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13/maio

Por se tratar dessa franquia, é sempre esperado que o season finale seja denso. Ou, na pior das hipóteses, uma enrolação sem fim para ter aquele baita cliffhanger. Esse último exemplo marcou presença nos minutos finais desse episódio de Chicago Med. Houve a enganação de tempos felizes e, por um lado, isso foi ruim porque eu gargalhei várias vezes. E acho que isso não é normal!

 

Confesso que me senti um tanto mal (?) por rir de boa parte desse episódio, mas a culpa não foi minha. Foi dos roteiristas que escolheram amaciar o season finale, o que não teve o menor cabimento quando o caso de Robin seguiu firme como conflito central. Já estava meio infeliz com essa história porque ela nasceu para gerar treta e, para piorar, terminou do jeito que não curti nem um pouco. Ou seja, fácil demais, como vários atendimentos que ocorreram nessa temporada.

 

A história de Robin voltou a ser negligenciada no quesito drama. Juro, não senti absolutamente nada. Nem cócegas no meu coração e fiquei meio ué??. De uma hora para a outra, a situação da personagem se transformou em atendimento corriqueiro e isso me deixou de testa quente. Afinal, criaram iscas tão bacanas para chamar a atenção para o caso dela e tudo se revelou meio que à toa. Não tiro os méritos de chamar a atenção para o assunto, mas incomodou o fato de que empurraram um aparente problema de saúde mental para terminar com um tumor que infligia tal impressão.

 

Ok encontrar medida rápida para não deixar tanta ponta solta para o próximo ano, mas havia um baita plot em cena e que seguiu como uma “banalidade”. No fim, o problema de Robin se tornou um meio para dois homens refletir sobre seus comportamentos no decorrer dessa situação. Charles tem medo da hereditariedade da sua família e Rhodes agiu sem respeito por ninguém em reflexo do ocorrido com a mãe. Fim.

 

Dessa forma, Robin deixou de agregar tão quanto os outros atendimentos desse episódio. O peso de família e de comunhão que poderia ter fortalecido esse fim de ano de Chicago Meacabou sendo ofuscado por Charle e Rhodes. Tão quanto pelos comportamentos cômicos (ou quase) de Noah e de Stohl. Em vez de ficar triste, eu ria. Pareceu aqueles episódios de Chicago Fire em que há um drama até que bacaninha, mas enfiam uma tartaruga para competir atenção.

 

Drama e tartaruga não ornam, alguém avisa?

 

Resenha Chicago Med - Robin e Charles

 

Pelo menos, tiveram o tato de dar uma finalização sobre o ocorrido com Robin. Muito se deu para compreendermos o aspecto da situação, mas estou chateada em meu canto. Botei tanta fé nessa história que confesso que rolou uma decepção quanto ao tumor. Saiu-se como mais uma solução prática. Sem chance de extensão ou de qualquer pincelada de aprofundamento. Com música triste e personagens fazendo as pazes aos prantos. Um encerramento que me lembrou bastante dos casos de Natalie que foram fracos e que conquistaram conclusões aquém do esperado.

 

Só não reclamo mais porque explicaram o comportamento da personagem. E Rhodes poderia ter falado o que o movera a ser um maldito mala porque teria me poupado a bronca na semana passada. Nossa, mas eu vesti o chapéu de trouxa direitinho nessa storyline, shame on me.

 

Fico ainda mais aborrecida com essa conclusão quando penso na situação do apartamento dela. Foi uma cena deveras assustadora. Mas tudo por causa de um tumor? Foi o que disseram, o responsável em criar as alucinações. Ótimo, não tem problema, mas o season finale podia ter abraçado mais essa história. A partir do instante que tiraram o viés psicológico para torná-lo físico, se roubou o aspecto humano do atendimento. Roubou-se o peso da internação, da atitude paterna de Charles, do medo da personagem diante do que lhe parecia irreal e da petulância de Rhodes. Banalizaram bonitinho.

 

Sempre digo que as Chicagos sempre têm brecha para conscientização, mas a maioria de seus roteiristas parou na década de 90. Chicago Med saiu de cena perdendo uma nova chance de drama, especialmente na ala da psiquiatria que só é sondada. Não será a primeira vez, claro, mas pegaram alguém da família e a acamaram. Para quê? Para, além de dar voz ao Charles e ao Rhodes, distrair enquanto tentavam achar o shipper da vez. Quem merece?

 

Aulas com a CW

 

Resenha Chicago Med - April e Choi

 

Com licença que não resisti em ser bicha má. E eu avisei que Chicago Med parou de ser protegida lá na S1. Se você é sensível, não recomendo a leitura desse bloco (e nem fui tão mala, juro).

 

Além de desviarem a atenção de Robin e de regar o episódio com tartarugas cômicas, lá estava algo que Stefs ama dar uma cutucada com vara em brasa: shipper. Posso chamar isso de desespero? Assim, Linstead morreu, Dawsey segue sólido em nome da Deusa e Manstead congelou para ver se engata agora de vez. O que precisam? De mais OTP para gerar buzz. Como fazer isso? Jogar xadrez e empurrar o que tiver de personagem feminina em cena para algum ser codinome masculino.

 

Gente!…

 

Os atendimentos foram desvalorizados porque o intuito era criar palco para unir casal. Parecia uma bendita festa junina (desculpa Keoni!). Não conseguem desenvolver drama, mas vamos trabalhar um shipper por metro quadrado. Ah, mas vocês me respeitem! É muito aula com a CW porque, até onde me lembro, Chicago Fire não empurrou Dawsey na garganta de ninguém para seguir vivo e lindo. Vivi para ver a irmã mais nova querendo se lascar nesse âmbito igual Chicago P.D..
(eu mesma ignorando a mana falsa por ordem de nascimento).

 

Estava mais do que claro o intuito desse season finale e não era Robin. E é frustrante as hell! Vamos inflar o fandom para ver se algum shipper extra prende a atenção? Really? Quem deixou isso passar?

 

April e Choi too soon (TOO SOON, gritei aqui no fundo da minha casa). Manstead nem reclamo porque libertação da Nina foi a gente que pediu sim. Reese e Noah? Maggie e Stohl me dá arrepios!! Já começo a pensar que muito em breve terá Sharon e Charles porque não é possível!

 

Os atendimentos que eram para humanizar o season finale se tornaram quebra-cabeça de shipper. São nessas horas que sei que me passo de hater porque não tem como defender. Isso podia esperar! Aí me metem essas frases prontas para justificar o ato seguinte. Exausta de cobrar desenvolvimento.

 

Concluindo

 

Resenha Chicago Med - Kellogg

 

Repito o que disse em várias resenhas dessa temporada de Chicago Med: não foi de todo ruim.

 

Gostei da conversa entre Charles e Rhodes; Reese se comportando como a mãe desses dois foi adorável; Sharon sendo a melhor pessoa como sempre; Robin compreendendo enfim a atitude do pai; Latham fofinho. Contudo, nada cancela a decepção de que a storyline dos Charles, que era forte, potente, que tinha tudo para atingir vários nervos emocionais, abalou em vários nada. E ganhou uma cirurgia de menos de 10 minutos. São nessas horas que me preocupo com essa renovação de Chicago Med.

 

Fui anti sim porque não conseguem desenvolver drama e repetiram a mesma dose nesse finale. E, para piorar, não desenvolveram um personagem decentemente. O que esperar do futuro? A S1 ainda segue com seus méritos, mas a S2 se perdeu completamente. Daí, lançaram esse papo de formatura, de seguir em frente… Seguir em frente no quê?

 

E os diálogos de Will, pela Deusa, que vergonha alheia! Mas mais vergonha foi “enfiar” Jay entre Manstead. O que diabos aconteceu com os roteiristas? 4ª série?

 

Tentaram entregar um season finale igual ao da S1 e falharam um bocado. Foi um encerramento fraco, mesmo com o intento de transição, e não deveria visto que malharam a história de Robin por 3 episódios. Chicago Med segue sem conseguir montar drama em cima de drama, sendo que tudo estava propício a lágrimas entre risos. Mas, preferiam risos e cliffhanger empurrado.

 

A gente precisava mesmo de outro suicídio?

 

Todo mundo sabe que sou a favor de atendimento retornar, mas desse jeito? Só para prender geral para o 3×01? Pode funcionar com quem nunca viu Chicago na vida, mas estou calejada. Charles não precisava passar por isso.

 

Encerro os trabalhos com Chicago Med com aquela forte decepção. A temporada teve picos, nada mais que isso. Não explorou outras histórias e nem os personagens. E repito a questão de drama porque não tem drama só enaltecimento da equipe. Stop!

 

Espero melhorias já que a seriezinha mostrou dificuldade em seu segundo ano. Agora, ela migra para a famosa maldição da S3 e que a Deusa nos ajude!

Stefs
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