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01/jun

Estou aqui em meu quartinho estressada com esse episódio de Pretty Little Liars. Quanto mais sento para escrever a resenha dessa seriezinha, mais faço contagem regressiva para essa enrolação terminar logo de uma vez. Os desdobramentos dessa semana foram um tanto melhores que os da semana passada, pois se criou uma liga entre os mistério das ações de Aria e de Lucas. Apenas isso, nada mais que isso, e vamos adiante com mais um período de tempo gasto à toa.  Parece que nada avança e me sinto em looping eterno de repetição oriundo dos primeiros anos das Liars.

 

O ponto de partida desse episódio foi Spencer em uma sala de interrogatório pela milésima vez em sua vida. O papo? O recibo do cartão de crédito que se estendeu pela trama só para preencher um espaço que deveria ser do conflito central. E o conflito central é desmembrar logo de uma vez o “A” Team e quem seja A.D.. Não confundam com entregar as respostas cruciais antes do series finale, nada disso, mas sim denunciar suspeitos que se revelem culpados cem por cento. Não estamos mais nos primeiros anos de Pretty Little Liars e, não sei vocês, mas estou exausta de ser otária nessa S7B. Tudo que anda rolando é suposição em cima de suposição, e não é mais hora disso.

 

O que me faz amenizar meus comentários é que segue fazendo sentido o que Marco disse na semana passada: tudo dá um jeito de apontar para Spencer. Por apontar para essa Liar, algo oficializado ao vê-la tomar um tiro, está cada vez mais coerente que a conclusão geral de Pretty Little Liars virá do antro Hastings. É a segunda vez que criam elo entre DiLaurentis e essa família, isso pensando nas crianças perdidas. Somando Mary e os rumores da gêmea dessa Liar, vem golpe! Está certo que, pela demora do desdobrar do mistério, é óbvio que ficará aquém do esperado.

 

A situação do recibo serviu para Troian entregar mais uma ótima atuação. A dona da série, sem dúvidas, levando anos e anos de Pretty Little Liars nas costas. A cena no apartamento de Marco me deixou arrasada e ao mesmo tempo preocupada porque nunca superei o colapso emocional da personagem ocorrido na S3. E, não sei vocês, essa moça anda tendo vários picos de estresse e isso nunca foi bom. Há quem diga que anda rolando a troca das gêmeas, vamos acompanhar para crer.

 

Spencer do frágil se fortaleceu e tomou conta de si mesma. As duas tiradas para cima de Marco me fizeram aplaudi-la. Em contrapartida, não tenho nada do que reclamar do cara (por enquanto) porque ele faz seu trabalho e foi sensato em não cair na da Liar. O povo está tão acostumado a policiais tipo Garrett, que fazia tudo por Jenna, e resmunga de um que aparenta ser mais justo. O papo de justiça foi um dos pontos altíssimos desse episódio porque nunca será sobre quem merece, mas sobre quem quebrou a maldita lei (apenas, não adaptemos isso ao Brasil). O personagem está dentro do seu papel e se saiu corretíssimo em não desistir da investigação. Dessa vez, chora Hastings mesmo porque, depois de Tanner, esse cidadão segue de bom tamanho na trama.

 

E, como sempre digo, seria irreal se as meninas segurassem esse crime por tanto tempo.

 

Resenha Pretty Little Liars - Spencer, Hanna e Aria

 

Tudo estava ok, até o resgate da saia justa entre Haleb e Spencer. Desnecessário, usado apenas para trabalhar o recibo como ponto recompensador e mal por sinal. Uma movimentação tão fraca quanto a rodada do tabuleiro que não tinha intuito algum a não ser criar uma distração para Aria. Pelo menos, não foram empreitadas arrastadas, pois deu aquela tapeada em um roteiro praticamente vazio. Spencer e Hanna estavam no auge do estresse e me deixaram estressada também. O que dá o aval de dizer que Marin deveria abaixar a bola na hora de falar porque as outras não jogam aquele micão contra Noel na sua face. Os roteiristas não têm o que inventar para tirar as meninas do eixo, daí cutucam o que deveria estar enterrado e esquecido, sincera.

 

E, gente, quando você acha que Pretty Little Liars não pode pagar mais mico, lá vai Caleb tacar os recibos na água. Não sei porque A.D. ainda perde tempo com umas burras dessas.

 

O revival Spaleb serviu para colocar Spencer e Hanna em um mesmo nível emocional. Só assim para segurar o episódio – que pertenceu basicamente a elas. Apesar do show de Hastings, quem acabou importando um pouco mais foi Marin, pois ela criou contrapostos entre Lucas e Aria. A Liar estava com diálogos que mais pareciam premonições e que me fizeram relembrar do que comentei na semana passada sobre o quanto é imperdoável o que Montgomery anda fazendo.

 

Hanna comentou a frase-chave que respingou em Aria: o quanto não vale perder uma amizade no processo. Além disso, esse papo de que ninguém a machucaria. Ah, coitada, nem sabe. Marin demonstrou uma fé cega em Lucas e ri horrores da cutucada de Spencer. Montgomery também foi esperta ao relembrar aquele fatídico momento do barco que nunca será esquecido e é exatamente por isso que não acredito nesse garoto. Ele não sabia que Charles era CeCe, trocou e-mails, e perdeu um quadrinho que define o endgame. Tudo bem, faz um tico de sentido, mas o que a pessoa fazia dentro da mesma limousine que Sydney? Por que as olhadinhas de canto para Aria?

 

E me poupem porque considero de uma discrepância sem fim Hanna dar o benefício da dúvida para Lucas e não conseguir aplicar o mesmo para Mona. Isso me estressou também!

 

Resenha Pretty Little Liars - Aria

 

Apesar do sondar de Lucas ter contribuído para o mistério, quem cutucou a ferida e a torceu foi Aria. A tensão no quarto do baby Emison me deixou na torcida pelo flagrante – e merecia porque a personagem competiu na burrice com Caleb. A cena mais forte da semana que, ao contrário das revelações anteriores quanto ao “A” Team, nos deu uma visão um tantinho intimista do que é proposto a uma pessoa que se presta a esse papel e como ela se sente. O psicológico como fica? Do jeito que andam as coisas, e considerando a foto do grupo no finale, ficará tudo bem e me resta rir.

 

O papo de psicológico me fez lembrar de Mona. Ela domina tecnologia e tinha/tem muito orgulho disso. Era/é seu ponto forte que acabou cobiçado e que sem dúvidas foi inflado. O resultado? Muita pressão para mostrar serviço e não sofrer uma consequência. No caso de Montgomery, ainda não dá para estipular, mas ainda volto a me perguntar por quais motivos se submeter a isso. A Liar agiu como se tudo tivesse de boa, sem dar qualquer diquinha indireta para as amigas, e ainda acompanhou o resultado do próprio trabalho deveras enojante. Né à toa que no final do episódio não consegui me comover pela garota porque com bebês não se brinca. Sério, estou vendo meu sonho de princesa realizado, mas está osso ter estômago para acompanhar essa baixaria.

 

Desligando a humanidade, a cena de Aria chorando foi potente. Esboçou o peso de se sentir um lixo depois de uma mancada monstruosa daquelas. Confesso que tenho receio em dizer isso porque, vai saber, pode ser apenas atuação dessa personagem. Independente, deu para voltar no tempo e imaginar se o mesmo rolou com Mona e com Toby. Pelo menos, isso sinaliza que há uma humanidade ali. Contudo, não tem propósito nada disso que ela está fazendo. É quase certo que naquela pasta deve ter o que meio mundo sabe – e esse papo de Ezra predador me fez gritar!

 

Voltemos ao que Hanna comentou sobre não perder amizades com esse jogo. O início desse debate começou lá com Spaleb e rebateu em Aria que tentou cumprir uma meta e falhou ao deixar um brinco no tapete.  E que situação mais destrambelhada e que pede Spencer, a farejadora. Da mesma forma que é irreal uma das meninas sair viva de um jogo que brinca com sua existência, é obtuso que Montgomery seja perdoada rapidamente (pensando de novo na fotinha do grupo no series finale e juro que não curti tanto assim). Essa pasta é a definidora de tudo e tem que ter algo muito bom. Exclusivo para que a traíra da vez receba flanela na testa. E eu não consigo ver isso, sério.

 

Não quando se destrói um quarto de bebê com clara vontade.

 

Vale dizer que as hesitações de Aria poderiam ser mais discretas. Lucy segurou a marimba na semana passada. Já nessa, foi um tantinho irritante porque ficou forçado igual Toby no “A” Team.

 

Enfim. Nos deram um pouco de mistério com cenas cômicas. Ok. Todo caso, a quebra de Aria no final do episódio meio que empurra para debaixo do tapete as teorias de que ela faz parte do negócio. Porém, só acredito vendo. A série chegou em um ponto que só pelo milagre divino.

 

Concluindo

 

Resenha Pretty Little Liars - quadrinho

 

Cadê as respostas? Número 16 e nada confirmado a não ser um quadrinho sem fim – e que quer a morte de alguém. Aria se saiu como agente provocadora dando paralelos para uma Hanna que segue firme acreditando na força da amizade. Nem sabe…

 

Se é para destacar algo de interessante foi o comparativo nas entrelinhas entre Aria e Lucas. Ambos deram a entender que sabem um do outro pelas olhadelas, mas a questão foi sobre lealdade. Na verdade, sobre não querer ver o que está embaixo do nariz. Nem sei mais em quem confiar nessa série, mas acho que posso querer minha teoria das gêmeas (favorita).
Foi uma semana de true colors e uma das coisas que ressaltou isso foi o papo do ciclo do ensino médio. Emison se consertou e Hanna e Mona precisam ultrapassar essa fase. Espero na Deusa porque não queria ver Vanderwaal com dedo no jogo de novo.

Stefs
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