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12/abr

Parece que aconteceu muita coisa nesse episódio de The Originals, mas continuam firmes em dar atenção a um tópico por vez. Agora, a atenção foi direcionada para o aprofundamento da mitologia dessa temporada e não sei ainda o que dizer. Afinal, sou dessas que precisa ver a manifestação da coisa toda. Inclusive, preciso manter a defensiva porque parece que chegou aquele momento que ou os personagens mudam de vez ou voltam para o mais do mesmo dos anos anteriores. Aka Klaus.

 

Até aqui, tínhamos poucos detalhes sobre esse início de pesadelo bruxesco. Porém, abraçamos uma única certeza: o problema está em Vincent. Ou não, já que esse episódio criou um certo distanciamento desse personagem e nos deu o que efetivamente parece o pontapé real desse ciclo. Instauraram um vilão invisível, representado pela luz azul que não pode ser contemplada, e tudo que encucou foi a lacuna sobre quem teria reiniciado esse ritual de sacrifício. Embora seja uma energia que se alimenta ano a ano desde a primeira aparição, que remete a S1, não seria nada estranho se preenchessem essa dita lacuna com alguém importante no Quarter.

 

Tenso é que não tem mais ninguém relevante no cerne de The Originals, o que girou a roleta para o Bayou. Se há bruxas nessa história, nada mais sensato que incluir lobisomens. As alcateias também sofreram no passado com o punho de aço de Marcel – e não sei se gosto do súbito retorno dessa repulsa de geral pelo atual rei do Quarter. Fato é que os desdobramentos me fizeram questionar quem teria iniciado o ritual de sacrifício, pois só alguém próximo teria recolhido algo de Hope. Ao menos, é o que considero lógico, pois necessário ter algum elemento surpresa nessa season.

 

Sem contar que é duvidoso uma facção agir sozinha. Como se tivesse acabado de acordar e decidido causar depois de 5 anos de paz – mais o tempo depois de Eva. Pensei até no falecido Strix, que poderia ter certa influência já que é consideralmente mencionado nessa temporada. Contudo, nos deram Lara como dita responsável. Isso mexe um pouco com a linha temporal da série no âmbito “todos odeiam Marcel”. Não faz – ainda – sentido repetir o mesmo ranço, pois, male, male, o cara mudou. Não foi uma mudança impressionante, mas, embora rígido, não é o mala da S1.

 

Há também a verdade de que Vincent está entre nós há quatro anos e penso que não demorariam tanto tempo para um payback. O mesmo vale para o interesse sobre Hope, criança que poderia ter sido usada muito antes. Sigo com a impressão de que há alguém maior girando esse tabuleiro, mesmo que essa energia azulada, aparentemente, tenha vida própria. Por enquanto, tudo permanece intrigante porque é tudo invisível a tangível. Não há muito no que se agarrar ainda.

 

Além de aprofundar a força maligna da vez, o episódio foi de reconexões. O mal comum reuniu os que ainda restam no Quarter e basicamente rolou um teste de aliança e de comportamento. Obviamente que esse teste valeu apenas para os Mikaelson que, apesar de terem sido expulsos, sempre passam dos limites na menor chance. Não seria nada espantoso ver medidas e intenções baixas da parte dos Originais para passar por cima de Marcel. O jargão agora é: tudo por Hope.

 

E quando essa vampirada tem foco obsessivo, ninguém segura. Seria a praxe e foi um milagre nada disso acontecer. Só rolou uma matança diante do ritual, normal, e o motivo era justo (salvar as crianças). Seria anormal se Klaus e Cia. assistissem tudo assoviando.

 

Foi interessante ver Elijah e Klaus bastante contidos. Klaus principalmente porque esse senhor se manteve junto ao leito de Hope até chegar o seu momento. Isso que chamo de grande mudança. Além disso, foi importante Marcel e Vincent deixar as regras claras. A partir disso, foi possível imaginar quando as mesmas seriam quebradas, pois os Mikaelson não conseguem desviar do modo de operação que os consagrou. Aguardei para ver as atitudes de todos os anos, que se tornaram enjoativas, mas o povo centrou no objetivo. Vincent sendo respeitado foi aquele evento do ano.

 

Resenha The Originals - Klaus e Marcel

 

No fim, e para “desespero” de quem vive no Quarter, o que parecia ser uma medida temporária para salvar Hope se tornou permanente. A luz azul estava muito bem engatilhada e atirou em Marcel e em Klaus de uma vez só. Uma junção que combina com o que a temporada tem demonstrado ser seu intento, ou seja, explorar esse vínculo problemático. Uma relação que só tem discussão e cutucão, e nenhum veredito. Cinco anos de exílio do híbrido serviram de lembrete para uma relação fracassada e tóxica, que rebate no tipo de envolvimento que o Original quer com Hope. Que não é esse.

 

Com esse papo de mudar a narrativa do ciclo de violência, penso que será interessante esse Mikaelson se desvirtuar do seu propósito graças ao The Hollow. De quebra, rasgar o peito para resolver as diferenças a força diante do seu pupilo. Agora, me parece não haver desculpa.

 

Embora Marcel seja uma inserção interessante nesse plot, justamente por ser a Besta para se criar, aparentemente, uma Besta maior, Klaus tem tudo para ser o grande personagem dessa season. E quando digo “grande” me refiro a fugir da mesmice dos anos anteriores. Agora, ele não quer estourar à toa e, provavelmente, estourará por estar “possuído”. A única coisa genuína que esse cidadão desejou possivelmente será tomado e estou interessada. Principalmente quando penso em Hope e no quanto ela será impactada – e isso me dá medo porque amam romantizar esse moço.

 

Parece que prometem jogo de caráter também, um confronto sobre o posicionamento do híbrido em proteger Hope da sua verdade. Uma verdade que reconta seu lado monstruoso. Ele quer mudar, está aberto a isso, pensamento que segue firme e forte, vide comentário dele em temer que a filha descubra que matara várias bruxas. Se o sonho da pequena for realidade, o paizão perderá o senso devido a uma energia que visa sacrifício – e algo mais que não sabemos.

 

A aliança entre Marcel e Klaus será claramente do avesso e já é de se esperar que role arrependimento pelas atrocidades que podem ser cometidas. Certas coisas nunca mudam, mas é o que se paga com The Originals. Ou, quem sabe, o citado aprendizado, pois ambos não fogem tanto do mesmo fermento, da mesma discussão e exausta. Penso que está mais do que na hora de ampliar esse diálogo e tratar as feridas mais profundas. Tudo que ambos fazem é sondar a superfície porque não conseguem se machucar e machucar ao outro no processo.

 

Resenha The Originals - Elijah

 

Não deixa de ser uma batalha difícil e é para isso que temos Elijah (ou não). Aquele que pode mudar do jeito mais complexo, considerando os níveis de The Originals. Uma evolução empurrada a força também, sem auxílio do sobrenatural para lhe dar um pouco de juízo (porque parece que esses irmãos só funcionam desse jeito). Ficou meio provado que o personagem não tem o menor interesse de interromper o ciclo de violência e isso me deixa de testa quente. Vê-lo considerar matar uma criança em nome da família embrulhou meu estômago. Depois da linha TVD e de quase 4 anos de TO, não dá mais para engolir esse tipo de caracterização.

 

O que dá um pouco de luz vem do 4×03 em que se pode presumir que o ciclo de violência preenche sua vida vazia. Elijah orquestrava as fugas para manter Klaus vivo e foi só isso que ele aprendeu. É um piloto automático que Hayley fez o favor de chamar a atenção. Obrigada!

 

Vincent e Elijah renderam uma interação interessante e que também aguardei ruir. De um lado, o protetor de Davina (que nem devo chamar de protetor porque o bruxo deu umas sabotadas contra a garota) e do outro o assassino de Davina. Codinome tragédia, mas duas mentes inteligentes e focadas no que interessa tendem a funcionar. Bizarramente funcionou porque estava aí a chance de se quebrar várias regras. O Mikaelson, que ultimamente circula sem cinto de segurança, até que se comportou – mas continuo de cara com vossa alteza.

 

E o peso maior dessa interação foi justamente a discussão do ciclo de violência. Vincent pensava em contingência enquanto Elijah já queria matar quem fosse. Atitude do Mikaelson que, diante do ritual, rebateu em Klaus e em Marcel que não hesitaram nem um pouco em atacar. Adeus, Will!

 

Ambos trabalharam nesse papo de reconexão e entregaram um episódio deveras intrigante. Tanto em ação quanto em comportamento porque era fato que eu esperava uma apunhalada da parte de Elijah. Contudo, um tapou o Sol com a peneira e o outro seguiu ordens das quais não lhe apeteciam. Foi lindo de assistir, afinal, quem não gosta de ver diferenças de lado? Vincent e ele mostraram que ainda há certa possibilidade dos Mikaelson trabalharem junto aos moradores do Quarter. Resta saber até quando visto que Marcel e Klaus não estarão em seus juízos normais no 4×05.

 

De quebra, a interação entre bruxo e vampiro mostrou certa maturidade no quesito confiar. Davina é um ponto de conflito entre esses dois e esses dois conseguiram ultrapassar esse evento. Ambos possuem suas lealdades, mas, na hora do vamos ver, tem que acreditar e torcer que sua parceria de missão não dê para trás e tire tudo do eixo. Algo que transcorreu com um insano sucesso.

 

O que se aprendeu é: enquanto essa família não parar de alimentar o ciclo de violência, não tem como ser parceiro/a. Inclusive, engolir cada fala dita motivadora deles que acabam sempre nos fins justificam os meios. Os últimos episódios da temporada passada foram marcantes demais para simplesmente venerar essa família. Foi clima intenso de guerra, com certeza, mas o único favor que podiam dar a essa turma é uma maneirada nessa arrogância. Ainda mais de Elijah, que não deixa de ser meu favorito, mas precisa de um freio porque está sem limite e sem filtro. Já passou do ponto.

 

No fim de tudo, o que me incomodou no transcorrer desse mistério em forma de luz azul foi essa de tudo por Hope. Uma parte disso é ok por motivos de família, mas sabem quando repetem o mesmo discurso ao ponto de soar hipócrita? Foi como me senti e posso estar enganada, claro. Hayley voltou a me estressar com aquele textão pronto vindo da assessoria dos Mikaelson. Entendo a parte mãe, mas não consegui sentir a maternidade da little wolf durante a conversa com Lara. Pareceu-me mecânica. Intencionada em criar um drama psicológico porque é assim que Klaus e Cia. trabalham.

 

Apesar dos pesares, Hayley tem bastante confiança quanto ao ponto que pertence dentro dessa trama: ela mesma. Parafraseando Teen Wolf, a personagem é sua própria âncora. Contudo, a existência de Hope a mantém junto de uma família que pode render seu assassinato e que a deixa um tanto volúvel. A little wolf perde um pouco da sua personalidade nessa de agir como uma Mikaelson e não consigo ver nada de positivo nisso. Particularmente, me sinto um tanto ofendida pelo descaso dela com os lobisomens de maneira geral. Não precisa ser rainha de alcateias, mas tiraram o tato destinado a suas próprias origens. Algo que a moça sempre quis saber e pertencer.

 

Apesar de Marshall seguir um tanto irritante com esses textões verbais que não ornam em nada com sua trajetória, ela ainda é dona de si e isso é ótimo. Tem baita voz de autoridade entre os irmãos. Um milagre divino visto que Klaus domina Elijah e vice-versa. Nem Rebekah tem esse poder.

 

O único que valeu a pena ouvir no episódio foi Klaus e afirmar isso é milagre. Mas digo isso por motivos de Hope. Cenas lindinhas – mas daí entrou o Always and Forever e queria chamar a Supernanny. Você não impõe na criança uma frase de efeito que faz referência a um relacionamento familiar tóxico e abusivo. Os Mikaelson são muito romantizados, fatos reais, e fazer Hope acreditar nessa fantasia, sem saber o real histórico da sua linhagem, é falcatrua. Traz a visão de um futuro relacionamento nada promissor e nem dá para desejar que a menina descubra a verdade. Ela ainda é nova e tem essa ingenuidade que Hayley está corretíssima em preservar. Mas mentiras não perduram, a pequenina “viu” seu paizão possuído, e resta saber se haverá coração partido.

 

O que me faz lembrar de Freya e já não entendo mais essa personagem. O tanto que vão enrolar nessa de encontrar o meio medicinal para derrubar Marcel não é brincadeira. Cancela!

 

Imaginar que outro ciclo de violência foi iniciado, sem dedo dos Mikaelson, me deixou passada. Ainda mais quando o motivo não é tão diferente daquele que moveu Vincent no passado: derrubar Marcel. Fica o questionamento dessa mesma sede porque estou o próprio John Travolta.

 

Concluindo

 

Resenha The Originals - Vincent

 

Queria saber o real problema de Marcel ser rei do Quarter. Na S1, deu até para entender devido à mitologia das bruxas e dos lobisomens. Mas agora? Depois de 3 anos de quiques e de pontapés, as pessoas ainda o veem como o tipo de soberano que não respeita ninguém? Não sei, retomar essa razão para o The Hollow me parece um tanto discrepante. É como se o personagem não tivesse amadurecido em absolutamente nada – e ele amadureceu ou não protegeria Hayley ou Hope, especialmente da moça Sofya que segue firme me deixando desconfiada.

 

No mais, o intento do episódio foi reunir os personagens em um antro de batalha comum. Um teste para ver até onde cada um se respeitava. Embora Vincent e Elijah tenham representado a grande falsidade da semana, ambos foram ótimos em dissolver parte desse mistério. Ambos entregaram o início da treta e o que se aprendeu é que essa energia azul não pode ser contemplada, pois, uma vez dentro de si, usa de tudo de ruim para dominar a pessoa.

 

Soa-me como o inferno particular de The Vampire Diaries. Algo que me faz lembrar de Damon, aquele que não lidava (e seguiu sem lidar) com nada, mas conquistou passe livre dos roteiristas. O que remete ao Klaus e ao Marcel. Figuras que não lidam diretamente com nada do que os abalaram interpessoalmente no passado. Ambos fazem o tipão que precisa ser obrigado a fazer isso ou seguirão no looping. Como é The Originals, é possível esperar um pouco mais de qualidade.

 

Agora, eu queria muito saber se os lobos do Bayou só visavam Marcel porque não consegui engolir isso. Sacrificar crianças por causa de uma pessoa? Como disse, na S1 até fazia certo sentido porque o cara era um mala e dominava o Quarter com pulso firme.

 

Enfim, quero saber mais dessa facção de bruxos que deve ser a mesma que Sofya tentou alertar Marcel no início da temporada, quem comandou o sacrifício, quem colocou a escova de Hope no ritual e como Hope é parte importante que sente o que está rolando.

Stefs
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