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23/maio

Um belo episódio de The Originals para passar o tempo já que fins de temporada estão próximos e a batalha com Inadu em carne e osso não podia mais esperar. Com o estopim do sequestro de Elijah, a turma teve que se reorganizar para ver se garantia um saldo positivo e irrealmente conseguiram. A conclusão nem chegou a fazer cócegas em meu coração, nem porque estou bem done com a série, mas porque tudo que morre dá um jeito de voltar nesse universo. O que me restou foi um – de novo? O “de novo” eu tiraria se confirmassem que Daniel vazaria, seria outra história e me daria um pouco mais de confiança em seguir em frente e, claro, chorar pelo luto.

 

Como não é o caso, só me restou mais um episódio para lembrar que nada muda e é chatíssimo ficar repetindo o mesmo discurso. Já está desgastado esses tombos que são, atualmente, sem graça. E, quando digo sem graça, é porque ninguém morre de verdade, since The Vampire Diaries. Não tenho mais a menor paciência para morte de mentira no main cast, parem de ser tímidos.

 

Não nego que foram um tanto bravos em tombar Elijah, nem que seja por alguns futuros episódios, para testar lealdades e os ânimos de Klaus. Especialmente os ânimos de um Klaus que segue querendo ser o pai do ano ao entupir Hope de açúcar (adoro!). A temporada lançou a proposta de que o híbrido não quer deixar seu monstro interior se revelar em respeito a filha, mas uma vez que conseguiram tirar o seu irmão precioso de cena, chegamos na quina do “não me responsabilizo”.

 

Inclusive, esse episódio de The Originals apostou, por assim dizer, em uma “nova faceta” do híbrido. Um dos highlights da trama foi sua imposição para ser o sacrifício para salvar Elijah e foi ótimo acompanhar seus trancos e barrancos. Principalmente o quão frágil ele pode ser quando está de mãos atadas. Deram um gesto de altruísmo para um cidadão que nunca pensou mil vezes em tirar o seu da reta e mandar para a tumba quem enchesse seu saco. Ainda mais se fosse parente. Vê-lo oscilar quanto a possível morte do brother, e se sugerir como plano de contingência, me deixou um tanto surpresa. Eu realmente esperava que o personagem meteria o discurso de matar quem tivesse que matar pelo bem maior de interromper a Hollow – cuja meta era manter em espírito.

 

Além de Elijah, só foi cutucar Hope também que as coisas mudaram novamente para Klaus. Ele não pode mais sair por aí com seu ímpeto que inicia o famigerado ciclo de violência. O híbrido tem aprendido do jeito mais compassivo, o que é bizarramente irônico para quem era jogado no limite da paciência, a segurar seus ânimos e a raciocinar mais. O vampiro está em um antro de solidariedade e de afeto, um contraposto de uma vida que sempre foi ritmada a sangue frio. E dou todos os créditos a Hayley, cujas interações com esse Mikaelson estão cada vez mais preciosas.

 

Há um abraçar de vulnerabilidade que, antes, só Cami tinha um jeito de incitar. Agora, Klaus está por conta e precisa tomar decisões que não abalem efetivamente ninguém – embora morra de vontade disso. Finalmente, dá para apurar mudanças no híbrido e isso é algo a se celebrar porque eis a prova de que a mudança sutil em sua caracterização não está fazendo mal. Está fazendo bem.

 

Resenha The Originals - Klaus e Vincent

 

A discussão de Klaus com Vincent, para remontar um plano a fim de impedir mais um caos no Quarter, foi outro highlight maravilhoso. A relutância de aceitar a morte de Elijah chegou a fazer cócegas no meu coração e fiquei com certo orgulhinho de vê-lo tomar um tipo de atitude que não beneficiasse apenas a si mesmo. O clima estava propício a tal intenção visto que Hope é o peso maior da equação e Inadu não escondeu seu interesse de dar cabo na menina. Vê-lo despachar as ideias que custariam o irmão tornou a situação interessante. Afinal, era de se esperar que o cidadão desse pra trás porque as chances da filha ser sugada pela proposta do roteiro estava imensa.

 

Apesar de tudo isso, o grande soco veio com a menção de Cami. Minhas mãos tremeram na hora porque me lembrei o quão estressada The Originals me deixou ao eliminá-la. Não sei se a psicóloga ficaria orgulhosa de Klaus porque para mim essa criança não fez mais que a obrigação em aprender a abaixar a bola. Contudo, a fala de Vincent serviu como um tapa de luva, calhando perfeitamente em uma situação da qual o híbrido não está acostumado. Esse Mikaelson sempre preferiu sacrificar todo mundo, até os irmãos, e acompanhá-lo destemido, ao ponto de abrir mão de Hope, moveu algumas estribeiras. Não havia muleta dessa vez. Ou fazia o sacrifício ou Elijah seria sacrificado. 8 e 80, a cara do personagem. Tipo, se vira colega!

 

Um 8 e 80 pra lá de diferente também porque Klaus teve que encarar a vulnerabilidade da situação e a sua própria vulnerabilidade. Além disso, aceitar que seu grupo não possuía armas contra a inimiga da vez. Não havia nenhuma alternativa, por mais que Freya tenha resgatado aquele colar desnecessário. Muito me espantou o garoto não ter dado vários gritos, verdade seja dita.

 

Por mais que Klaus tenha rendido ótimos instantes, Vincent foi o personagem da semana (de novo e eu adoro!). O livro das trevas retornou e só consigo pensar em uma leva de nhaca. Porém, muito me anima porque quero ver o que tem lá em ação. E, claro, acompanhar mais uma ótima performance. Se há alguém que não decepciona em The Originals, é esse cidadão.

 

Fico besta com Yusuf, sério. O ator faz uma entrega das dores e das angústias do seu personagem que dá gosto e sempre me é indescritível. Desde o início da temporada, Vincent tem tomado controle do conflito central e mal posso esperar para vê-lo perder esse controle. O garoto está mexido e temeroso. O encontrinho com Inadu deixou isso claro e só me fez querer mais.

 

Somado a isso, a treta com Freya me fez aplaudi-lo. Só ouvi verdades. Os Mikaelson precisam aprender a cantar let it go, especialmente porque quanto mais ficam juntos, mais rendem histórias repetitivas. Vejam bem, por mais que tenham mudado o cenário, matar Elijah não é uma maldita novidade.

 

Resenha The Originals - Freya

 

Juro que acreditei que Inadu seria “derrotada” porque os roteiristas só sabem beneficiar esse povo. E seria de uma mentira lascada Freya combater o poder da vilã, vamos combinar. Assim, você me malha por 9 episódios que Hollow é imbatível, dona da magia das magias, para vir outra bruxa que está a alguns degraus abaixo nessa escala de poder quase resgatar Elijah? Ata.

 

Ainda bem que usaram Freya para criar angústia. Se Inadu tomasse nas costas, eu ia dar riot.

 

E mesmo assim sigo firme achando o salvamento da alma de Elijah igualmente forçada porque a vilã da vez veio com tudo pra cima de Freya. Com um poder tão imenso, qualquer furo seria recoberto. É aquela coisa de minimizar os inimigos para garantir que os Mikaelson ganhem – e é cômico imaginar que a família pode derrubar quem criou a maldição dos lobisomens, ata.

 

Apesar disso tudo, Freya estava poderosa nesse episódio. Amei Keelin como uma ponte de humanidade para ela e a cena que se seguiu em tentar encontrar Elijah dentro do colar. A bichinha toda destruída, mostrando o quanto abraça tudo da família, sem pausa. Confesso que isso me frusta, um sentimento semelhante sobre Rebekah. Duas meninas que mereciam muito mais que viver no ciclo vicioso de seus irmãos. É cansativo tanto esforço para vê-la retornar ao ponto de sempre. Não foi o caso dessa semana, mas, na menor oportunidade, testemunharemos isso.

 

Freya é claramente perfeccionista e magiaholic. Quer fazer tudo corretamente e foi bom vê-la falhar um pouco. Ela ainda tem esse receio de decepcionar os irmãos e ser tirada da equação. Duas coisas fora de cogitação. Por isso, a moça se esforça demais, o que pesa essa coisa de aceitação, o conflito eterno entre os Mikaelson. Vê-la em exaustão tentando achar Elijah me deixou um tanto triste porque não há respeito algum por sua figura. Só a usam pela magia e nada mais.

 

Até porque Klaus não me parece que manterá a compostura e Freya se sai como cinto de segurança. Todo aquele processo de ciclo de violência contido pode vir à tona agora e o alvo são os covens. Duvido que haverá questionamento de quem foi ou não pro lado negro da força. Por isso, foi eficiente Vincent mandar quem não acredita na Hollow passear porque o híbrido chegará quente no pedaço. Ainda mais porque o ritual de seu sacrifício foi interrompido.

 

Daí, é fácil prever que Klaus pode muito bem sair matando geral enquanto Hayley tentará achar a alma de Elijah – o que acho ruim antes mesmo de começar. Assim, a trama foi dada para a little wolf e a little wolf está afundando em problemas românticos. Exausta de opinar sobre isso também.

 

Mas Hayley segue maravilhosa e o apoio para Freya também foi um ato precioso demais visto a treta de ambas no decorrer do sequestro de Keelin.

 

Concluindo

 

Resenha The Originals - Marcel e Vincent

 

Mesmo que tenha sido um episódio de personagens, o roteiro deu uma pincelada nos covens e em suas alianças. Vários pactos com Hollow no intento de expurgar a vampirada do Quarter. De novo. Enfim, sempre quis ver esses grupos bruxos no comando da trama, mas não me iludirei.

 

Não foi aquele episódio OMG! porque parecia tudo muito óbvio – os Mikaelson sem saída, vilã taca o psicológico e no fim os Mikaelson se dão bem, ugh. Contudo, a conclusão fez uma diferença danada e espero que Inadu cumpra boa parte do terror que repetiu milhões de vezes. Amém que Taylor, crush de Supernatural, foi liberada desse papel de vilã porque ruim demais. Parecia um robô repetindo a mesma coisa. Dava agonia ouvi-la lidando com Elijah, desculpem.

 

Marcel vale um shot out por ter se saído como compasso moral nesse episódio. Ele seguiu o plano, fez o que deveria ser feito, evitou ao máximo matar, mas acabou matando pelo que deu a entender. Saltinhos que foram até que bons para o personagem, pois aqui temos outro exemplo de que quer controlar o ciclo de violência dos Mikaelson – e está bom de atualizar os diálogos dele, just saying.

 

O salto surpresa no final do episódio deu um pouco de vida a essa situação. Inclusive, regou a “perda” de Elijah de um drama que se vê quase sempre em The Originals e que segue certeiro. Mas… São mortes não matadas porque meio mundo sempre retorna. De qualquer forma, seria irreal esse Mikaelson sair vivo, mas, como renovaram a série, nem tinha como cortá-lo de vez.

 

The Originals retorna no dia 2 de junho.

Stefs
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