde muito mais. O que entristece é que o suposto retorno dos seus poderes veio a custa de sua felicidade. Não sei qual é o problema dos roteiristas com Bennett.

 

Em construção, esse episódio continuou tão bom quanto os outros. Mas a narrativa deixou a impressão de que a tendência é piorar e que final feliz nem terá. Bom é que não estou mais preocupada. Ainda mais quando Stefan me parte Bonnie pelas motivações erradas.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3
  • Stephanie

    Ei!!! Resenha linda, falou tudo q eu penso tb. Pode escrever as 5 pgs rsrs ninguem merece essa serie nao. O que é OOC mesmo? Rs