Menu:
26/maio

Por algum motivo, esperava muito mais desse episódio de Pretty Little Liars. Já que essa parte da temporada chegou à metade, era de se esperar que o período de enrolação chegasse ao fim. E essa semana veio com essa carga, mesmo dando algumas revelações que ainda são muito suaves para quem prometeu um ano desnorteador. Com isso, aumentou a insegurança de que Marlene e Cia. esmagarão tudo nas duas horas que representarão o series finale. Ninguém merece! Parece que o roteiro que revelou CeCe não ensinou nada a ninguém e é provável que repitam o processo. Não queria começar a falar de decepções porque estamos perto da finalização, mas está rolando agora.

 

Para não dizer que esse episódio foi à toa, o papo da gravidez de Ali se tornou a pauta central e firmou o ritmo de vulnerabilidade dessa personagem e das outras meninas – com exceção de Aria. Não sei aonde chegarão com a queda de animosidade trazida essa semana e que atrasou a rodada do tabuleiro. E está aí uma coisa que me estressou porque estava pronta para ver Hanna ser pega de novo, e em curto espaço de tempo, por A.D.. Algo me diz que esse delay custará caríssimo.

 

O foco real do roteiro foi iniciar o ciclo de conclusões que partiu de assuntos inacabados da vida pessoal do quinteto e o resultado entre Emily e Ali me fez acreditar que Emison pode ter poder. Quando digo “pode” é porque ambas precisavam de uma liga fortíssima que também justificasse o que uma sente pela outra. Mais DiLaurentis porque Fields estava esclarecida nessa situação. Fato é que não fui cativada pela dupla desde que rolou o primeiro beijo, mas, no transcorrer do babado, a cutucada se mostrou uma empreitada muito boa para o contexto de Pretty Little Liars. Série que não usou de lésbicas e de bissexuais como iscas de público, embora eu considere o peso do fandom maior para existência desse shipper. Não gosto disso at all porque aprecio naturalidade.

 

Dessa vez, chego aqui com meus polegares erguidos de aprovação quanto a essa resolução Emison. Tudo bem que, dentro de mim, a gravidez destoa um pouco. Porém, não havia nada que pudesse botá-las juntas à essa altura do campeonato. Inclusive, para fazê-las trabalhar e aprofundar seus sentimentos românticos. Só que vai o pitaco: foi cômodo da parte dos roteiristas testar uma possibilidade ditada pelo fandom sem se preocupar com interações mais eficazes.

 

Foi irritante o arco de Emily defendendo Ali porque, na época, DiLaurentis tinha voltado do nada e firmou seu lado mentirosa. O que era frustrante e que me fez compreender um tiquinho as afirmações de Paige ao longo dessa temporada (apesar da “malice”). Meramente porque a ex-Evil Queen não estava conseguindo superar o ensino médio e queria tudo como antes (ser o centro do universo). Com isso, se arrastava Fields que repetia os mesmos comportamentos e era chatíssimo.

 

Resenha Pretty Little Liars - Emison

 

Estava fácil prever que Emily terminaria com Paige porque, gostando ou não, ambas têm mais bagagem. Se não houvesse DiLaurentis agora, seria a junção óbvia da série junto com Haleb. Por um lado, é bom ver Pretty Little Liars se dar chance de sair um pouco da zona de conforto visto que os casais heterossexuais têm grandes chances de terminar juntos – e segue sendo nave da Xuxa as hell. Emison poderia existir em ship name, mas esse episódio as mostrou verdadeira e puramente. Era um casal improvável que teve que encontrar seu próprio jeito de se conectar e parece que agora vai. Honestamente, espero que dê certo porque ambas não são high school sweethearts. E isso é muita coisa por se tratar de uma empreitada externa ao que rolou com Spencer, Hanna e Aria.

 

Pretty Little Liars quer essa coisa de high school sweethearts e eu não estou podendo. Me perguntando por quais motivos ainda insistem em Ezria que aborrece a cada semana.

 

Ver Emily patinar com a questão da gravidez de Ali e afirmar que se sentiu violada valeu boa parte de um episódio que continua se poupando e se agarrando a meros detalhes. Vale dar muitos créditos às cenas dela com Paige, que amadureceram uma tomada de decisão que encontrou seu ápice e sua concretude na voz de Ali. Moça que desabafou como se sente diante de Fields – e que cena maravilhosa tanto pelo texto quanto pelo comportamento de Paige. Vários pequenos highlights que garantiram certa dose de emoção ao redor de Emison. Ato que pagou pela falta do pique do suspense e do mistério que segue nada engajante para uma série que intenta finalizar.

 

No geral, essa reunião Emison teve o grande propósito de quebrar o ciclo vicioso, cara de ensino médio, entre esse trio. Agora, há um alívio, uma conclusão, mas o que eu queria mesmo era o jogo.

 

Resenha Pretty Little Liars - Aria

 

O tabuleiro é o personagem principal e não devia ser negligenciado logo agora. Porém, Aria deu seu jeito de recompensar essa falta de movimento do conflito central, o outro intuito da semana. Havia a pincelada de drama no roteiro, mas a Liar roubou a cena. Ela salvou um episódio fraco que só queria saber da storyline Emison (e, apesar disso, foi um mal necessário para liberá-las). A moça foi a faísca para não nos esquecermos de que há outra coisa rolando em plano de fundo, mas falhou um pouco devido ao truncar do suspense que brigou com a triste saga de Ali.

 

Não quer dizer que tenha sido ruim, pois A.D. “dando as caras” traz certa satisfação. Contudo, faltam 5 episódios e não há nada que empolgue retorno a Pretty Little Liars. Com esse ritmo, está mais fácil deixar o ano terminar e pegar spoiler. Mas tenho dignidade para me manter até o fim.

 

Aria estava maravilhosa e conseguiu irritar por ser uma bendita X-9. Perguntei-me que sangue-frio é esse, pois a poker face arrasou demais. A Liar simplesmente deu as costas para as amigas e pode até ter avisado que não as machucaria, mas o jogo não é seu, linda. Quem manda é A.D.A.D. gosta de ser atendido/a na hora. Com essa necessidade de terminar o jogo, e que espero que não anule o tabuleiro, a personagem comeu pelas beiradas, fofocou coisa que não devia, entregou o quadrinho de Lucas. Queria estar morta, mas daí lembro que vivo meu sonho. Me deixem.

 

Outra coisa que me perguntei foi como Aria pretende explicar tudo isso a fim de não perder a amizade. Assim, o teaser que esse episódio deu sobre suas ações me foi o bastante para nunca mais olhar em suas fuças. A intenção pode ser até boa, não sei, tudo tem segundas intenções nessa série, mas a decisão de ir para o Outro Lado é motivo o bastante para encerrar essa amizade. Nem Spencer chegou a esse ponto de cagueta, apesar de ter ido para o “A” Team pelos motivos errados como Montgomery. Ou seja, pelos benditos namorados. Amém que PLL está no fim.

 

Aria aceitou a proposta em nome de uma pasta com seu nome e de uma proteção ao Ezra. Você realmente prefere seu boy a suas amigas? Está certo que deve haver um pouco mais para essa Liar decidir por algo tão rapidamente. Apesar de estar contente com esse viés, é intragável o fato dela embarcar nesse pesadelo com uma confiança irreal e pisar em seu sistema de suporte sem piscar.

 

Conto com você Hanna, mas, como tudo se perdoa nessa série (vide Ezria, sem o menor cabimento), é capaz que tenhamos lágrimas e perdões no series finale. Pessoalmente, eu não conseguiria olhar pra cara dessa garota nunca mais. Ia pedir pelo menos uns 10 anos para me recuperar de tamanha trairagem. Mas, como é ficção (amém), vá em frente Aria porque quero ver até onde você é capaz de ir com essa palhaçada maravilhosa.

 

O highlight maior do episódio vai para o instante em que Aria pega o famoso black hoodie. Se eu chorei? Chorei e queria acreditar que a moça tem um dedinho nisso. Poderia até ser o mindinho porque Lucy estava ótima. Falsa demais, nem um pouco forçada como rolou com Toby e as dezenas de policiais que passaram por essa série (e me resta rir das lembranças).

 

E vale os adendos: perto de Emily e de Hanna, absorvendo a informação do quadrinho de Lucas, ugh!, eu queria furar os olhos dela – mas tão linda sendo espiã, estou vomitando arco-íris sim. E a cena das Liars conversando sobre Mary e Aria só de bituca? Gente, que raiva, mas tá ótimo.

 

Com Aria, o episódio também intentou assentar o rumo ao endgame. Pelo visto, tal Liar moverá esse fim de jogo enquanto as outras sofrem nas mãos do tabuleiro. Confesso que as cenas do FaceTime foram incômodas graças ao rosto distorcido de Montgomery. Vislumbres que me fizeram perguntar seriamente qual é a desse desperdício de Lucy que me pareceu malévola o bastante para ser a própria dona da série. Só não digo melhor que Troian porque Troian a verdadeira sambista.

 

A pergunta que fica é até que ponto Aria vai ao prestar esse papel. Ela segue não transmitindo medo e agir meio camuflada está anormalmente funcionando. Não há hesitação mesmo que tentem vender que a personagem está pensando mil vezes antes de agir – e não mordi isso ainda. Fiquei embasbacada com a naturalidade da moça, pois, visto quem já se revelou em Pretty Little Liars como parte do “A” Team, é fato incontestável que as moças, tirando Sydney e CeCe, ficaram ótimas. O que me faz pensar em Mona e em todas as reticências deixadas dela com Montgomery. Queria sonhar que haverão respostas. Porém, está mais do que claro que não terão tempo para isso.

 

Resenha Pretty Little Liars - Mona

 

Falando em Mona, mas que personagem preciosa. Agradeço todos os dias por ela ter retornado. Obviamente que toda sua reação quanto ao tabuleiro escancarou o cheiro de suspeitas, mas o pedido de Hanna por ajuda foi de quebrar as pernas. Se já havia no episódio a vulnerabilidade de Emison, Vanderwaal veio como a grande cereja. Meramente porque está aí uma pessoa que pagou de saudável e de mentalmente no lugar desde a Dollhouse. Queria muito abraçá-la!

 

Hanna dizendo sobre o prazer de derrubar quem iniciou essa nhaca, minha Deusa, awesome demais!

 

Mona se recuperou bastante, por assim dizer, algo firmado no salto de cinco anos. Vimos essa personagem com tudo em cima, mas não está perfeito como ela bem deixou transparecer desde o início dessa temporada. Uma experiência traumática dessas deixa marcas permanentes e ver aqueles olhos lindos cheios de lágrimas me deixou tristíssima. Tenho até medo de que a reação dessa moça tenha sido mentirosa porque mordi essa sensibilidade e nadei em cima.

 

Até porque me lembrei da cena dela na Dollhouse, “forçada” a se passar por Ali. Sendo a boneca preferida para deixar as Liars aturdidas. Sem contar que deve ter rolado altos estresse em sua época do “A” Team, como ter o jogo roubado que sinalizou incapacidade, mas nada combate a cena do seu dito assassinato. Aquilo foi arrasador. Um tipo de coisa que não tem como esquecer.

 

Tecnicamente, Mona é uma forma de confronto diante do que Aria está fazendo. Ambas são combatentes há eras e isso sempre ficou nas entrelinhas. Criando uma nova espiã, se criou um novo alicerce que sabe apurar falsos movimentos e as intenções de A.D. – e de quebra pode colocar o papel de Montgomery em cheque. Vanderwaal é familiarizada com o jogo, mesmo sem saber quem é a sombra, e eu sempre disse que ela merecia uma segunda chance para mostrar que mudou. Que realmente quer ter uma vida normal sem viver na paranoia desse pesadelo capturá-la de novo. Não teve como não rememorar os dramas e as tentativas dessa mana em se encaixar e espero honestidade. Ainda mais quando inseriram Lucas como o precursor do A game.

 

A inserção de Lucas pesou bastante nesse episódio graças ao quadrinho que soou como a Origem da premissa de Pretty Little Liars. CeCe as Charles sofria bullying, alguém assumiu a bronca toda e fomentou um estilo de vingança que saiu do papel para a vida real. E agora?

 

Não sei, mas penso que muito está nas mãos de Mona. Ela foi ótima em declarar que espiar a vida das pessoas e destroçá-las pode vir a se tornar um vício. Um vício que agora está nas mãos de Aria que, com o andar da carruagem, provavelmente terá que fazer mais nhacas em nome de um dito bem maior enquanto ferra as amigas por baixo dos panos. Montgomery está deveras propícia a esse vício porque, anteriormente, ela mostrou desespero para acabar com isso. E está tendo um foco danado apesar dos deslizes de não atender ao telefone. Coisas acertáveis.

 

Com todos esses desdobramentos ainda leves sobre o conflito central, queria um confronto espetacular entre Hanna e Aria. Se Mona topar ficar ao lado de Marin, as coisas podem esquentar. Vanderwaal sempre ficou entre essas duas personagens e Lucas é o dito maior amigo de uma delas. Sem contar que o garoto também respirou no “A” Team mesmo sem provas visuais. Quero tretas!

 

 

Concluindo

 

Resenha Pretty Little Liars - A.D.

 

Esse episódio foi muito sacana em somar suspeitos de várias e várias teorias e os aproximarem. Como mostrou a promo do 7×16, teremos Lucas tendo que dar umas satisfações e nada mais sensato que Hanna ser a porta-voz desse barraco junto com Mona. No aguardo.

 

O melhor é Aria, Lucas, Mona e Hanna formarem um quarteto que chegou a um nível sem remorso. Hanna está traumatizada e não pensou duas vezes em pegar Noel (mesmo sendo drasticamente irreal). Mona brincou com as meninas e Aria está aparentemente fora de si – algo que se confirma um pouco pela sua posição contra Ezra sendo que ela podia muito bem terminar com o cara. Enfim, reuniram bons personagens com pendências um tanto pesadas. Montgomery é a mais leve desse grupo, mas mostrou potencial diante de Sydney. É uma mistura interessante, quero resultados.

 

Houve outras passagens truncadas nesse episódio, como a presença de Wren. Não fez tanto sentido e li o povo dizendo que a Spencer do aeroporto é a gêmea Spencer. Adoraria!

 

Falando em Spencer, a Liar rendeu o momento WTF? que me fez gritar tão quanto Aria e o black hoodie. A amarração do cartão de crédito, finalmente! Era claro que esse álibi furaria, uma pena que achei que tinha sido uma sacada de Hastings para se manter fora da mencionada noite. O retrocesso mostrando a assinatura dela no recibo… Agora é só puxar a corda da forca.

 

Pensei que Marco seria um babaca, mas ele me parece relativamente preocupado. Vai saber, né? O importante é que as meninas estão ferradas. Depois do dedo, estou esperando o vazamento do vídeo. Acho que ficou claro que estou aqui só pelo caos.

 

E que péssima a forma de comunicação de Mary com Spencer. Isso se for Mary.

 

Como disse, esperava muito mais desse episódio de Pretty Little Liars pela altura da qual nos encontramos. Vamos ver se as coisas melhoram semana que vem.

Stefs
Postado por:       

       
Aproveite para ler também
Escreva seu comentário antes de ir <3