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15/maio

The Originals foi renovada, não sei pra quê, mas há boatos de que seja a última temporada. O drama é que Plec tomará conta do futuro dessa série sozinha, o que me faz abrir esse textinho reforçando que essas serão minhas últimas resenhas. Não dá mais, de verdade, amiguinhos!

 

Depois de um episódio passado que me deixou de testa quente, chego aqui com a testa morna. Esse entra para minha lista de favoritos justamente pelo cunho histórico, pela amarração do conflito central, pela narrativa deveras atraente e pela reaparição da minha filha Davina. Depois de um cliffhanger meio sem noção, ganhamos uma cara para quem chamávamos de The Hollow.

 

O que parecia uma sombra infantil, que queria circular entre os humanos ao usar o corpo de Sofya, se revelou uma dita inimiga sobrenatural implacável. Se é que posso colocar dessa maneira porque, além de termos seu nome e sua origem, descobrimos um ponto fraco. Já que teremos mais um ano dessa série, nada poderia soar imparável por tanto tempo, então, acabamos com Hayley como forma de destruir esse rolê. Pela little wolf ganhar mais foco, cimentaram o caminho da origem dos lobisomens até os quatro ossos, esses últimos o motivo da movimentação de outros personagens. Informações que só poderiam ser dadas por intermédio de flashback e isso me fez feliz.

 

O flashback foi um meio de dar novas boas-vindas para menina Davina. A bruxa segurou a trama por completo graças à narrativa que amarrou o fator energia azul, sombra possuída, a importância da linhagem sanguínea de Hayley, o objetivo do padrão de 4 e aonde estão esses 4 ossos que encaixaram Ric comicamente na trama. Tivemos respostas consideráveis para seguirmos adiante e me pergunto o que planejam inventar a partir daí. A temporada está quase terminando e tudo que me vem à mente é uma finalização aos moldes de Dahlia. A mulher também foi tachada de invencível para sumir do Quarter do jeito mais preguiçoso do universo. Não duvido nada que o mesmo se repita.

 

Resenha The Originals - Inadu

 

Mas, Inadu. O que dizer de você, menina? Sua história me lembrou um pouco a de Rayna, a caçadora de The Vampire Diaries. O que só piora a sensação de que o fim dessa storyline será meia-boca. Quando colocam mulheres invencíveis demais, destinadas a matar quem representa o elenco principal, é fato comprovado que as perdem por besteira. Não é de hoje que não conseguem manter personagens femininas nesses moldes porque elas ou não podem matar ninguém ou porque a luz divina da humanidade limpa suas emoções de todo o mal. Nenhum Mikaelson pode ser cortado da série, ainda mais agora diante da renovação. O que ocorreu com Elijah no final desse episódio foi desmentido na promo seguinte, então, parte da minha expectativa aqui morreu sim.

 

Por intermédio do retrocesso, compreendemos mais de onde vem essa sede de Inadu. Narrativa que também rendeu em vários paralelos, como o casamento cerimonial para unir comunidades. Não deu muito certo essa ideia aqui e a vilã nasceu para se alimentar de poder e de desgraça alheia. Por diversão! Mas o que bugou foi a ponte de criação da maldição acerca dos lobisomens, grupo extremamente negligenciado desde The Vampire Diaries. Honestamente, prefiro nem arriscar as teorias porque esse viés pode ser chamado de plot hole sim.

 

Mas, vamos ser lógicos e pensar que vários blocos sobrenaturais desse universo vieram de diferentes linhagens. Assim como tivemos vários tipos de bruxas, como os Heretics e o próprio Kai, não vejo problema em ter vários tipos de lobisomens. O mundo não é só feito de híbridos, não é? Os Labonair, como as demais famílias que asseguraram os ossos, são um tanto mais especiais. Digo isso em reflexo da magia que as rodearam e que acabou se tornando inimiga de cada uma.

 

À frente da história de Inadu estava Davina, a chefe dos Ancestrais. Nunca pensei que sentia tanta falta da minha filha até vê-la surgir toda poderosa. Fiquei chorosa e toda minha raiva internalizada do Elijah veio à tona. Parece que ela nunca saiu de The Originals de tão bem que se fincou em cena. Finalmente, a bruxa tem um tipo de poder determinante para chamar de seu, mas, de novo, a impedem de realmente mostrá-lo. Só porque precisam manter os Mikaelson vivos.

 

Daí, desvalidam as opiniões dela que seguem repetitivas, mas meramente porque nunca lhe deram um desenvolvimento. E, outra, nunca permitiram que a adolescente amadurecesse. Foi nesse instante que minha testa ficou morna.

 

Não que esperasse a morte de Klaus (queria, não nego), mas não cansam de boicotar Davina até em outro plano. A mania de rebaixar personagem feminina nesse universo segue firme e sem vergonha na face, sendo que a bruxa é o remo atual do Quarter. Essa falta de desenvolvimento na storyline dessa moça foi uma das coisas que mais me irritou. Nunca a deixaram crescer e testaram minha humanidade quando Hope me surge para salvar o dia. Tipo?

 

Sim, eu poderia ter aceito melhor a invasão de Hope, mas, na semana passada, me incomodou o fato dela soar esperta demais para sua idade. Detalhe fraquíssimo diante da repetição do discurso tóxico dos Mikaelson que esvaiu pela boca dessa menina. E lá foi ela andar sozinha na rua, quando tem os seguidores de Inadu para tirá-la de cena (e milagrosamente ninguém reagiu a isso, me poupe), e usar do seu poder se inspirando no discurso tóxico dos Mikaelson (sendo repetitiva).

 

Hope tem conexão com os Ancestrais, ótimo, mas ela é o compasso moral de todo mundo ali. Começar a moldá-la para ser a super-heroína em tenra idade combate o tópico inocência. Ainda mais dentro de uma família que não parou com seu ciclo de violência e decresce em mentalidade quando conversamos sobre invencibilidade. Hayley, tira essa preciosa daí!

 

No futuro, Hope terá muito mais poder sobre os covens do Quarter, mas esse não é o momento para demonstração grátis a fim de engajá-la no caos. Especialmente quando ela não sabe muito de seu pai, o monstro-mor. Não que eu esteja menosprezando o talento dessa linda, mas a garota agiu pelo modo de operação dos Mikaelson e é precoce. Daí, meteram essas frases prontas para justificar a ação e para todo mundo achar lindinho. Nope. Ouvi-la dizer Always e Forever feriu meus tímpanos e me fez ranger os dentes. Não é gracioso porque abre brecha para Klaus corrompê-la – e foi até que bom vê-lo preocupado porque, honestamente, esperei que o cidadão se vangloriasse.

 

Pelo menos, não derrubaram nenhuma mulher dessa vez em nome dos homens (a não ser Inadu no flashback pelas mãos de sua própria mãe). Enalteceram Hayley e Sofya, mas Sofya possuída me ficou um tanto forçada. Um robô inexpressivo. Porém, o que importa é ter controle dos mocinhos e das mocinhas. Little wolf nem segurou as pontas, o que dá gás para uma reorganização de planos.

 

Resenha The Originals - Marcel e Elijah

 

Só que Elijah foi tombado e eu queria que fosse tombo mortal. Como isso é impossível, me resta agradecer aos envolvidos pelo shade em cima das atitudes recentes desse Mikaelson. Marcel me representou bastante. Aquele comentário sobre true colors, sensacional.

 

Por intermédio de Elijah, se assentou a meta desse episódio (além dos ossos faltantes): a busca de alternativas para evitar matança. Que nem tudo se resume a morte em The Originals, sabemos, mas tal argumento rebateu em Davina. Apesar de ter propósito devido ao desejo dos Ancestrais, ela nunca deixou de querer tombar Klaus. Quem pode culpá-la depois de tanta sabotagem?

 

Assim, tudo que transcorreu nesse episódio se fortaleceu na ideia de não cometer mais nenhuma perda. O grande reflexo foi Elijah que queria seguir seus ímpetos repetitivos porque jurava que não tinha mais tempo para nada. Matar é o atalho e a parca conversa entre Marcel e esse Mikaelson surtiu nessa reflexão. Era mais que necessário essa turma se colocar na mesma página para enfrentar o que me parece ainda nada enfrentável. Inadu tem uma combinação de poder fortíssima, mas, é aquela coisa, né? Esperando pela finalização mais simples do universo, fatos reais.

 

Concluindo

 

Resenha The Originals - Davina e Hayley

 

A situação criada por Davina empurrou o pensamento de outras alternativas. Quem teve dificuldade de ceder foi o senhor Elijah que, nos minutos finais, deixou sua humanidade esquecida resvalar. Lindo, mas não tem meu perdão ainda não e eu gritei mesmo com a apunhalada de Sofya.

 

Apesar dos absurdos que já existem nessa temporada, foi um ótimo episódio. Foi aquele bem decisivo, que moldou o que vem a seguir. Hayley é o chamariz que a Hollow teme, mas seu sangue precisa se tornar mais potente. Davina lançou a ideia de um novo plano que não sei se será seguido porque requer sacrifício. Honestamente, não vejo outro jeito a não ser Marcel ou um Mikaelson bater as botas. Avisem que não precisam ser regulados uma vez que tiveram coragem de matar Stefan e dar final feliz pra Damon. Mas eu não perco a chance de dar aquela cutucada, não mesmo.

 

Foi uma trama importante que deixou Inadu em plena vantagem. Ela tem dois ossos agora, o que me faz pensar na arcada dentária que todo mundo esqueceu na mansão. Situação que deu mais importância para Hope, a última Labonair, que, apesar da reação final, se conecta com Hayley e nothing hurts.

 

No fim de tudo, o intento foi correr atrás dos ossos e isso ocorreu enquanto Davina traduzia finalmente o que diabos está acontecendo no Quarter. Falta só mais um osso que me parece ser a ossada maravilhosa do Daniel aka Elijah. De novo, já nem sei mais o que Hollow quer na noite além de transpassar para o mundo dos vivos.

Stefs
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