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12/jun

Aqui está o que me era muito aguardado: o flop do conflito central. Por mais que ainda tenha duas semanas para essa storyline ser finalizada, desacreditei de vários momentos desse episódio de The Originals. Rolou uma coleção de ações absurdas (e burras, diga-se de passagem), uma falta de lógica para determinadas decisões, e nem tem a quem culpar a não ser os roteiristas. Foi aquele momento em que testaram a inteligência de geral para, no fim, as pinceladas emocionais serem o colete salva-vidas do roteiro. Detalhes que deram uma humanizada na história, uma pegada que nunca falha nesse universo. Porém, contudo, entretanto… Criaram Inadu para…?

 

A ideia nada brilhante desse episódio foi caçar Inadu e deixar Inadu em inércia. Lindo, mas todo mundo tinha que cumprir esse serviço? Isso me fez lembrar da caça dos espinhos que matam os Originais, em que todo mundo decidiu bater perna para cumprir essa meta – o que abriu espaço para conversinha trivial. O mesmo se repetiu aqui e desacreditei. Deixaram Hope simplesmente sozinha, sem nenhum tipo de amparo, injetando essa de Always and Forever na menina… Me respeitem! O clima foi todo somos awesome demais e aniquilaremos a vilã em menos de duas horas. “Ata”!

 

No passado, chamaria isso de arrogância dos Mikaelson, mas se tratou do que mencionei na abertura dessa resenha: testar a inteligência de quem assiste em um movimento de trama meia-boca. O que acompanhei foi uma decisão mais burra que a outra e tento decidir quem foi o mais burro da semana. Até a vilã entra nessa competição porque não sei o motivo da enrolação para mostrá-la verdadeiramente em ação (e começo a considerar uma péssima escolha porque a atriz não convence) sendo que ela pode matar um Original. Kol e Rebekah podiam bater as botas já que Klaus e Elijah mantêm a série. Até ela ficou escorada, mas, ao menos, planejou uma sobrevida.

 

Uma sobrevida dentro de outra sobrevida e quantas outras vidas Inadu precisará para realmente mostrar a que veio? Sério que precisavam usar a criança para esse fim? Gente, me irritei demais com esse episódio porque sinto que não haverá baixas. Vide Elijah que acordou.

 

Infelizmente, Inadu entra para o hall de vilãs fracas da liga The Vampire Diaries e The Originals. Ela não fez absolutamente nada, não consegue amedrontar nem Davina, e ainda ousou ser burra ao confiar em Kol. No desenrolar de sua tramoia, apenas vi o que ocorreu com Rayna e Dahlia.

 

Venho repetindo várias e várias vezes meu receio aqui e a missa se repetiu: colocaram a vilã no pedestal para acomodá-la na trama. Aka, esperar sua morte na mão dos Mikaelson. Inadu não tem plano por mais que repita que tenha (não será a primeira a querer matar a família e a dominar o Quarter) e nem auxílio de outros antagonistas (cadê os covens parceiros?). Ela existe para botar lá em cima os personagens principais e não durará dentro da sua proposta talhada em flashback.

 

O mesmo que rolou com Rayna. O mesmo que rolou com Dahlia. Agora, tudo depende de uma atriz mirim possuída e isso é um bocado cômico para não dizer trágico. Pra que renovaram TO?

 

Resenha The Originals - Totem

 

Honestamente, houve vários piores momentos nessa semana de The Originals visto que essa turma não bolou nenhum backup. Todo mundo partiu para uma missão suicida. Algo que também já foi visto em The Vampire Diaries quando quem estava disponível passeou no universo paralelo de Kai sem nenhum plano extra caso não houvesse ponto de retorno naquela dimensão. O mesmo ocorreu aqui. A sede de trazer Elijah de volta por intermédio de um grande sacrifício nublou geral e geral quase bateu as botas. Mais drástico que ver Hayley e Freya e Marcel e Rebekah às cegas, só Inadu falando da estratégia do totem para Kol e, minutos depois, Freya sacar o esquema. Ri muito!

 

Sério, parece meio maldoso, mas só me restou rir diante das decisões e das ações fraquíssimas desse episódio. Se The Originals não fosse visualmente bem construída e não tivesse um elenco forte, as gargalhadas estariam durando até agora. Inadu me cede sua sobrevivência a um Original!!! Sendo que era óbvio que alguém da família acabaria no poder daquele totem – e Klaus apenas pi-sou em cima. WTF? Depois, veio Freya, que tem um poder inferior a Hollow, encontrar a vilã e o totem numa tacada só por magia de localização. Sério? Sério mesmo?

 

Duas investidas que fez o roteiro morrer antes mesmo dele desempenhar seu papel. E não houve papel algum a desempenhar a não ser esperar as obviedades. Como Elijah acordar. Tem coisa mais sem expectativa que morte nessa série?

 

O que sobrou para se agarrar foi o emocional da galera. Hayley e Jackson fizeram cócegas no meu coração até se tornar cena de tortura – e dei meu parecer sobre essas agressões excessivas contra personagens femininas nesse ano em The Originals. Depois, Freya e Keelin, e gostei de ver a bruxa com medo inédito de se sacrificar em nome da família. Fiquei triste porque com certeza a moça merece melhor (igual Rebekah) apesar de ser um poço de contradição que não faz bem a ninguém.

 

Klaus mostrando diferença em poupar Kol foi um highlight tremendo dessa semana de The Originals. O momento mais precioso do episódio que competiu bravamente com o reencontro entre Josh e Davina. Uns amorzões em cena que me fizeram choramingar. Só esses blocos se salvaram e dispenso quaisquer comentários sobre Marcel e Rebekah porque boring demais da conta.

 

Resenha The Originals - Davina e Josh

 

Fato é que minha experiência com esse episódio foi um tanto esquisita, pois parecia que eu estava em uma escalada. Conforme subia, tinha que confiar na rocha de apoio, temendo que a mesma cedesse. Depois que se abriu o totem na trama, minhas expectativas acabaram quicando. A princípio, apostei todas as minhas fichas em Kol, personagem que até conseguiu dar uma segurada e que provou que seu intento era mesmo manter Davina viva. E conseguiu, para minha alegria. Sua dualidade em cena deixou as coisas um tanto interessantes e vê-lo entoar sua mudança me partiu em pedacinhos. Ver Klaus e ele em reprise de traição e se desvencilhar do ciclo de violência me deixou contente. Meu Original fave cresceu e aqui está uma mãe orgulhosa. Espero que siga assim.

 

Aí, Kol acabou com uma missão que era falha desde o início (e ele é burro, ainda mais quando centraliza tudo em si para se dar bem) e restou largar tudo na mão de Inadu. Estou de testa quente porque a inimiga não cresceu na trama como merecia e terminou como parasita de Hope. Espero que ocorra vários baques emocionais no finale de The Originals (já que morte duvido muito), pois estamos falando da personagem que movimentou todas essas pessoas rumo ao Quarter. Ter a herdeira Labonair não era mistério e a vilã a conseguiu em outra cena desnecessária de violência.

 

Ao tornar Hope em Inadu, é de se esperar morte por metro quadrado. Mas não vai ter, né? Porque todo mundo conseguirá salvar a criança como conseguiram salvar Elijah. Rápido e fácil. Freya é a bruxa das bruxas, né (não)? Essa escalada nem chegara na metade quando perdi a fé nela. Pelo básico, criaram uma distração em um episódio que deveria ser crucial para o desenvolvimento da inimiga, mas optaram por possessão. Uma reviravolta nem um pouco sentida.

 

Tem como trazer Vincent de volta? Esse personagem segurou o início dessa trama nas costas. Só foi focar nos Mikaelson que toda a possibilidade de complexidade esmoreceu. Como era esperado e o que me resta é apenas ficar aliviada que Davina não morreu de novo.

 

Concluindo

 

Resenha The Originals - Hope

 

Não tem mais o que falar sobre esse episódio de The Originals que foi tão simples quanto Elijah retornar ao mundo dos vivos. Sinto-me o John Travolta buscando algo a me agarrar e a única coisa que me anima é o finale que está logo aí. A série tem qualidade, mas não conseguem mais aprofundar nada. Com isso, enfraqueceram o conflito. O ritmo segue excelente, as atuações impecáveis, mas, de novo, e como esperado, a trama central não suportou e despencou. É irritante.

 

No fim, resta acreditar que tudo foi intencional da parte de Inadu para perdoar os erros.

 

Pelo menos, o episódio fez o favor de somar o percurso desde o 4×01. Trilhou-se o caminho dos desenhos de Hope até o quanto Inadu teve um pouco de inteligência em não se deixar abater ao saltar para o corpinho da criança. Dependi muito do cliffhanger para acreditar no resultado, mas o previously meio que denunciou o que estava prestes a acontecer nesse furdunço. Estou muito passada com a simplicidade de resolução. Faltou só um abraço Inadu e Hayley antes da morte.

 

Enfim, resta saber o que Hayley quer aprontar, se Freya ficará bem depois dessa quebra emocional e se Klaus reiniciará o ciclo de violência com gosto dessa vez.

 

E, repito, tragam Vincent de volta, nunca pedi nada.

Stefs
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  • Deborah Silva

    Oi Stefs, a quanto tempo né? rs

    Sempre que posso venho aqui ler suas reviews, mas como ando trabalhando mais que um elfo doméstico, está difícil parar para deixar um comentário… =(
    Mas destas vez, graças ao bom feriado rs, quis deixar registrado que me sinto da mesma forma que você sobre The Originals: a série não é ruim; tem boas atuações e uma boa direção, mas a estória está ficando bem gasta…
    Sempre tive um carinho enorme por TO, até mais que por TVD, mas pra mim desde meados da S02 a estória está dando uma caída…
    Não reclamo tanto do final da S02, pois apesar de ter sido ridículo o final de titia Dahlia, a Claudia Black é uma atriz de mão cheia e a boa atuação dela compensou o desfecho preguiçoso. Os bons diálogos escritos na época, em boa parte pela Diane, também ajudaram ao saldo, ao meu ver, ser mais positivo do que negativo… E eis que entramos na S03… E o problema continuou: muito tempo perdido falando sobre profecia e linhagens, para no final todos os “vilões” saírem de cena e sobrar para o Marcel arrematar a estória: Marcel que nunca chegou a ser um vilão e ao meu ver estava coberto de razão…
    Confesso que estava esperançosa no início da S03, mas o desfecho da temporada pra mim foi tão desnecessário, que somado isto ao final preguiçoso da S02 minhas expectativas para esta S04 não eram das melhores…
    Mas me surpreendi positivamente com o começo da temporada. Ainda não era algo que se iguala-se aos auros tempo de TO, mas parecia que a série estava engatando uma retomada. Apesar de alguns deslizes, gostei bastante até o episódio 4×07, para mim o melhor desta temporada. Mas de lá para cá, ao meu ver, foi só ladeira abaixo, por todos os motivos que você tão bem citou na review. E o ápice desta ladeira abaixo, para mim, foi Inadu.
    A considero a vilã mais mal desenvolvidas deste o Marcos, aka viajante, em TVD. Nem titia Dahlia, apesar do flop, teve uma estória tão sem pé e nem cabeça. E a péssima atuação da atriz só piorou tudo: acho que a personagem deve ser amaldiçoada só pode, pq depois daquela atuação sofrível da Taylor pensei que não tinha como ser pior haha.
    Dahlia morreu de um jeito tosco, mas apesar da burrice em buscar uma aliança com o Klaus, a bruxa se mostrava mais forte e no final ainda conseguiu ir embora com alguma dignidade. Inadu alardeou para meio mundo que era mais forte, mas neste episódio assumiu abertamente que não dava conta dos Mikaelsons e precisava do corpo da bruxa mais forte do mundo… Hope, uma garotinha de 7 anos. Tem como respeitar uma cidadã destas? rsrs
    Enfim, estou com mais preguiça do que jamais tive do roteiro de TO.
    A facilidade com que Elijah voltou a vida – e aposto que sem nenhum efeito “colateral”, como se nada tivesse acontecido – é de uma palhaçada com a nossa cara. Um recurso fácil para causar uma “comoção” que no fim nunca foi real, pois todo mundo sabia que ele voltaria ainda nesta temporada.
    Fala-se neste final de temporada que os Mikaelsons terão que fazer “o pior sacrifício que já fizeram”. Acho que eu ficaria mais impactada com isto se não ouvisse a mesma ladainha todo final de temporada rsrs. É sempre “o pior sacrifício de todos” hahaha. E justamente por ser o mesmo papo de novo, aposto que ou vão enviar de novo a Hope para longe – para a tal escola do Ric e da Caroline, como a Plec anda alardeando por aí – ou matar mais alguma personagem feminina, aka Freya, Hayley ou Rebekah, pois dúvido que matem para valer algum dos rapazes. Mas ainda assim, não duvido nada quem morrer voltar, afinal a exceção da coitada da Cami todo mundo volta nesta série rsrs
    Não sei se retornarei para acompanhar TO no ano que vem, pois apesar de ser a minha série favorita já estou cansada destas estórias preguiçosas e mal desenvolvidas em que o roteiro se fia. Não tenho mais o mesmo prazer em acompanhar os episódios que tinha a alguns anos atrás e já não os vejo com a mesma regularidade de antes. Agora sem o Narducci acho que isto só vai piorar, pois Plec é rainha de estragar boas séries (sim, ainda tenho mágoas pelo o que ela transformou TVD rsrs). Ela já alardeou para meio mundo que quer um spin-off da escola Salvatore e que Candice aceitaria participar de TO. JoMo também já alardeou por aí que gostaria que Klaroline tivesse muito drama antes de acontecer. Ou seja, já estou prevendo toda aquela novela mexicana Delena em que a Plec transformou TVD. Não dúvido que ela insira os personagens da TVD em TO, sobretudo Caroline, para ver se “chama mais audiência” para a série.
    Para mim TO sempre foi uma série sobre família e redenção e infelizmente, como provavelmente acontecerá, caso a Care vá para TO, apesar de eu adorar a personagem, será apenas para formar casal com o Klaus. Será ainda aniquilada (ainda mais do que foi na S08) apenas para fanservice, assim como a Elena foi. Já foi difícil acompanhar uma série que eu gostava tanto quanto TVD tomar este caminho, não quero acompanhar isto em TO. Depois de 8 temporadas de TVD pelo menos esta lição eu aprendi hahaha 😉

    ps: concordo com você sobre os únicos pontos altos deste episódio: adorei rever a amizade Josh e Davina e, apesar de ter sido sem pé e nem cabeça, amei a bruxinha ter ressuscitado e estar indo finalmente aproveitar a vida dela. Demorou mas Davina aprendeu e finalmente foi ser feliz. Meu coração ficou feliz com isto =). Também amei que a Cami não foi esquecida no churrasco e que realmente Klaus está começando a pensar mais antes de agir. Nunca me conformei com a morte da Davina e da Cami, por isto, que bom que o roteiro teve um mínimo de decência em não se esquecer da contribuição destas personagens dentro do universo de TO, ainda que para mim não corrija a cagada que fizeram com elas haha 😉