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16/abr

Ah mas aqui temos aquele tipo de episódio que podiam investir desde o início de Chicago Med. Esse sim deu para sentir mais os personagens e saber mais do background deles. De quebra, teve atendimentos que criaram paralelos com o que transcorria e que acarretaram certa reflexão. Parece que é só o final de temporada chegar que essa turma resolve soltar o braço e segue sendo frustrante. Pelo menos, entregaram uma semana muito melhor em comparação a passada. Amém!

 

E nem digo isso apenas e unicamente devido à expectativa da presença do papa Halstead que, além da aparição, largou o medo de que terminaria no hall de parentes falecidos das Chicagos. Está aí uma coisa que essa franquia acostumou mal em reflexo de Chicago P.D. e restou alívio ao vê-lo sobreviver no final do episódio. Ao menos por enquanto, o cara segue respirando, mas não quer dizer que seguirei firme acreditando que um retorno para a morte não ocorrerá. Não será surpreendente se o resgatarem das colinas quando precisarem de drama urgente. Sad but true!

 

Todo caso, não podemos ignorar o saldo positivo dessa presença. Além de ser um atendimento, o que foi ótimo porque contribuiu para o drama pessoal que essa série não anda tendo, Papa Halstead fez o milagre de resgatar um pouco o background de Jay e de Will. Um passado que, com a inserção de Chicago Med, virou uma bagunça. Ruivão, essa culpa lhe pertence, garoto!

 

Com esse drama pessoal que casou atendimento e desenvolvimento, verdade seja dita que achei que tudo passou rápido. Foi aquele sonho bom demais para ser verdade e o despertador toca na hora errada. Papa Halstead trouxe um tipo de interação desejosa, que resgata o aspecto família da franquia, que traz mais desses personagens que andam muito sem vida. Ato que contribuiu para que o episódio saísse do mais do mesmo e cativasse.

 

No caso de Chicago Med, todo mundo só trabalha, o que afeta o conflito que, geralmente, não garante tanto impacto. Ou, por exemplo, porque não casam com a temática do roteiro ou porque fica muito no superficial (como o drama de Maggie). Tudo porque só querem na maior parte do tempo enaltecer o squad. Uma propaganda “como a série é boa e o cast formidável” que, às vezes, chega a ser irreal de irritante.

 

Logo no final da season, apostam em apelo familiar. O que é uma grande ironia e uma grande decepção. Falta pouco para a temporada acabar e só agora se lembraram de que essa turma tem vida pessoal, passado e possíveis aflições em privado? Tá bom! Não deixa de ser interessante, mas é como pegar o emocional de isca para promessas que não serão cumpridas. Chicago Med está nessa de não aprofundar, de perder chances de continuidade, e segue com uma 2ª temporada deveras mecânica. Esse aqui rendeu um respirar de alívio porque foi a reafirmação de que o time não perdeu tanto o toque de trazer os seus próprios personagens como conflito.

 

Não pode acontecer sempre por motivos de repetição, mas tanta oferta no elenco e gastam energia com bobagens – tipo Nina indo cobrar de Will um parecer pela internação do pai, ah, me poupem!.

 

Faz tempo que não há background de personagens nas Chicagos de maneira geral e, quando acabou, fiquei triste. Foi muito legal conhecer por cima a vizinhança dos Halstead e a realidade de Jay e de Will. Foi possível imaginar que os irmãos batalharam bastante para tomar um rumo na vida e foi fácil associar a perda da mãe como grande impacto nessa movimentação. Inclusive, na figura do pai que me pareceu empacada no tempo seja para mostrar que era autossuficiente, seja para mostrar que não precisava dos filhos. O ponto alto veio na presença de Connor que tomou tapinha de realidade, empreitada que deu um pouco desse cidadão também e adorei.

 

Resenha Chicago Med - Will e Papa Halstead

 

Papa Halstead estava em uma situação de relaxo completo. Um relaxo que encontrou seu casamento em uma teimosia maldita que o presenteou com um coração literalmente esbagaçado. Por algum motivo, achei que esse senhor passou seu lindo temperamento para Jay Halstead porque a cena no hospital, depois da cirurgia, só me fez pensar no detetive sendo mala quando quer. Mas nada se comparou ao cold shoulder para cima de Will. Isso me deixou de testa quente e juro que aguardei o ruivão a caminho do tapete da disciplina para chorar. Isso me deixou triste, mas queria uma lavagem de roupa suja daquelas. Não teve, mas estou satisfeita com o resultado final.

 

Foi triste o tratamento inicial do papa Halstead pra cima de Will. A expressão de Rhodes diante da piadinha de xixi na cama aos 9 foi a minha porque eu esperava algo diferente desse homem. Não algo amoroso porque Jay sempre deu a entender que a relação com o pai tinha afundado. Como ser um tanto genial sempre acusou ser um codinome dessa família, foi fácil presumir que cabeça-dura é genético. Mas seguir com o bullying forte, ao ponto de ruivão Halstead agir como uma criança encolhida, mas preocupada, me fez pedir para a Sharon segurar meus brincos.

 

Por algum motivo, tal tratamento não me foi nem um pouco espantoso. Isso vem bastante do reflexo de Jay, que nunca falou desse senhor muito bem e sempre entregou panos quentes nas entrelinhas. Mas, por algum outro motivo, acreditei que com Will as coisas fossem um bocado diferentes. Mais amenas porque o ruivão aparenta ser o menino de ouro. Ao acompanhar as atitudes do papa Halstead, pensei que esse azedume e esse gosto de se virar vêm da perda da esposa. O cara era um completo desmantelado e, possivelmente, criou essa ideia de que os filhos tinham que ser como ele. O tipo que doutrina o filho para ser um reflexo e quando o ciclo se quebra só resta carão, indiretas e muitos instantes brincando de ser o John Travolta – por não entender o que está embaixo do nariz.

 

Ainda bem que as coisas mudaram no final e suei pelos olhos. Agora é orar para que esse senhor não morra no futuro.

 

Embora tenha sido muito bom ver Connor inserido nessa situação, fiz contagem regressiva para tudo sair do controle. Afinal, Will e ele amam se bicar e amém que isso não ocorreu. Rhodes saiu da zona cinza de imunidade para mostrar mais da sua sensibilidade que estava esquecida no churrasco de Latham. Não sei vocês, mas sentia falta dessa nuance pintada na face desse cidadão. Saber que as carências familiares dele ainda persistem me fez ter um pouco de fé de que essa storyline não morreu. Tanto escarcéu na S1 para o cara terminar sendo o Deus da série de graça. Stop!

 

O engraçado é que Rhodes e Halstead possuem algumas coisas equiparadas e isso os tornaram iguais por um dia. Inclusive, estreitou alguns centímetros dessa relação de trabalho que ainda aparenta estar bem longe de dar certo. Ambos têm pais que bateram de frente com suas escolhas profissionais e tais escolhas os definem no ponto atual de suas histórias. Os dois optaram pela medicina em vez de escutar os respectivos patriarcas de suas famílias. Há duas lorotas aqui em que Connor deveria seguir os negócios e Will botar a mão na massa porque só assim pra ser macho, e ninguém é obrigado a esse tipo de imposição. Enquanto um teria que ser o herdeiro perfeito, o outro deveria ter abraçado a ideia machista de que homem é o único provedor da casa e tem que se dobrar em quinhentas pessoas para conseguir isso – e, de quebra, a autossuficiência.

 

Só que ambos abriram mão desse espelho. Algo refletido mais em Will, como a venda do carro e a busca de um roommate para dividir o aluguel. Quem disse que tudo é glamour?

 

Resenha Chicago Med - Elliot

 

Essa situação de pai controla o filho por achar que sabe o que ele deseja rebateu no atendimento de Elliot. O instante WTF da semana. Quando esse garoto começou a narrar o motivo de ter tomado uma surra e depois o que seus ímpetos sexuais o empurravam a fazer só pensei em: chamem Olivia Benson!

 

Mentira, eu só pensava na ascensão de um futuro estuprador. Toda vez que ele aparecia e contava algo novo, mais me contorcia. O garoto já tinha tal instinto (vamos chamar de instinto porque foi o que o episódio pregou mais) muito bem desenvolvido e foi um tanto chocante. Assustador. O personagem tinha consciência do tipo de fixação e já recolhia trófeus – as madeixas loiras. A cena dele contemplando a garota, meu Deus! Fora de consciência porque o que o movia o dominara assim que foi atraído pelo seu biótipo ideal.

 

Quando o jovem some do quarto, imaginei que eunuco seria seu futuro. Mas, nossa, não sei o que foi pior.

 

O diagnóstico de Charles fez muito sentido para o contexto desse subplot. O garoto sofria reprimendas sobre sexo e só a psicologia para explicar como isso se manifesta dentro de cada pessoa. No caso de Elliot, se tornou gatilho com base na ideia de que sexo é errado porque só serve para procriação. Para acrescentar mais, a mãe era superreligiosa. Os pais fizeram o favor de alimentar um instinto predador imparável e não levaram a sério a possibilidade do adolescente se transformar em um estuprador – e “modelo” estuprador em série devido ao trófeu.

 

Foi um tanto forte e é aqui que cabe o que comentei acima sobre zona de conforto. Tudo bem que mais uma vez algo gira em torno do tema estupro/estuprador. Viés que não sai de moda nas Chicagos (até quando?). Contudo, foi interessante trazer essa faceta de preocupação e que, talvez, pode ser contida antes que algo drástico aconteça.

 

E eu na inocência achando que era caso de bullying.

 

O pai de Elliot serviu de um belo paralelo para o pai de Will porque ambos claramente tinham problemas com a vulnerabilidade de seus filhos. O adolescente com certeza ouvia que sexo era pecado, que só tem que fazer sexo no casamento, que desejar outra garota era passe direto para o inferno. No contraposto, Halstead, aquele que não atendeu a expectativa de ser o machão. Amo paralelos, o que me faz automaticamente adoradora desse episódio de Chicago Med.

 

Mas…De novo – histórias boas para os homens. Enquanto as mulheres…. Vai Robin!

 

Mas algo me diz que Robin será aquele tratamento truncado, tipo Latham. Porém, essa tensão entre Charles e a filha também alimentou o papel pai diante dos filhos. Agora resta aguardar e ver o que rola.

 

Concluindo

 

Resenha Chicago Med - Robin

 

Aprendemos outra coisa nesse episódio: mães sempre são as cobras e os pais adoráveis. Padrão de homem que escreve para…. Homem. Alguém avisa que mulheres acompanham essa franquia?

 

Vejam bem: mil anos depois me lembram que Natalie tem um filho. E quanto tempo se passou em Chicago Med para Owen estar imenso?????

 

Vejam bem²: cadê história de Natalie? Ok ela ser da pediatria, mas tudo agora sobre ela envolve treta com outras mães? Really? E quando não é isso, é Manning inclusa em angústia adolescente (nada contra, mas que tá muito adolescente Nina “causando”, minha nossa está e está feio demais).

 

Bom é que teve confronto do papel de mãe que rebateu nas aulas de Reese. Reese eu mesma sobre maternidade porque sigo firme sem ter o menor interesse. Mas será que não conseguem criar uma pegada afável sobre a maternidade? Toda mãe é negligente e toda mulher não quer ter filho?

 

Tudo isso para enfiarem pela goela Reese e Noah? A tática de manter personagem secundário por meio de romance segue firme, alguém manda parar?

 

Nem tudo é perfeito, né? Salve Papa Halstead!

Stefs
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