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08/maio

Juro para vocês que se não faltassem poucos episódios para essa temporada de The Originals terminar, eu avisaria que só escreveria essa resenha e nada mais. Estou um bocado angustiada aqui em meu escritório porque as roteiristas me tiraram do eixo pelos motivos seguintes – primeiro: a quantidade de violência contra personagem feminina (algo que nunca tive oportunidade de comentar aqui neste site, mas agora cansei do meu silêncio) e segundo: porque zombam da nossa inteligência. O único trabalho que essa série tem é deixar a mitologia complexa dentro de seus padrões, mas provaram de novo que são incapazes. E não é comentário de hoje. É desde a S2.

 

Se eu apagar o que comentei aí em cima, com certeza o episódio foi muito bom na montagem de sua trama. Raramente o foco na magia dá errado e foi exatamente o que rolou. Em contrapartida, o que se salvou realmente foram as interações entre Marcel e Hope. Uma atitude nova que amarrou as duas crianças de um mesmo pai aka Klaus. Mas é inegável que o conflito central começou a se perder após o 4×04. De um ponto de prioridade, Hollow está se tornando uma bagunça sem sentido. Meramente porque abriram demais a storyline – considerando que a temporada é curtíssima – e isso sim tende a dar errado em The Originals. Pelo menos, não anda tendo encheção de linguiça.

 

Desde o início da temporada, a meta é dar uma ajustada na relação entre Marcel e Klaus. Houve o babado do híbrido ficar cinco anos no castigo, depois a treta com The Hollow no comando e a repetição do castigo só que para Gerard. Os roteiros ainda seguem firmes no conflito central, mas é cada vez mais perceptível que, se a série for cancelada, há o desejo de ver essa dupla erguer a bandeira branca. Pensando aqui, é o mínimo que podem fazer já que os Mikaelson não têm solução que preste.

 

A maneira como Marcel cativou Hope e a poupou de ser testemunha de chacina/da vida de monstrinho de Klaus foi preciosa demais. Por um segundo, achei que ele intencionava enganá-la apenas pela liberdade e ainda bem que isso não ocorreu. Aguardei também o desejo dele de esvair todos os podres do híbrido, o lado que o próprio segue firme fingindo que não existe, na maldade, em reflexo do seu castigo. Porém, o personagem mostrou certo caráter. Depois de tantos embates, o resultado foi intervenção. A ruivinha favoreceu seu “irmão mais velho” e assentou o papo de trégua.

 

Se funcionará? Boa pergunta! Para o momento, o importante é que Klaus e Marcel fecharam o pacto. Agora, é hora de aguardar para ver até onde isso vai. Com Elijah descontrolado, traições são esperadas, especialmente quando inserimos Vincent nesse engodo.

 

Resenha The Originals - Klaus e Hope

 

Klaus seguiu isolado no episódio, torturando os ouvidos de Hayley e chegando perto de botar o monstrinho interior para jogo. Para minha própria surpresa, o cidadão se comportou e metade do peso se deveu ao mastigar da preocupação com relação ao Marcel, o atual ocupante do tapetinho da disciplina. Foi bem legal lançarem de leve que o tempo desse Mikaelson nos confins da mansão rendeu um impacto traumático, mexendo com instinto de sobrevivência, o que me fez lembrar de Stefan no cofre, lá na S5 de TVD. Um trauma que moveu o híbrido, junto com o rememorar proporcionado por Hope, a se preocupar com o pupilo quase renegado. Para quem costuma pagar na mesma moeda, ver um pezinho atrás desse personagem foi assustador, confesso.

 

Apesar de Marcel ter sido uma graça com a menina, aqui a superação vai para o híbrido. Afinal, Klaus nunca pensou duas vezes em dar um jeito em seus inimigos para que aprendessem uma lição. No caso, nunca tirá-lo do eixo e/ou rebaixar seu poder porque sempre haverá retaliação. Vê-lo acatar o pedido da filha sobre Gerard e ainda ir atrás de Gerard para erguer a bandeira branca foi mágico demais da conta. Apesar de serem duas crianças petulantes, não aguento mais essas tretas.

 

(Re) união que abre a possível margem de Klaus estourar e assim quebrar essa ilusão de que seu monstro interior está sob controle. Não sei se quero porque o personagem segue dentro de uma medida tolerável. Ele continua implacável no verbal, mas precisa pensar um milhão de vezes antes de agir devido à existência de Hope. E esse é um ponto que tenho curtido bastante. O híbrido tem se agarrado mais a estratégia e não tem sido ilógico e imprudente como nas temporadas passadas.

 

Fato é que Marcel, Hope e Klaus deram liga ao tema família que se perpetuou ao longo desse episódio. Apesar do desejo de um quebrar o pescoço do outro, mentor e pupilo bateram na quina da suavidade. O mesmo não se aplica ao Elijah. Quem é esse Elijah?

 

Sincera: o episódio morreu para mim no instante em que Elijah tem fácil acesso à lâmina. Isso, antes de iniciar o ciclo de capotagem contra personagem feminina. Gente? Sério que Vincent, em seu repúdio pelos Mikaelson, deixou uma peça dessas desprotegida? E ainda menciona um dos rituais mais doentios que já passaram por The Originals? Zombando da nossa inteligência.

 

Resenha The Originals - Elijah

 

E a zombaria se seguiu com Elijah assassinando as adolescentes, assim, porque achou lógico. WTF? Isso me fez lembrar das últimas temporadas de The Vampire Diaries em que ninguém pensava em plano de contingência ou revisava a situação com base no que já ocorrera, e simplesmente iam lá abraçar os inimigos (e se saíam muito bem, olha que inconcebível). É estressante porque é de uma burrice sem tamanho. Não há meta aqui, só um direcionamento pela família. E isso é boring porque voltamos ao que Klaus fez em anos anteriores e só resta roll eyes. Senti-me o Vincent o tempo inteiro a cada medida desse Mikaelson e, pela Deusa, que Davina capote esse vampiro.

 

É, assim, minha única esperança. Davina precisa vingar sua morte (mas é sonhar demais, eu sei).

 

Elijah, ah, Elijah. Tudo bem dar um revés em personagem, mas, convenhamos, está forçado demais. Com Klaus, essa posição implacável sempre combinou melhor e nem digo que foi porque ele nasceu assim. O que se reflete é o que disse nessa resenha: falta de tempo para desenvolver melhor os Mikaelson. Ao longo dos anos, focaram em um só e, a essa altura, tal opção é sentida. Tirando o híbrido, que anda contando com mudanças em sua caracterização, Elijah, Rebekah e Kol seguem iguais. Isso que dá encontrar all the time a solução empalando esses vampiros.

 

Não ligo de Elijah ser das trevas. Nem todo mundo consegue ser apaziguador por tanto tempo, mas o que o vampiro fez foi muito semelhante à chacina de Klaus em fins da S2. Indigerível.

 

Enfim, é por essas e outras que digo que essa família não tem mais solução. Ah, mas eles são implacáveis. Ok, eu entendo, mas quantos dos irmãos evoluíram com o passar das temporadas? Depois de quase 6 anos (somando com TVD), Klaus foi dar uma suavizada agora. Se Hope não existisse, estaríamos no ciclo de violência chatíssimo as hell. Infelizmente, os demais não possuem esse tempo de desenvolvimento rumo à evolução. TO ainda pode ser cancelada e é quando se nota o quanto negligenciaram histórias que beneficiassem a família em completude. Esse ciclo repetitivo desgastou todo mundo e ver mais do mesmo é testar a paciência que não existe mais.

 

Resenha The Originals - Vincent

 

O poder da bruxaria criou contrapostos entre o poder de Freya e de Vincent. Muito bacana, pois deixou o episódio interessante e agonizante. Era quase certo que um dos dois falharia – e acho que Vincent falhou porque nada de bom vem desses Ancestrais. A trama da semana foi deles e somente deles, o que fez meu coração feliz. Sempre estaria com o time dos covens no fim das contas.

 

Ambos seguraram a ação e o enigma do que viria a seguir porque eu mesma senti que nessa semana tudo ficaria empacado depois de Dominic. Mas, vamos combinar, o sequestro desse cidadão foi fácil demais. Freya sambou, amei sua performance, mas quando se ouve que o bruxo dentro do círculo serve ao The Hollow, bem, devo dizer que representou um novo teste de inteligência.

 

A cena do ritual da colheita, na companhia de um torturado Vincent, me deixou emotiva. Não apenas pela lembrança de Davina, mas pelo que Elijah o obrigou a fazer. O bruxo é traumatizado pelo ocorrido com The Hollow, com a perda de Eva… Ele soube do pior jeito que com magia não se brinca e desengatilhar isso a força foi de uma falta de humanidade indescritível.

 

Foi um instante e tanto do episódio, deu uns arrepios. Vincent combatendo valores e crenças quanto ao seu poder, colocando em cheque o trabalho irresponsável de Freya com magia para dominar Dominic, foi um paralelo e tanto. O homem desesperado, chorando, implorando perdão… Foi espetacular! Pena que o custo disso veio de um imprudente Elijah que já tá bom de ocupar o lugar agora vago lá no tapetinho da disciplina no porão da mansão Mikaelson.

 

Mais violência

 

Resenha The Originals - Keelin e Freya

 

Eis um assunto que fiquei quieta por anos e anos, desde a época de TVD. Mas esse episódio de TO meio que desengatilhou tudo de uma vez, então, seguem os tiros.

 

Antes, uma história.

 

Freya teve um grande episódio. Ela saiu agarrada na famosa sede de salvar sua família, o que confrontou o comentário de Keelin na semana passada sobre cair fora desse ciclo. Sobre se dar um pouco mais de prioridade. O sequestro de Dominic teve seu teor de plot, mas se tratou de um acontecimento para testar as emoções do agora casal. Sigo contra a atitude repetitiva dos roteiristas desse universo em usar de romance para enfraquecer personagem feminina.

 

Como aconteceu com Sofya, a primeira nesse episódio a tomar estaca no peito a troco de absolutamente nada.

 

De fato, a mana Mikaelson precisava passar por essa experiência de conflito de emoções. Algo que sempre rolou com Rebekah. A personagem precisava sentir o impacto dos seus atos uma vez que se começa a dividir a vida com alguém. Um compartilhar que requer a menor quantidade de segredos e de imprudência possíveis. Ouvir que Keelin morreria a tornou irresponsável, o que a fez correr para se trancar. Normal, apesar de incômodo pelo que citei no parágrafo acima.

 

A grande sacada é que Freya, por mais fria e distante que seja, mais todos os adjetivos que ela enumerou para si, encontrou uma brecha para se afastar um pouco de Elijah. Para uma mulher que levou a trama da semana nas costas, isso é uma conquista e tanto, mas também não boto fé. Afinal, eis os irmãos descontrolados que são a contenção, sendo que são imprudentes.

 

Gostei bastante da cena com Keelin. Achei que melariam os desdobramentos dessa relação, mas souberam pincelar com uma angústia aceitável. Pena que acho que alguém morre aqui.

 

Agora, voltemos ao violência contra personagem feminina. No início dessa temporada, Rebekah tomou um tranco sem meta e isso me deixou desconfortável. Não disse nada porque, bem, é série de vampiro e tudo é permitido, certo? Nem tanto. Não quando a margem de queda desse grupo de personagens é maior perto dos homens. Há o fato real, tanto em The Originals quanto em The Vampire Diaries, de que os elos dito fracos são mulheres e são elas que arcam com mais impacto. Seja de morte ou corporal. Enquanto o lado masculino da trama briga, se esborracha e forma reis.

 

Hayley segue como a maior exceção dessa temporada quando pensamos nesse assunto, mas ainda acabou sendo salva nos últimos segundos por Elijah – e não precisava. Nisso, temos o ocorrido com Sofya, o início da minha frustração com essa S4. Ela foi rebaixada ao romance e foi apunhalada pelo mesmo motivo. Para terminar com qualquer ânimo positivo, Elijah matou adolescentes e lixou as unhas. Ok ir atrás dos Ancestrais, trazer um pouco da S1 – algo que tem ocorrido bastante –, mas que tenha motivo. Isso me fez lembrar de Gia que morreu pelo que sentia por Elijah. Assim, não dá.

 

E, ah, Hayley teve o pescoço quebrado. O episódio todo deu capote em uma personagem feminina. Isso é inaceitável, especialmente porque duas mulheres escreveram esse roteiro.

 

Para acabar mesmo, veio Keelin e dei amém a Deusa que cortaram a cena. A garota cercada fez meu sangue bater na testa. Por que ela foi agredida? Porque gosta de Freya. Por que Dominic atacou Freya? Pelo que sentia por Keelin (e o que veio a seguir foi extra de trama). Gente, chega! Eu não estou mais para essa série, verdade seja dita. Não vejo a hora de terminar.

 

Foi uma atrás da outra, o que me lembrou da finalização de arco de Davina e de Cami. Nada do que fizeram com tais personagens nessa semana teve propósito, a não ser o fato de que cada uma carregava sentimentos românticos por alguém e “pagaram” por isso.

 

Concluindo

 

Resenha The Originals - Marcel e Hope

 

Na réstia, temos a ideia de retornar a Mystic Falls, pois as relíquias que a energia maligna precisa apontaram para os Lockwood. Uma sacada bem legal, mas me lembrei de Damon, apaga.

 

Não há muito mais a dizer, a não ser que não boto tanta expectativa em Klaus e Marcel. Ambos têm um histórico enorme de retrocessos e não espero diferença na hora que a nova guerra cair no Quarter. Contudo, o apaziguar da situação deles caiu na hora certa. Uma vez que os Ancestrais foram despertos, Hollow e seus seguidores tomarão medidas desesperadas. Como aconteceu no final de episódio com a menina Sofya – que com certeza morrerá depois dessa de ser possuída.

 

Só tenho um adendo a mais sobre Hope: ela ter consciência do seu poder me deixou mais preocupada por vir da bíblia Mikaelson. Eu espero que TO não sobreviva tanto para corromper essa menina. É o único elo de humanidade nessa família e Klaus é bem disposto a destruir isso.

 

Vamos adiante, com o sangue quente na testa.

 

Stefs
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