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27/abr

Seguimos firme com mais uma semana de Pretty Little Liars focada no pessoal das meninas em vez do desmembrar final do mistério acerca dessa série. Apesar do baixo leque de respostas, o episódio entreteve com sua dose de inquietude e de energia injetada nas passadas de algumas Liars. Só que nada disso anula a verdade que estão gastando tempo com storylines desnecessárias.

 

Ok o intento de esquentar as turbinas antes do rodopio final, mas precisamos de mais para manter o alerta A.D. vibrando. A ausência desse alarme é preocupante no atual momento da série porque o talento desses roteiristas em espremer tudo de uma vez em 40 minutos existe. Vide revelação de CeCe e acho que ninguém quer passar por uma lambança dessas de novo. Eu mesma que não!

 

A trama seguiu de onde parou, artifício sentido desde o início dessa temporada e que tem meu like. Nada como sequência. Tudo foi dividido em blocos para cada Liar e navegamos um pouco mais no drama pessoal de cada uma. Se é que posso chamar de drama porque soou como preenchimento de espaço. E faço referência à storyline de Emily e de Aria. Para quê?

 

Hanna foi corretíssima ao dizer que Fields nunca saiu da escola. Algo que se aplica a Ali e a Paige. Motivo? Addison, criação inserida em um grupo que não é mais formado por adolescentes. Foi deveras irritante. E, digo mais, infantil. Vergonha alheia Pretty Little Liars chegar ao nível de colocar Emily para prestar tamanho papelão. Foi consternante, até porque essa Liar não conta com história que preste. Ou é atacada por ou está enrolada em algum romance. Temporada final, alow? Vamos enaltecer todas as meninas com histórias legais?

 

Mas não nego: Addison deixou o episódio injetado e envolvente. Sozinha, ela segurou uma trama que contou com nada novo. Uma trama que só tem dado atenção ao leque de retornos e afins, aumentando a insegurança de que as futuras respostas ficarão a desejar. Pavor existe!

 

Resenha Pretty Little Liars - Paige e Emily

 

Apesar de ter rendido um misto de gargalhadas e de irritação, essa dinâmica, que também rebateu em Paige, serviu de plano de fundo para mais uma rodada do tabuleiro. Gostei do que os roteiristas até então intentam, pois a vida pessoal das Liars (à essa altura do campeonato) é tão importante quanto a revelação de quem encabeça esse jogo. Houve uma união dos dois e ficou muito bom. Estão dando background dessas garotas ao mesmo tempo em que A.D. as move na penumbra. Nada de novo sob o Sol devido ao período escolar, mas, dessa vez, ninguém quer perder a carreira, por exemplo. Ninguém quer perder sonhos engatilhados e a/o vilã/o pode tirar isso do quinteto.

 

Addison pode ter sido mala, mas serviu para dois fatores interessantes. Além do jogo, testar o caráter de Emily. No início do episódio, a Liar deixou claro que não queria mais jogar e foi empurrada a isso. Talvez, a personagem se torne a mais jogadora visto que não pensou duas vezes em afundar uma adolescente. Quero acreditar porque essa garota precisa de movimento e de relevância.

 

Aparentemente, a ideia inicial do tabuleiro é engrossar o emocional das Liars até que cada uma perca a cabeça. Nada melhor que seja uma a uma para que sintam individualmente que não podem despachar o que começou a ocorrer. Que não podem fingir que isso não as assombra desde os primórdios. Que ainda há pendências e que chegou a hora de resolvê-las. Com todas injetadas na raiva, perder o controle será fácil e estou muito a fim disso. Quero dark side, como rolou com Emily. A.D. está preparado/a e agora haja paciência para as tretas! Cadê o ciclo do mal, Marlene?

 

Apesar de Fields render várias decepções de storyline ao longo dos anos de Pretty Little Liars, vê-la transbordar seu dark side me fez feliz. Shay consegue brilhar, mas nunca lhe deram uma chance digna. Tudo bem que foi um highlight contra uma adolescente, mas escolhi me abster de outras opiniões. A não ser repetir que foi infantil e humilhante. Para ambos os lados.

 

No transcorrer do plano de Addison, a Liar me deixou interessada (além de irritada). Queria saber se ela esmagaria a criança e esmagou, né? Paige ainda foi no curso profissional enquanto Emily voltou a ser teen – e isso foi vergonhoso apesar do conflito. No fim de tudo, a Liar meio que pediu um rodopio, pois negou o jogo e o jogo a atraiu. Intimamente, nunca duvidei da capacidade dela em vazar e cumprir sua palavra, especialmente agora que se encontra meio plena. Com o emprego que um dia almejou, com um pouco de paz e com o romance com Ali florescendo.

 

Mas, Addison foi visceral. Só não peço mais porque já foi o bastante (e cairei do cavalo, eu sei). Terrível uma adulta se equiparando a uma pessoa deveras mais nova. Bonito demais o discurso de Emily sobre a garota ser a nova rainha do bullying, mas ela não pensou duas vezes em limpar a própria barra ao seguir o comando de A.D.. Me respeitem! 

 

 

Pretty Little Liars - Addison

 

 

Addison merece seus créditos. A menina entrou embaixo da pele de Emily e fez a festa. A mando ou não de Jenna, a personagem fez seu trabalho até que muito bem. Ela mostrou petulância e isso foi o bastante para prender o interesse. Justamente porque é irritante!!! Sem contar que a princesa achava que tinha controle de tudo. Fiquei um bom tempo imaginando se Pretty Little Liars tivesse abordado o antes do sumiço de Ali. Amém que não porque não teria chegado até aqui com a série.

 

O jeito como a personagem se fez de vítima, só mesmo com sangue de cobra para não se deixar levar. Embora tenha sido um micão, compreendi a perda das estribeiras de Emily. Não tem como, ainda mais quando se para diante de quem é claramente “fã do bullying”. A Liar se viu na saia justa de que adulto não pode discutir com adolescente quando não há parentesco, mas quebrou e perdeu o posto de autoridade. Fiquei muito nervosa! Para piorar, houve aquelas acusações baixíssimas e pesadíssimas. Realmente, não tinha como fazer a fina, mas…

 

Addison mostrou que, mais um pouco, passaria dos limites. Que mentalidade para ferrar alguém com acusação de assédio e achar isso muito de boa. WTF?

 

E digo aqui que não gostei tanto assim do figurino da garota. Por ser mídia, ficou adultona pra idade.

 

Resenha Pretty Little Liars - Hanna

 

Hanna também foi vítima, mas no estilo antigo do jogo. Aka, o episódio fez o favor de relembrar que o artifício passado para gerar pânico nas meninas ainda permeia Pretty Little Liars. O modo impulsionado pessoalmente por A.D. e que ganhou a forma de Jenna. Nada a ver com o tabuleiro. Além disso, houve a baixaria do resgate do trauma dessa Liar, vivido na S7-A, e só lágrimas. Quem fez isso com ela? A pessoa tem que estar muito zoada das ideias.

 

Fora do trauma, gostei de vê-la preocupada com seu lado profissional ao ponto de recorrer ao esquema de validação ligando para Claudia. Da mesma forma que ocorreu com Emily, Hanna mostrou o quanto sua vida é sensível. Com isso, a vida se torna acessível aos planos de A.D.. Ninguém quer ficar em Rosewood, então, resta se virar com o que tem. E esse “o que tem” envolve o salto temporal e que começa a ser boicotado. O vestido copiado maior prova. O mesmo Addison.

 

Esse confronto Hanna e Jenna respirou aos velhos tempos de Pretty Little Liars. A única coisa que penso é que colocaram uma câmera aonde a Liar mora ou A.D. se infiltrou na rotina de Katherine e de Marin. Não penso em outra forma de saber desse vestido, a não ser que tenha escolhido o caminho costumeiro: Mona.

 

Mona está a entusiasta desde o início dessa temporada. Mesmo com a desconfiança que sua presença acarreta, ela ainda emite sinais de que quer pertencer. A personagem não fez tanto mal a Spencer depois de cinco anos e o mesmo tem valido para Hanna. Quero mesmo acreditar que as atitudes dela sejam genuínas porque, depois do que ocorreu na Dollhouse, e se considerarmos o ponto de vista de Vanderwaal ainda verídico, seria inaceitável a garota estar no jogo de novo.

 

Por enquanto, só temos Jenna como ponto de impulso para respostas. Ela retornou na maior falsidade e, aparentemente, está sozinha. Essa é a personagem vai e vem que precisa de um motivo fenomenal para não ter superado essa treta com as Liars. Antes tinha o bullying, Toby e mais o assédio, mas por quais motivos essa garota se mantém tão empenhada na brincadeira?

 

Resenha Pretty Little Liars - Spencer

 

Enquanto acontecia tudo isso, o roteiro ainda decidiu alongar o papo de Mary. O conflito que claramente puxará todos os podres. Tenho a sensação de que a mulher morreu porque geral que some de Rosewood bate as botas (ou é acidentado tipo Toby). Veronica e Spencer renderam mais um highlight e nem sei o que dizer. Enquanto Peter não der as caras, sou incapaz de opinar.

 

Cheguei a pensar que esse quebra-cabeça do tabuleiro destinará a Mary, mas seria fácil demais. Enfim, a storyline de Spencer segue firme nessa de partir o coração e a raiva de Peter só fez o favor de aumentar. Veronica nem se fala porque ainda tento entender como ela segurou a marimba. É muito sofrimento porque claramente a Sra. Hastings foi o pivô para manter o teto em pé.

 

As poucas respostas do episódio vieram para o posicionamento de Peter e de Melissa nessa verdade sobre Mary. O que me fez pensar também que moldarão essa história de Spencer rumo ao veredito. Ela é o vínculo central, a semana passada deixou isso claro. De quebra, ainda há a verdade de que CeCe é sisterzinha da Liar. Ou seja, os Hastings podem ser o chamariz do início do fim. É justo.

 

As coisas na vida de Spencer querem fazer sentido e espero que faça no final das contas. Há muito bad blood entre Jessica e Mary, e consigo até sentir que ambas storylines não são o que aparentam. Cadê essa mulher para preencher as reticências em aberto quando parou na soleira dos Hastings?

 

Concluindo

 

O tabuleiro está aí para esquentar os ânimos das Liars e espero que não segurem isso até o 7×15. Concordei com Emily sobre ser a vez do motivo e não de quem faz. Ótimo, mas, mesmo que tenha sido uma experiência legal, dois episódios se passaram e só vejo desperdício. A começar com a storyline de Aria que está ruim demais da conta. Pra que isso?

 

Se há uma coisa que estou gostando é de ver a vida pessoal das meninas sendo motivo de trama. Na fase teen isso não era tão intencionado como é agora. Mas eu quero segredos revelados, então, vamos meninas, se envolvam com esse jogo logo de uma vez. Grata!

Stefs
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