Menu:
04/maio

A primeira coisa que pensei assim que esse episódio de Chicago Fire se encerrou foi naquela música brega de maravilhosa do McFly chamada Home is Where the Heart is. O lar foi o cerne dos acontecimentos dessa semana e Anna foi responsável em puxar o drama, somando um dia cinza para menino Severide. Mesmo que eu tenha vários adendos negativos sobre essa storyline (nunca que abaixaria a cabeça), entregaram um roteiro de bom tom e que rememorou o tópico de família.

 

Além do lar, houve um misto de esperança, de cuidado, de memórias e do terror de perder alguém. Anna pode ter sido o ponto drástico, mas nada disso impediu que a semana da seriezinha terminasse lindamente. Feliz ou infelizmente, não credito a mencionada personagem. Mas Ellie.

 

Com Ellie, havia Severide, o personagem que levou essa casa em forma de episódio nas costas. Uma junção que fez de uma Anna acamada apenas a sombra de iminente tragédia. E nem sinalizaria como tragédia pelo tempo da sua permanência em Chicago Fire. Todo caso, não tinha muito o que fazer com essa moça, então, tiveram que encontrar algum apoio para desbravar o emocional de Kelly. Conseguiram com sucesso por intermédio de um paralelo muito tocante com a senhorinha.

 

Essa senhorinha do amor contribuiu demais da conta para enriquecer uma storyline que começou sem graça e que poderia ter terminado ainda mais sem graça se não fosse o retorno do câncer. Ellie deu uma ótima desviada do foco que, provavelmente, teriam dado exclusivamente ao leito de Anna. Amém que isso não ocorreu! Por mais que eu seja team angústia, algumas coisas têm limite e usar de 40 minutos só no hospital seria de uma preguiça sem tamanho. O clima de relaxo estava propício nesse episódio meramente porque estamos perto do fim dessa temporada de Chicago Fire. Fatos reais!

 

Houve muitas oscilações nesse episódio, como o início vazio que deixou a impressão de que não aconteceria nada. Que esticariam até a última reviravolta que acabou por render a não surpreendente perda de Anna. Os chamados começaram a transcorrer rápidos demais, não teve tanta Gabby em cena, e isso alteou minha sobrancelha. Milagrosamente, os paralelos entre Ellie e Severide funcionaram, renderam emoção e carisma, e sustentaram o cerne da trama. Algo que não tem sido difícil para essa temporada. Afinal, temos os 5 primeiros episódios de exemplo de como usar os resgates em benefício do conflito da sinopse. Aqui ocorreu a mesma coisa e ficou ótimo!

 

 

Resenha Chicago Fire - Ellie

 

Não desmerecerei o papel de Anna porque a moça fortaleceu a interação inusitada entre Ellie e Severide. Ela deu um empurrão e esse instante rendeu histórias próximas que se saíram como pote de ouro desse episódio. A intenção curiosa abriu mais a narrativa que conduziu o Tenente na realização de que nem tudo é sobre a casa, mas sobre o que há dentro dela. Algo que não foi difícil adivinhar uma vez que essa senhorinha estava abraçada a um quadro durante o incêndio. Só faltava um quem e esse quem era o amado marido. E o quem de Kelly foi Anna, que se perdeu no processo.

 

A conversa entre Ellie e Severide também refletiu no ato de cultivar a história que passa a florescer dentro da casa. Ela cultivou anos e anos na companhia do marido e chegou perto de perder tudo no incêndio. Um tudo que simbolizou as memórias e as experiências da sua história. Severide, mesmo que não visse na hora, tentou dar mais vida para sua namorada após a primeira alta. Falhou e nem foi por culpa dele. Os roteiristas assim quiseram e repetiram o capítulo “Kelly e a morte”. Se renderá aprendizado? Uma ótima pergunta porque o 5×21 não me parece promissor para esse jovem.

 

Ellie foi a grande estrela do episódio, mas é inegável que Anna teve seu impacto. Um impacto suave porque, se não fosse pelo desenrolar do primeiro resgate, essa finalização não se sustentaria sozinha. Ela contou com a ajuda da moral da história da senhorinha e só assim prendeu a atenção.

 

Se não tivesse essa âncora, Anna seria só mais uma morte de personagem aleatório em Chicago. Sigo não sendo a maior fã dessa storyline, mas não nego que chorei à beça no final. Tudo fez sentido, não pela moça, mas pela mensagem. Foi um drama gostosinho que empurrou o se importar, mas não quer dizer que foi fácil de engolir. Mais pelos motivos técnicos da série porque o aspecto humano estava presente nesse episódio. Até a mudança de Brett deu liga ao main plot.

 

Por essas e outras que essa história dada ao Severide foi fraquíssima desde o início. Precisou de outro sustento para mantê-la fluindo, o que, felizmente, não foi de todo mal. Só que não houve aprofundamento e finalizou rápido. Daí, vamos culpar o salto temporal que, na menor chance, condena as Chicagos. Fiquei a ver navios quando o famigerado eu te amo veio à tona. Pareceu instaromance sim, independente do anúncio de dois dias depois – e alguns meses imprecisos que “alimentaram” esse relacionamento. Mesmo triste pela situação, o drama da personagem e a personagem em si foram parcamente desenvolvidos. Chicago Fire, você pagou mico dessa vez.

 

Resenha Chicago Fire - Anna e Severide

 

Repito: a perda de Anna era óbvia e o que me deixou desconfortável é que ocorreu rápido demais. A maldição de salto temporal omisso que compromete demais desenvolvimento de storyline.

 

Sem contar que a conexão entre ambos era pouco convincente e volto a dizer que usaram do câncer para romantizar essa história. Uma história em que ambos nem passaram tanto tempo juntos e que teve um leque baixíssimo de diálogos. Os dois nem se conheciam direito e é um tantinho frustrante ver que Severide passará por um luto gratuito a fim de ser “enaltecido”. “Enaltecido” porque nem quando Shay foi embora melhoraram o desenvolvimento desse jovem. Me respeitem!

 

Severide chega aqui abraçado ao mesmo modo de operação que já me deixou um tanto acostumada com a ideia de que nada mudará. Exausta de mulheres à toa na vida dele, gente.

 

Por isso que reafirmo que Ellie salvou o drama (e o episódio de maneira geral). Ela queria levar as memórias da casa, o que confrontou a verdade de que Severide não tinha lembranças consideráveis com Anna e teve que correr atrás. Outro problema dessa storyline. A senhorinha teve muito mais peso que a própria situação Severanna. Uma situação que só sobreviveu também graças às histórias paralelas que respaldaram essa coisa de lar, vivência e luto.

 

Mesmo com esses descuidos, não significa que a história de Anna não foi importante. Ela foi deveras importante e bateu nas feridas sobre o que já mencionei aqui: o importar. Inclusive, de se permitir a criar memórias com as pessoas em vida e não no leito do hospital. Foi um golpe a exigência de não ser ressuscitada, mas nada se comparou a entrega emocional de Severide. Taylor abriu o peito e disse vamô! Um ator desses bicho!

 

O personagem se permitiu sentir e se envolver, mas é inegável que Anna tapou um buraco que exige desenvolvimento e não romance em cima de romance como escape. Já passou da hora e podem trazer Benny de volta para arrumar essa bagunça.

 

Agora, lá vem dor de cabeça porque o vazio desse personagem retornou. A cena com o pai (esse pai um amorzão, gente) de Anna terminou com o pique do bonde e foi impossível segurar a onda.

 

Os outros plots

 

 

Resenha Chicago Fire - Jason

 

Houve muitos diálogos lindos de Ellie que valeram muito mais que os encontros de Severide no hospital – salvo a cena do hambúrguer que considerei agradável de fofa. Kelly em si valeu muito a pena em acompanhar, especialmente ouvir as risadas desse cidadão e observar o quanto ele realmente tinha esperança de que tudo terminaria bem. Mas ele foi rasgado.

 

E o rasgo não parou quando Kannell entrou em cena com seu papo de proteger memórias.

 

Na contramão de Severanna, lá estava Casey mandando textão verbal. Otis disse algo maravilhoso sobre ficar junto em tempos difíceis e isso rebateu bastante no episódio também. Mais precisamente, nessa circunstância porque o Tenente não desistiu e ainda se achou meio mala.

 

A solução aqui também foi muito prática, mas precisavam manter o Tenente circulando – e ele circulando ajudou Dawson a circular nem que fosse por meio segundo. O que valeu aqui foi o conselho para não desistir. Você pode desistir de uma coisa agora achando que é inofensivo, mas terá seu impacto lá na frente. É o famoso boleto bancário de cobrança com depósito na conta vida.

 

Um boleto que Brett passou embaixo do nariz de Otis e de Cruz. O bloco que deu uma quebrada no ritmo do drama, mas brindou o episódio com uma cereja quando tudo parecia perdido. Ri demais de Sylvie arrumando as coisas dos garotos. Tadinha! Espero que dê certo porque está aí outra personagem que virou Severide de saia porque só dão romance a ela. Melhorem.

 

Concluindo

 

Resenha Chicago Fire - grupo

 

 

Houve a mensagem sobre memórias (minha favorita). Sobre se ater ao máximo ao presente. Passar mais tempo com quem ama. Lições de Ellie esticadas até o fim do episódio e que rebateram em cada passada de Severide rumo ao golpe baixo. Essa senhorinha foi a lição de moral sobre o tema perda e memórias e eu amei. As cenas com Kelly foram adoráveis.

 

Não tenho dúvidas de que Chicago Fire entraria arrastada essa semana. Como previsto, Severanna assumiu o cerne, mas é fim de temporada e o que quero é pontas soltas sobre o Batalhão. Não atenção para avulso temporário. Pergunto-me como preencherão o vazio no 5×21.

 

Embora tenha tido drama, o compasso do episódio rendeu em blocos vazios. Vários só estavam em cena para preencher tempo de tela, tipo Gabby. A situação de Kannell também não fugiu desse aspecto, mas penso que o importante é que o roteiro empurrou um novo olhar sobre experiências e lembranças. Querendo ou não, tudo isso nos compõe. Inclusive, o medo de perder que se arraiga na falsa esperança de que tudo ficará bem. E daí vem o famoso soco na cara. O que importa é ter aquele sistema de apoio lindo e cheiroso. O que o Batalhão representou na penumbra.

 

Não menos importante: taí um roteiro marca texto. É hoje que atualizarei meu livro de quotes.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3