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20/mar

E lá vamos nós em mais um ano de The Originals. Um ano mais curto e tenho que agradecer aos envolvidos. A troca do período de exibição dessa série deu uma aumentada nos burburinhos de cancelamento e a coisa toda só esticou porque Joseph já arranjou outro emprego. E se esticou ainda mais porque esse episódio teve cara de meio de temporada e veio firme ainda na ideia de que os Mikaelson precisam morrer. Para isso, e pela milésima vez, Klaus tem que bater as botas.

 

The Originals entrou chutando a porta da frente e avisou o que acontecerá daqui por diante. Sem delongas. Sem encheção de linguiça. Pelo tempo curto da temporada, o episódio mostrou serviço e deixou a abordagem típica nos humores dos personagens, como ocorre em todo início de ano, de lado. Até porque não havia como dar um parâmetro disso com metade do bonde dormindo. Por causa desse foco no plot de conflito, não há muito o que dizer. Na verdade, há muito o que se aguardar visto que finalizaram a ponta solta do finale passado e abriram brecha para a mitologia. Uma mitologia que tem cheirinho bom chamado coven e que não aguentava mais ver de lado.

 

O salto de 5 anos facilitou o trabalho de Hayley que caminhou como uma rainha nesse retorno de The Originals. Há um tempo, comentei que não aceitaria menos que 5 episódios de liderança dessa personagem, mas não foi possível. Não quando se tem 13 episódios nas mãos. Considero o que foi entregue pela little wolf nessa premiere pouco, mas podemos nos ater ao bastante. Não há muitas mulheres em cena porque os amigos da escrita aniquilaram boa parte para criar angústia masculina. Isso nunca será perdoado. Só ter Freya e ela não aliviou nem um pouco o buraco deixado por Cami e Davina – e agradeço por não deixarem a memória dessas duas morrer.

 

Resenha The Originals - Hayley

 

Resmungos à parte, Hayley estava deslumbrante nesse episódio e fiquei só os gritos toda vez que ela aparecia. Enquanto os homens cuidavam de tretas chatíssimas de ego e de liderança, Marshall mostrou serviço e bateu de frente na possibilidade de reta final para acordar os dorminhocos. E conseguiu. Tudo sozinha e/ou tendo Mary como aliada – o que foi bom demais da conta porque chega de homem se metendo em tarefa feminina. Imaginei que algo drástico fosse rolar com essa personagem, pois os roteiristas não sabem empoderar mulheres nesse universo. Surpreenderam. A independência e determinação da little wolf não passaram batidas tão quanto a doçura e a cumplicidade de uma mãe. De fato, cinco anos a transformaram positivamente.

 

Em poucos minutos, vimos a mãe Hayley e a guerreira Hayley, duas mulheres em uma que mostraram que deram conta de tudo.  Que não abaixaram a cabeça e que conquistaram calos extras que as tornaram mais firmes e confiantes. Marshall voltou madura e, de quebra, sangue frio para fazer o que precisava ser feito. Que cena ela dando cabo nos capangas de Alistair! Isso precisa ser reprisado por toda a eternidade. Definitivamente, little wolf injetou o Always and Forever e foi um deleite vê-la no cerne de um conflito que parece que acabou, mas se tratou do estopim da S4.

 

O aviso de Mary me fez acreditar que esse ciclo final da missão de acordar os dorminhocos não passava de isca e que Hayley estava sendo deveras ingênua com o que poderia ser realmente uma emboscada. Diante do que se tornou realmente uma emboscada, a personagem roubou os holofotes como merecido e deu a volta por cima. Espero que ela não perca tal posicionamento de trama. Esses Mikaelson não merecem uma mulher dessas, pelo amor da Deusa!

 

O salto temporal também foi benéfico para os Mikaelson. Não dava para segurá-los por muito tempo. O que nos leva a relembrar como a S3 foi finalizada e isso ainda faz cócegas em meu coração. Nunca escondi meu desejo de ver a queda dos Originais e ganhei isso dentro de um pacote de laço rosa. Comentei várias vezes o quanto estava cansativo e repetitivo o ciclo Klaus sabota os irmãos, uma nova leva de inimigos surge do nada para nada porque a família sempre vence no final e boring. As coisas mudaram drasticamente com a mega reviravolta norteada por Marcel e que “matou” esse squad. A meta agora é Klaus e Cia. se reerguerem e recobrarem as forças depois da clara humilhação. Se vão conseguir? Provavelmente sim porque está aí a turma dos intocáveis.

 

Resenha The Originals - Finn

 

Mas não sem um pouco de dificuldade. Um dos pontos altos do episódio foi a centralização dos covens. Isso para mim foi a isca para acreditar um pouco mais nessa temporada porque nunca tiveram problemas em trabalhar as bruxas do Quarter. Bruxas essas que sempre foram o coração de The Originals. Muito mais que a treta de quem é rei. Essa turma acabou esquecida graças ao ciclo vicioso em torno de Klaus e boring, outro ponto que resmunguei por praticamente dois anos e segui resmungando até na queda de Davina. Personagem que estava se descobrindo na magia e que morreu sem chance de desenvolvimento. Sou fã, mas não sou trouxa. Vamos lembrar!

 

Quero acreditar dessa vez que terão punho firme para manter os covens como donos da coisa toda. Principalmente quando temos o poderoso Vincent com a visão nublada e isso é algo para se ficar de olho. Ele é um dos poucos que conto nessa temporada, um reflexo da S3. O personagem mostrou que nada é preto e branco e que quando é hora de arregaçar as mangas pelo justo, tem que ir e buscar o seu. O bruxo é bom quando tem que ser bom. Mas sabe ser maldito quando precisa ser maldito. O grande dilema é que o moço acredita piamente em seu controle, mas sinto que é enganação que renderá uma puxada de tapete. By Marcel? Capaz. Caso não, é quase certo que o mesmo retorne para a mansão dos Mikaelson a fim de prestar a ajuda de sempre.

 

Embora seja poderoso, não há muito que possa ser feito. A não ser que Vincent vire a casaca totalmente, o que seria muito bem-vindo. Para quem ainda mastiga a morte de Cami, considero um desaforo topar qualquer auxílio para Klaus. Mas, The Originals ensinou que ou ajuda ou morre.

 

Vincent era o cara que não dava nada e vejam aonde estamos. Ele ressurgiu diferente, o pastor das bruxas e do Quarter, uma mudança contrastante de postura. Para quem “herdou” tudo de Davina no final do dia, vê-lo como apaziguador arqueou uma sobrancelha. Quem é que quer esse personagem segurando bandeira branca depois daquele show todo para cima de Freya? Não, volte a ser duas caras, por favor! A cena na igreja foi simbólica e deu para farejar por intermédio dela o intuito de manter a paz e a independência das bruxas. Prováveis planos de fundo dessa temporada e que sabemos que sofrerão rebuliço quando os dorminhocos pisarem em New Orleans.

 

Embora tenham criado esse plano de fundo que serviu de palco para a nova mitologia que vem aí, não podemos ignorar Alistair. Um petisco, um lembrete de que esse papo de link que mantém os Originais não está encerrado. Outro detalhe que reforçou a sensação de fim de ano para essa série. Inserindo novamente esse risco de morrer, é de se esperar que a vingança seja brutal para que tentem finalizá-los. As únicas pessoas que podem fazer isso se reconhecem como bruxas. Não quero ser a iludida, mas seria realmente meu sonho ver um coven aterrorizando tudo de novo.

 

Resenha The Originals - Klaus e Marcel

 

Klaus sendo capacho de Marcel me deu vida. Desculpem, mas foi tão bom vê-lo rebaixado depois de rebaixar todo mundo sem piedade (#redundância). E, claro, por ele ter sido a maldita causa de Cami morrer. Ainda foi pouco, porém, não significa que estou ao lado do pupilo magoado. Na verdade, está difícil digerir essa ladainha que fez ambos entoar os mesmos discursos que não dá mais para defender. Embora tenha rendido momentos pertinentes, a dupla segue boring e repetitiva.

 

Bom é que o Mikaelson em questão se mostrou mais frágil que o esperado. Imaginei vê-lo iradíssimo pelo simples fato de estar em cativeiro por 5 anos. Além disso, por ser controlado, algo que Klaus não suporta. Porém, bastou falar Cami e Hope que o demônio se parte, mas não sem impulsionar uma retaliação. A sensibilidade se tornou motor e matar Alistair foi apenas um lembrete de que esse poodle ainda pode ser pit bull. Nessa cena, cheguei a crer que o cidadão fugiria. Seria cômico porque Marcel cheio de si nessa premiere não deixou de ser cômico (#redundâncias). O discursão de que tem seu mentor na palma da mão me fez rolar de rir, fatos reais.

 

Enfim, espero que essa experiência tenha transformado Klaus positivamente (e do jeito torto que estamos acostumados) e o distanciado da versão de sempre do híbrido boring. Se começarem com essa briga de quem é o rei, algo que foi deveras irritante durante as conversas com Marcel, eu pego meu banquinho e saio de mansinho. S4, chega de male tears!

 

Apesar disso, tenho que admitir que gostei bastante dos tratos de Marcel contra Klaus. Meio que aqui se faz, aqui se paga. Depois de tanta dor que esse Mikaelson trouxe, foi bom demais da conta vê-lo como pet. Queria o fim do male tears, mas parece que o atual rei do Quarter nasceu para… Male tears! O pimpão que tem o acréscimo de ser a Besta. Ele ainda é superior aos Originais, o que lhe dá certo direito de esbanjar arrogância e acreditar piamente que tem controle. Aguardando altas quedas do cavalo e, claro, o pedido de socorro lá na tenda das bruxas.

 

Seria muito otimismo da minha parte querer a morte de um Mikaelson? O clima está propício demais! Só souberam repetir de matar Finn, Kol, Esther, Mikael e exausta! Infelizmente, algumas coisas não mudam a não ser que essa temporada seja a última. Daí dá um pouco de esperança.

 

Concluindo

 

Resenha The Originals - mitologia

 

Se foi bom rever Elijah como o farol de que a reunião Mikaelson se dará na próxima semana? Não sei porque ainda guardo mágoa do que rolou com Davina. Continua a ser meu Mikaelson favorito, mas é quase certo de que só cutucarei esse vampiro porque me afrontou demais da conta.

 

O mais interessante é que esses cinco anos não soaram apenas como artifício de trama. Houve impacto, como em Freya. Outra que está na minha lista negra, mas tão bonito o rosto. A mulher estava claramente meio desequilibrada e não sei o quanto isso será bom. Afinal, ela quebrou um baita limite para salvar os Mikaelson. Se ainda seguem os castigos das bruxas, está aí uma que precisa de uma puxadinha de tapete. Essa do plano para cima da última lobita dona do veneno precioso deixou a pulga atrás da orelha. Hayley demonstrou que tem uma lealdade cega aqui e não sei o quanto isso será benéfico. Ainda mais com o desenvolvimento dos poderes de Hope.

 

Freya nem acordou e começou a avacalhar os processos. Capaz que ela se torne alguém a se temer, o que espero já que não tem mais tanta mulher em cena. Se não fosse por Hayley e ela norteando a ação e o conflito, a premiere seria uma tremenda chatice. Quem ainda aguenta Klaus e Marcel discutindo as mesmas coisas depois de décadas? Socorro!

 

Cinco anos sem os Mikaelson renderam um bom tempo para assentar uma segurança que, sendo redundante, não garante segurança alguma. De quebra, se esticou o tema das sire lines, uma storyline furadíssima que só serviu para libertar a linhagem de Klaus. Um Klaus que é o barbante dos irmãos, cujo sono não afetou nas outras crianças mordidas por um Mikaelson. Um assunto ainda desacreditado porque uma vez que não for temporada final, o final feliz é quase garantido. A família já terminou na lama e duvido muito que quererá se manter por lá no final dessa season.

 

Se há um lado bom nessa de sire lines é aquecer o medo ao redor de uma Hope que se sai como chamariz dessa temporada. Toda bonitinha! Melhor coisa esse salto no tempo, true.

 

Não há mais o que comentar porque o episódio foi mais de storylines que de personagem. Tivemos um frame de cada um depois desses 5 anos mais o posto que ocupam nesse tabuleiro. E, claro, o quanto essa paz será dizimada assim que Elijah e seus irmãos pisarem em New Orleans novamente. Será guerra de reconquista ao mesmo tempo em que transcorre uma mitologia que traga menina Hope. Rolou muita coisa nesse episódio, a cara do meio de temporada em que tudo precisa acontecer em um feixe de luz. O que foi bom porque passou tudo muito rápido. O conflito não esmoreceu e deixou várias iscas a se pensar e a ser podadas. Só que em curto espaço de tempo.

 

O desafio real é: The Originals tem capacidade de entregar uma boa temporada em curto espaço de tempo? Será que conseguiram? Estamos de olho!

 

A treta é sobre opressores e fica o questionamento de quem sairá livre. Klaus é a principal isca porque segura todas as storylines – as always. Seria ele o próximo a entrar no ciclo da redenção na companhia de Stefan Salvatore? Vale lembrar que ambos foram amiguinhos.

 

E a mitologia de Ouroboros berrou Teen Wolf aqui em meu canto. Seguimos!

Stefs
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