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06/maio

Não sei se gostei ou não desse episódio de Chicago Med. Quase final de temporada e estou aqui em meu escritório me sentindo completamente enganada. No fundo, reconheço que não foi de todo ruim, mas sabem quando você teve essa mesma impressão ao longo de quase 22 semanas (vamos imaginar que foram 22 semanas diretas)? E digo isso porque o roteiro foi puro repeteco – mas não deixou de ser ok. Assim, já tinha rolado caso de estupro e Erin quem atendeu; Clarke entrou para sair; Natalie rodopiando ao redor de Will e vice-versa; e o caso de Robin que foi contado de trás pra frente. Assim, tirando Clarke e o quase beijo entre Choi e April, tudo igual. Ué?

 

Tentaram esquentar bastante a situação de Robin, mas era um tanto evidente que Connor quebraria a cara – e eu torci demais pra que isso acontecesse. A moça ficou internada, acabou apática e se botou em discussão sua internação involuntária. Ótimo porque eu discordei um bocado da atitude de Charles apesar de ter partido de uma ação de um pai preocupado. O homem esqueceu sua profissão, consequentemente sua ética, e deixou que suas emoções entrassem no meio. Em vez de trabalharem a interação entre os dois, Rhodes veio como peso morto que tirou toda a atenção de uma doença gravíssima para ter conflito no season finale. Respeitem-me.

 

Sabem como me senti? Igual em Chicago Fire (5×20). Usaram da doença de Anna para mover o núcleo de personagem regular e para romantizar um shipper que claramente naufragaria. Ela em si acabou esquecida, como Robin que foi totalmente jogada para escanteio. Não deveria porque se tratava do único ponto de interesse nesse final de temporada.

 

Embora essa storyline cheirasse a queimação de etapa, uma parte de mim ousou a acreditar que dariam um desenvolvimento um tantinho mais aprofundado nesse babado. Porém, resolveram usar dessa situação para gerar treta. Desacreditei! Connor foi detestável por se intrometer e não consigo nem respeitar o que ele sente pela Robin no momento. Se Charles foi desrespeitoso, o médico-genro não fugiu tanto da pisada de bola. Ele foi um bocado ridículo, fatos.

 

O pior de tudo é que Connor pontuou uma das curvas mais delicadas quando conversamos sobre internação de pessoas com problemas psicológicos: achar que o ambiente piora o quadro. Não domino esse viés com propriedade, me abstenho de comentários mais aprofundados, mas está aí uma argumentação comum. Robin estava até que bem, disse que não ouvia mais os ratos e isso deveria ser compreendido como efeito do tratamento que a mesma começava a receber. Mas não. Por uma aparência, Rhodes tirou suas próprias conclusões e, estupidamente, quase afundou a carreira de Charles e a reputação do hospital que trabalha. Aonde foi que dormi?

 

Lembrar que Sharon apostou a reputação do hospital em Connor me deixa de testa quente porque ele não merece. Choi trabalha muito mais que esse dude e tem uma contagem maior de storyline, vamos combinar. Rhodes causou essa semana, como em tantas outras, e nem desenvolvimento anda tendo. Pelo amor da Deusa! Tudo bem proteger quem ama, mas a atitude desse cidadão foi incoerente. Confrontou um conselho sem argumentação eficiente.

 

Internação involuntária mais a possibilidade do ambiente piorar o quadro do paciente. Ótimas pautas. Uma pena que não exploraram nenhuma delas.

 

Resenha Chicago Med - Connor

 

Do meu ponto de vista, teria feito mais sentido se tivessem embasado cada argumento de Rhodes. Explicar o por quê ele achava que o ambiente era tão ruim ao ponto de crer que Robin “enlouqueceria” lá dentro. Além disso, dar um respaldo além do comportamento de Charles sobre a internação involuntária. O que o personagem lançou na roda foi uma argumentação fraca e prepotente. Connor nem viu o apartamento da namorada e saiu atravessando geral como costuma fazer. Chato as fuck.

 

No fim, Connor tirou o dia para causar e achei ótimo vê-lo se dar mal. Alguém podia ter avisado que não se tratava apenas de uma questão de lei quanto à internação de Robin. Poderia ter facilitado bastante a trama… Ou não.

 

Não tiro os méritos da situação, embora tenham contado essa mesma história de baixo pra cima. Começamos com Robin ouvindo ratos e depois ela voltou ao início para ter um surto diferente. Algo previsível pelo decorrer da trama, mas poderiam ter caprichado nesse viés. Justamente pela razão de não haver drama impregnante e duradouro em Chicago Med. Optar pela treta entre dois funcionários do hospital, perto de season finale, quando há um plot muito bom para ser desenvolvido e que envolve uma ala desse lugar, foi de uma burrice indescritível.

 

Um erro motorizado por Rhodes que refletiu bastante em Charles ao ponto dele abrir para Reese a chance de trocar de mentor na residência. Cara, é difícil ter um argumento firme sobre isso porque ele também errou, mas, de certa forma, ele é o psicólogo da parada. Sabia o que dizia mesmo tendo pisado na ética da sua carreira. Há um mega histórico nessa família que Connor não fez o favor de procurar. Não era bobagem. Ou capricho. Ou algo que se resolve em poucos dias. Não era apenas sobre ouvir ou não os ratos. O namoradinho só agiu como o médico sabe-tudo e não sabia de nada.

 

Charles foi desrespeitado, talvez, dentro do famoso ditado de que tudo que vai volta, mas foi ao lado dele que fiquei ao longo desse episódio. Pelo menos tiveram o tato de mostrar que Connor estava errado. Não pelo psicológico da situação, mas por desmerecer, mais do que desmereceram, o estado de Robin. Sigo com baixo otimismo sobre essa storyline porque a treta continuará semana que vem.

 

Os outros plots

 

Resenha Chicago Med - Keoni e Clarke

 

A gente já entra aqui com um monte de história problemática. Jogaram o maior confete para cima de Clarke e quem fica é Noah que, mais uma vez, ganha tudo de mão beijada; o atendimento de Natalie mais batido que estupro em Chicago P.D.; Manstead perdendo a graça mais pelo peso Nina. Se eu continuar, desisto da resenha porque esse foi o bolinho da incoerência. Destoou total da proposta de segundas chances, de viver da melhor forma possível, de borboletas da sorte. Eu teria dado força total ao caso de Allison, mas eu subi o vidro da janelinha quando meteram abuso no meio. Done!

 

Quem tocou um pouco a ferida foi Foster que acabou por mexer nos feelings do luto de April. Acompanhado do atendimento de Keoni, esse serumaninho adorável, se formou o bloco que representou a moral do episódio. O posicionamento de Sharon foi uma baita surpresa e rendeu uma mensagem muito legal. Gostei mais desses que os de Robin e de Natalie, serei sincera.

 

Concluindo

 

A analogia com as borboletas me fez acreditar que o dia seria bom, mas foi indo rumo ao ralo.

 

Essa semana de Chicago Med entregou praticamente tudo do que já foi visto, só com algumas pinceladas meio “novas”. Nada chocante. Nada dramático. Como disse, não foi de todo ruim, mas não via a hora de terminar. Sério, eu estou me sentindo ao longo da S3 de Chicago Fire, em contagem regressiva para essa temporada dos mediquinhos terminar.

 

O que me faz pedir licença sobre querer fazer parte do grupo que torce pelo cancelamento. A série não conseguiu se inovar na S2, com temporada completa. Não vejo razão para ter S3. E isso vem da verdade de que Chicago Med não tem alimentado expectativa e seu elenco está perto de ser um bando de robôs que faz a mesma coisa.

 

Agora, precisamos falar dessa tentativa de criar ship do nada. Choi e April = muito cedo para empurrá-la em relacionamento novo. Daí, quem culpamos? Ele mesmo, salto temporal omisso.

 

Mas nada pior que Natalie se prestar ao papel de aceitar o convite de Will depois de todo o rodeio da semana passada. O triângulo amoroso (?) mais nonsense que vi desde o início da fall season.

 

Termino essa resenha em estado de confusão. Esse episódio não aconteceu.

Stefs
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