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01/maio

Minha cabeça ainda está girando depois desse episódio de The Originals e isso não é um sinal positivo. A única certeza que eu tenho é que amém que rolou um novo plot twist no finalzinho porque alguns desdobramentos dessa semana me deixaram de testa quente. Embora a qualidade da trama tenha sido mantida (nas coxas), houve vários momentos que ressaltaram a verdade de que vício de escrita ainda existe nesse universo e as “vítimas” são as personagens femininas. O contínuo enfraquecimento desse grupo segue ultrajante porque vem do reflexo do que houve com Cami e Davina. Duas damas que morreram para acarretar angústia masculina. E lá fomos nós de novo!

 

O que me faz deixar o aviso: não sei se continuarei a resenha The Originals caso seja renovada.

 

A história seguiu com um objetivo a ser desenrolado e moldou mais um capítulo ao redor do The Hollow. A meta da vez era saber quem era a dita fonte e Dominic – a ponta solta do 4×05 – ganhou pertinência. Além disso, houve a busca pelas fraquezas dessa energia sobrenatural e ganhamos a surpresa de haver um padrão. E que esse padrão conecta Hayley ao cerne da trama. Ótima essa parte, mas, no resto, The Originals voltou à estaca zero de Mikaelson sendo Mikaelson. O que não tem muito do que reclamar, mas os atos de Elijah ocuparam um roteiro sem tanta coisa pra contar.

 

Inclusive, que abandonou a complexidade para relembrar a comodidade de resolução de plot.

 

Ao contrário das experiências anteriores, agora chegou a vez de realmente focar no desejo e na fraqueza de quem foi chamado de fantasma. Um fantasma que só quer se alimentar e angariar uma morte para transitar no mundo dos vivos. Nada novo sob o Sol, a não ser o padrão de 4. Um viés que me deixou feliz porque aniquilou a impressão de que não havia prioridade nesse episódio. Foi aquela âncora de salvação já que a festa fake dos Mikaelson e a “retomada” a força da liderança do Quarter destacaram apenas velhos hábitos nada surpreendentes. Até aí, tudo bem, mas o probleminha é que a cada hora se contava uma coisa diferente. Já nem sei mais se querem Klaus, Marcel ou Vincent. Ou os três. Se a ideia foi criar confusão, conseguiram com sucesso.

 

No meio da preparação dessa festa, houve o reforçar da troca de sapatos entre Elijah e Klaus. O híbrido mostrou que está ocioso. Para derrubar esse tédio, nada como derramar sangue – o que não rolou da parte dele. Novamente, houve o debate de não deixar o monstro interior vir à tona, nada inédito também, porém, aumenta a expectativa de quando esse senhor perderá a cabeça. Ele provou que consegue planejar e ludibriar sem assassinar, mas o irmão mais velho começa a ser um problema. Se os Mikaelson querem manter o low profile, não tem cabimento sair matando as pessoas. São nessas horas que me irrito porque parece um monte de criança querendo atenção.

 

Os Mikaelson são hipócritas, como meio mundo nessa série, mas foi interessante acompanhar Elijah, o anterior conciliador, agindo como aquele que sempre repreendeu. O conciliador deixou de conciliar para simplesmente ouvir e honrar as atitudes sanguinárias que marcaram sua família. Uma troca ferrada de sapatos porque eu penso que esse vampiro consegue ser pior que Klaus. Vamos relembrar que o cidadão não pensou duas vezes em matar uma criança para salvar o híbrido.

 

Ainda tento decidir se gosto disso, mas, por enquanto, estou achando deveras irritante.

 

Resenha The Originals - Elijah

 

Não sei vocês, mas não consigo ver uma razão para Elijah querer ser o exterminador. O que calha no que Vincent disse para Freya ao longo da festa: quem não tem nada a perder parte para medidas insanas. Ver o showzinho desse Mikaelson para cima de Dominic era previsível. Estava na cara que o bruxo morreria como forma de reafirmar que essa família ainda é digna de se temer. Foi uma morte de exemplo. Bom é que rendeu coisa boa. Se é que podemos dizer isso de tão simples.

 

Querem deixá-lo acima de Klaus e não tem como superar Klaus. Não está convincente, mas temos que nos ater que Elijah não tem o que e a quem perder. O híbrido ainda possui Hope, o que o tem segurado para não cometer atrocidades. Contudo, não há motivo para o Mikaelson mais velho bancar o daddy bad blood. Suas ações parecem soltas no ar. Acordei hoje e me vingarei de fulano.

 

Elijah quer cuidar da família, ok, mas planeja com insensatez. Um mal Mikaelson que, depois de 4 anos, não deveria existir. As mortes desnecessárias estão aí de prova.

 

Alguém ali tem que responder pelos Mikaelson, tudo bem, mas acho que o conselho de Hayley precisa, urgentemente, começar a ser praticado. The Originals nem se preocupa mais em se inovar e segue trabalhando no mesmo modo de operação há 4 anos. Por essas e outras que começo a cogitar minha saideira porque não dá mais um ano com a mesma ladainha familiar. Ok que até aqui a temporada está fazendo de tudo para mostrar sua diferença, ainda mais por ser curta, mas o cerne, o espinho que é essa família, não tem desenvolvimento porque segue com a mesma picuinha. A diferença de agora é Hope e eu sinto tanto pelo nome dela ser mencionado em vão várias vezes…

 

Apesar dos pesares, Klaus foi uma grata surpresa. Ele tinha todos os motivos para dar cabo nos membros da seita do The Hollow, mas preferiu se abster. Inclusive, tratou bem Vincent, uma “relação” que tem sido interessante. O bruxo segue firme sem querer saber dos Mikaelson e os Mikaelson o tem respeitado na medida do possível. Isso que chamo de parceria incomum.

 

The Originals - Klaus e Sofya

 

Mas daí temos o jogo Klaus vs. Sofya e é aqui que mora meu descontentamento. Desde o início dessa temporada, a personagem chamou a atenção sem a menor dificuldade. O fato de estar envolvida com Marcel me fez arquear as sobrancelhas porque está aí um homem que se deixa enganar por mulher (e acho graça de formidável). Porém, nada disso anulou a verdade do quanto ela é independente, enigmática e estratégica. Só foi lhe dar o papel de vingadora dos Mikaelson que sua storyline, que nem chegou a mostrar as caras, parou lá no tártaro. Por quê, gente? Pior que estava animada de vê-la perseguir a família, mas alá quem foi trouxa de novo. Eu mesma.

 

Foi uma bela ilusão acreditar que Sofya teria um pouco de voz. Algo que caí bonitinho porque, além de Freya e de Hayley, não há mais mulheres em cena. E só piora quando se percebe o gradativo enfraquecimento das mesmas. Nenhuma personagem em The Originals pode driblar sozinha suas adversidades porque os roteiristas metem um embuste para criar angústia romântica. Já disse que não tenho nada contra shipper, mas desde que não afete a mulher da equação. Na menor chance, lá foi essa série embutir amor para fazer a personagem amolecer e perder suas características.

 

Na semana passada, Sofya deu indícios de que gostava de Marcel, mas podiam isolar isso da equação e deixá-la dona da sua história. Desacreditei quando ela começou a tagarelar sobre uma arma que deveria ser o efeito surpresa dessa temporada. Minha testa ficou quentíssima! Foi muito conveniente, especialmente para um Elijah que botou para fora o reizinho na boca do seu estômago. Com isso, mostrou que os Mikaelson sempre vencem – ou quase devido ao plot twist.

 

Daí, retornamos ao hábito de The Originals: enaltecer os Mikaelson. Mas a série é deles, não é? É, mas esse enaltecimento não dá maturidade para cada um deles. Com essa de colocá-los no pedestal, várias histórias são atropeladas, mas não tanto quanto personagens femininas. Sempre atreladas pelo amor a um homem e que se resumem a isso. Sofya capaz que morra, sendo que há várias opções masculinas. É difícil defender quando diminuem personagem feminina só para deixá-la como a salvadora do homem do qual está apaixonada. Tipo Cami com Klaus. Não dá mais, sério!

 

Sofya tem chamado minha atenção desde que essa temporada começou. Vê-la enfraquecer para salvar Marcel e se gabar de uma arma que entregou de bandeja ao Klaus… Doeu na alma. Ok estar apaixonada, não tenho nada contra, mas a ira vem à tona quando diminuem personagem feminina por isso. E essa moça foi ludibriada pelo híbrido do jeito mais ridículo do universo. Vamos fazer um acordo pelo seu homem e você me dá todas as armas contra mim. Pisando na nossa inteligência.

 

Resenha The Originals - Vincent

 

Ainda bem que Vincent existe e, às vezes, me irrita dizer isso porque eu queria fazer o mesmo com alguma personagem feminina. Ele segue firme em se manter longe dos Mikaelson e compreendeu como ninguém o que é fazer alianças por meros negócios. Nada de envolvimento emocional e é ótimo. O bruxo acatou Elijah, fez um ótimo trabalho de investigação, e male, male sabe que a família Original impõe medo nos covens – e que ele precisa combater isso. A única necessidade é não passar dos limites, mas um dos irmãos fez isso em público e me pergunto se haverá retaliação.

 

Mas foi bom Elijah demonstrar um pouco de lealdade ao Vincent porque isso pode ser pertinente no futuro. Além disso, não há mais ninguém que possa compreender em totalidade o que está acontecendo no Quarter a não ser o bruxo. O importante é manter a estranheza aqui também porque deixa essa aliança interessante. Klaus deixou claro que provocar Griffith não é a meta, mas não quer dizer que o trio dividirá a lancheira no parque mais próximo.

 

Esperando a trairagem que, pela glória, Elijah evitou. Ele mostrou que tem ainda um pouco de caráter, o que não me faz amaciar para o seu lado. Da mesma forma que Klaus dribla seu monstro interior, aqui tem um viés de teste de sabotagens. O quanto os Mikaelson se segurarão para não atropelar Vincent?

 

Além dessas parcerias incomuns, foi formidável Vincent lavar um pouco da roupa suja com Freya. Não tem como defender ninguém nessa série, o bruxo deu várias mancadas com Davina, mas o papo muda quando envolve morte. Há limites para certas coisas e a bruxa, junto com Elijah, pisou sem hesitar no acelerador. A Mikaelson pode estar arrependida, mas foi de uma crueldade sem tamanho a baixaria que não hesitou em cometer na S3.

 

Uma baixaria que anda sendo repensada. Keelin segue cutucando as carências que Freya nunca parou para pensar. A conversa sobre cair fora de um ciclo vicioso estipulado por uma alcateia, clã, coven e assim por diante teve seu impacto. A Mikaelson nunca teve uma vida para chamar de sua, só trabalha pela família, o mesmo papel que Elijah tem prestado há anos. Penso que não dá para pedir mudança imediata desses irmãos, pois ambos se tornaram parceiros de crime. Facilmente se injetam de ódio e agem indesculpavelmente. Esperando a consciência bater nessas crianças. Se Klaus tem conseguido a passos de bebê, os demais também conseguirão.

 

No fim de tudo, o que valeu o episódio foi o paralelo do The Hollow com a storyline dos Labonair. Hayley seguiu convicta em tentar compreender seu passado e arrematou no que Vincent descobriu ser um padrão de 4. Se os pais foram realmente assassinados por esse fantasma, é fato que terminar o que começou faz um pouco mais de sentido agora. Afinal, a ponta final é Hope e alguém colocou a escova da menina naquele ritual.

 

O curto flashback moveu estribeiras, não apenas pela crueldade, mas por ser uma história que é sondada desde The Vampire Diaries e que nunca ganhou uma carinha. Esse foi um dos pontos altíssimos da semana e, de quebra, rendeu na primeira pista para remontar essa energia que segue firme sendo delineada por uma penca de seguidores.

 

Agora, o que dizer daquela pulseira de espinhos? Sério que pagaram esse mico?

 

Concluindo

 

Resenha The Originals - Hayley

 

Achar uma arcada dentária dentro de um bichinho de pelúcia. Isso que chamo de incomum.

 

Marcel vs. Klaus. É o que chamo de comum demais da conta e exausta.

 

No geralzão, esse episódio foi episódio de reprise sobre todos os males de The Originals. Vide o repeteco de Marcel e de Klaus que me faz indagar – até quando?. Isso que chamo de comum demais e não de incomum como o híbrido tentou vender na conclusão. Um comentário que deveria servir para toda a trama, mas não foi bem assim. As alianças podem até ser incomuns, mas o resto nem um pouco. A começar por mais uma dose de birra entre pupilo e mentor. Me respeitem!

 

Se é para falar de incomum, vamos filmar Josh todo sorrateiro e descobrindo sobre Marcel. Detalhes, porque o relevante é que o personagem saiu vivo. Desacreditei desse milagre!

 

Apesar da reviravolta sobre Dominic, que me fez rir porque os Mikaelson com cara de tacho é meu moodboard, esse episódio só fez o favor de relembrar a mesma escrita das temporadas passadas e boring. Agora, com aquela adaga e a arcada dentária, faltariam dois itens? Pelo tempo de temporada, penso que sim, mas ainda faltam respostas assertivas, então, só deixo a sondagem.

 

De quem diabos seria aquela arcada dentária? Boa pergunta, mas não precisaram nem de Marcel, nem de Vincent e nem de mim para criar mais um suspense sobre aonde estarão esses supostos objetos. Resta-nos esperar com paciência a remontagem que nos levará ao Hollow. Só teve ponta solta nesse episódio e isso inicia o ciclo de preocupação.

 

PS: Klaus assumindo papel de Elijah e resmungando sobre as mortes = eu ri demais.

 

Stefs
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