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15/mar

Esse é meu momento, como diria Tulla Luana! Nem acredito que estou livre desse sire bond chamado The Vampire Diaries. Sinto-me leve, plena, e ouvi boatos de que estou ficando mais jovem. Fato é que não sabia que estava tão desesperada por esse dia até os créditos desse series finale subirem. Desculpem a insensibilidade, mas depois de anos acompanhando o que se tornou um belo fiasco me dá direitos de felicidade fulminante!

 

Sei que soo uma criança malcriada, mas, para quem acompanhou minhas resenhas há certo tempo, sabe que meu desgosto com The Vampire Diaries começou a ganhar forma em fins de S4 e seguiu até o series finale. No começo, achei que eu fazia parte do combo de frustrados por motivos de shipper, pois ainda estava meio crua nesse processo de resenhas. Na época, não sabia muito bem no que focar. Contudo, só foi o sire bond nascer que as coisas se tornaram infelizes para mim e escrever passou a fluir naturalmente. Sendo sincera com vocês, se tivesse metade da mente desconstruída que tenho agora teria abandonado essa série a partir do momento que Damon abusa física e sexualmente Caroline.

 

Honestamente, não sei o que dizer sobre esse series finale. Apesar de ter sido lindíssimo, com a entonação certa de despedida e uma celebração à vida e à morte, não deixou de ser um fim fácil. Além disso, um fim cômodo. Desde o início dessa temporada, se notou o quanto os anos anteriores regados de pura negligencia destruiu o core desse universo, como a mitologia. Não havia muito que fazer a não ser tapar buraco até o encerramento. Tentaram resgatar ao máximo a S1, um dos pontos que mais gostei nesse último rodopio, mas foi impossível ignorar os estragos.

 

O fim dessa jornada seguiu firme sem tanta complexidade porque não teriam tempo de resolver. Tudo bem, isso aconteceu da S4 a S7. O fim Delena era esperado porque a série se entregou ferozmente ao fanservice. Tudo bem, isso aconteceu da S4 a S7. Resmungar sobre esses e outros detalhes repetiria um processo de quase 4 anos de resenhas. Por isso, decidi por um texto livre de reflexão profunda. Lá no fundinho, sei que tenho mais de 100 coisas absurdas para pontuar, especialmente quanto aos plot holes. Contudo, resolvi mesmo me posicionar do jeito que decidi assim que essa temporada se iniciou: sentar na montanha-russa e me deixar ir.

 

Algumas palavras que disse no 8×15 valem aqui também: engataram a ação de onde parou, o que favoreceu o ritmo quase insano do series finale; assentaram o estresse que engajou e que envolveu aflição e expectativa; teve elemento surpresa; houve receio com relação às reviravoltas que poderiam ocorrer a cada 5 minutos; e pincelaram com saudosismo a era boa da série, sendo Katherine o maior lembrete. Além de todas essas coisas, houve vários instantes memory land, como o reencontro de Matt e de Vicki que rendeu um dos momentos mais tristes de bonitos nessa despedida. O fato de Donovan terminar feliz e bem-sucedido deixou meu coração feliz.

 

Em 30 minutos, TVD relembrou que ainda consegue trabalhar perto do que foi feito na S1-S2. Porém, isso só seria possível com o retorno do Kevin. Sem ele, tenho certeza que o final não seria assim. E, sério, teve muito do Williamson nesse episódio. Nem sei porque Plec foi creditada.

 

Só o tio Williamsom para pensar em Katherine porque, na primeira oportunidade, Plec&Dries a mandaram passear (e foi mais pelo pedido da Nina que não aguentava mais essa troca de cópias). Foi saudoso vê-la entrar embaixo da pele de cada Salvatore, como se nunca tivesse saído de Mystic Falls. Como se Dobrev nunca tivesse abandonado a personagem. Ótima reaparição, saudade forte que tinha dessa linda, mas a usaram para passar pano na storyline do inferno o mais rápido possível. A situação só serviu de palco para a decisão Defan que, apesar de ter rendido uma conversa linda, empurrou a famosa sequência de forçada de barra. Damon o melhor homem? Ata!

 

Resenha The Vampire Diaries - Damon

 

Daí entramos naquela fase em que fazia o estudo aprofundado de Defan e me abstenho dessa vez. Já estava conformada que Stefan morreria porque os murmúrios foram muito fortes nesse quesito. O difícil de engolir nem foi a perda desse personagem, mas como aniquilaram tudo de bom para o casal abusivo, o casal em que o homem mesmo com sire bond abusou do emocional de quem dizia que amava, ter seu bendito final feliz com direito a um lacinho.

 

Sempre que tive chance, comentei o lado bom Delena, mas sempre me davam motivo para ver o aspecto ruim. E, de novo, a CW me faz o favor de esfregar um casal tóxico como exemplo de amor verdadeiro. Isso é tão errado que se eu começar o texto engrandece. Quem sabe no futuro!

 

(Mas pensem algo como Blair e Chuck e analisem os padrões. O bad boy abusivo é a melhor escolha, peço ajuda aos universitários).

 

Defan deixou de ser a melhor coisa de The Vampire Diaries porque ambos pararam de pensar no melhor um do outro em um nível Salvatore Brothers para girarem cem por cento em torno de Elena. Isso nem foi o absurdo do series finale, mas pesar a morte de Enzo mais que a de Tyler. Outro ponto que sinalizou o quanto a série perdeu o critério e começou a empurrar a colher para que Damon fosse aceito rapidamente. Sem questionamento. Os diálogos semiprontos estão aí para provar a falta de desenvolvimento. Inclusive, a mudança drástica dos personagens para engoli-lo.

 

Em um instante tão crucial, tiveram mesmo que escolher quem pesava mais quando todas as mortes deveriam pesar em igualdade? Ao menos, no que condiz a quem fez parte da história de Mystic Falls? Esse enaltecimento de Damon poderia ter rolado de uma forma sutil, mas pisaram no acelerador para Delena acontecer. E por pisarem no acelerador, claro que a investida afetou o resto e a série passou a ser o famoso The Delena Diaries.

 

Stefan escorado. Caroline saco de pancada. Bonnie também escorada. Matt então nem se fala. Para Damon funcionar tiveram que readaptar os personagens para aceitá-lo, ou seja, meter sem dó o famoso OOC. Deixaram os demais conformistas, suaves, sem senso crítico, como a própria Gilbert e Forbes. O cara não lida nem com a necessidade de pedir desculpas e volto totalmente naquelas cenas do futuro Delena em que Damon era um marido abusivo. Se ele já tinha todo um controle sobre um caixão, gosto nem de pensar em uma vida social humana e com a carreira que Elena seguiu e que consome toda a vida pessoal. Não sei vocês, mas esse aí não era o homem do final feliz.

 

Especialmente quando Elena perdeu seu posto de protagonista para Damon. Especialmente quando Caroline perdeu seu súbito empoderamento vampiresco para ser saco de pancada das coisas que envolviam Damon. Especialmente quando nem Jeremy foi respeitado nessa de dar o final feliz a esse Salvatore. Deixá-lo feliz foi como dar o perdão a tudo que ele fez na mamata, sem desenvolvimento algum, sem preocupação, e não dá. Stefan nunca foi santo, matou geral também, mas a diferença mora na tentativa de melhorar. Damon nunca quis melhorar e sempre voltava para o ciclo vicioso com o diálogo pronto de egoísmo. Era a natureza dele, não um egoísmo latente.

 

Parte do episódio morreu para mim ao pesarem Enzo como o único ponto de dor de Stefan. O único ponto que justificaria morrer pela redenção. Mas tentaram zombar da minha inteligência até no series finale, me poupe.

 

Resenha The Vampire Diaries - Bonnie

 

Fora dessa bolha maléfica e tóxica, lá estava Bonnie. Além de Matt ter rendido uma nostalgia deveras relevante, Bennett resolveu rasgar o peito com suas manas. Chorei sim! Se não fosse por essa personagem, o series finale seria o abaixo do famoso aquém do esperado.

 

Matt e Bonnie entram na fila dos negligenciados que tiveram a sorte de conquistar importância. Sinto muito por Caroline que do jeito que engatou a S5 ficou aka só centrada no romance, outra que poderia ter contado com muito mais em vez da necessidade de atenção do Stefan. Foi excelente a empreitada de dar atenção ao Donovan, simplesmente esquecido em sua humanidade. Ele passou a ser o plano rebote, tão quanto Forbes, com alguma desculpa que o impedia de morrer ou se transformar em alguém sobrenatural. O personagem contribuiu no desenrolar da história dos Maxwell, o coração dessa temporada final, e levou sua primeira trama de verdade dentro dos conformes e em um ótimo ritmo. O sucesso veio no arremate de Vicki, quem nunca daria parte do cliffhanger. Foram sagazes nessa storyline e, repito, eficientes em dividirem tudo tão bem.

 

Mas nada se compara a Bonnie. Ela ficou nas sombras, um absurdo, mas souberam guardá-la para uma finalização estarrecedora. A cena mais empoderada da história da série, porém, nada apaga o quanto a personagem merecia mais respeito. Fiquei contente de vê-la viva, junto com Mystic Falls, e que lhe deram a missão de salvar o dia, como sempre mandou a regra de The Vampire Diaries. Comentei anteriormente que era dela o plot twist, como acontecia nas três primeiras temporadas, e honraram isso. Foi o único momento verdadeiro, dentro da premissa passada desse universo, e guardarei com carinho no meu coração.

 

É engraçado lembrar o quanto Bonnie não tinha minha simpatia no início e o quanto isso foi se modificando com o passar das temporadas. Isso se chama desenvolvimento. Apesar de ter ficado nas sombras, a personagem evoluiu à sua maneira, meramente por ter passado bastante tempo desconectada do antro romance. O instante conclusório digno da sua jornada nesse series finale foi mais que merecido. Foi como pagar uma dívida para quem se manteve fiel.

 

Muito me espanta como conseguiram encaixar Bamon, mas a amizade nasceu naturalmente e segurou a angústia. Mesmo perdendo espaço pelos shippers, Bonnie aprendeu a se colocar em prioridade. No cerne da bagunça sem precisar de autorização de homem. Aprendeu a duras penas a dizer não, muito embora cedesse de vez em quando. Além disso, contou com um amor muito puro que encontrou seu norte sem precisar da encheção de saco do fandom.

 

Por mais que tenha ficado possessa com a presença de Enzo morto ao redor de Bonnie, não posso tirar o crédito dele em tê-la inspirado a ser melhor. A se ouvir mais. A não abrir mão de si. E o amor é basicamente isso. Ele inspira. Ele não reduz, não oprime, não rebaixa, não sufoca e não intoxica. Mas, pela visão dos roteiristas, é melhor manter o redutivo, o opressor, o rebaixado, o sufocante e tóxico ao ponto de queimar até Steroline.

 

Se há uma coisa que o series finale ensinou é que tudo que é puro e singelo “não presta”. Ser abusivo é bem melhor!

 

Bonnie permaneceu e não contou com ajuda de ninguém. Teve seus romances, enfrentou as adversidades e terminou como rainha. Bennett foi a humanidade que faltou junto com Matt ao longo de TVD porque até mesmo os Salvatore perderam esse charme. Por isso, ambos deveriam ter ido para o inferno junto com Katherine. Seria mais coerente visto que a história começou com os três. Isso sim seria épico demais da conta.

 

Último espanador

 

Resenha The Vampire Diares - Katherine

 

Se eu desligar a humanidade, foi um ótimo finale. Preocuparam-se em dar significado a desenvolver trama. E o significado de The Vampire Diaries sempre girou em torno da linha tênue entre a vida e a morte, o que rendeu várias tremidinhas porque, como nos velhos tempos, conseguiram resgatar esse medo de que qualquer um poderia bater as botas. Embora os burburinhos sobre Stefan se tornassem fortes a cada semana, ainda era impossível acreditar na pachorra dos roteiristas. Mesmo preparada emocionalmente para esse golpe, brincaram bem com a sobrevida dessa turma no aftermath que chegou muito perto de ocorrer pelas mãos de Vicki.

 

Gostei bastante de terem arrematado a temporada com Katherine. Não apenas em presença, mas ao justificarem a mitologia do inferno como uma storyline background dessa personagem. Deram um jeito de preencher sua ausência, o que revelou Cade como um fantoche e Kai como um aliado. Ambos parte de um plano maior dessa moça. Não ficou aquela sensação de furo, mas, de novo, de elemento surpresa. TVD na Era Williamson sempre curtiu uma dessas. Não foi um show de manipulação, ainda dou risada da casa vazia pegando fogo como distração, mas merece algumas estrelinhas. Especialmente para Nina que fez o favor de retornar.

 

Além disso, houve a discussão do herói e o herói dessa série sempre foi Stefan Salvatore. Precisava ter morrido? Obviamente não, embora tenha sido a favor dos irmãos irem para o saco. Assim, não finalizavam a série com agridoce de injustiça porque não deixou de ser injusto logo quem sempre tentou mudar bater as botas.

 

Nisso, os plots holes não escaparam, como inventarem do nada que Stefan ingeria verbena. Não duvido de uma coisa dessas, mas a série não determinou em nenhum momento. Quem era verbena nessa temporada, gente? Nada! O único trabalho que tinham, especialmente ao resgatarem esse papo de eternidade de sofrimento, era sondarem a única coisa que mantinha os humanos seguros.

 

Houve muitas coisas que ganharam forma nesse series finale que fugiram da tag desenvolvimento e isso continuou a ser frustrante conforme os minutos passavam. Nem um pouco surpresa, mas foi decepcionante devido à verdade de que TVD só investiu em coisa fácil da S4 a S7. Inclusive, em coisas que não ganhavam aprofundamento. Discurso Defan lindíssimo, mas não dá para fingir que metade do que foi dito não passou de ladainha fora do script.

 

E falando em mais plot holes, depois de todo o lance “complexo” do Kai, Bonnie me descobre como acordar Elena assim do nada? Depois de terem me levado esse bendito caixão até para o banheiro foi só aquilo? Really? Me poupe!

 

Resenha The Vampire Diaries - Stefan

 

Se The Vampire Diaries aprendeu algo nessa temporada foi voltar a dar valor à trama já que não tinha como salvar personagens tão desgastados e descaracterizados. Nesse quesito, gostei muito dessa passagem final. Além de darem sentido a presença de Katherine e de onde veio essa coisa toda de inferno, também explicaram brevemente a influência dos túneis que pensei que seriam esquecidos. Aprenderam a destrinchar o conflito central ao mesmo tempo em que trabalhavam o romance, uma pena que tenha sido tarde demais e quando geral não aguentava mais.

 

O series finale de The Vampire Diaries resgatou outra coisa importante e que tornava esses personagens especiais: a humanidade. Um traço que vinha à tona com força total diante da possibilidade de morte. Encaixaram o último caos e criaram um aftermath em cima do que a série costumava trabalhar. Fim. Não dava para exigir mais, apenas deixar o passeio rolar (com aquela reviradinha de olhos e risadinhas debochadas aka eu mesma).

 

A analogia com a morte, que engatou na Elena desperta e com a narrativa da mesma no saudoso diário, foi uma boa cereja. Trincou o coração e chegou a arrancar algumas lágrimas. Meramente devido aos rostos de quem se foi e às lembranças do quanto TVD se estragou. Nenhum soco foi tão bem dado quando Liz e Lexi apareceram. Aquelas mortes que eu prefiro nem lembrar, mas Lexi e Stefan no final, com direito ao Salvatore metendo o título do episódio, depois de uma baita despedida de Gilbert, quis morrer!

 

Honestamente, eu teria mil e um adendos sobre esse series finale, mas entregaram do jeito que puderam. Como disse várias vezes ao longo dessa temporada, não dava mais para salvar e foram espertos em buscar embasamento na S1. Queriam um ano nostálgico, conseguiram. Inclusive, moldaram um ano muito mais próximo ao que esse universo costumava ser em âmbito trama, o que tornou o entretenimento mais interessante. Depois de tantos anos, esse foi um típico ano que no passado ansiei para acompanhar.

 

Adeus!

 

Resenha The Vampire Diaries - Elena

 

De um pico de expectativa, me vi com raiva para depois chateada e depois liberta. The Vampire Diaries foi uma aventura de 3 temporadas que perdeu todo seu valor assim que Plec&Dries assumiram sem Kevin e não souberam pilotar essa nave. O resultado? Entregaram nas mãos dos fãs. Os fãs que só queriam shipper condenaram um universo que contava com tramas over romance, com ótimas mitologias, ótimos backgrounds que centralizavam os personagens. Por causa dos casais, Mystic Falls careceu de conflito e de conexão, de humanidade, se tornando apenas satisfatória para a turma que subia hashtag para chamar atenção das showrunners. E isso é triste!

 

Não posso sair sem falar do quanto romantizaram relacionamento abusivo e tantas outras situações que caíram nas costas das mulheres dessa série ao longo dos anos. O series finale pode ter sido muito bom em texto, mas ver relacionamento abusivo encontrar a felicidade em meio a casais como Bonenzo descredita ainda mais TVD. É mais uma prova que guardarei do quanto a CW ainda tem mentalidade pequena (não só a CW, eu sei) e o quanto isso reflete em seus funcionários. Espero que a emissora mude isso porque seu público é adolescente. Um grupo que ainda tem que pedalar para se desconstruir. Delena endgame é igual dizer que o que ocorreu com Caroline na S1 é ok.

 

Foi um series finale significativo? Foi sim. Uma embalagem bonitinha. Contudo, ainda lembro de sire bond, de sangue de vampiro não cura câncer, de Bonnie sem magia, de Stefan escorado, de Elena e de Damon sexualizados, entre outras coisas. Ainda mais os fiascos, como os Viajantes, o ponto em que a série deixou de ser um entretenimento geral, aquele que engajava, que fazia você ter vontade de ver online com medo de spoiler. No decorrer da S4, TVD virou a série dos blocos rotulados com um shipper. Não esqueci da vergonha que foi botar Caroline escorada em uma árvore na companhia de Klaus só para Klaroline ocorrer e acalmar essa parte do fandom. Será que ninguém viu o quanto foi humilhante e desrespeitoso colocar uma mulher em uma situação dessas?

 

Com essa brincadeira de shipper, se foi toda a humanidade de uma série que se preocupava mais com esse quesito. A trama sempre estava lá, complexa, mas os personagens transitaram do papel de time, de fonte de reflexão do quanto a vida é frágil, para brigarem e discutirem casal X. No fim, TVD deixou de ser democrática.

 

Quando digo democrática é meramente para pessoas como eu que ia ver um episódio pela trama. Pela reviravolta. Pelo caos. O romance era um brinde. Uma pena que o inverso disso tomou conta, desgastando uma série que nunca negou seu potencial de escrita. Que nunca negou o talento de seu elenco, como Paul e Nina que interpretaram centenas de versões de seus personagens. Algo raríssimo em série adolescente que não dá tantos desafios.

 

Meus desejos por trama foram atendidos apenas nessa temporada e estou satisfeita. Não serei tão orgulhosa assim. Porém, as feridas são mais intensas. Ver Bonnie e Stefan em parceiragem para salvar o dia me fez lembrar do quanto a saída de Kevin danificou TVD. O conceito de família esmoreceu completamente e isso também é triste.

 

Enfim, essa é a última resenha e não posso ser tão mal-agradecida quanto gostaria. The Vampire Diaries me trouxe para o mundo das resenhas junto com Supernatural e aprendi muito com ambas. Desenvolvi muito mais a minha escrita e do meu senso crítico quanto ao mundo das séries. Sempre achei que não seria capaz de levar esse serviço adiante, fatos reais.

 

O que antes parecia uma repetição de frame by  frame do episódio, aprendi a apenas deixar a coisa toda fluir. Sempre achei péssimo textos mecânicos (gostei, amei e etc.) e sempre tive em mente que queria escrever de uma maneira que cada um sentisse o que senti e espero que tenha feito isso em algum momento.

 

The Vampire Diaries também me fez conhecer pessoas incríveis e que me fizeram ver que não estava sozinha quanto ao meu norte de pensamento. De todos esses anos, só fui atacada uma vez, mas até isso me serviu de aprendizado para ser mais cuidadosa. Penso que quando se parte de algo genuíno não tem como dar errado. Sempre tive medo de manter essas resenhas e cá estou chegando ao último capítulo. Cansou? Bastante. Mas nunca hesitei em entregar um bom texto e espero que tenha feito isso algumas vezes.

 

Se sentirei saudade de Mystic Falls? Penso que não. Na verdade, sinto saudade das 3 primeiras temporadas e penso que é onde pararei se um dia rever tudo. É muito bizarro dizer isso porque a maioria das séries da CW que acompanhei sempre dou um jeito de voltar, como One Tree Hill e Supernatural (que nem acabou). Mas foi tanto desgaste, um sire bond intenso, que acho que não mereço passar por isso de novo.

 

Mas voltem daqui uns anos. Quem sabe eu visite as 3 primeiras temporadas. Não as resenhei, olha a dica.

 

Cara, apesar de não ser grata pelo que a série se tornou, sou bem grata de chegar aqui e ter noção de que cumpri minha tarefa. Que em nenhum momento fui desonesta. Além disso, que aprendi muito, muito mesmo. Foi uma lição de casa do caramba e agora é hora de deixar pra trás e me inserir em outros desafios.

 

Sou muito grata por cada comentário que chegava na notificação do meu celular e que me fazia tremer. Era ótimo chegar aqui e ler textões tão incríveis e sentir que aqui se tornou um espaço seguro para quem estava tão infeliz quanto eu. Não sei quantos de vocês ainda acompanharam TVD, peço desculpas de não ter respondido os últimos comentários (a vida ficou zoada), mas sou muito feliz por ter papeado com vocês. Embora nunca tenha me dado ao trabalho de divulgar essas resenhas, de alguma forma vocês chegaram aqui, me trataram superbem, levantaram pontos interessantes e que, às vezes, nem me dava conta. Essa era uma troca que buscava e consegui. E sou feliz!

 

Poderia continuar com essa declaração, mas penso que posso parar por aqui. Stefan disse uma vez que memórias são importantes e TVD agora vai para o arquivo. Lembrarei das pessoas envolvidas nessa troca resenha-comentário e dos poucos personagens que amei em Mystic Falls. Foi épico esse series finale ao honrar os temas centrais da série, mas o importante mesmo é que cumpri a promessa de “ainda fico pelo Paul”. Agora, peço a CW que libere meu FGTS!

 

Agora, seguimos com The Originals. Outra que tenho a sensação de que será cancelada – mas sem esquecerem de alimentar Klaroline.

 

Obrigada pela jornada, amiguinhos! Pelo bem ou pelo mal, foi ótimo! Só por vocês mesmo que segurei firme nas resenhas (e pelo Paul hahaha). Nos vemos no Other Side. ♥♥♥

Stefs
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  • Jéssica Simões

    Meu coração pula de alegria ao encontrar uma pessoa que teve os mesmos pensamentos sobre TVD, as mesmas angústias e claro..
    O amor pelo Paul!! Cómo não amar uma coisa daquela!!

  • Stephanie

    Aiii xará!! Estava super ansiosa pela sua resenha, mais ate que para o episodio em si, porque vc escreve tudo que eu penso sobre essa série que foi a minha preferida até a 3a temporada. Me emocionei lendo e no dialogo stelena rs. Sinto que melhorei meu senso crítico ao ler suas resenhas. Sempre vou aparecer por aqui, mesmo que não comente. Estava entrando todo dia rs Na hora do episodio lembrei muito do final de Lost (que foi a primeira série que acompanhei e jurei que não ia mais ver série nenhuma, até minha irmã me apresentar TVD) que também abusava da minha paciência. Vou ver se animo começar Supernatural, mas vou pensar direitinho pq 12a temporadas é uma vida né rsrs Sempre que eu quero ver algo de TVD é da 1a a 3a temporada, adoraria ler suas resenhas sobre elas um dia rsrs sei que seria diferente pq ja sabemos onde vai dar. É isso, obrigada por não ter abandonado as resenhas e pela sua dedicação, adorava vir aqui e ver que mais gente pensava como eu. Saudade vou sentir das 3 primeiras também, mas é bom sentir que estamos livres. Pensando em ver o Paul em maio, vc vai?? Espero um dia poder encontrar com vc, pra conversarmos pessoalmente! Um beijo!!