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03/abr

Estou plena em meu canto depois desse episódio de The Originals. Se analisarmos a divisão da trama, não aconteceu muita coisa. Houve uma entrega pertinente de informação, mas o intuito foi uma pausa um tanto premeditada para realinhar o esquadrão Mikaelson e para introduzir a mitologia. Como deduzi na semana passada, a escrita segue em um passo a passo, o que rendeu mais um dia interessante para essa série. O bastante para aguçar os sentidos em meio ao compasso de um mistério que resgatou a saudosa S1. Empreitada que me fez pensar em The Vampire Diaries que entregou sua temporada final focada no mesmo ano.

 

Esse episódio foi um tanto diferente do que normalmente acontece em The Originals. Toda premiere, sempre temos aquela visão de como estão os Mikaelson e assim seguimos por meio de um estopim. Agora, trocaram ânimos/conflito pela paz, o que surtiu em uma trama até que leve. A essa altura, teríamos um Klaus colérico e estaríamos mergulhados no reinício do citado ciclo de violência. Começo a agradecer aqui em meu canto por essa temporada ser mais curta. O que significa que os roteiristas terão que provar se são capazes de sair da zona de conforto.

 

Além disso, os roteiristas não podem perder tempo. Empreitada já sentida com a trama dividida por tópicos. Ótimo, mas confesso que já estou preocupada porque são muitos personagens em cena. Ainda bem que os desdobramentos dessa semana diminuíram a quantidade de Mikaelson.

 

Até então, está tudo bem. Inclusive, satisfeita por termos ganhado certa serenidade antes do pau comer solto. Acompanhamos uma entonação diferente de narrativa e foi possível acreditar que finalmente esse squad começaria a viver em paz – e a deixar os outros em paz. Os Mikaelson em âmbito doméstico foi interessante de ver, especialmente porque se abriu brecha para refletir o que cada um deles poderia fazer a partir de agora. Um agora que, pelo milagre divino de Sophie Deveraux, não envolve mais o híbrido. Uma abertura de reflexão um tanto surpreendente visto que essa família é codependente. Mas toda empreitada tem uma intenção, e a intenção foi tirar de cena Holt e Buzolic que não são figurinhas regulares – e, como disse, tem muita gente querendo atenção.

 

A visão intimista entregue ao redor dos Mikaelson foi como espiá-los pela fresta da porta. Acompanhamos esses personagens sob uma perspectiva, digamos, humana. Depois de cinco anos, vimos que cada membro desse squad segue firme com pensamentos e com comportamentos anteriores. Rebekah ainda quer encontrar o verdadeiro amor e ter uma família e Kol só quer saber de sombra e de água fresca. Nem dá para exigir muito desses dois porque eles passaram mais tempo empalados que vivendo. Em contrapartida, o impacto dessa reflexão pessoal foi um agravante para Elijah. Afinal, tudo que ele conhece é a obrigação de dar mamadeira para Klaus.

 

Foi um tanto chocante cair na real junto com esse personagem de que nada foi pensado para o futuro. Matutando sua saga desde TVD, realmente não há nada. E, o bizarro, é que Elijah sempre se envolveu nos perrengues. Sempre teve grande poder de decisão. Dava a entender que o Mikaelson tinha sempre as mãos cheias. No fim, seu trabalho era a família. E as horas extras eram Klaus.

 

Em um mundo em que até Klaus ganhou um objetivo, que se chama Hope, é normal ter aquela crise existencial. Elijah bateu em cheio nessa vidraça e foi quando rodou na minha mente um breve comparativo entre Stefan e ele. De certa forma, o Salvatore tinha objetivos enquanto pagava de trouxa atrás de Damon. Já o Mikaelson passou séculos e séculos assegurando a família de Mikael. Não menos importante, tentando segurar os humores de Klaus e lutando para que o irmão não se tornasse irrecuperável. Por viver mergulhado nessa missão, eis um Original sem identidade.

 

Resenha The Originals - Elijah e Rebekah

 

Uma vez que não se tem identidade, é difícil pensar em planos e fazer prospectos. Elijah me deixou singelamente triste porque tudo que tem, por enquanto, é Hayley. E, me desculpem, isso não é o bastante e o mesmo valeria se fosse o oposto. Esse é aquele instante que voltamos a dizer que fulano merece melhor, mas, anulando um pouco o que ocorreu com Davina, foi um baque perceber que logo o líder dos Mikaelson nunca pensou em nada para si. Foi bem escandaloso!

 

Geralmente, é o líder que não vê a hora de cair fora quando não aguenta mais comandar e Elijah abraçou tanto esse serviço que nem se deu conta disso e do quanto se anulou no processo. A pergunta de Rebekah foi um soco na face, senti o impacto e fiquei ué. Considerando sua trajetória desde TVD, esse seria o Original com tudo pronto, especialmente uma jornada de coisas maravilhosas porque se redimiu de alguns contratempos. Porém, quem se redime na raça não ganha final feliz nesse universo. Stefan Salvatore morreu para provar essa tese.

 

Elijah viveu para ser o cabeça dessa turma e acabou empalado na menor oportunidade. É em instantes como esse que se vê o quanto o ciclo de violência de Klaus anulou os irmãos, o que faz do Always and Forever extremamente abusivo. Contudo, e nesse presente momento, adoraria que esse Mikaelson sofresse nas mãos de Marcel. Não apenas por tê-lo assassinado, mas pelo que fez com Davina. Uma reviravolta que apenas comprova de novo que esse personagem viveu pela família e que aprendeu direitinho o timing de ser frio e desumano para manter esse bendito mantra.

 

Resenha The Originals - Freya e Hayley

 

A parte boa, se é que podemos colocar dessa forma, é que Freya assumiu o Always and Forever. A renegada do grupinho se tornou a estrategista graças ao mesmo desejo que outrora movia (ou ainda move) Elijah: manter todos vivos e os inimigos distantes custe o que custar. Ótimo, mas seu caminho surpreendente tem seu apelo negativo. Não minto, estou amando acompanhá-la firme e forte na trama, sem pestanejar. Ela tem reconhecimento da sua autoridade por intermédio da magia e da sua influência como carta coringa para proteger essa turma. É perfeito para The Originals que fez do papel das bruxas, vide Esther, sua artéria principal – e que foi esquecida.

 

O que me preocupa nessa falta de receio e de tato é a aproximação de uma possível vilanização. O que também não acho ruim visto que os Mikaelson estão em certo equilíbrio e Klaus não me parece tão inclinado quanto antes a usar dos mesmos artifícios para manter a família. Afinal, Hope é o elo que precisa de proteção e alguém precisa ser contigência. Esse alguém soa like Freya.

 

Sem contar que Klaus não quer ser reconhecido como monstro e desviar disso é uma das missões dele ao longo dessa temporada. Algo que me faz crer em uma contenção de ânimos. Assim, alguém precisa manter vivo o ciclo de violência característico dos Mikaelson e encontraram isso em Freya. Apesar de irritante desde que a S4 começou, igual ao híbrido no passado, peço que mandem mais que tá pouco. Ela é a única que pode contrastar com a boa índole de Hayley e a treta entre ambas foi sensacional. Firmou o compasso moral da lealdade e dos fins justificam os meios.

 

Freya mostrou que tem habilidade em manter esse ciclo de violência girando. Além disso, que não tem medo de executar magia negra se assim for preciso. A bruxa mudou bastante desde sua misteriosa inserção e acreditei que ficaria de boa por ter Rebekah como alicerce e como exemplo. Agora, a personagem abraçou todas as dores para proteger sua família, atitude remetida sempre ao Elijah. Ao contrário desse Mikaelson que hesitava um pouco, que colocava na balança perdas e ganhos, a moça não tem um pingo de vergonha de cometer atrocidades. Vide Davina, em que a própria conseguiu persuadir geral para que seu plano de contingência entrasse em cena.

 

Freya tem uma pitada de cada um dos brothers, menos de Rebekah e de Finn. Ela bate na quina do assunto identidade também porque não tinha uma assinatura Mikaelson. O que a personagem representa agora é uma absorção do modo de operação dessa família, algo que lembra Marcel.

 

Por essas e outras que continuo a temê-la perto de Hope e tudo piorou quando ela disse aquelas asneiras para Hayley. Não é porque a infância dela foi destruída que a atual criança do bonde precisa passar pelo mesmo. Bruxas agem em compasso com suas emoções. Uma vez que a menininha se deixar corromper negativamente, isso refletirá em sua magia. Davina ensinou. Vincent ensinou. Dahlia e Esther também. Freya falou tanta porcaria que eu mesma queria botar aquela máscara usada por Keelin na face dessa cidadã. Quantos anos de carreira? Calma mana!

 

Freya tem apreço de estar no comando, muito diferente de Rebekah que viveu à sombra dos irmãos. Porém, o que a faz temerosa é o ímpeto e a falta de raciocínio que remetem ao Klaus. Ela age às cegas e isso é problemático – e rolou provas disso nos últimos episódios da season passada. Só sei que a personagem está na minha lista negra junto com Elijah. Com aquela conversa horrorosa e com os maus-tratos para cima de Keelin, a bruxa segue firme fora da minha zona de proteção. Apesar de estar amando essa danada em cena, a antipatia por suas atitudes são reais e certeiras.

 

Vale até dizer que esse distanciamento de Freya diante da ausência de etiqueta de como tratar as pessoas me fez pensar de novo em um embate com Vincent. Seria meu sonho? Sim, especialmente se ela perdesse. Se tem alguém que pode colocá-la em seu devido lugar, esse alguém é esse cidadão.

 

Porque Marcel precisa dar umas cintadas em Elijah. Quero essa treta como se deve também.

 

Resenha The Originals - Hayley

 

Assim como na semana passada, Hayley voltou a me irritar. Fiquei quietinha até dar amém ao papo de lealdade porque era isso que estava me tirando do eixo. Como assim ela virou mãe dos Mikaelson também? Estava apenas de olho para ver até onde essa postura/conversinha iria e seguiu firme no famigerado fora do tom. Parece que a moça não viveu nada do que Klaus provocou em sua vida. Ok, uma vida sem rancor é uma das melhores coisas, mas não forcem a barra ao dizer que está tudo bem nesse dito comportamento de que tudo vale pelos Mikaelson. Ainda mais ela que se ferrou à beça. Nem digo pelo Jackson, mas por toda a maldição que a impediu de estar com Hope.

 

Podem ter se passado cinco anos, mas o nível do sofrimento de Hayley acarretado por Klaus é algo que não se perdoa facilmente. Nem se esquece. É um tanto irreal.

 

Hayley pode ser híbrida, mas suas origens vêm da licantropia. Ela é team lobisomem, não interessa se vive entre uma alcateia ou não. Todo mundo tem direito de escolha, e a personagem escolheu os Mikaelson. Ok, mas a atitude de acompanhar o que ocorria com Keelin um tanto de boa é o mesmo que manchar a storyline dessa moça. Inclusive, é indicar que nada do que ela passou nas mãos desse squad foi relevante. É anular seu sofrimento anterior. Sei que sua postura é para proteger Hope e para dar chance ao Klaus de ter contato com a filha, mas o Always e Forever não cabe a little wolf.

 

Elijah prestou para alguma coisa e contestou sua própria afirmação. Quando ela foi considerada uma Mikaelson no início do episódio, fui atrás de alguém para iniciar meu próprio ciclo de violência. Essa mulher não pertence ao squad, especialmente porque sempre foi um tanto superior a cada um dos irmãos e ao universo que os cerca. Ele dizer o que disse e a moça acenar positivamente me fez revirar os olhos. Perguntei-me se a little wolf tinha batido com a cabeça.

 

Além de tudo que citei aí em cima, a afirmação de ser uma Mikaelson também cospe em cima da tumba de Cami e de Davina. Ah, mas foram fatalidades! Fatalidades uma ova porque essas moças foram alicerces primordiais da lobita. Principalmente quando Marshall estava deslocada e com conflito de lealdade por motivos de Hope. Por vários instantes, percebi um pouco da tentativa de torná-la um alicerce de Freya, o que seria uma morte terrível porque não há o menor cabimento. Ambas são contrastes e ficam ótimas como frenemies. Enfim, Hayley é maravilhosa e sempre mostrou que é possível ser leal sem o rótulo de um grupo. É o que faz essa personagem.

 

Daí, para empurrar esse pertencimento, temos o romance com Elijah. Só que ela ainda tem muito mais que ele na vida e não deve ser resumida a isso. Hayley o ama, ótimo, mas não precisa inseri-la e botá-la no mesmo posto que os Mikaelson por intermédio dessa isca. Além disso, pelo fato de que a mesma fez o que tinha que fazer para acordar a turma. Tais aspectos não a tornam parte do squad. Meramente porque não há caráter lá e Marshall tem caráter ao ponto de correr e resgatar isso ao libertar Keelin. Triste é que a moça pediu opinião do mozão sendo que podia fazer e pronto.

 

Forçar Hayley nesse grupo me lembrou Marcel. Ele nunca pertenceu ao mundo Mikaelson e é muito fácil prever que, na menor chance, little wolf será enxotada. Ainda mais agora que Freya foi consternada e interrompida em seus planos pela própria. Não duvido que a bruxa carregue isso ao longo da jornada e use contra a cunhadinha na menor oportunidade. Afinal, Hope é o que importa. Outra serumaninha que acabou tachada de Mikaelson e isso ardeu em meu coração.

 

Entendo que a little wolf fez o que teve que fazer para salvar a família. Ela fez uma promessa, mas tentar colocar todos os seus atos como ponto de proximidade dessa turma não fez sentido.

 

O bacana desse atrito entre Freya e Hayley é que criou animosidade. Penso que dá para se esperar alguma coisa boa já que ambas diferem em objetivos. Além disso, o confrontamento espirrou a questão da lealdade que as move por impulsos diferentes. Enquanto a bruxa não hesita em torturar e não desistiu de ir atrás de Keelin, mesmo sob aviso de Elijah, a lobita ainda tem um ponto de reflexão que, de certa forma, mantém as coisas no lugar. Quero tretas!

 

Resenha The Originals - Klaus e Hope

 

Não posso sair sem comentar algo sobre menino Klaus. Adorável as cenas com menina Hope. Deu até para acreditar que ele será bom e querido, mas tudo pode mudar. O cidadão rendeu boas risadas ao ser negado de primeira pela filha e depois arrancou suspirinhos ao ser aceito em sua companhia. Instantes curtos, mas intensos à sua maneira. Meramente porque é um ponto de transição desse personagem e o termômetro será o fato dele conseguir ou não se manter fora do ciclo de violência. Pensamento que acena demais para o início da relação do híbrido com Marcel.

 

Fato é que Klaus sempre acha que alguma coisa o salvará e basta ser negado que o bicho vira o Satanás. Contudo, podemos pensar que se o ambiente é capaz de criar mudanças drásticas, o mesmo vale para as circunstâncias. O híbrido cresceu sendo perseguido por um pai abusivo e que queria matá-lo, o que não serve de referência para quem possivelmente quer ser melhor para Hope. De quebra, há as circunstâncias que o fizeram adotar Marcel e que não eram boas. Tratava-se ainda de um clima de fuga e de violência que o garoto não compreendia. Sem contar que a lealdade dos irmãos estava no auge, no fervo do questionamento, o que fortaleceu relações tóxicas.

 

Com Hope, a página está em branco e o clima está fresco. Cincos anos amenizaram o drama dos Mikaelson e isso não deixa de ser um ponto bastante positivo para o que intentam entre Klaus e a filha. Ele falhou miseravelmente com Marcel e eis aqui a chance de superação. O ciclo de violência dos Mikaelson é fortíssimo, criou marcas tão traumatizantes ao ponto de serem ressaltadas nesse episódio quando Rebekah praticamente pede autorização para ir embora. Agora, o híbrido vem sem esse artifício de controle e com o peso das perdas, como Cami, que pode ser que o transformaram.

 

Mikael e Marcel marcaram a vida de Klaus de um jeito a não dar parâmetro de como ser bom. Marcel ainda empurrou essa nuance, mas o ciúme dos Mikaelson também se fez presente. Nesses arcos, o híbrido só conhecia dois tipos de demonstração de afeto: empalar e matar. Quando Hope diz que o paizão combateu monstros, me restou rir.  A bichinha toda iludida!

 

O ciclo de violência é o alimento dessa família. É o que a fez uma grande sobrevivente. Somado a isso, a cólera de Klaus que com certeza eclodirá em algum momento. Será que Hope verá?

 

Esse encontro pai e filha mostrou que Klaus quer ser bom, mas temos que voltar a questão das circunstâncias. Nesse episódio, tudo estava propício para ele ser esse tipo de pessoa calma, interessada, curiosa e afável. Características que sempre existiram com ele, vide S3 de TVD, mais precisamente no decorrer do início de Klaroline. Porém, essas características morrem assim que outro ciclo de violência se inicia. Algo que se iniciou assim que Vincent intimou a presença de Hope no Quarter. Um lugar que mesmo sem a presença dessa família segue nem um pouco confiável.

 

O grito que eu dei

 

Resenha The Originals - Eva e Vincent

 

O ciclo de violência de Klaus se tornou aula dada e facilmente absorvível. Marcel provou tal aprendizado ao sufocar e ao matar as bruxas do Quarter. Efeito rebote que atraiu no passado um Vincent que buscou auxílio aonde não devia para derrubar quem agora é seu parceiro.

 

O grito que eu dei foi a melhor forma que encontrei para me expressar com relação à mitologia dessa temporada de The Originals. Resgatar Eva e a S1 dessa série me fez feliz demais da conta. De quebra, só aumentou minha impressão de finalização. E, se querem saber, acho que esse seria um ótimo timing. Resgataram o passado para respaldar o presente e, por enquanto, foi excelente. Meramente porque não há foco nos Mikaelson, algo que estava chato e repetitivo. Isso cheira a revés, a dita mudança de narrativa citada por Cami, mas não depositarei todas minhas esperanças.

 

A introdução da mitologia aumentou a curiosidade sobre o que vem aí e o lamento de termos uma temporada curta. Uma storyline monstra dessas precisa de amor e de cuidado porque muita coisa pode se perder no processo. Além disso, render na famosa finalização meia-boca que The Originals é craque. Tenho a impressão que o tamanho desse plot não será bem aproveitado e deveria uma vez que não se volta no tempo, rumo ao encontro de Sophie Deveraux, para entregar um trabalho mais ou menos. Você não me trolla o início do plot dos covens que vem desde o piloto backdoor.

 

Enquanto os Mikaelson viviam sua vida doméstica, lá estava Vincent cutucando as vísceras de The Originals. Acompanhar esse retrocesso, um retrocesso imposto de um jeito diferente, com direito a narrativa de background que rebateu no presente, foi arrepiante. A amarração que fizeram da época que Marcel era o rei de ferro, que as bruxas andavam espremidas, que Sophie era uma voz clandestina, me deixou speechless. A forma como costuraram o impacto de Marcel no passado, a importância dos covens, especialmente do Tremé, com a mitologia fez valer o episódio todinho.

 

Foi uma montagem de paralelo em cima de paralelo, e o retrato é de pura ironia. O velho ditado de que a história sempre dá um jeito de se repetir. Principalmente diante da ironia de que Marcel voltou a ser o rei de ferro, mas unicamente para os Mikaelson. O Quarter agora lida bem com a magia, resta saber até quando. Afinal, Vincent pode ser tomado por essa energia maligna e o tabuleiro de aliados será movido de novo. Só vi ironias, especialmente do quanto esse plot afeta Klaus em seu posto zero. De novo ele está seguro, mas lá vai alguma coisa tirá-lo da zona de conforto.

 

O mais legal ainda é que amarraram o falecido Strix também. Justamente no point em que outro coven fez rituais que culminaram no fim da sire line de Klaus. Mas nada melhor que amarrar Eva e sua obsessão por crianças, respaldando porque elas são as vítimas da vez. A história de Vincent não terminou e saber que há reflexo do passado com o peso do jardim de infância me deixou a espera. Aumentou um pouco a impressão de que essa season tem tudo para ser diferente e promissora.

 

Essa mitologia pareceu fechadinha na introdução, mas deixou várias pontas soltas. Quando Vincent será possuído? Como ele escreveu o caderno e não lembra? O que essa mesma energia maligna quer com as crianças? E por que aderir aliados sendo que o bruxão em questão ainda é foco de desejo?

 

Concluindo

 

Resenha The Originals - ritual

 

Esse episódio de The Originals foi frente e verso. Passado e presente que encontrarão seu novo ponto de confronto com o retorno dos Mikaelson ao Quarter. O bacana é que, dessa vez, a história não foi criada em algum nó tenso da vida dessa família. Outro personagem é responsável, sinalizando e reforçando a folga que esse squad conquistou depois de cinco anos. Quero muito ver os efeitos disso. E, claro, saber quem colocou a escova de Hope no ritual.

 

Da mesma forma que ri da polícia no Quarter, confesso que ri também do papo de controlar Marcel por intermédio da medicina. Gente? Só não critico mais porque TVD passou por esse ramo científico e flopou miseravelmente. Pessoalmente, acho que essa investida destoará um pouco a importância da magia ao redor de Hope. Sinto cheiro de história desnecessária que acabará em morte gratuita. Mas vamos aguardar!

 

Conversa séria: será que Hope será sua própria defesa? Pode ser, pois a menina se mostrou bem tranquila e à vontade em usar sua própria magia. Isso desde bebezinha, salvando a pele de Cami porque assim quis. Enfim, com esse retorno dá até para temer por Hayley porque Sofya só sabe perguntar dela. Como a alma do Strix ainda sonda essa temporada, tudo pode acontecer.

Stefs
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