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05/jun

Então que depois do pique dos últimos episódios, a trama deu uma morrida e resolveu conversar sobre crença, valor e moral. Seria um debate mais interessante se não calhasse perto do fim dessa temporada de The Originals. Considerando o último cliffhanger, assisti a mais um dia decepcionante a ser somado nessa convivência com a turma de New Orleans. Não foi de todo ruim, mas era de se esperar mais tramoia e mais ação. Hollow me pareceu destemida em seus planos e apenas transitou para dar espaço ao remendar da mente de Elijah e à recuperação de Sofya da parte de Marcel. Foram pouquíssimos os picos relevantes dessa semana, ao ponto da presença de Kol e de Rebekah fazer nenhum tipo de diferença – porque a mesmice aqui segue firme e forte.

 

Tirando as portas de Elijah, o episódio focou em assuntos do coração e isso já perde muito crédito comigo quando se tem uma vilã em cena que precisa ser desenvolvida – e só há mais 3 episódios. O roteiro estava uma completa corda bamba, apesar de bem escrito. Ótimo ver a família reunida, mas péssimo notar pela milésima vez que a mentalidade não se altera. Detalhe que sempre se confirma quando os argumentos de anos luz voltam para recobrir pensamentos errôneos. Kol e Rebekah só têm retornado para The Originals para prestarem o mesmo tipo de papel. Um largou tudo para reencontrar Davina e a outra segue sendo usada para enaltecer Marcel. Não dá mais esse ciclo.

 

É tristíssimo ver essa dupla minimizada quando há uma guerra nos arredores. Adorável ter um crush, mas esses personagens sempre contaram com muito mais além de suas relações amorosas. Não aguento mais ver Rebekah sempre à mercê de suas emoções por Marcel. A cena dela indagando quem era a responsável em movê-lo me deixou de testa quente. Não tem como dar um ponto final nessa história? Assim, Holt é liberada de vez.

 

Penso que não preciso dizer nada sobre Kol, que encontrou um ponto melhor na trama dessa série ao pagar de bruxão. Saudade do meu Original fave com a cara do Sharman, não mentirei. E saudade desses brothers em The Vampire Diaries, presenças curtas, mas mais eficientes.

 

Parte dessa minha reflexão também cabe a Hayley, pessoa que deveria estar no comando do embate contra Inadu. Vão mesmo deixar suas origens serem úteis no fim da temporada? Ah vão sim! É por esse motivo que não suportarei mais um ano de The Originals porque tem que priorizar romance, o maldito vício de escrita desse povo. Está certo que as relações são um tanto mais maduras e mais agradáveis de se acompanhar perto de The Vampire Diaries. Contudo, personagem feminina não é só isso. Acho lindo sacrifícios por amor, mas não há um bendito limite aqui.

 

Resenha The Originals - Elijah

 

Apesar dos meus comentários negativos de duas semanas atrás, a visita na mente de Elijah não me tirou do eixo. Está certo que não apago a irrealidade de Freya conseguir uma fresta no poder de Inadu, o que calha na maldita repetição da regra que vilão aí nunca tem vez. Ok, não tem, mas minimizam os inimigos nesse universo com a mesma velocidade que os criam.

 

Uma vez dentro do universo paralelo de Elijah, foi impossível não recordar do episódio 2×05. O dia em que conhecemos a porta vermelha usada por Esther para fazer o filho abdicar de seu vampirismo por intermédio de tortura física e mental. Hayley descobrir sobre sua existência é um grande divisor de águas porque ali está a real faceta do seu mozão. Uma faceta que o mozão tem seu modo de operação em deixar refugiada porque não há controle. E o cidadão já está descontrolado.

 

Da mesma forma que o mencionado episódio foi um tanto fraco ao abordar essa linha tênue da mente de Elijah, o mesmo aconteceu nesse. Não exploraram tantas portas, embora revisitar algumas partes da história desse vampiro tenha arrancado suspirinhos. Como era de se esperar, o pecado veio na resolução, que perdeu a chance de complexidade. Entregaram o resultado com a mesma facilidade com que Freya competiu contra o poder de Hollow e ganhou uma partezinha. É aquela maldição dos roteiristas em não empurrar a dificuldade e segurar os empecilhos até o limite porque sabem que não conseguirão voltar atrás. Sem contar a necessidade de preservar o elenco principal, o que só tem trazido vilões e tramas de rebuliço cem por cento aquém do esperado.

 

Só sei que esse caminhar na mente de Elijah entregou os sinais de perda de poder dessa temporada. Um ano que não começou ruim, engrenou com uma proposta diferente, mas começa a retornar para a sua roda segura de desenvolvimento perto do fim de mais um ano. Quem aguenta?

 

Hollow precisa morrer e já espero uma finalização ruim. Meramente porque a vendem tanto como invencível que só me resta relembrar do flop de Dahlia. A personagem tinha chance de assustar os Mikaelson, nem que fosse um pouco, mas seguiu firme atrás de aliados sendo que os próprios já existem. Imaginei que haveria um poderio, mesmo que breve, dos covens uma vez que a pessoa de desejo deles retornou. Não precisava destruir literalmente alguma coisa, mas faltou terror quanto a presença da vilã. Optaram em enaltecer os Originais em sua caça para se manterem vivos. Inclusive, romantizar o ciclo de violência que não estava fazendo falta, confesso.

 

E é aí que se entra a conversa de valor, moral e crença. Klaus se segurou o quanto pôde, mas saltou da cama pronto para reiniciar seu ciclo de violência. Matou uns bruxos, seguiu em frente e entoou seu discurso antigo de fazer o que tem que ser feito para vencer no final. O que calhou em um paralelo com o desdobramento da mente de Elijah em que o próprio escolheu o lado negro, o true self. É esse true self dos Mikaelson que nunca rende coisa boa para ninguém. Juro que fiquei só o Kol nesse episódio e não pensaria duas vezes em vazar dessas medidas chatas demais.

 

Klaus não pode ficar chateado que resgata o próprio inferno e isso não é novo. Foi aí que o roteiro começou a ficar maçante e repetitivo – Rebekah compasso moral, Rebekah e Marcel, Kol e Davina, Hayley e Elijah, bruxas querendo destruir a família pela milésima vez e morrerão porque a série se chama The Originals. O texto explanou o ciclo de repetir as mesmas ideias e conseguiram deixar isso um tanto omisso no transcorrer dessa temporada. Eu realmente estava no aguardo para os escritores retornarem ao ponto morto, o do hábito, sendo que dá sempre para empurrar mais.

 

Resenha The Originals - Hayley e Hope

 

A única diferença desse episódio veio de menina Hope. A jovenzinha acarretou o pico emocional do passeio na mente de Elijah que Freya e Hayley não conseguiram engatar. A personagem fortaleceu outro tipo de elo, o de mãe e filha, e é quando esqueço por alguns segundos o que andam fazendo com a little wolf. Não era esse o momento de trabalharem no sangue dessa mulher? Sinto cheiro de vou-espremer-tudo-no-final, vide promo do 4×11. Queria acreditar que Inadu seguisse para a S5 porque não consigo enxergar o término da storyline dessa moça em 3 episódios.

 

Apesar de preencher o vazio desse episódio, o circular na mente de Elijah foi importante para relembrarmos o quanto ele não se entrega a emoções positivas. Klaus um dia afirmou que o irmão consegue ser o pior na hora de acertar as dívidas e sempre esteve correto. Basta retornarmos ao início dessa temporada e comprovar tal argumento. Argumento que foi de novo fortalecido no final do episódio em que o híbrido justifica as ações do mencionado como em nome da família.

 

A obscuridade de Elijah é muito mais forte e mais potente que a de Klaus. A diferença é que Klaus curte bastante isso e Elijah sempre encontra o ponto de culpa que o faz afundar o desagradável atrás da porta vermelha. Gostei bastante de ver Hayley abalada com essa faceta. Seria surreal se ela simplesmente abraçasse tantas memórias ruins, especialmente depois de ser atacada.

 

Hayley viu o real lado de Elijah. Eis o famoso teste: você me aceita por completo? Muito mais fácil amar o boêmio Elijah Mikaelson, não é? Quero ver se os roteiristas terão envergadura moral de trabalhar essa insegurança da personagem, mas sei que serei feita de trouxa.

 

Comentei no 2×05 que Elijah tem seu jeito de controlar seus próprios ânimos para não sair dos trilhos. Citação que rebateu em outro argumento desse episódio: Rebekah disse que se Klaus agir como antes, os esforços do irmão seriam em vão. O que deu liga para a verdade de que o vampiro enclausurado viveu anos e anos para proteger o híbrido e perdeu a perspectiva da sua existência.

 

Cada portinha berrou o nome de Esther, verdade. A mulher que foi lá e trouxe esse lado de monstro à tona para provar um ponto. Um ponto que Klaus reforçou. Os Mikaelson são monstros e fica quem quer. Eu vou vazar porque depois que levaram Cami e Davina, nada mais foi o mesmo.

 

E senti falta demais de Vincent, real e oficial.

 

Concluindo

 

Resenha The Originals - Kol, Davina e Inadu

 

O episódio me fecha com mais uma repetição: Kol ser o escolhido pela Hollow. Previsível visto que Davina já pairava na trama e agora está condenada a “morrer de novo”. O garoto não tem juízo, joga no time da vantagem. E ainda tem recalque de ser sempre o perdedor e se eu continuar vira textão. Sinto muito pelo personagem que deixou de desenvolver para ficar empacado nisso.

 

Mas o retorno de Davina me fez feliz. Mesmo presa. Minha própria filha renegada.

 

Queria acreditar que Marcel se torne um grande personagem, mas essa ligação com Sofya e Rebekah na área também me faz sentir muito por ele. Completamente reduzido à treta com Klaus e ao crush do momento. Resta acreditar nas teorias de Hope salvando geral – o que não seria nada surpreendente já que a menina embarca mesmo que indiretamente nesse “drama”.

 

Enfim, foi um episódio morto e com soluções fáceis mesmo que sejam temporárias. Quer coisa mais fácil que querer matar Marcel de novo? Ah, me respeitem! Como disse lá em cima, não foi de todo ruim, mas capturar essas repetições e somar com os instantes de monotonia do roteiro, não animou. E a liga final também não é nada inédita. The Originals caminha agora para seu final de temporada e o que resta é fingir que nada disso está acontecendo para evitar fortes decepções. Eu mesma, a negativa, me perdoem.

 

Stefs
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