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14/mar

Honestamente, acho que preciso parar de ver as promos de Chicago Med. Algo que não costumo fazer com qualquer série, mas parece uma mania que quando volta não tem como parar!

 

Digo isso porque, na maioria das vezes, me sinto a pessoa mais enganada da vila. Afinal, o padrão é chamar atenção para um atendimento, mas o bizarro é que outro funciona melhor e tem um conflito mais interessante. Algo notado faz um tempo e esse episódio foi o auge do papel de trouxa. A chamadinha para causar polêmica mais as promos passam a ser excluídas da minha vida right now.

 

Esse comentário não precisa ser levado para o lado negativo da força. Contudo, é tenso ter expectativa sobre algo e, quando se menos espera, sua atenção e sua emoção se direcionam para outras circunstâncias muito mais chocantes e emocionais. Ao menos, é assim que tem rolado comigo.

 

Esse episódio não teve tanto impacto quanto o anterior. O foco foi alongar um pouco o luto de April, se é que podemos chamar de luto porque senti um salto temporal, e criar palco para respaldar o suicídio da próxima semana. Os atendimentos funcionaram muito bem, um complementando o outro e criando contrapostos. O de Natalie e de Choi foram os mais puxados, conflitando o tema do roteiro que expôs alguns tipos diferentes de prisões. Nada dos personagens, apenas dos pacientes e os efeitos que acarretam na vida da equipe. De novo.

 

O atendimento dito principal não me cativou tanto quanto o de Choi. Natalie segurou seu drama do jeito que deu e foi ótimo. Embora não esteja contando com desenvolvimento de background, é notável um pouco mais de amadurecimento. Mais pulso firme. O foco em Manning tem sido bastante profissional e dá para apurar algumas nuances de melhora. Em vez de ficar no canto, ela tem dado seu jeito para se manter no cerne da própria situação e fico agradecida por nenhum dos rapazes se meter na dela. A não ser Will que é meramente por motivos de shipper e é meio irritante – o que não foi o caso essa semana, mas sempre que há chance, lá vem as sapatadas Manstead.

 

Sapatadas sempre na mesma fórmula: rebaixá-la pelas emoções ou pela falta da dita superioridade/tino médico. Ultimamente, Natalie tem enfrentado o justo e o injusto, o que não tem rendido a típica batida do pezinho no soalho que alguns investem bravamente, não digo quem. Mesmo que muito brevemente, a personagem tem rendido diagnósticos mais apurados, o que dá a chance de esquecer que vários atendimentos dela conquistam resoluções mágicas.

 

Só que esse conseguiu resolução mágica e pergunto que hospital cheio da magia é esse. Tudo dá certo. Até o que parece que dará drasticamente errado. Gente!

 

Resenha Chicago Med - Natalie

 

Provavelmente, esse atendimento de Natalie teria sido mais intenso se a vítima estivesse acordada. Em contrapartida, não significa que não tenha sido intenso à sua maneira porque foi sim. As mesmas expressões de indignação da médica foram as minhas, mas pecaram ao não dar tanta atenção ao estupro. Um molde mais smooth do que transcorre em SVU seria ideal porque nem tempo a série tem para se desviar tanto da sua premissa. Contudo, e independente do gênero, abrir um pouco esse caminho poderia ter dado a relevância que a promo intentou vender.

 

Afinal, o roteiro nos fez pensar no cenário do estupro até o dito coma. Reforçaram isso ao trazerem Lindsay (à toa) como se fossemos realmente saber quem fez, ideia anulada devido à questão do DNA. A situação foi inserida muito bem, mas, conforme transcorria, começou a ficar confusa e sem firmeza. Se não fosse Natalie abraçar esse atendimento, teríamos acompanhado mais um caso que o bonde do writer’s room só espera confete. Porque “polemizou”. Aonde?

 

Por essas e outras que agradeço ao empenho de Natalie. Só ela para dar vida ao atendimento, regar com os conflitos comuns diante de uma situação dessas junto com os incertos pais. Ela inseriu o peso dramático de tal história, mas não o bastante para fazê-la ser lembrada. Embora tivesse cara de conflito, de choque de opinião, não passou de um combo de decisões difíceis que começa na fórmula de escândalo para arrematar no ok. De novo, Manning contou com uma resolução fadinha, a cara da nave da Xuxa, e espero que a choradeira que vem aí seja por algo monstruoso.

 

Apesar disso, a ideia de prisão foi bem inserida nesse plotzinho de Natalie. Foi impossível não pensar no que seria de Teresa, especialmente com a colocação dos pais. Havia um bebê que tentava se desenvolver em um corpo “dormente” e que foi fruto de estupro contínuo. A decisão de manter a gravidez era sim da paciente, Manning ganhou 90 pontos ao apresentar tal argumento.

 

Mas, a postura dos pais meio que me incomodou. Eles não se revoltaram. Não empurraram uma investigação mesmo que estivessem conscientes de que o DNA já era. Ambos só choraram e foram conformistas. Ok, mas, nossa, meu sangue ferveu na testa conforme destrinchavam esse papo. A garota foi abusada, deveriam ter explorado mais esse viés porque isso de fato acontece.

 

A sensação de empaque foi sentida antes mesmo da finalização dessa história. Fato é que não havia muito que fazer, a não ser zanzar – o que Manning fez. Perderam chance de debate fortíssimo!

 

Resenha Chicago Med - April, Choi e Clarke

 

O conflito real veio entre Choi, Clarke e April. O trio me deixou sorridente e foi um contraste diante da mãe presente no atendimento de Natalie. A mãe mula de drogas que quis se resguardar para manter a filha e tal ato me fez lembrar dos tempos de glória de Chicago P.D.. O mais engraçado é que havia duas circunstâncias que precisavam de ordem de prisão e a deixada de lado incitou apoio policial, mas naufragou. Tais personagens criaram a saia justa de denunciar ou não denunciar, mas o fim bonito parece ser hype em Chicago Med. Começa a ficar chato também.

 

Nem eu cheguei a uma conclusão particular do que faria. Uma hora concordei com os argumentos de Sexton, mas, no fim, tem que ser Choi. A famosa brincadeira de ser racional ou emocional, de ter caráter, e aqui tivemos uma conclusão triste, mas feliz, que se apoiou na perda recente de April.

 

Foi uma situação que engajou drama, conflito e tensão ao contrário da ocorrida com Natalie. Mesmo assim, não desmereço nem uma e nem outra porque estavam dentro da proposta de se sentir preso a uma problemática aparentemente sem solução. Enquanto Manning foi o pico da emoção por toda a situação, April e Latham mandaram nessa respectiva semana com reflexões mais profundas e com escolhas que determinariam suas carreiras.

 

Falando nele, saudade Latham! Outro que também discutiu o tema de prisão. Porém, do ponto de vista mais pessoal. Vê-lo se deixar nortear pelos sentimentos recém-descobertos, como contar a piada sem graça e ter noção de camaradagem, me derreteu totalmente. Nem tudo é perfeito e o máximo que tivemos de dócil desse médico parece que faleceu na cirurgia da menininha. Cena linda, socorro!

 

Com o empaque na hora de fazer o corte, me perguntei se o personagem regrediria. Pelo visto vai sim. As emoções que tornavam o médico distante o aproximaram demais e concordo totalmente com a questão da indecisão. Sendo filha de Gêmeos, imaginem o drama constante aqui desse lado.

 

Concluindo

 

Resenha Chicago Med - Latham

 

Queria ter mais o que dizer, mas a semana foi muito mais sobre atendimentos que personagens. Vale um salve para Reese que me deixou na corda bamba porque não sabia se me irritava ou se desligava minha humanidade para saber até onde a moça iria. Mesmo ciclo vicioso se fortalece, mas teve o adendo à parte que se chama Wheeler. Tenho quase certeza que essa jovem se sentirá culpada por esse moço porque ela o deixou no vácuo – e poderia simbolizar um pedido de ajuda.

 

Reese voltou a deixar minha testa quente com essa de ser compassiva demais. Um contraposto do que aconteceu com Latham que disse que está out de ficar sentindo coisa que entra no meio do trabalho. Não sei vocês, mas estou esperando a hora de Charles explodir – mas essa sou eu, Stefs, que já teria colocado a garota no tapetinho da disciplina.

 

E ainda estou passada que entregaram a morte na promo, gente! A frase de efeito de April no começo desse episódio chegou perto de me deixar na retaguarda. Aquele papo de ter pensamentos estranhos, a apatia e a briga com Tate. Pelo menos terei a energia preservada.

 

E, gente, Rhodes? Quero ter a vida desse cara, que não faz nada, salva Panda, ganha bolsa, ganha entrevista, ganha amor, socorro!

 

Agora, me preparo para os tiros que darei daqui uns dias.

Stefs
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