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12/maio

Mas que episódio maravilhoso foi esse Chicago P.D.? Por favor, pode entrar!

 

Estou aqui em meu escritório me sentindo da mesma forma em comparação aos desdobramentos da semana passada. No caso, e considerando metade do arco do roteiro, como ignorar a dita justiça com as próprias mãos quando o foco é justamente o lado nada humano da nossa existência? Segue errado pensar assim, completamente errado, mas eu mesma disse uns bem-feitos devido ao tema – que acabou não desenvolvendo do jeito que aparentava e adorei.

 

A trama abriu com o pé direito (ignorando Bunny sim, totalmente) quando Ruzek recebeu a chamada que moldaria todo o teor desse episódio que meio que nos forçou a pensar na figura de um pedófilo. Mas, antes disso, mordemos a isca de que se tratava apenas de um crime de hate exposto na internet e que faria a UI correr contra o tempo para salvar as pessoas a cada bloco. O que teria sido bem bacana já que é um viés que não surpreende nos dias de hoje, pois há vários crimes que começam com cyber. Não foi nada disso que rolou, mas não deixou de ser chocante o cru das cenas dos homens queimados. Live-Streaming. Não estou nessa vida para receber um tapa desses, bicho.

 

Meio tarde demais no primeiro momento, a equipe entrou carpada em cena e os vídeos deram a entender que a trama só se basearia nisso. Vi-me ok com a ideia. Desde que concluíssem de um jeito que fizesse sentido, tudo bem. Afinal, Chicago P.D. pecou muito com finalizações nessa temporada e, pelo milagre divino, resolveu acertar a mão perto de mais um encerramento de ano. Não é justo, né? Enfim, essa pegada funcionou como um frescor de trama, algo que a série precisa com urgência se quiser seguir atrativa – e esse atrativa também se perdeu ao longo da S4. Já que foi renovada, chegou a hora de mostrar a diferença porque a maldição da S3 passou faz tempo.

 

E quando digo frescor é porque esse episódio trouxe uma carinha um pouco distante do comum semanal. Ainda era um caso grande, que parecia maior que o porte da UI, mas estava alinhado e sabia aonde queria chegar. Norte que fez o bolo crescer naturalmente e fez todo mundo trabalhar.

 

Resenha Chicago P.D. - Al e Voight

 

A pegada online, a ideia de hate-shaming e de justiça com as próprias mãos prenderam logo de cara. À primeira vista, parecia atitude de uma seita, real e verídico. Ou algo próximo da ideologia Skinhead. Pensamento estalado graças ao crucifixo que Elijah usava, o que me fez cogitar que seria algo a ver com religião e raça. Um assunto que não estava impregnado na trama, mas deu seu jeito de encontrar Jeremy lá no final. O criminoso tinha um altar para suas “orações”, costurando também referências sutis que casaram certinho com a resolução.

 

O que pegou foi o exército que buscava a dita vingança contra pedófilos e que era realmente de um só. No caso, de Jeremy. Ser que surgiu na calada da noite e mudou todo o curso dessa história. O produto online era chamariz para um criminoso agir em reflexo do fato que voltara a cometer atos de pedofilia. Daí, descobrimos que não era exatamente justiça com as próprias mãos, como o roteiro tentou vender, mas de um método desse cidadão em “externar seus pecados” (alá religião). Pecados que escondiam um garotinho e foi aí que a real agonia tensionou o episódio. Na busca pela criança, lembrei de Nadia naquele maldito crossover. Só dor e sofrimento.

 

De quebra, houve uma análise mais apurada da personalidade criminosa de Jeremy. Ele não era inofensivo como aparentava. Para piorar, como é que capturariam alguém incapturável? Foi quando o receio de que a conclusão seria meia-boca veio à tona porque nessa temporada de Chicago P.D. houve uns três perfis psicológicos que foram flanelados. Faziam porque faziam e não é bem assim. Por essas e outras que a Dr. Richardson deixou a trama interessante e salvou a resolução.

 

Os contrapostos de não ter um lar, de ter sido abusado, de usar o Perv Hunters como “sistema de enfrentamento do seu “desejo””, combateram até mesmo o que Alan disse ao Halstead antes de morrer. Ele pagou sua pena, alegou que estava no controle e que fazia terapia. Em contrapartida, Jeremy cometia crimes por ser incapaz de se controlar. Aliás, a dita vergonha da recaída o fizera agir de tal forma para cima de quem era fichado por pedofilia e estava fora do radar. O que rendeu uma finalização deveras triste e que doeu porque Jay encontrou o menino. Ato que rememorou o caso Lonnie.

 

Sou suspeita para falar de psicologia em geral. Então, o episódio me venceu quando tal teor entrou em cena para embasar um comportamento e que abriu o que viria a ser uma conclusão de partir o coração. As coisas saíram do controle e Chicago P.D. saiu de cena muito bem.

 

Bye Erin?

 

Resenha Chicago P.D. - Lindsay e Upton

 

O maior pé direito desse episódio foi Lindsay e Upton assumirem mais que a metade dessa investigação. As detetives não faziam ideia do que encontrariam no final da história e, uma vez que encontraram, a proposta da dinâmica de ambas se tornou mais clara. Dos Perv Hunters ao Jeremy, tudo foi feito para mexer com os ânimos de Erin. Cutucada que aconteceu na semana passada e que se intensificou nessa. Honestamente, nem sei o que dizer.

 

Com essa boataria da saída da Sophia, esse episódio fortaleceu tal ideia junto com o anterior. Estão colocando a detetive de novo no pico do seu emocional e já vimos que isso não presta. Lindsay matou um adolescente na semana passada e nessa acompanhou a perda de mais um garotinho. Acaba por ser too much e a presença de Bunny nunca foi, nunca será, animadora.

 

O único ponto de deslize desse caso é que, do nada, ele se tornou pessoal a ela. Assim, do nada, sendo que a única pessoa que deveria ter um relacionamento com a situação e a levou um tanto de boa era Jay. A informação que viria a justificar seu descontrole foi truncada. Tipo, apareceu na hora e ao mesmo tempo pareceu mentira. Seja como for, Sophia entregou sua melhor performance. Nunca imaginaria vê-la perder a cabeça, especialmente por ser o compasso moral de Voight. E ainda me fazem ficar de testa quente porque Linstead deixaram de ser parceiros, me poupem!

 

O intuito foi claro: querem quebrá-la. Só que, pela promo do season finale, a personagem segue convicta e abraçou seus atos. Esse foi o exemplo de uma quase justiça com as próprias mãos porque Lindsay não hesitou um segundo sequer. Só que eu discordo em pressioná-la desse jeito, sabem? Ainda mais com Bunny urubuzando a garota. Infelizmente, é um tipo de abalo se repetindo. O processo está o mesmo após o ocorrido com Nadia, com a diferença de que a detetive extrapolou e foi responder por isso.

 

Por mais que não queira que Sophia vá embora, sua personagem perdeu demais ao ser embutida no romance (e o mesmo vale para Halstead). Ela foi perdendo suas características, seu pique, seu protagonismo. Agora, ela atingiu um ponto imperdoável. Inclusive, dito sem retorno. Será muito nave da Xuxa se Voight conseguir mantê-la junto com a UI.

 

Mas daí a franquia tem seu jeitinho “Chicaguiano” de lidar com isso: salto temporal, gente!

 

Upton rendeu um belíssimo contraste. Ela é uma ótima personagem e a atriz conseguiu o milagre divino de funcionar na dinâmica da UI sem parecer forçada. Ela fluiu excelente com Lindsay, amei essa quebrada de regra de Voight, mas daí lembro de Lingess e meu orgulho apita. ‘Tá, não chorarei. Nem tem do que reclamar porque mulheres nortearam esse episódio e o concluíram com um monte de estrelinhas. Maravilhosas demais, nem tenho o que falar, só a proteger.

 

Concluindo

 

Resenha Chicago P.D. - Jeremy

 

Além de uma trama costuradinha do A ao Z, toda linear, essa semana também trouxe mais possibilidades de enriquecer uma investigação dentro da própria casa. A maquinaria de busca e a presença da Dr. Richardson aprofundaram à sua maneira um tema que não é novo em Chicago P.D..

 

O visual mais claro e as fechadas de câmera mais constantes para transpassar a adrenalina da busca ou perseguição fizeram sua diferença dentro de um viés que encontrou sua salvação na entonação e no propósito. Uma vez que Jeremy entrou em cena, estava propício rolar a repetição de criminoso que age por ditos problemas psicológicos e fim. Dessa vez, nos deram a chance de um olhar interior, uma pegada SVU, mas nem ouso reclamar porque gostei e quero que continuem.

 

O episódio foi sobre caso, embora Lindsay tenha conquistado um tremendo destaque. A maneira como destrincharam essa história e deram um fim coerente me deixou passada. O grupo online, Elijah, a acusação que levou para a ex, que empurrou pro cara de um exército só até chegar em quem estava se usando do Perv Hunters… Óh. Tão de parabéns!

 

Foi uma trama de exército sim, mas de exército da UI. Várias abordagens maravilhosas, amo sentinela. Teve conselho de Olinsky (Jay, mas você é uma burra!) e Olinsky de isca (e ri demais!).

 

O caso dessa semana pareceu uma tentativa da seriezinha encontrar algum ponto de frescor que faça a Unidade de Inteligência sair um pouco do mais do mesmo. Afinal, essa temporada foi muito mais do mesmo em vários aspectos. Sem contar as tramas rasas. Pedofilia não é assunto novo em Chicago P.D., pois tivemos um vislumbre disso na S1, pelos olhos de Jay Halstead. A diferença da vez é que destrincharam um perfil com apoio psicológico e isso valeu pelo resto.

 

Agora resta sentar e chorar com o season finale.

Stefs
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  • ariana graziele cintra

    comecei a assistir Chicago PD por causa da Sophia e de jeito nenhum quero que ela saia da trama, amo o personagem dela e como a atriz dá um toque humano a mesma…Eu ainda acho que ela está grávida e vai sim sair de destaque…sei lá, só não quero q ela saia da trama…Triste e esperançosa ao mesmo tempo…