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11/maio

Que inferno intensifies com esse episódio de Chicago Fire, hein? Nossa! Fiquei estressada em meu escritório e nem teve nada assim de bombástico. Terminei de assisti-lo quase implorando para que o reescrevessem. Mentira, disse isso apenas porque queria a irrealidade de coisas felizes. E não rola, né? Não em quase final de temporada. Com o claro vácuo de um conflito central, a aposta foi em trama pessoal/interpessoal e até que deu um bocado certo.

 

Mas o que importa é que a seriezinha foi renovada.

 

Perto de mais um encerramento, Chicago Fire encontrou seu caminho para alimentar o futuro. Casey voltou a ser centralizado na política e o pai de Gabby surgiu das trevas para abalá-la tão quanto seu casamento. Nada de surpreendente para o penúltimo episódio da S5 e é aí que temos que agradecer à storyline de Cruz e de Mouch. Ambos saíram da sombra de Otis e de Herrmann no tema alívio cômico e trouxeram uma discussão diferente sobre seus respectivos trabalhos.

 

Boden assumiu o posto de chamariz de problemas e atraiu a dupla mencionada para o cerne desse episódio. Eu realmente acreditei que o babado de Cruz daria em outro curso devido à tatuagem e considerei o interrogatório mais o processo uma forçada de barra. Contudo, só com tal viés se poderia embasar a “nova realidade” de Mouch. Um senhor que notou, se é que podemos botar dessa forma, que carreira de bombeiro também tem prazo de validade. Uma pegada que prendeu o interesse, especialmente porque tal personagem raramente tem história boa para contar.

 

Assim, o queridão está quase sempre de fora do trabalho braçal. Quando ganha algum tipo de destaque é ou para lidar com burocracias ou para fazer rir. Não que seja ruim, mas podiam investir um tanto mais.

 

Fato é que deram destaque para aquele funcionário que viveu tanto no mesmo ambiente de trabalho ao ponto de não ter mais o que fazer. Ao ponto de não ter mais para onde ir a não ser demissão ou aposentadoria. Que empacou e não sabe como se inovar para garantir a grana do final do mês. Esse é o perfil traçado para Mouch que é sim o dinossauro do Batalhão e, para piorar, exerce muitas coisas menores nas coxas. Eu o amo, vou protegê-lo, mas esse roteiro meio que o iluminou para a verdade de que ninguém precisa tanto dele assim. E ele nem se faz tão útil. Graças a dor de cabeça de Cruz, tudo se intensificou e o bombeiro sentiu a imensidão do seu isolamento profissional. E é triste!

 

Resenha Chicago Fire - Mouch

 

O roteiro foi bem sacana com o personagem ao pincelar possíveis futuros. Uma das partes que mais gostei porque soou como wake up call. Teve a breve presença de Nick, ex-bombeiro que vende produtos para se manter na área e sobreviver. Em seguida, houve a aposentadoria de Jerry que abriu espaço para alguém um tanto mais jovem. Uma renovação atrás da outra e que ficou meio claro que nunca passou pela mente de Mouch. Afinal, ele se acomodou e, geralmente, quem se acomoda não sente que seus arredores simplesmente empacaram. Ele nem sequer pensa que é ótimo com burocracias, uma opção praticável caso o tirem do Batalhão. Mas falta impulso.

 

Mouch se empolga com essa de tratar casos que podem manchar a reputação do departamento de bombeiros ou de algum bombeiro em si. Ele gosta, mas não leva a sério. Até porque são eventos aleatórios, em tempo desavisado. Não tem muito a que se agarrar. Dessa vez, o personagem sentiu o tranco. A realização de que está na fase de repensar o passo a seguir já que, atualmente, uma contusão no joelho não cura com a mesma rapidez de antes.

 

Esse aspecto dessa storyline de Mouch foi interessante de acompanhar. Partiu o coração quando ele acabou por ser meio que humilhado por quem se inclinou a ajudar. Puxadíssimo!

 

Por um lado, não tiro muito do que Cruz disse. Ele agiu no calor da emoção, errado, mas havia certa dose de verdade em seu discurso. Mouch é apaziguador e isso se refletiu, por exemplo, ao fato dele resolver as coisas comprando uma chefia pelo estômago. Há também a questão do sofá que o personagem guarda como sua própria vida e é seu único traço de identidade no Batalhão.

 

Esse viés dado ao Mouch me trouxe uma sensação parecida quando acreditei que finalmente dariam um tapa na storyline de Severide. O que fez desse episódio um meio de rememorar a S1 e repensar tudo que um personagem fez para chegar até onde está. Aqui temos outro exemplo de: nada.

 

Quem é Mouch fora da bolha Platt? Nada. Socorro.

 

Mouch sempre esteve embaixo do nosso nariz como um zero à esquerda e era difícil ver isso porque o personagem vive em movimento com Herrmann. Até Herrmann pensou em salto de carreira e segue ótimo. Eis o prazo de validade espelhado na idade das pessoas. Isso me incomoda pra caramba e pesou também nesse episódio.

 

Houve um confronto de validade no trabalho muito bem engatilhado pelo processo de Cruz e que pode abrir espaço para revisão de carreira. É ser otimista, mas Mouch está tão acomodado, mas tão acomodado, ao ponto de ter se tornado o próprio sofá que idolatra. Foi um baque necessário e convincente. A treta dos amigos foi chateante, mas não tanto quanto o desempenho desse bombeiro no último chamado. A sensação de fracasso mais a aparente inutilidade foram latentes para esse senhor. E que tomada maravilhosa, trazendo aquela sensação de vastidão. De se estar sozinho.

 

Pior, de ter falhado várias vezes e nem foi na maldade.

 

Uma situação que me fez pensar em saideiras. Seria doloroso ver Mouch partir, mas Chicago Fire ganhou mais um ano e eu indicaria mudança de elenco. Não de todos, segurem as perucas, mas de quem não está agregando em nada. Se não vão desenvolver, liberem espaço. As franquias do Dick não seguram a mesma galera por tanto tempo, então, essa é a hora. Nada mais chato que ver personagem caindo fora de um jeito extremamente X, como Mills (e teve razão por detrás disso).

 

Há uma imensidão ao redor de Mouch nunca sentida antes. Deu para capturar a tristeza e o desolamento do personagem. Uma causa que parecia boba, rendeu uma importante reflexão.

 

Os outros plots

 

Resenha Chicago Fire - Gabby e Ramon

 

Então que Ramon chegou e… Dawson não precisava passar por isso.

 

Não nego que Ramon me deixou tristíssima. Porém, deixo aqui meu desabafo: a repetição da mulher que arrasa a pobre vida dos homens. Laura. Mama Dawson. Eita repetição de padrão que não tem fim, imagina se vira moda? Enfim, sigo consciente dos perrengues que esse senhor promete trazer, então, só resta aguardar. Que seja bom, pela Deusa!

 

Mencionei reflexão lá em cima e está aí algo que faltou no Esquadrão que me bota dois homens de luto para trabalhar juntos. Esse não é meu mundo! De início, foi estressante acompanhar Severide, mas, depois, resolvi apenas ignorá-lo. Mais do mesmo all the time, quem ainda aguenta?

 

Kannell conseguiu ser um pouco mais humano em sua dor que Severide que voltou ao tipo de comportamento que todo mundo já viu. Dessa vez, um tanto suave porque o Tenente não partiu para o modo errático. Sendo sincera, não duvido que uma hora esse tempo chegue. Enfim, não tenho mais como defender Kelly e nem é devido ao personagem, mas aos roteiristas. Já ralhei bastante sobre no arco Severanna e, hoje, prefiro deixar meu sinto muito ao Taylor. Merece mais.

 

Para aumentar o peso do inferno, lá foi o iludido Casey achar que o tal Mark desistira de sabotá-lo. Pobre garoto ingênuo! Sem querer, querendo, o Tenente estava em um posto próximo às circunstâncias de Mouch. Matt mudou parte da sua trajetória profissional, segue um tanto bem, e a grande diferença é que o cidadão é um tico mais agressivo quando quer. Ele se deixa perder as estribeiras pelo que acredita, algo que seu amigo de job não tem força. O muito obrigado de Mouch diante de uma resolução deveras ruim disse muito de seu modo de operação.

 

Mas não podemos descartar a mencionada ingenuidade de Casey também. Ele acreditou que uma conversa polida resolveria um impasse. Na política ainda. Só perdoo porque a criança ainda é inexperiente – e não quer se corromper.

 

Não sei se gosto do retorno da política porque é ponta solta sem foco. Bom é que a temporada logo termina e resgatar esse tópico era a única saída para não ofuscar a chegada de Ramon. Gente!…

 

Concluindo

 

Não tem muito mais o que dizer. Taparam bem esse buraco rumo ao season finale, cuja promo segue mais sensacionalista que as de Chicago Med (mentira porque Chicago Fire se comportou dentro dessa bolha de enganação). É difícil acreditar que algo ocorrerá com Casey em um dos chamados, mas nunca é tarde para alguém sair pedindo demissão.

 

(se um dia Jesse sair, farei inimigas porque ando jogando zica no garoto e não é a primeira vez).

 

E vale dizer que houve excelentes tomadas nesse episódio. Transpassaram todas as emoções de cada chamado – que pela falta de conflito central foram apenas medidas de rotina.

 

Preparando meu escritório para sentir o impacto do último episódio.

Stefs
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