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18/abr

Devo ser honesta e dizer que gostei mais desse episódio de The Originals em comparação ao anterior – que estava em uma corrida de Fórmula 1. Com poucos personagens em cena, a trama ficou mais prazerosa de acompanhar. Deu para degustar a mitologia um pouco mais e isso foi deveras importante porque o foco da vez foi mostrar como The Hollow age assim que possui uma pessoa. Por Klaus e Marcel terem sido os escolhidos, imaginei que haveria aquela grande lavagem de roupa suja, mas nada rolou. Detalhe que fez o transcorrer de tudo dentro dos conformes e o resultado final um tantinho chateante. Não que quisesse morte, mas o que ganhou uma pegada um tanto complexa terminou simples. Se foi de propósito ou não, fato é que me vi rememorando os fins da S2. Imaginem se fosse season finale? Juro que não começaria essa resenha um tanto satisfeita.

 

Flashbacks são sempre muito bem-vindos em The Originals e dessa vez não foi diferente. Com esse pequeno insight de Klaus que nos fez relembrar (com saudosismo) da figura abusiva de Mikael, a trama logo mostrou seu intento. No caso, explorar um pouco The Hollow que estava firme e forte dentro do híbrido e do seu pupilo chamado Marcel. Uma entrega que descartou na caruda a ideia de que o cliffhanger da semana passada era um sonho de Hope, o que deu a entender que demoraríamos um pouco mais para saber como essa energia maligna se manifesta. Nada como poucos episódios para a galera dar uma pisada no acelerador – e dessa vez foram pisando no freio.

 

A estendida na história do The Hollow cobriu vários pontos do episódio e isso só seria possível com poucos personagens em cena. De quebra, houve muitas emoções na trama, tanto boas quanto ruins, como Klaus sendo testado pela lembrança de Mikael. Relembramos do quanto o híbrido sofreu demais na mão do pai, o que não anula o que o próprio híbrido fez também no passado, e o quanto esse personagem não perdeu o jogo de cintura mesmo depois de 5 anos de cativeiro. Ele se mostrou firme e forte para não se deixar cair. Nada como dar aquela cutucadinha no orgulho, sempre infalível, mas que… Falhou. Imaginei que o cidadão cederia mais rápido porque Hope se embrenhou como calcanhar de Aquiles, mas não é que o garoto foi relutante até o fim?

 

Essa tentação de matar Marcel cai no citado ciclo de violência que Klaus quer muito evitar – e segue convicto em não provocar. A lembrança de Mikael citou Hope várias vezes, a serumaninha que esse Mikaelson não quer magoar. Foi por ela que ele segurou seus instintos a fim de não quebrar a dita promessa de que seus tempos de monstrinho ficaram para trás. Todas as suas defensivas vieram em nome da filha, o que mostrou que houve sim um ponto de mudança. Vê-lo relutar em não matar o pupilo é muita coisa para quem nunca deixou de se botar em primeiro lugar. O híbrido até hesitou em levar a adaga feita por Freya e só foi para cima quando não havia mais opção. Milagres!

 

Resenha The Originals - Klaus

 

Klaus também se mantém de cabeça um tanto feita sobre não querer ser brutal e drástico. Em um passado não tão distante, o tempo que ele enrolou a lembrança/alucinação de Mikael seria equivalente a bolar um plano com os irmãos para sair vitorioso. Mas houve diferença. Ele assumiu tudo sozinho e sem ter um plano. Nem tudo foi perfeito porque o personagem voltou a matar, mesmo sem querer, e a cara dele foi impagável. Vê-lo tremer com a ideia de que tinha matado Freya rendeu um ótimo estopim de realização de que não há interesse em agir daquela maneira de novo.

 

Mas até quando?

 

A incorporação de The Hollow serviu apenas para mostrar que Klaus mudou. O quanto? Ainda não sabemos. Contudo, o personagem aprendeu sobre ser capaz de tomar decisões sem se deixar levar pelas suas emoções e pelo seu ego. Ele está diferente sim, há suavidade, e o sucesso veio ao resistir a influência dessa energia maligna. Surpresa fiquei porque estava no aguardo do híbrido versão sanguinolenta. Certos hábitos nunca morrem, certo? O mesmo vale para costumes.

 

Não sei por quanto tempo segurarão esse personagem em um estado de ânimos contidos, mas foi bastante interessante vê-lo fugir do mais do mesmo. Diante de Marcel, era de se esperar aquela leva de ofensas e aquela repetição de “você é assim porque não te dei amor” – e ninguém é mais obrigado a ouvir a mesma lorota. Também aguardei o instante em que o veria agir irracionalmente em nome de si mesmo. Hope exercendo vários milagrinhos em cima de um Mikaelson que precisava abaixar a bola. Essa de tudo posso e aconteço empacava demais o desenvolvimento desse cidadão.

 

De quebra, amarraram com o ponto de vista de Marcel e sua experiência com a mesma força maligna. Não rendeu o mesmo caldo do que aconteceu com Klaus porque Klaus era o foco nesse viés da trama. No caso do rei do Quarter, ele serviu unicamente de salto para instalar Sofya como uma segunda forma de ameaça. Desconfiar dela até que fez bem, verdade seja dita.

 

Sofya não soa como uma ameaça contra Marcel. Algo que pode mudar pelo que já sabemos: se ele assumir o lado dos Mikaelson, o que não duvido que ocorra futuramente. Até que demorou para aparecer alguém com bronca dessa família porque estava confortável só The Hollow como intriga. Empreitada que não estava achando ruim. Afinal, cansativo o ciclo inimigos brotam do nada e querem vingança contra os irmãos – mais precisamente Klaus. Done dessa storyline!

 

Pelo visto, a moça manja da facção bruxa que continua a alimentar The Hollow. O que é discrepante porque ela mesma deu toques ao Marcel sobre a existência de algum dito coven rebelde. Em contrapartida, ela me pareceu mais honesta nesse episódio quanto ao que sente pelo rei do Quarter. De qualquer forma, espero que suas intenções tenham sentido. A personagem tem presença em cena, consegue transitar bem entre sangue nos olhos e vulnerabilidade, o que acho ótimo.

 

Resenha The Originals - Marcel

 

Falando no rei do Quarter, o jovem não fez muito a não ser demonstrar preocupação. O que também considerei genuíno. Vamos combinar que não é todo dia que alguém quer cancelar combate contra Klaus. Sentimento compartilhado com o próprio híbrido que não queria estapear seu pupilo. É bizarro ver tanto ele quanto Sofya com um pé atrás sobre as próximas medidas porque estava aí uma dupla que com um pouquinho mais de irritação passaria dos limites também. The Hollow saiu de cena enraivecido porque esse povo estava sereno demais para comprar briga gratuita. Risos.

 

Nessa de ter que entregar um sacrifício, que na verdade se tratava de dois já que Klaus e Marcel são as criaturas mais poderosas do Quarter no momento, mostrar piedade fez a diferença. Uma lição de casa para duas pessoas que continuam a se sondar e a tagarelar ameaças/injúrias. Controle pode ter sido fácil para Gerard que, apesar das falcatruas, tende a raciocinar um pouco mais em comparação ao Mikaelson. Porém, quem surpreendeu foi o híbrido, o dono do temperamento impulsivo que não se deixou levar pelo calor do momento. Pareceu que sim, mas lá foi ele mostrar o oposto.

 

Apesar da paquera em enfiar ou não a adaga em seu pupilo, Klaus foi mais forte. Porém, ambos podem ter cedido para não alimentar esse conflito, mas entregaram a liga maldita que ainda os faz se importar um com o outro. E é onde mora a ruína porque essa conexão não é sadia.

 

É aí que esperava uma lavagem de roupa suja porque ambos estão repetindo o mesmo disco de ofensas e de lembretes. Contudo, o foco era essa dita mudança pessoal de Klaus. Mudou, mas não o bastante. E nem devem meter o “bastante” porque, como disse várias vezes por aqui, seria crime aniquilar totalmente o lado da personalidade que o torna esse ser que provoca amor e ódio. Tudo bem deixá-lo mais suave, mas tem que manter a lábia afiada. Um combo que rolou nesse episódio e que alimentou a pergunta sobre em qual momento esse cidadão perderia/perderá a maldita cabeça.

 

Fato é que: quanto mais Klaus tem seus botões apertados, mais ele quer se provar. Aguardei essa prova, mesmo consciente de que Marcel tinha mais chance de quebrar o pescoço do mentor. No fim, ninguém provou nada e só vi navios.

 

Klaus se saiu como winner sem ser brutal. Foi um jeito deveras limpo considerando a pessoa a quem me refiro. What a choque. Sempre disse que esse Mikaelson precisava de uma suavizada. Ele é o pico dos Mikaelson, ou seja, se ele consegue ser um pouco mais leve, os irmãos seguem o fluxo e vice-versa. Essa temporada nem está na metade, mas já dá para sentir as alterações nos personagens em influência do irritadinho mor.

 

O interessante é que se mantém a troca de sapatos entre Klaus e Elijah. Afinal, alguém precisa relembrar aos inimigos quem é essa família e que com ela não se brinca. Sem medo do que pode perder no final do dia. E esse alguém agora é Elijah. Eu crente que seria Freya porque está aí outra parente que não tem nada a perder. Ao contrário do híbrido que tem Hope.

 

Klaus quer se dar bem com Hope, quer esquecer seu passado de terror e não intenta iniciar outro ciclo de violência. Esse é o combo de promessa para o personagem nessa temporada. Por enquanto, ele segue aprovado nessa missão de mostrar que mudou e sigo me perguntando até quando.

 

Embora tenha sido muito bom acompanhar mestre e pupilo refletindo e buscando saídas, o combate entre ambos ficou aquém do esperado. Para duas pessoas que ainda ruminam raiva um do outro, vê-los abaixar a bola tão rápido me deixou com um tremendo ponto de interrogação na testa. Deve ser devido ao costume de sempre haver guerra e quando a bandeira branca se ergue é fácil desacreditar. Uma vez no mesmo ambiente, imaginei que mais nhaca por metro quadrado seria dita/aconteceria. Como também um duelo sem precedentes. Para uma grande Besta, Marcel se saiu como uma mini-besta porque eita corpo mole. Já Klaus, em sua serenidade, aqueceu as turbinas e confesso que estava esperando o próprio terminar mordido.

 

Apesar do fim um pouco fora do tom por motivos de Freya, firmar que ainda há sentimento entre Klaus e Marcel é o mesmo que declarar que nem tudo está perdido. Gerard foi colocado no tapetinho da disciplina meramente pela falsa segurança – igual ocorreu com o Mikaelson. Uma vez com o sangue da Besta jorrado, temos uma nova forma de carvalho branco, o que torna o papel do atual rei do Quarter completamente dispensável. Inclusive, não mais temido, só que ninguém ficará sabendo. Tendo uma arma como objeto, quem precisa dele?

 

Agora, imaginem só de que lado Marcel ficará uma vez que os Mikaelson voltarem a ser o foco da treta? O lado bom de agora é que estão conseguindo manejar a história direitinho sem precisar – ainda – de grande derrame de sangue. Estou amando esse singelo autocontrole.

 

Os outros plots

 

Resenha The Originals - Hayley

 

Quero agradecer aos envolvidos por finalmente tirarem Hayley dos Mikaelson. A personagem tem história, esquecida no churrasco de The Vampire Diaries, e antes tarde do que nunca a fizeram refletir sobre suas reais origens. Aí estava a little wolf que gosto demais da conta, fora da contaminação tóxica do pensamento Mikaelson. Está certo que não curti o fato de ser um subplot, mas melhor isso do que nada. Pelo menos, o novo viés na história de Marshall tem tudo para dar mais peso a esse papo de The Hollow. Uma conexão que por enquanto fez sentido.

 

O background de Hayley sempre careceu de aprofundamento, algo que deveria ter transcorrido lá na S1. Essa é a chance de compensarem a personagem e a ideia da família dela ter sido assassinada por associação aos vampiros diz muita coisa do seu atual comportamento. Tudo bem que Hope é a motivação desse elo da little wolf com os Mikaelson, mas o resgate dos Labonair e o recordar de que ela é uma Crescente abrem margem para reflexão e para escolha de lados. The Originals segue firme sendo segregado e algo me diz que The Hollow saiu de cena frustrado porque não conseguiu o que queria de Marcel e de Klaus. Aonde pode ser o novo tiro? A princesa e a princesinha do Quarter.

 

Um dos pontos maravilhosos foi Hayley dizer que é uma Labonair e que precisa pensar como tal. Obrigada de novo aos envolvidos porque não estava dando vê-la sendo engolida, muito que brevemente, pelo ideário de séculos dos Mikaelson. Ter a ideia de Crescentes nesse dito culto, sacrificando crianças, torna tudo um pouco mais interessante. Ainda me pergunto aonde está esse ódio por Marcel porque da mesma forma que surgiu do nada, morreu com menina Lara.

 

Sobre Freya, senti que tentariam algo com Keelin na semana passada, mas preferi aguardar para ver. Gostei da interação das duas, especialmente porque explorou um pouco o lado sensível da bruxa. Outra que também seguiu ceguíssima com essa de Always and Forever e não dá. Todas as mulheres fazem os maiores sacrifícios pelos machos Mikaelson e não aturo mais esse negócio.

 

Vê-la mais transparente, consciente das nhacas que faz e deixa de fazer pela família, me fez feliz. Estava crente que Freya já era caso sem solução e que teríamos uma vilã de segundo plano. Bem… Tudo pode mudar porque a personagem mostrou de novo que tem uma baita disposição mágica.

 

Agora, precisamos falar do benefício de um salto no tempo. Da onde veio essa adaga contra Marcel? Cadê a pesquisa científica? Eu ri demais, fatos reais. O importante é que a arma existe e seguirei no mesmo norte de pensamento da última temporada de TVD: deixar a montanha-russa me levar. Afinal, foi ainda pior Freya e o pepeô para cima de The Hollow que deslizou sabe-se lá pra onde.

 

Concluindo

 

Resenha The Originals - Sofya

 

As alucinações acarretadas por The Hollow fisgaram e salvaram o episódio. Esse cenário de possível guerra armou várias pequenas histórias e resgatou alguns detalhes no intuito de fortalecer mais e mais o conflito central. Como relembrar que Marcel é a Besta e, com isso, um novo estilo de arma contra os Mikaelson. Além disso, fortalecem essa outra faceta de Elijah e sigo achando meio babaca, mas tudo bem, deixou de ser boca aberta.

 

O episódio fez de uma ameaça outra ameaça, mostrando um bom senso de continuidade. Sofya mostrou que quer se vingar dos Mikaelson e que agora será responsável por essa dita nova arma que pode botar essa família para dormir. Isso quer dizer que as mortes começarão? Capaz!

 

Confesso que gostei da reviravolta dessa personagem porque foi tudo muito lindo nesse episódio. Alguma coisa tinha que dar errado e aquele Dominic cheirou mal no primeiro close. Comentei na semana passada que precisava de alguém para puxar esse bonde e eis a moça. Pode não ser ela diretamente moldando The Hollow, assunto que ainda deve respostas e penso que isso será de responsabilidade de Hayley. Mas é com Sofya que retornamos a meta de matar os Mikaelson.

 

Fato é que esse episódio ofereceu uma melhor absorção do conflito. O roteiro estava bem compassado. Responderam o que transcorreu na semana passada, mas nem tudo foi assim uma novidade. Era óbvio que o terror de Klaus seria Mikael e era óbvio que os dilemas de Marcel envolveriam ou o híbrido ou os Mikaelson no geral. Apesar disso, foi interessante acompanhar as alucinações. Artifícios que deixaram a trama envolvente e curiosa sobre o que ocorreria a seguir.

 

Seguimos com mais um dia sem banho de sangue. Esperando o momento que Hope será o alvo da vez porque aí sim vai ter riot.

 

The Originals retorna no dia 28 de abril.

Stefs
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