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15/jun

Está aí um episódio dessa 2ª parte da temporada de Pretty Little Liars que definitivamente gostei do começo ao fim. Sim, há coisas negativas a se pontuar, mas é final de série e volto no raciocínio lógico de que a essa altura nem adianta mais resmungar. A não ser sobre o fato de que, novamente, não houve uma grande revelação. Essa semana, se confirmou o que comentei no início das resenhas da S7B: deixarão tudo para o final. Atitude que é preocupante, mas, pelo menos, pagaram com o retorno do tabuleiro e com o desmascarar de Aria dessa vez. Fatos que renderam picos de tensão, paranoia, movimento de trama e um gosto de despedida.

 

Pretty Little Liars nunca teve dificuldade em equilibrar romance com tensão/mistério e vice-versa. Ao contrário das semanas anteriores, em que tal soma falhou miseravelmente, esse episódio entregou tudo na medida certa. Obviamente que os casais não importaram nem um pouco quando a Deusa Tanner reaparece, pulsa adrenalina em uma trama quase morta e faz o serviço que todos os homens policiais nunca fizeram: espremer as Liars justamente. Se gostei? Amei demais da conta.

 

Se há algo que adoraria ver, seria a investigação de Tanner chegar a algum ponto interessante. A uma grande reviravolta. Digo isso porque há outro tópico no manual de irrealidades que os roteiristas de Pretty Little Liars entregarão sem sombra de dúvidas: ninguém morrer, ser presa ou sair traumatizada até o último fio de cabelo depois desse jogo. Ideias que deveriam combater esse “sossego” das meninas e a inclinação de saírem ilesas. Há intenção de dar felicidade para todo mundo, o que é surreal. Impossível até para um mundo de fantasia. Considerando que esse universo foi perpetuado por sete anos e se tornou mais perigoso, sair bem na foto é zombaria. Como é exatamente isso que ocorrerá, me resta aceitar, enquanto lamento, o desperdício da tenente.

 

E meu comentário nem é porque quero só tristeza também. Amo as meninas, por mim nenhuma passaria por isso. Mas brincar de stalker por sete anos tem danos, inclusive, risco de morte.

 

Resenha Pretty Little Liars - Tanner

 

De certa forma, foi até bom Marco sair de cena e gostei da razão da demissão. Sua investigação estava comprometida em demasia graças ao envolvimento com Spencer e tal atitude mostrou um pouco de caráter. Considerando todos que passaram por Rosewood, esse personagem merece um bocado de respeito. Em vez de agir como mais um urubu ao redor das meninas, empurrá-las fora da sua ética, partir com dignidade se saiu como uma ótima opção. Ao assumir, Tanner fez bastante, gosto dessa mulher desde que surgiu (e ainda sim houve adendos pelo hábito de desconfiar da turma do distintivo), e ela não tem receio de apertar botões. A mulher pisa demais, mostrou sede de demolição e empenho em delinear um caso extremamente sólido e regado de créditos.

 

Só achei mágico demais encontrar uma evidência muito ué. Seguimos.

 

Claro que nem tudo foi perfeito, pois A.D. se meteu como o esperado e resgatou do inferno o tabuleiro. A raiva do desuso desse objeto segue firme, um desperdício de ideia conquistada com sucesso. Contudo, deu para esquecer esse agridoce diante da proposta da vez: uma teria que ser presa ou todas afundariam. Um rememorar da S5. Juro que esperei que Aria terminasse atrás das grades porque o intento de desmascará-la nesse timing calhou muito bem. Um viés que poderia sim influenciar a decisão das outras meninas e confesso que esperei uma trairagem dessas. Está tudo uma bagunça mesmo, os tempos são extremos, então, nada como pagar na mesma moeda.

 

Só que não. O tabuleiro empurrou as outras meninas a dar lição de superioridade, um shade em Aria, e quem protagonizou tal cenário foi Spencer. A Liar que preferiu arcar com o problema em comparação ao que Montgomery fez na penumbra por um motivo imbecil. Negar-se a prestar esse papel diante de A.D. era a atitude correta, como narrou Hanna, e que poderia ter sido tomada desde o início. Porém, a série precisava dessa enrolação para dizer que estava rolando mistério. Só que continuamos sem nada pertinente, a não ser o ponteiro insistir em Mona e isso é inacreditável. É repeteco demais.

 

O instante do flagra em Aria me foi muito aguardado nesse episódio e fiquei contente. Um deleite e senti vontade de sacudi-la por tanta abobrinha por metro quadrado dita para defender sua decisão. Ela conseguiu soar ridícula, especialmente no instante de não ter escolha. Na ingenuidade da adolescência, eu morderia esse argumento, mas não dessa vez. Não quando se está calejada de um jogo que não teve piedade de nenhuma delas. Essa Liar simplesmente cedeu ao lado negro de si, sem consequências, que se revelou regado de egoísmo e de muita centralização do seu eu. Não era uma tarefa difícil escolher as meninas em vez de Ezra.

 

Para tentar compensar as atitudes de Aria, os roteiristas usaram Spencer de exemplo. Algo que ficou fora de tom porque ambas vivenciaram o jogo em épocas diferentes. Antes, elas não passavam de adolescentes, imaturas demais para separar seus desejos das necessidades alheias. Não é à toa que muito do A game envolveu os pais e os namorados/namoradas. Nada imuniza ambas, claro, pois Hastings também pisou na bola à sua época. Porém, não foi baixíssima como Montgomery. Essa Liar pegou o A.D. game, um monstro mais agressivo e destinado a afligi-las sem dó.

 

Resenha Pretty Little Liars - Aria

 

Aria esqueceu completamente das experiências da Dollhouse. Inclusive, do fato de ter se recusado a deixar CeCe livre. Amei tais atitudes porque as outras pareciam em inércia depois de tanto sofrimento. Na época, Montgomery pensava por ela e pelas amigas, em um ambiente consideravelmente empático. Agora, eu tenho que engolir o argumento de que a escolha foi por causa de Ezra? Está certo que esse ponto estava bem esclarecido assim que a Liar saltou para o A.D. game, mas o baque ocorreu nesse episódio diante de explicações patéticas. Sou apaixonada por essa personagem, não mais que Spencer, mas senti vergonha alheia nessa revelação.

 

É treta encontrar um meio-termo nesse assunto e tentar escolher lados. Aria e Spencer se juntaram ao time pelos motivos errados e ainda sim não dá para imunizá-las pelo que fizeram em nome dos seus namoradinhos. Em contrapartida, todas são adultas agora e calejadas desse jogo. No fim, Montgomery apenas refletiu o que o arco Paige/Ali/Emily incutiu nesse ano: a verdade de não sair do ensino médio. Faltou maturidade, especialmente diante da possibilidade de pedir ajuda.

 

Além disso, essa decisão acenou para a ausência de vivência do trauma desse grupo de personagens. Um deslize tremendo. Nada se comentou sobre tratamento e é fato que todas têm resquícios de estresse pós-traumático. Vide a cena de Hanna nessa parte de temporada – e até essa Liar não comentou sobre cuidar da sua saúde mental e ela precisa ASAP. Ninguém ali está sem humanidade para simplesmente aceitar uma proposta que pecou em não criar flashbacks e gatilhos. A não ser que Aria tenha mentido sobre nunca ter feito parte do squad do mal, o que estabeleceria o fato dela seguir firme na trama com baixa expressão emocional. Com baixa empatia.

 

Nada de Aria me pareceu convincente e a cena com Ezra firmou essa distância das amigas. Sem contar que quando a própria foi encontrada na floresta, tudo que vi foi a S3 de novo.

 

Por incrível que pareça, Emily se saiu como a mais madura e bem resolvida dessa situação. Sério, considerando sete anos de amizade mais o período que não vimos da vida dessas personagens, Aria não merece nem meia flanela em sua testa. Subiu uma raivinha danada quando Montgomery foi absolvida por A.D., o que só aumentou essa estranheza de que a garota não se importa a não ser consigo mesma e com o boy. E foi exatamente isso que transcorreu até o último minuto.

 

Spencer nem tinha que se prestar ao papel de justificar seus atos passados, embora tenha feito sentido para encaixar o que Mary disse na semana passada: ninguém ali tem direito de apontar dedo para ninguém. Mas, se eu fosse uma delas e imune a me envolver com isso, Aria nunca mais pertenceria a minha agenda de contatos. Nunca passaria perto dessa garota. Como não é o caso, obviamente que o perdão virá rapidamente, mas gostaria de mais relutância.

 

Fora isso, a trairagem, que já tinha o agridoce da decisão fraca, entregou uma revelação juvenil demais. Depois da experiência na Dollhouse, era um tanto óbvio que quem merecia escolha eram as Liars e não Ezra. Amores vêm e vão, mas amizades são eternas como diz o ditado teen de clichê.

 

Nem tenho o que dizer sobre Mona e tempo tiveram para desenvolver essa temporada. Insistir em amarrá-la como culpada a essa altura do campeonato segue não tendo a mínima graça. Não é mais interessante. O importante é que tanto ela quanto Spencer estavam muito diferentes essa semana e isso é intrigante no sentido negativo da coisa toda. Não curto essas mudanças súbitas de caracterização em Pretty Little Liars, traumas de Toby, porque nunca levam a nada relevante.

 

O lado bom desse rebuliço é que foi interessante acompanhar de perto o controle de A.D.. A pressão psicológica, os mimos, a necessidade de se fazer presente para combater erros. E, claro, ter uma Liar traidora e logo Aria. Lucy estava maravilhosa nesse episódio e deveriam tê-la feito de vilã desde o início. Sua personagem segurou certa dose de estresse (e rendeu vários roll eyes) e trouxe indignação ao ser beneficiada com o passe de liberdade. Pena que os argumentos para usar o black hoodie foram fraquíssimos, mas meu sonho de princesa foi realizado com sucesso.

 

Concluindo

 

Resenha Pretty Little Liars - Mona

 

O peso de um relógio em contagem regressiva foi um benefício para a trama e só tenho ao tabuleiro para agradecer. Agora, só mais dois episódios para o fim de Pretty Little Liars e quero acreditar que Caleb não encontrará Mona atrás da porta. Pela promo, está confirmado e parece que querem amarrar a frustração da personagem em ter perdido o jogo. Um ponto que, se seguir fiel ao proposto, pode dar caldo visto que é mágico até para as Liars seguirem a vida como se tudo voltasse ao normal e a ser saudável sendo que há trauma não trabalhado. Vanderwaal é o retrato perfeito dos danos dessa brincadeira. Vários probleminhas psicológicos.

 

Choraminguei com o casamento HalebEzria who cares porque mais do mesmo. Spoby me deixou chateada porque ficou booty call, empurradaço para dizer que existe algo entre ambos. Esses últimos casais me estressam porque ficarão juntos por mimo ao fandom. Sendo que claramente muito se perdeu em ambos os casos e daí forçam a barra para fazer tudo acontecer em segundos.

 

Semana que vem há a promessa de fim de jogo e de quem matou CeCe. Considerando que o series finale terá horas a mais, me resta torcer para que seja bom. Mesmo consciente de que espremer tanta informação nunca foi o melhor viés de escrita dos roteiristas. Vide os casais que, do nada, se lembraram de se beijar. Lindíssimo, mas friso o meu ditado: sou fã, mas não sou trouxa.

Stefs
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