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20/maio

Juro que não sei o que dizer sobre esse season finale de Chicago P.D., mas, pelo menos, posso confirmar: minha sensação de que seria ruim foi garantida com sucesso. Gente? Fiquei um bom tempo tentando escolher as palavras certas para conseguir me expressar, mas minha mente está um turbilhão de deselegância regada de muito palavrão. Que fim de temporada terrível!

 

A vontade que eu tinha mesmo era de postar um gif e uma frase. Eu amo muito vocês mesmo.

 

Chicago P.D. nos contemplou com a chance de batermos na quina de uma temporada ruim e decidirmos se ficamos ou vamos embora. A S4 não foi a melhor, fracassou em vários aspectos, investiu em pauta repetida e não valorizou seu elenco – porque só via Linstead e nada mais. Esse season finale fez questão de arregaçar tudo isso que citei e mais um pouco. De quebra, realçou a patinação dos roteiristas para entregar um encerramento um tanto digno. Falharam, claro. Essa mana está de mal a pior e está prestes a conhecer o famigerado fundo do poço. Bota logo Jay nessa motoca pra ver se dá sorte porque, olhe, está difícil, hein?

 

O mais desconcertante desse finale é que restou a sensação de que CPD não tem saída. Isso, pensando nas temporadas flopadas de Chicago Fire. Embora a S3 e, especialmente, a S4 da saga dos bombeiros tenham me ofendido em vários âmbitos, Chicago P.D. me atravessou de um jeito que me fez ver nada além de escuridão. Não vejo solução a não ser que façam um reboot da premissa. Nem a troca da equipe do writer’s room me anima porque esse episódio era para ser um reflexo do futuro e não há esperança nesse futuro. Não quando engatam a mesma história sobre Erin Lindsay.

 

Tanta gente em cena para quê? Isso mesmo, preencher tela e fingir movimento.

 

Largar o distintivo? Já vi! Pico emocional e Voight no alarde para não vê-la quebrar? Já vi também! Bunny sendo acusada de algo para testar e acabar com o dia da filha? Já vi várias vezes! Lindsay ganhando chance de promoção e que sabemos que não irá a canto algum? Opa, já vi também!

 

A única coisa diferente foi a ideia de pedido de casamento e gargalhei em meu escritório. WTF?

 

Lanço as perguntas que valerão o cancelamento de Chicago Justice (eu tinha que cutucar só para encerrar o ciclo com as Chicagos): por quais motivos eu deveria me importar com Bunny e com Martelli logo em uma bendita season finale? Por que deram o cerne logo para a personagem que meio mundo não suporta? Só para fazer coisa odiosa de novo? Quem fez isso em nome da Deusa?

 

Que eu saiba, o ocorrido com Lindsay veio de um apelo pessoal com base em uma história que nem envolvia a mãe. Do nada, trouxeram essa mulher para…? Isso mesmo, estragar o fim de uma temporada que nem tinha mais salvação à essa altura do campeonato. Queimaram gostoso!

 

Resenha Chicago P.D. - Bunny

 

Em fim de ano de Chicagos, você espera, no mínimo, foco em família. Ainda mais quando não se tem história para contar – o caso de Chicago P.D. que não estendeu nada e aprofundou mais vários nada nessa S4. Nunca deram algo de bom sobre Bunny e o mesmo vale para sua relação com Erin. Por que eu deveria estar interessada em algo que sinalizava tragédia antes mesmo de ir para o ar? Sem querer, querendo, os roteiristas mataram a temporada ao se apoiar em um ciclo vicioso que repetiu o processo da mãe se safar e a filha arcar com as despesas. Não tem como evoluir duas mulheres quando acham que esse tipo de angústia ainda funciona. Sendo que não funciona porque batemos em outro defeito desse ano de CPD: falta de desenvolvimento.

 

E falta de atenção aos outros personagens. Fim.

 

Não precisa ser um rico desenvolvimento porque é impossível nessa franquia. Contudo, vamos resgatar todas as vezes que só usaram Bunny de atrito temporário e a situação ficava por isso mesmo. Erin a perdoou do nada. O processo contra Voight morreu no baile. Daí, ela me surge com esse papo de paternidade, que segue sem resposta, e com um namorico que a fez dizer que precisaria ir embora. Se vocês notaram, eu ignorei master essa personagem porque a própria não acrescenta em nada. Não cria suspense. Não dá liga porque não tem química com ninguém da série. Não sei vocês, mas escolhi apagar esse finale da minha mente para fingir que nunca o vi.

 

Para não dizerem que estou sendo mala, esse finale foi a soma dos últimos episódios da S2 mais o repeteco da força-tarefa. Bunny veio para agregar em um caso investigativo que nem fez cócegas. Inclusive, que Upton matou a conclusão na autópsia do Martelli (e ri litros). O que aconteceu nos minutos seguintes foi uma tentativa de reavivar histórias repetidas conforme as passadas de Erin. De novo a detetive larga o que é seu e fica na asa de uma mulher que não quer ser salva porque na menor chance repete o mesmo modo de operação. Qual parte de done não conseguiram dar aqui?

 

E, outra, é a milésima vez que Voight manda Bunny passear. Daqui uns 5 episódios da S5 ela reaparece. E fazendo a mesma coisa.

 

Comentei há um tempo que é fácil detestar Bunny porque ninguém sabe realmente o que a fez essa pessoa, o que calha no grande defeito de não sabermos o seu background. Ok o benefício da dúvida, foi o que tornou essa relação de início interessante, mas ainda a mantém como uma figura unilateral. De uma faceta. Daí, entramos no que ajudou a minar mais meu humor com esse finale: a tentativa de torná-la mais humana por meio de agressão. Aí os roteiristas pisaram bravamente na jaca. Essa turma sabe que ninguém suporta essa mulher e se fizeram do uso de artifícios de violência, que tem rolado aos baldes em Chicago P.D., para queimar etapa de desenvolvimento.

 

Assim, como não tem tempo de contar uma história decente para Bunny ou torná-la um pouco melhor porque é maravilhoso vê-la destruir Erin, vamos dar-lhe um namorado abusivo. Cara, eu me sinto meio podre em comentar algo negativo sobre isso, mas o modo de operação de CPD coloca essa “ideia” em cheque. Sem contar que foi uma “descoberta” que nasceu do nada apenas para fortalecer a decisão de Lindsay em migrar para o FBI. O intento era isca para o salto e fizeram isso grosseiramente, com muito mau gosto e não ficou convincente. Nem pelo caráter duvidoso da mãe, mas porque não trabalharam essa história de um jeito que a tornasse impactante para o finale.

 

E isso me faz lembrar de Burgess que vive tomando uma dessas, mas nunca se lembram que a personagem pode muito mais que sofrer pelo estupro da irmã que rolou do-nada!!!!!!

 

Igual aquele comentário lá daquele da mana falsa sobre justiça social sendo que não tinha nada a ver com o momento.

 

A tentativa falha desses roteiristas em me fazer de trouxa nesses quesitos. Tremi injuriada com essa agressão de Bunny porque foi muito mal colocada na trama. Pior que isso foi Erin empurrando esse tópico para se fazer verdadeiro. Onde foi que dormi?

 

Resenha Chicago P.D. - Erin

 

Erin carregou uma história repetitiva nas costas e até ela não foi convincente. A personagem me deixou tão frustrada quanto a investigação. A S3 fez o favor de não desenvolver a relação das moças em destaque e tudo que veio a partir daí ficou forçadíssimo. Lindsay perdoa a mãe rapidão – e ninguém viu isso -, sendo que a própria mãe não pensou duas vezes em estimular seus vícios para mantê-la embaixo da sua asa. Ah, mas é mãe! Ok, mas cadê a maternidade que os roteiristas queimam etapas adoidado? Essa storyline é toda truncada. Se fosse boa, não teriam apostado no mais do mesmo em um finale. Um fi-na-le, sentem a gravidade disso?

 

Nem Chicago Fire em seu flop me deixou tão estressada quanto Chicago P.D. nesse momento.

 

Pela segunda vez, a detetive abre mão do seu bem precioso. Pela segunda vez ela foi se meter aonde não deve. Pela segunda vez um anjo da guarda lhe oferece promoção de carreira (porque nós a acompanhamos todo esse tempo e a queremos. Até o discurso repetiram, pela Deusa!!!). Acreditei que uma vez exposta a uma situação semelhante, suas reações seriam diferentes. Afinal, a última vez que Erin largou o distintivo foi pelo luto por Nadia e dali ela espiralou. Aqui, a personagem poderia elevar seu storytelling, mas lá foi Lindsay ser ritmada por algo já contado. Em vez de lutar por si mesma, pelo seu espaço, houve Bunny e 2 babás – Hank e Jay. Me respeitem.

 

Enfim, poderia me alongar, mas seria gastar uma energia que não tenho para esse finale. Fizeram uma escolha infeliz para um encerramento de temporada, que tinha como única função deixar a adrenalina no teto e criar isca pra S5 (e a isca é se Erin vai ou fica, mas de novo isso?). Entregaram um texto fraco, preguiçoso. Nem ficwriter escreveria um negócio desses, me desculpem.

 

Não consigo nem ter uma opinião sobre a investigação. Foi um caso que tiraram lá do tártaro, que só foi bom pelo resgate do que Voight possivelmente fez para vingar a morte de Justin. Não poderia me importar menos, especialmente quando era óbvio que Bunny cometeu tamanha burrice.

 

Agradeço a você, Upton!

 

E não posso sair sem dar um pitaco no que fizeram com Voight. Outro dentro desse ciclo vicioso e ninguém merece. Mas o cúmulo foi aparição do FBI para lidar com Bunny!! Foi aí que gritei I’m out! Lembro que fiquei superanimada com a ideia de força-tarefa, parecia um frescor para uma S2, mas desanimei na hora de tanto que destoou CPD. E até isso se repetiu aqui. Senhor!

 

Ahhh! Mais revoltante que isso foi acompanhar de pijama a que ponto chegou Jay Halstead. A forçada de barra desse pedido de casamento junto com a preocupação extrema de Erin foi irritante as hell. Somou mais a um season finale flopadíssimo, mais flop que o famigerado Disco Bob (taquei sal grosso na ferida). Rebaixaram o personagem legal para dar aquele possível último sopro em um shipper que assassinaram bonitinho ao longo dessa temporada. A maldição de fazer coisa pelo buzz. Amo cara apaixonado, que luta pela garota, mas aqui ultrapassaram o famoso limite.

 

Deixa eu repetir aqui antes de sair: tudo forçado. Forçadíssimo. Repetitivo. E repeti tudo isso de propósito para mostrar como é chato repetir a mesma coisa toda hora.

 

Concluindo

 

Resenha Chicago P.D. - Voight

 

Esse episódio se resume a um completo uso desnecessário de energia, de talento e de dinheiro. De novo, Erin ganha uma nova proposta de emprego em troca de safar a mãe sendo que no passado ela só saiu da UI para Linstead rolar sem culpa (mas amei, não nego).

 

Nada de novo sob o inverno de Chicago P.D. e isso é revoltante.

 

O mais doloroso é que esse episódio estava a própria sombra de fins da S2, só que sentido inverso. Voight e Jay estavam mais preocupados em evitar que Erin caísse na sua própria cilada emocional. Foi aí que a investigação perdeu seu valor porque Bunny é a principal pessoa que engatilha o lado negro da detetive. Hank se moveu para tirar Lindsay de cena e Halstead queria pedi-la em casamento para se fazer presente. Um plano de contingência para não deixá-la cair, mas acabaram por afundar o season finale todinho. Em nome de Connor Rhodes, respeitem meu coração.

 

Esse season finale não agregou em absolutamente nada. Nem tem o que esperar para a S5. Soou apenas como uma obrigação de ter que finalizar a temporada que começou do jeito X para encerrar do jeito Y. Se é para dizer que houve algo relevante nesse ano, foi a promoção de Burgess e o ressurgimento de Ruzek. Nada mais que isso. Até Upton tem seus méritos porque tirou a turma da mesmice. Contudo, é real e verídico que não dá para levar um ano focado em Linstead e Erin e Jay separadamente. Ambos centralizados só enfraqueceram outras histórias e só repetem as mesmas coisas. Detalhes que rolaram aqui também e não estou nem um pouco surpresa.

 

Mas, pelo menos, Halstead não pagou o mico de fazer o pedido. E, digo mais, nem resmungo de Erin ter aceito a proposta nova. Lá no meio da temporada, a moça bateu de frente com essa ideia de sair de Chicago e sou a maior apoiadora. Trabalhar pertinho de Olivia Benson? Queria! Nem tanto por isso, mas porque ficou evidente que esse lugar é tóxico para Lindsay. Vem salto temporal!

 

Enfim, não há mais o que dizer a não ser firmar a vergonha alheia quanto a esse episódio de Chicago P.D.. Triste demais terminar como o John Travolta de mãos abanando. Trama sem completo sentido, centralizado em duas personagens sem um pingo de desenvolvimento, o que resultou em extremo vazio. Melhor mesmo só Will sendo sensato. Abençoem esse garoto.

 

Ahh!!! Eu amo Platt, mas a atitude dela para cima de Upton, not cool. Porém, eu ri de novo porque tentaram resgatar a S1, com todo aquele ódio da UI e o Voight’s Girl. Tipo, pegaram todas as temporadas e tentaram fazer um omelete. Mas só havia os ovos (estragados).

 

Agora, imagens exclusivas do meu estado depois desse episódio:

 

dawson
Quero um spin-off estrelando Burgess feat. Al, Ruzek, Atwater. Um squad desses bicho!

 

Nos vemos no próximo ano de Chicago P.D. sim porque eu nunca perco a chance de alfinetar série quando fica ruim à beça. Segurem meus brincos e obrigada pela companhia aqui e nas outras Chicagos! ♥

Stefs
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