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07/mar

Neste momento, estou um misto de Damon Salvatore com Bonnie Bennett. No primeiro caso, eu ainda estou rindo internamente dessa baita trollada em torno de Katherine. Só não digo que “nunca me senti tão enganada” porque sou enganada toda vez que diziam que Matt teria uma grande storyline. Já no segundo caso, tal personagem é uma representação de vários pensamentos que tive ao longo deste penúltimo episódio da história de The Vampire Diaries. Oito anos se passaram e é isso. Só mais um esforcinho de nada para chegar ao final desse baita campo minado.

 

Continuo na minha fase indiferente, mas, sendo honesta, foi um tanto quanto impossível não gostar do que transcorreu nesse episódio. Bastou desligar todas as tretas com a série que a coisa fluiu magicamente. O que me restou foi um transitar de risos para suspirinhos.

 

O episódio inteiro teve seu jeito de ser significativo e cheio de simbolismos à sua própria maneira. Pelo benefício de não ter mais o conflito central, que se alastrou muito bem até o número 14, esse aqui nos regou com personagens em um nível mais smooth porque não havia um inimigo presente para se preocupar. Tudo não passou de suposição, o que libertou essa galera para ser bonitinha, trabalhada em frases de efeito, na tentativa de reforçar nesse buraco sem vilão um aspecto de The Vampire Diaries que, particularmente, morreu lá na S3. Aka o aspecto de família. Embora tentem forçar uma liga, é fato que geral se tornou um bando de desconhecidos.

 

As roteiristas desse episódio sabiam muito bem o que intentavam ao lançá-lo na roda. Com um grande evento, o espaço para a tragédia foi garantido. O que precisava era de um pouco de humanização para que as reviravoltas acarretassem as emoções pretendidas dentro da fórmula antiga de TVD. Expectativa quanto à presença iminente de Katherine e frases lindas que acarretassem lágrimas e abraços para infligir a impressão de que alguém morreria em breve. Ótimo. O que surtiu efeito foi, logicamente, os diálogos que estavam deveras intencionais. O falatório de fim de ciclo e, talvez, o último porque tenho a impressão de que Mystic Falls já era.

 

Os vários diálogos intentaram resgatar a trajetória da série e reafirmar o tempo presente de todos. Conseguiram realizar essa tarefa com uma pincelada delicada, mas não quer dizer que não tenha rolado umas forçadas de barra que me absterei de quaisquer aprofundamentos. TVD está perto do fim. Amém.

 

Além do emocional, o episódio foi bastante eficaz em segurar seu suspense Katherine. Deixar seu nome apenas no ar agregou expectativa de um possível reaparecimento, o que apressou os personagens em suas resoluções. Todos tiveram seu tempo pessoal para dizer o que precisavam, para ter algum tipo de conclusão de suas storylines (todas de romance) e refletir sobre o que acontecerá daqui por diante caso a rainha e dona da série não batesse a ponta dos seus saltos na soleira da mansão Salvatore. Nada como assentar tom de despedida perto do series finale e destaco Bonnie e Caroline sendo lindas e Defan antes de encherem a cara. Dois instantes preciosos, mas que não deixaram de abater a verdade do quanto a turma que ficou foi prejudicada na escrita da S4-S7. Algo que me deixou tristíssima em minha residência.

 

A verdade: minha experiência com esse episódio foi um tanto danificada. Peguei spoiler do aparecimento da Vicki e acreditei que seria minha ruína quando o conferisse na íntegra. Notei uma leva de decepção, mas continuo a considerar uma boa sacada para uma série que não estava tendo sacada alguma. Ok, fomos enganados e confesso que dei risada. Confesso também que não estou chateada porque retornaram ao bendito sino, ou seja, o objeto que compôs a mitologia que assombrou essa temporada. Ela mesma, a dos Maxwell. Com ou sem inferno, a suposta presença de Katherine ainda deu um jeito de alimentar esse plot. No fim, as sereias e Cade só serviram de peões benéficos que aprofundaram do jeito que puderam o tema para chegarmos ao agora.

 

Trabalharam toda essa história para render o que pode até ser chamada de grande reviravolta. Não foi nada estrondoso, mas, considerando que TVD nem suspense estava segurando, ser enganada nesse aspecto foi a melhor sensação que tive com a série depois de alguns anos de fracasso.

 

Resenha The Vampire Diaries - Kelly

 

Mesmo afetada pelo spoiler, dou todos os créditos para a tramoia final que, possivelmente, aniquilou Mystic Falls. O reaparecimento de Kelly segurou o conflito quase omisso do episódio, sendo uma aparente trivialidade. Afinal, fazia sentido a mulher surgir de boas já que Matt se tornou um grande personagem. Todo trabalhado em fazer as pazes com a família. Sua presença se saiu como tantas outras, aquele peso nostálgico – um peso nostálgico desnecessário porque não teve como perdoar o que essa senhora fez.

 

Quando ela aparece no banheiro e entrega os mesmos efeitos colaterais de Kai, só me restou dizer: é disso que estava falando desde que Kevin saiu. TVD nas mãos de Plec&Dries perdeu totalmente o elemento surpresa, aquele que nos mantém ligados por 40 minutos. Mesmo consciente de que Peter morreria por motivos de promo, Kelly segurou uma expectativa sobre alguém que nem deu as caras e arrematou a mitologia dos Maxwell. Quem se lembraria de Vicki sendo que a personagem nem marcou tanto a história da série? Quem daria a ela um plot twist?

 

Porém, foi Vicki a maior vítima da S1 e essa temporada foi toda sobre a S1. De quebra, Kelly ainda acarretou um leve banho de sangue. Outro detalhe que estava em falta na série e que só foi visto no início da S8. Amém para esse retorno, pena que é tarde demais.

 

The Vampire Diaries sempre foi sobre isso: um grande evento, elemento surpresa e muito sangue. O casamento foi o palco para inflar as veias de adrenalina também porque ninguém sabia de onde viria o tiro. Outra expectativa porque a suposta presença de Katherine poderia ser uma cartada coringa. Expondo logo o Stefan humano, só se abriu margem para pensar no pior.

 

Uma personagem aparentemente insignificante levou a trama nas costas em meio aos preparativos do casamento Steroline. O mesmo vale para a silhueta de uma pessoa que, no fim das contas, era a outra herdeira Maxwell negligenciada. Apesar da trollagem, a empreitada conta como um baita ponto positivo porque a série também sofreu com o leque de storylines centrais em cima das famílias fundadoras. O coração de TVD. Elena provou isso ao ter o seu sangue como peça importante para os Originais, vamos relembrar. Executaram a antiga, e saudosa, fórmula nesse episódio depois anos de descaso. Foi a melhor parte do que aconteceu nessa semana em questão.

 

Resenha The Vampire Diaries - Steroline

 

O mesmo vale para a sutileza do casamento Steroline. O evento fluiu organicamente e preencheu as bases dos personagens que tinham muito mais a dizer sobre uma investida que, inicialmente, era isca para atrair Katherine. Depois de anos, o grupo sentou para discutir um plano, outro detalhe que morrera assim que Kevin saíra de cena, e meu coração encontrou um pouco de quietude nesse quesito. Iniciativa que fazia falta porque, sem Williamson, a turma passou a acordar com uma bela ideia e a seguia, sem debate. Vê-los juntos em nome de um ponto em comum trouxe esse aspecto de discussão em família e de preocupação mútua. O que arrematou a narrativa de Ric.

 

Infelizmente, muito da essência de TVD se esvaiu pelo ralo e tais personagens se tornaram belos desconhecidos que tiveram suas histórias afetadas e desgastadas pelo fan service.

 

Esse diálogo potente e lindo do teacher poderia ter funcionado se não tivessem desgastado demais um universo que sempre teve mais o que contar que romance. Nenhum deles seria um estranho/a se tivessem se preocupado com desenvolvimento de personagem. Uma vez que iniciaram a saga do superficial, assim se manteve e as boas histórias, como a vista nesse episódio, morreram. Não correram nem atrás de quem se perdeu no processo porque, em tese, TVD não sobreviveria. Ric está lá para nos relembrar o quão estranho ele também se tornou sendo que nem havia necessidade do seu retorno – e esse crush por Caroline só ficou bonito na realização de que ela se casaria.

 

Apesar dessa zona em que todo mundo acha que se conhece, tipo Damon e Caroline que não passa de uma relação deveras hipócrita, o casamento Steroline foi muito bonito. Tocou-me profundamente e me permitiu suspirar e dar risadinhas fofas. Há muito tempo, citei que se fosse para Stefan ser feliz sem estar nessa bolha Delena e afins, que assim fosse. E assim foi.

 

Contudo, sigo firme e forte com a falta de necessidade desse shipper porque homem e mulher podem ter uma amizade sem se relacionar. Como Bamon que foi cartada de última hora que deu muito certo, mesmo sem tanto aprofundamento. Nem tudo precisa de romance, pela Deusa! Steroline foram tratados várias vezes como um rememorar à lembrança de Lexi/Stefan e se tornaram o que se tornaram pelo menu do fandom. Não é à toa que tiveram que matar Liz para adiantar o processo, exemplo de como Plec&Dries passaram a agir ao serem “pressionadas”. TVD é um grande exemplo do que não fazer quando o assunto é fãs em âmbito geral.

 

Foi uma cerimônia linda. Sou muito adoradora de paralelos e gostei bastante do discurso de Stefan, que resgatou um momento significativo entre Caroline e ele, encaixado no presente com eficácia. Só faço o adendo para a falta de necessidade de “afirmar” que Forbes viu o que via agora, que sentiu o que sentia agora, desde o piloto. Uma menção que minou parte dos meus ânimos porque foi igual ao encaixe sem noção do colar de Elena ser estopim Delena lá na S3. Nada disso foi planejado pelos roteiristas e lá foi as showrunners repetir essa autoafirmação com Steroline, jurando que o sentimento existia desde momento tal, que ocorreu mil anos atrás.

 

No caso de Steroline, as coisas mudaram na S5. Não no piloto. Plec&Dries deveriam ter assistido a série de novo várias vezes para não criar conflito de histórias, just saying! E repetiram o vício de escrita ao enfiarem uma reafirmação de sentimentos, de quando e como eles surgiram, sendo que os personagens estavam em outra vibe nas referidas épocas.

 

Apesar de lindinho, foi no casamento que fiquei só a Bonnie. Amo Stefan apesar do ranço que acabei pegando, mas Caroline merecia alguém melhor para passar sua eternidade. Não digo isso meramente por motivos do ocorrido com Enzo, outro que deveria ter sido esquecido assim que morreu, mas porque todas as coisas ruins que ocorreram com as meninas foram por causa dos Salvatore. Direta e indiretamente. Ok, elas os escolheram, mas davam para desprendê-las desse pesadelo. Um series finale perfeito para mim seria ver cada uma delas fora de Mystic Falls e longe dessa ladainha. Mas, claro, o fandom influencia até nisso.

 

Particularmente, fiquei triste em ver Caroline casando com Stefan, da mesma forma que sei que ficarei triste de ver Elena correr para os braços de Damon. Depois de tanto sofrimento, de tanta dor, de tanta transformação drástica quanto às suas caracterizações e às suas personalidades, a independência das garotas foi, e ainda é, aniquilada. Elas não precisam preencher espaço na vida vazia desses homens. Já deu de usá-las para criar angústia masculina.

 

Até os homens precisam mais que romance, como encontrar um ponto firme na vida/eternidade e buscar melhoras. Nem toda mulher precisa de um relacionamento e o mesmo vale para o homem, mas TVD tornou isso uma necessidade, uma sede. Só assim para continuar rodando por 8 anos.

 

Bonnie me deixou ainda mais triste porque seu rótulo de injustiçada só engrandeceu nesse episódio. Vê-la ainda atada ao Enzo me deu nos nervos, mas, sendo honesta, essa liga se deu mil vezes melhor que Elena usando seus meios para ver Damon. Só a mão supervisionada de Kevin para fazer uma dita necessidade ser tragável. Tragável porque essa co-dependência passou dos limites.

 

Bonenzo contou com a bênção que fez Stelena, Stelena. Os sentimentos de ambos cresciam a cada semana, ambos compartilhavam dias e noites rotineiras, conversavam entre si em vez de ficarem nus o tempo todo, criaram uma linha de cumplicidade e de companheirismo que foi ainda possível sentir na dimensão particular criada por Bennett. Fazia tempo que um romance não ganhava um desenvolvimento começo, meio e fim, que engajava emocionalmente, sem aniquilar a personalidade de cada um deles. Sem precisar que fossem sexualizados.

 

Além disso, Enzo evoluiu pelo amor ao contrário de Damon que virou um obcecado por um caixão. Diferenças de showrunners, isso mesmo.

 

Bonenzo é sim uma perda drástica no campo shippers que deram certo porque não precisaram empurrar todos os botões para acelerá-los. Há mais a ser dito, mas também me abstenho. O que me resta é a tristeza da despedida final deles. Infelizmente, um exemplo de que nem todos os romances dão certo, mas não deixa de ser injusto à sua maneira. Bennett não tem mais nada e não anda tendo muito a se agarrar. Contudo, quero crer que ela pode ser a única que me honrará nesse plot de ter uma vida independente.

 

A não ser que tenha morrido, o que fez meu sangue bater na testa. Tudo indica que sim porque Elena acordará. A sensação só piora diante das cenas lindas com Caroline que deixaram meu coração bem quentinho para ser arrebentado minutos depois. O posicionamento de Bennett no início do episódio me deixou bem frustrada porque ela agia pelo homem over amiga – não tenho paciência para isso mais. Foi bonito o aparecimento da bruxa não bruxa que agora é bruxa em cima da hora do casamento. A moça cedeu ao seu orgulho para fazer parte da vida de uma pessoa que esteve em sua companhia desde o dia 1. E mantenho o comentário sobre Stefan.

 

Concluindo

 

Resenha The Vampire Diaries - Vicki

 

O plot twist de Vicki me fez feliz, mas ainda tento entender a lógica de explodir uma casa vazia. Katherine é sim muito inteligente e não cometeria um deslize desses. O fogaréu nem chegou a atingir a tenda da festa e apenas me restou dar risada no estilo Damon Salvatore.

 

Mesmo com os contínuos problemas, não teve como não amar esse episódio. Os personagens entraram trabalhados em declarações lindas (e isso inclui Damon que me arrancou boas risadas), todos nostálgicos devido ao casamento, e com muita menção aos talentos de Katherine. Foi uma boa semana que serviu para rememorar um tico a essência e a trajetória de The Vampire Diaries.

 

Além disso, houve cenas preciosas, como a troca da dança Bamon para Enzo. Senti um friozinho na espinha porque sou fã de angústia por meio de coração partido (desde que seja bem escrito).

 

E fomos deixados no escuro, mas, pelo menos, sabemos que tem Nina oficialmente no series finale – a não ser que seja uma memória ou algo assim porque Bonnie morrer não aceito.

Stefs
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