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11/maio

Olhem só quem começou a brincar. Ela mesma, Pretty Little Liars. Ainda estava convicta de que as coisas esquentariam no exato meio da segunda parte dessa temporada e amém que as turbinas do que interessa finalmente engataram. Afinal, teremos duas semanas de hiatus.

 

Dessa vez, não saímos com as mãos abanando em comparação às semanas passadas, mas ainda não dá para refletir sobre esse monte de novas rasteiras que apontou tanto para mistérios quanto para A.D.. E quando digo mistérios, seriam as lacunas pós-CeCe.

 

O episódio entrou com um propósito carpado ao dar atenção para as duas personagens que mais se tem suspeitas de ser ou não parte desse jogo: Ali e Aria. A+A. Só faltavam as duas para brincar com o tabuleiro, considerando apenas o esquenta da roleta, e DiLaurentis foi a nada sortuda da vez. Esperava qualquer viés, mas nada que envolvesse a gravidez, sério. Principalmente porque considerei as teorias sobre o assunto meio absurdas e lá foi Marlene tacar sal grosso na ferida. Que coisa mais angustiante de se assistir e piorou com o curto flashback da moça no Welby. Ugh!

 

Quando o papo de aborto veio à tona, a angústia começou e, por algum motivo, pensei que A.D. a obrigaria a manter a gravidez. Faria um tanto mais de sentido porque reconfirmaria a crueldade tangível dessa sombra. Além disso, soava como uma vingança ideal. Afinal, ela manteria a criança do seu abusador – e pensar dessa forma me dá arrepios. As coisas se tornaram mais intensas quando o jogo começou, pois foi um tanto difícil não rememorar as palavras da personagem sobre seu abuso emocional. Um abuso que a fez perder sua identidade, sua opinião, seu norte.

 

A opção de não querer manter a criança soou como âncora de salvação de uma mulher abusada e que poderia ser usada de motivo de destruição. Não era bem isso e poderiam ter terminado aí, mas…

 

O episódio entregou que Rollins (provavelmente a mando de A.D.) apostou em muito mais que um terror psicológico a fim de justificar a internação de Ali. Uma situação que se aproxima do ocorrido com Hanna, pois DiLaurentis não deixou de viver em uma espécie de cativeiro e foi torturada também. A diferença é que houve violação de um corpo, de diferentes formas durante a estadia no Welby, em que um procedimento culminou em gravidez sem consentimento. Sem-consentimento!

 

Resenha Pretty Little Liars - Ali e Emily

 

Ali foi brutalmente violada por um procedimento não autorizado. A implantação dos óvulos de Emily que estavam fertilizados. Dois ataques. Duas mulheres violadas por A.D. e isso é pesado demais. E por ser pesado demais, e aproveito para somar o dilema de Hanna, essa sombra tem que ser bombástica. Com uma razão assim que me dê pesadelos por pelo menos um mês. O vilão ou a vilã por detrás dessas duas letras tem que representar o mesmo nível de crueldade atual. Não aceito menos que isso.

 

Embora não tenha “curtido essa resposta”, mais pela sua proposta, é fato que A.D. é uma pessoa com problemas muito, mas muito sérios. Não ousarei cogitar o quê, pois seria de uma pachorra sem tamanho. Mas, ao botar os últimos desdobramentos na balança, estou à espera de um monstro. A promessa é de que não será ninguém alheio, mas tenho minhas dúvidas depois da péssima escolha de CeCe – que pelo menos estão fazendo o humilde favor de terminar de talhar sua história.

 

Definitivamente, não tem como escolher quem está na pior. Em contrapartida, podemos sim temer o que pode ocorrer com Hanna uma vez que a Liar voltou ao cerne de jogo. Há Spencer também que quase morreu, mas está meio na nave por causa da “boa índole” de Mary. Diria até Emily, mas A.D. não poderia se importar menos com a moça. Há uma tríade ferrada nesse jogo, o que nos faz cair em outra personagem de destaque, menina Aria. A menina que não sofre com nada.

 

Se eu gostei de A.D. indo atrás dela? Gostei sim. Amei que trouxeram o papo da pasta de volta e agora o que intriga é o que deve haver ali ao ponto da Liar “topar” uma imunidade que ficou meio clara no fim do episódio. Pode ter rolado a opção do sim ou não, mas o tabuleiro retornar para Hanna em curto espaço de tempo diz muito. Dark Aria is coming? Tô pronta!

 

Essa interação sombria deu a entender que o/a vilão/ã quer Montgomery em seu grupo faz muito tempo, mas podem haver discrepâncias. A começar com a ceninha nada convincente com Sydney. Não sabia se ria da postura da cidadã ou de Aria conseguir ver o ponto na orelha da outra com facilidade. Pretty Little Liars sempre nos brinda com uma leva de micos, pela Deusa! Seja o que intentam, foi impossível não pensar que Aria é A.D. e que querem desviar isso. Nada mais lindinho que uma amiga dentro do ninho de cobras para salvar geral, né? Cai nisso quem quer, apesar que prevejo uma reprise do que ocorreu com Toby. O que seria um baita desperdício de talento.

 

Estou feliz com essa empreitada, mas não nego o quanto foi anormal a atitude e a postura de Aria ao longo do primeiro chamado de A.D.. Ela aceitou o convite como se fosse um vale grátis para comer no Burger King. Ela entra em um carro, sem saber o que verá e se sobreviverá. Sem mandar uma mensagem para as amigas!!! Isso, para o contexto de PLL, é suspeito. A Liar está senil apesar da sua bagunça emocional (será?) e tal ação foi de uma “burrice” (será?) extrema.

 

Resenha Pretty Little Liars - Aria

 

Não é de hoje que sinto que essa Liar está muito diferente. Não digo sobre não receber tantos castigos em comparação às outras meninas, mas Aria tem mostrado sangue frio desde os eventos da Dollhouse. Sem contar que nunca a vi tentando lidar com seus empecilhos, tudo sempre mais ou menos e ok. O comportamento dela na semana passada atrás de Sydney e depois jogando sua bonequinha contra um copo arqueou sobrancelhas. Nenhuma ali está com o juízo no lugar, mas essa personagem está sendo cada vez mais o balaço errante do quinteto. Gosto muito!

 

O que interessa para o momento é que repartiram o quinteto bem diante da deixa de Spencer sobre a verdade de que todas devem ficar unidas. Estou contente que alguém ali se mostrou finalmente disposta a dar rasteira em quem puder para sair do jogo. Afinal, a meninada só ameaçava e nada. Algo que compete com o que Hanna intentou fazer na S7A e fracassou miseravelmente. Aria tem potencial, a garota tem um botão ali que pode revelar seu pior, e todas as contradições ao seu redor dão substância a esse novo viés da sua história. Queria acreditar que farão tudo certinho, mas…

 

A cena final de Aria me fez aplaudi-la. A falsa do rolê e é disso que estou falando! Amo a harmonia das meninas, mas tem muita coisa no relacionamento delas que beira à perfeição. Isso, pensando na problemática A + A.D. porque o que tentaram fazer entre Spencer e Hanna por Caleb foi de uma idiotice sem tamanho. O mundo está ruindo e elas são adultas. Elas almejam coisas diferentes. Não é mais uma brincadeira de quem acabará perdendo o namorado no final de cada episódio.

 

Amo amizade feminina, especialmente a delas, mas, nas circunstâncias atuais, é irreal que todas tenham o mesmo tipo de compreensão do que ocorre agora. É irreal que ninguém ali extrapole. É irreal que alguém ali não traia ou cogite trair. O tabuleiro é um vale tudo e cada uma está por si.

 

A Dollhouse mudou cada uma e já era tempo de levar esse fato em consideração. Uma hora essa panela tinha que quebrar e penso que, com esse viés, o drama de Pretty Little Liars ficará interessante. Era desanimador acompanhar avulso nessa tarefa do “A” Team, a não ser Mona que sempre foi a rainha da coisa toda. Mas Aria foi a escolha certeira. Ela é a Liar que mexe com mil e uma teorias e uma boa quantidade do fandom esperava por esse dark side vir à toa. Eu mesma.

 

Sendo verdade ou não o novo papel de Aria, esse é um comportamento que alguém deveria ter ali e demorou demais. Hanna era a mais inclinada, mas ela ficou atada devido ao vídeo de Rollins. Fato é que não dá para esperar muito dessa investida porque os roteiristas já deram a entender que querem uma finalização bonitinha. E quando digo bonitinha é com os shippers e as meninas sãs e salvas. O que segue firme sendo irreal sem eu ao menos ver o series finale.

 

Aria na suposta trairagem mexerá mais com a paranoia e com a segurança das outras meninas. Ela se tornou o pêndulo e isso é perigoso demais. Se o pêndulo não obedece, ele cairá em cima das pontas fracas. E quem são as pontas fracas? As Liars restantes. Quero é caos e escolhê-la foi a cereja do meu sonho de consumo. Ela sendo a falsa, eu pedi sim! Não apenas pelo que expliquei, mas também porque não dá mais para vê-la naquela storyline Ezria. A garota implorava por impacto de trama e não de romance mequetrefe. Se a moça quer ser baixa, deixem-a ser baixa. Grata!

 

Assim, Ezra está há mil milhas de distância da realidade. Já falei mil vezes que Ezria está regado de red flags e agora me pergunto se Aria não é o problema. A garota bugou minha mente, sério. Não deixei passar batido o fato do vestido estar exposto para Nicole ver, por exemplo. Ok que quando seu namorado não fala sobre a relação para quem interessa, a medida urgente é dar aquela pressionada. Porém, senti que foi proposital. E duvido que o livro tenha sido achado por acaso.

 

Enfim, pelo fato dela “nem se abalar” com o babado de Ali e fazer a poker face para Hanna, acho que podemos esperar grandes coisas. Mas isso no molde Pretty Little Liars, não vamos nos esquecer. Não nego que foi doloroso ver a primeira apunhalada (alow, Aria, violaram suas amigas e você só canta sorry?) e quero nem ver o que A.D. intenta com essa Liar.

 

Resenha Pretty Little Liars - Ted

 

Outro mistério dissolvido vem daquela família de manequins que existia no covil de Charles, lá na Dollhouse. O pai é Ted. What? E Ted teve um crush em Mary? Qual é o problema desses homens de Rosewood? Imaginem se Jessica DiLaurentis fosse personagem de Orphan Black? Sério, essa foi a revelação que me arrancou boas risadas porque critério com a storyline de CeCe não existe. Acho ótimo tentarem reforçar o background da moça, não fazem mais que a obrigação, mas não tem como defender esse viés desde o dia 1. O dia que uma máscara caiu.

 

O que pegou é que Lucas foi revelado como melhor amigo de CeCe, o que remonta os aparatos do “A” Team para estar em todos os lugares. Então, posso crer que ele foi a causa do vestido de Hanna ser clonado por Jenna, do nada, sendo que as testemunhas mais próximas foram Mona e Caleb?

 

Todo caso, eu ainda gosto do tipo de relação entre Ted e Hanna. Os pais dessa série de maneira geral são muito bons, tirando Peter obviamente e a própria Jessica. Espero que não estraguem isso porque é um amorzinho. Ainda mais para essa Liar que não tem referência paterna.

 

Falando em Peter, cê nem tinha que tá aí, lindo! Honestamente, eu esperava aquele barraco homérico com Spencer, mas preferiram emendar outra revelação: a morte de Jessica que CeCe não respondeu. Foi Mary. Não sei vocês, mas isso não me surpreendeu nem um pouco. Selo “ata”!

 

Concluindo

 

O episódio mostrou seu objetivo: um jogo de poder. A.D. tem domínio sobre as Liars e, pelo visto, tirou uma da roda. Sydney prendeu um pouco dessa vez, mas mais pelo claro receio às ordens de alguém invisível. Não caí nesse lado maligno porque ela é covarde.

 

Outro ponto positivo foi a confirmação (óbvia) do dedo ser de Rollins. O boicote de Hanna. Além disso, o emendar do ponto de partida para remontar o tempo de sumiço desse maluco. Marco é um detetive amorzinho e acho que sentirei muito se ele morrer – acho porque a promo do próximo episódio disse muito da possibilidade desse cidadão se revelar como todos os policiais do sexo masculino que já passaram por Rosewood. Confesso que seria decepcionante porque, até então, o personagem trata o quinteto bem. Leva um tanto a sério. Mas, pelo visto, o cara regredirá.

 

O que diabos Mary quer no final das contas? Vingança de Jessica já teve e o que mais?

 

E o que tem na pasta de Aria? Eu quero saber o que tem lá!

 

Bom, acho que se abriu a ala para as bizarrices, então, vamos acompanhar.

 

Agora é vem Wren!

 

Pretty Little Liars retorna daqui duas semanas.

Stefs
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