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28/mar

Parece que essa temporada de The Originals engatará do mesmo jeito que a S8 de The Vampire Diaries e penso que posso ficar feliz. Apesar da irmã mais velha ter se perdido na S4, impedindo qualquer salvação em seu último ano, dividir a storyline por objetivo deu muito certo. E quando digo isso é dar prioridade a uma coisa, sem mil e outras atropelando o roteiro.

 

Com uma divisão dessas, Mystic Falls foi beneficiada de certa maneira. Mais importante, não deu chance para encheção de linguiça a fim de preencher o miolo da trama enquanto não se tinha um novo ponto de conflito. Se seguirem assim com a turma do Quarter, há chances de superação quanto aos anos passados. Detalhe que deu para sentir nesse segundo episódio. Delimitaram o foco, deixaram a ponta solta que puxou a mitologia e largaram as chances de uma diferente transição para os Mikaelson a se pensar. Não quero ser a iludida, mas começo a ter boas expectativas para a S4.

 

A meta da vez foi retirar Klaus do cativeiro e, convenhamos, foi uma empreitada fácil demais da conta. A turma não contou com nenhum empecilho. Apenas acordaram, bateram um rango, alinharam um plano meia-boca porque não tinha um pingo de estratégia. Meramente, contaram com a sorte e o conhecimento de território do Quarter. Assim, marcharam decididos e empurraram as portas dos fundos. Como são os donos da série, claro que o objetivo foi conquistado com sucesso.

 

Já que não teve combate, nada como uma boa dose de drama estrelando Klaus Mikaelson. Depois de ser apunhalado pela milésima vez em cinco anos, lá estava o garotão delirando. Foi um grato presente ter Cami em cena, mas subiu a raiva ao relembrar o que fizeram com a personagem. Tudo para dar uma enaltecida nesse cidadão e não sou obrigada. Enfim, já resmunguei bastante sobre isso, então, resta focar no comentário de que foi uma pertinente aparição e que ressaltou o quanto o híbrido tem refletido ao longo da sua permanência em cativeiro. E quanta reflexão, hein?

 

A cena em que ambos discutem foi o ponto altíssimo do episódio e que disse muito sobre o que virá a seguir. Visto que o personagem é irracional e age pelos gatilhos que ressaltam sua raiva, vê-lo deveras consciente do quanto pode ser um malefício para menina Hope foi de se comemorar. Houve uma quebra de orgulho, especialmente de ser ele mesmo, o imbatível, aquele que tudo pode como bem disse Marcel. Realização também importante para quem espero que amadureça nessa season.

 

Foi um instante de pura vulnerabilidade e essa vulnerabilidade só poderia ser entregue para ninguém a não ser Cami. O híbrido sempre maquiou seus sentimentos temendo que assumi-los o tornasse um ser inferior e a psicóloga sempre dera um jeito de espremer essa laranja. Considerando o realismo da cena, ela foi muito passiva em comparação às consultas anteriores e deu uns cutucões de leve. Com isso, tudo que se propagou foi o lamurio de um Original que nem tinha forças e coragem para arrancar a estaca de dentro de si. Parecia que, apesar da dor, era bom senti-la. Era como se fosse um lembrete do quão tóxico ele é, impressão que se reforçava diante das atitudes de Marcel.

 

Resenha The Originals - Klaus e Cami

 

Vê-lo quase implorando pelo silêncio me deixou feliz porque ouvir a verdade é outra coisa que esse cidadão nunca aturou. Ao menos, não de graça. Foi uma situação dolorosa e um tanto cômica porque o humor de Cami deu uma suavizada no que poderia ter sido um male tears insuportável. E quando o híbrido pega para ser insuportável só resta revirar os olhos, fatos reais.

 

Esse foi o momento ápice do episódio por ter mostrado descaradamente o quanto Hope impactou Klaus com o passar dos anos. O personagem, todo franzino e abatido, entregou seu verdadeiro medo. Uma entrega que não deixou de ser para as paredes, mas ouvi-lo resmungar, entrar em desespero e se ver “confortável” na situação da qual se encontrava, simbolizou relutância. Ele poderia estar injuriado com o papel de capacho, afinal, não é algo que orna com sua pessoa. Contudo, estava bem melhor ficar preso a representar o famoso papel de ameaça constante.

 

Cami se saiu como a testemunha imaginária da dor e do sofrimento de quem nunca se deixou sentir dor e sofrimento. Um farol de distração e de alívio da dor e da angústia, sensações que o híbrido também sempre relutou em abraçar. Tais emoções simbolizam baixar a guarda e ser minimizado, pontos que Klaus jamais se permitiu arcar. O personagem sempre usou do que sentia para ser impiedoso. Como motor de crueldade. Agora, vimos a outra faceta, em que o cidadão usou esse mesmo motor para refletir, o que me faz até considerar tal instante um tanto icônico. O híbrido se abriu e se deixou ser visto na ruína. Foi desconcertante à sua maneira, especialmente quando pensamos na nova transição que se evidenciou no transcorrer dessa conversa.

 

Uma transição que não rimou com vingança ou com orgulho ferido. Klaus está com medo de repetir com Hope o deveras mencionado ciclo de violência que moldou sua relação com Marcel. Em outras palavras, esse novo salto em sua storyline exige um homem melhor. Afinal, há uma cicatriz ainda aberta e que parece que nunca fechará enquanto o híbrido não abrir mão de seus antigos vícios. Mas será que esse cidadão, habituado em um mesmo secular modo de operação, conseguirá? Boa pergunta!

 

Esse resgate da “paternidade” quanto ao Marcel deu ainda mais força para a insegurança atual de Klaus. Deu mais verdade ao terror do personagem em assumir o mesmo posto diante de Hope e fazer tudo errado – e há chances disso acontecer porque o cara é a possessiva do rolê. Há uma experiência anterior que deu drasticamente errada e agora só resta ódio. O que podemos fazer para melhorar? Não se sabe ainda, mas Cami teve várias falas certeiras e inteligentes para fortalecer esse lembrete. A linha que fisgou na hora foi justamente a chance de mudar a narrativa e está aí uma coisa que The Originals, especialmente o híbrido, precisa urgente. Hora de quebrar o ciclo!

 

Resenha The Originals - Josh e Kol

 

O episódio deixou muito a refletir nessa mudança de narrativa. Inclusive, confrontou os anos de terror dos Mikaelson que acarretam reações como as de Josh. Personagem que serviu de lembrete/exemplo para o dito ciclo de violência. Tal família chega e dita as regras, sem respeito por ninguém. Se não obedecer, adeus mundo.

 

A situação de Josh soou como o último lembrete de tal ciclo. De quebra, o tema da temporada me fez voltar na união do Quarter para manter Hope falsamente morta e agora é provável que todos se unam para mantê-la viva. Por algum motivo, sinto que esse episódio foi o fim da demonstração do modo de operação dos Mikaelson porque a garotinha tem tudo para mudar definitivamente uma narrativa que está repetitiva. Josh só estava ali como reflexo de um comportamento que Marcel entoou várias vezes contra Klaus e que fez bastante sentido no transcorrer dessa abordagem.

 

É inegável que Hope é um frescor e que pode mudar esse cenário de terror dos Mikaelson. Ela tem poderes ainda não compreendidos e conta com o gene dos pais. Ou seja, é carta coringa e os roteiristas só pecarão nesse quesito se morrerem na preguiça. Em outras palavras, pararem de investir no de sempre que resgatou Josh das ruínas para ser aterrorizado do mesmo jeito.

 

Ação e reação que me fizeram pensar sobre o desenvolvimento de Marcel. Me parece que o cidadão empacará. Pelo menos, ele serviu para inserir a corda bamba. Digo isso porque é verdade que ninguém em The Originals é inocente, o que dificultou a escolha de alicerces. Contudo, os desdobramentos dessa semana pressionaram essa de que time você joga. Honestamente, não teria estômago para ficar junto aos Mikaelson. Não é à toa que o comportamento de Hayley me irritou várias vezes, mas isso vem de um ponto de vista parcial.

 

Todo mundo cometeu erros nesse Quarter, mas penso que o que os diferencia é o intento. Os Mikaelson pisaram em todos para manter o posto de donos da coisa toda (a série é deles) contra aqueles que pisaram no acelerador para combatê-los (como Davina). É hora de botar isso na balança porque Hope é o barbante que pode unir geral mais uma vez. O grande porém é que Marcel deixou claro que não está aberto para parcerias e vendeu muito bem a faceta de vitimizado por essa família. Algo que não anulo de sua história, pois é o resultado do ciclo de violência. Penso até que eu não agiria tão diferente – talvez pior porque geminianos rancorosos são do mal.

 

Marcel fez escola com os Mikaelson. Depois de capturar Klaus, ele agiu na superioridade que seu antigo squad nunca disfarçou e esbajou a torto e a direito. Pela família nunca ter escondido a arrogância de ser imbatível, de sempre driblar inimigos e de mostrar naturalidade na impiedosidade do Always and Forever, obviamente que a criança excluída não reagiria bem. O reizinho aprendeu direitinho e agora se gaba. Não há nada que se possa fazer por enquanto nesse quesito, a não ser aceitar o textão verbal do camarada e seguir para longe das redondezas.

 

Por essas e outras que sigo na corda bamba porque não tiro uma linha do que Marcel disse. Ele não será nem o primeiro e nem o último a ser tratado como lixo pelos Mikaelson, mas, ao menos, o personagem representa sua própria reviravolta. Uma santa garantia. Finalmente, há alguém superior a essa família e ainda não se sabe como minimizar esse benefício. Duvido muito que haja um meio e espero que não tenha porque era mais do que necessário um personagem fora desse ciclo ser lembrete do quanto o bonde Original não é imune como bem acreditaram ser por séculos. Um plot furado da S3 mostrando que tem muito mais impacto que o esperado. Gosto muito.

 

Resenha The Originals - Mikaelson

 

Não nego que rolou uma raivinha de ouvir Marcel chamando Klaus praticamente de escravo. Meu orgulho Mikaelson sentiu o impacto com essa de troféu e de benefício caso os vampiros sejam mordidos por lobisomem. Mesmo assim, foi possível entendê-lo porque a família não hesitaria em fazer o mesmo para se manter no topo. Além do ciclo de violência, há registro de abuso e de possessividade, vamos recordar. Essa galera precisa de terapia urgentemente.

 

Marcel estava cego pela mágoa não digerida, com o acréscimo de que Elijah tirou sua vida. Foi interessante vê-lo centrado para cima dos Mikaelson porque male, male o cara tem motivo. Um motivo fortalecido por ter o poder da dita Besta. A autoconfiança bateu no teto e não tem como não ficar um pouco feliz sobre ter alguém fora do ciclo Original que é finalmente superior. Tem que se gabar mesmo!

 

Feliz ou infelizmente, tal personagem articulou verdades. Essa família não prestou para nada a não ser destruir e Marcel avisá-los que há alguém acima de cada um me arrancou gritinhos. Seria super duper se essa turma retornasse para New Orleans pedindo arrego em nome de Hope. Meu sonho!

 

(mas daí é bem capaz que Klaus volte a ser impiedoso mesmo ciente de que Marcel pode parti-lo em dez. Não tem como defender essas duas criaturas).

 

Fato é que os Mikaelson tinham que saber que estão por baixo. Tinham que sentir mais humilhação. Alguém precisava representar esse muro e nada melhor que ser o renegado dessa família. Ri demais de Kol mandando shade na face do Marcel, mas, no fim, é sempre muito bom não pertencer a essa ninhada. Uma ninhada que nunca aceitou intrusos porque só protege seus iguais. Não está errado, mas agora ficou a sensação de um grupo tendo que fugir dos haters como na época de Mikael. Afinal, ainda querem a cabeça de Klaus e o irmão que vier nesse encalço será amostra grátis.

 

Bom é temos um ponto de fraqueza comum e que se chama Hayley. Ela é o caminho de volta e Klaus poderá pedir uma parceria. Nada como tornar Marshall cobiçada mais uma vez e, de quebra, Hope, a grande isca da temporada. Ambas são o pico da nova transição do híbrido porque esse senhor terá que ser melhor não só por uma, mas por duas. Pensar mais antes de fazer. Capaz que ainda o vejamos atuar com desejo de vingança e com o orgulho ferido, mas será por um motivo justo. Ao menos, é o que espero porque se trata da filha sendo envolvida por magia negra.

 

E há chances de Marcel fazer um uso melhor do que se tornou. Essa de se gabar muito legal, mas o personagem se tornou calibrado para…?

 

Klaus pode ter ido embora do Quarter depois de ouvir aquela linda verdade de Marcel, mas é mais do que óbvio que retornará. Abriu-se chance de pedido de auxílio, mas a turma do Quarter não quer saber dessa família. Isso é outra mudança de narrativa uma vez que há chances dos Mikaelson não subjugarem para ter o que almejam. Eles foram expulsos com o rabo entre as pernas e acabaram subjugados. De temidos, foram para odiados e dá para manter esse aspecto porque o atual rei da trama segue superior a tudo e a todos. Sinto cheiro do verbo implorar, mas há a outra verdade de que o híbrido e seus irmãos estão inclinados a perder as estribeiras por qualquer coisinha. Bastou ver como estavam cegos de raiva e inquietos para liberar quem faltava no bonde.

 

Fato é que essa situação não deixou de fortalecer os Mikaelson. Eles saíram fracos, mas no íntimo me pareceram mais fortes. Contudo, Marcel existe e espero que esse cidadão continue a ser um plano de contingência. Está muito bom vê-lo mandar essa família para as colinas, me desculpem.

 

Concluindo

 

Resenha The Originals - Vincent

 

Como disse na abertura da resenha, espero que The Originals siga em frente com essa separação de tópicos. Semana passada foi o despertar, nessa o resgate de Klaus e na próxima vem a mitologia que Vincent deixou como isca a se pensar. Pela promo, comecemos as orações por menina Hope porque a criançada estará com os olhos brilhantes.

 

Ver Klaus refletindo sobre si mesmo e sobre o que pode proporcionar assim que saísse daquela bolha valeu o episódio todinho. Fez-me sentir um pouco de esperança sobre a possibilidade de vermos uma faceta inexplorada desse personagem. O terreno está muito, mas muito propício para tal investida. Criaram a chance perfeita, abriram uma mega brecha de melhora, que não exatamente significa anular as características malévolas que o fazem interessante. E confesso que tenho medo desse processo de suavização porque TVD ensinou demais.

 

O que faltava em Klaus era um pouco mais de tato. De consciência dos seus danos e o roteiro entregou isso muito bem. Só Cami para fazê-lo se debater sobre coisas que normalmente deixaria passar pela tangente.

 

Além de Klaus, houve muita bruxaria nesse episódio e óbvio que amei. Vincent e Freya são tão contrapostos, mas ao mesmo tempo tão poderosos. O bacana é que ambos foram amadurecendo conforme as circunstâncias e seria muito interessante acompanhar um confronto. Bom é que o líder até então das bruxas pode crescer e espero que façam isso corretamente.

 

Pergunto se a tal Sofya é confiável porque Marcel tem o talento de ser passado pra trás pelas moças. Rebekah fez isso várias vezes e parece que testemunharemos algo parecido. A novata é badass, um tipo de sangue frio que muito provavelmente a trama precisará, mas resta saber até quando haverá essa lealdade uma vez que alguém anda mexendo com magia negra. Vale lembrar que a moça trabalhava com o maior mentiroso do Quarter: Lucien.

 

E que baixaria fazerem aquilo com a Rebekah, hein? Não precisava de tanta violência.

 

Como também não preciso mais das participações da Holt só para criar angústia masculina.

 

Os Mikaelson parecem mais destemidos a se protegerem. Freya se saiu como ótimo plano de contenção, Elijah foi lá comprar a briga com Marcel, o cara que matou sem hesitar, Kol a chiliquenta que você respeita e que sentiu o impacto da perda da Davina, e Rebekah sendo a tombada da roda como acontece desde que esse universo nasceu. Todos uns lindos, mas tem umas horas que dá vontade de chutá-los na traseira.

 

Agora, com o squad dos odiados enxotado, temos também que refletir sobre a importância de Hayley. De certa forma, me aparenta ser um interesse muito além de Hope. O que nos leva ao Strix que tinha o mesmo foco só porque a garota tem um coração de ouro. Estamos de olho!

Stefs
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