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27/jun

Antes, deixa a Stefs ser mala: não podiam ter encerrado The Originals com esse season finale? Gente, foi muito lindo e redondinho. Estou contente, especialmente porque deixarei a série de lado diante de uma finalização que sempre quis. Ou seja, o fim do Always and Forever abusivo e cada irmão no seu canto sendo saltitante. Embora o conflito central tenha começado a ser perder a partir do 10º episódio, sempre digo que a turma não falha no drama. E arrasaram no drama, de uma maneira que o ritmo sem grandes acontecimentos passou despercebido. Uma hora estava todo mundo junto e, no outro, cada um chorando antes de rumar para novos e individuais capítulos.

 

A temporada foi bem-sucedida ao investir em pequenas iscas por episódio que compuseram a trama. Uma ideia que favoreceu de certa forma o ritmo do encurtamento de The Originals para 13 capítulos. Nesse quesito, o desenrolar da história funcionou muito bem ao ponto de culminar em uma decisão da parte de Vincent que fez sentido. A premissa nos deu 4 ossos de Inadu que acabaram divididos para evitar qualquer forma de ressurreição e uma investigação via esse bruxão que os encontrou em localizações diferentes como forma de contenção. Sugerir aos Mikaelson que cada um poderia encerrar o sofrimento de Hope ao levarem consigo um pedacinho de Hollow foi o que restou e funcionou, embora não tenha deixado de ser uma solução simples.

 

Marcel assoprando aquele pozinho na direção de Hope me arrancou risos, juro. Afinal, não houve uma pessoa que não disse o quanto Inadu era imparável. A verdade é que a escrita a impediu que mostrasse seu valor porque ela podia sim ser imparável. Contudo, há aquele falso dilema de que protagonista não pode morrer. Daí, seguem com esses inimigos fraquíssimos e rasos. Hollow só mostrou alguma coisa nesse episódio, quando nem tinha mais necessidade da sua presença.

 

Com essa força maligna em cada Original, é meio óbvio que a malvada retornará. Afinal, temos mais um ano da série e é aqui que torço meu nariz. Encerraram a S4 muito, muito bem. Em um ótimo lugar. Ao ponto de eu mesma não conseguir ver objetivo de seguir em frente. Estragarão essa decisão para romantizar a família para que todos fiquem juntos no final. O mesmo defeito de TVD.

 

Assim, Elena podia ter terminado sozinha. Seria a melhor resolução porque a garota sofreu demais e perdeu toda sua noção de realidade. Mas foram lá e romantizaram o casal abusivo.

 

A decisão de cada irmão se espalhar por aí rendeu picos interessantes e que serviram de contrapostos aos primeiros episódios dessa temporada. Inclusive, ao finale passado, quesito esse que pertence ao Elijah e à Freya. Anteriormente, ambos não pensaram duas vezes em destruir o mal da época sacrificando quem fosse. Agora, estavam enfraquecidos por suas realidades vazias. Um fator que pesou não só neles, mas nos outros familiares que tiveram que responder a força a questão de liberdade mencionada lá no início dessa história. Despachados do Quarter, houve tranquilidade, certo tempo, mas a opção de Vincent forçou todo mundo a pensar rápido.

 

Resenha The Originals - Freya

 

Com isso, o episódio foi puramente de despedidas, de revivals e de flashbacks. Freya não tem essa bagagem, mas sentiu o impacto e me comovi um tantinho. A personagem entrou nessa temporada entalada na garganta por tudo que fez em fins da S3, outra que sugou esse Always and Forever. Sugou tanto que perdeu o limite e fincou sua posição de não saber fazer outra coisa a não ser proteger sua família – o que reflete no mesmo problema de Elijah que só sabia proteger Klaus.

 

Foi muito bom vê-la pesar um pouco mais esse voto e a imortalidade – algo comentado na semana anterior. De novo, a bruxa se viu no limite para salvar Hope e só senti infelicidade com essa ideia de transitar para o vampirismo. Não aguento mais a mulherada se sacrificando em nome de macho nessa série. Como comentei aqui, os homens sempre conseguem sair como reis e, na menor chance, os roteiristas derrubam todas as mulheres em cena – a maioria com violência gratuita.

 

A cereja dessa súbita decisão de Freya, que amém que não deu certo (e era impraticável), foi a aproximação com Keelin. As duas renderam uma grata surpresa ao longo dessa temporada de TO e fico contente também por nenhuma delas ter morrido – o que seria a praxe. Por mais que ame Josh e Aiden, as duas transmitiram muito mais de seus sentimentos ao longo dos poucos instantes que estavam juntas. Ao contrário deles que nasceram dentro do trope clichê vampiro ama lobisomem, e vice-versa, a Mikaelson é uma bruxa e nada disso a impedia de se entregar ao que sentia. A não ser ela mesma. Não é à toa que nenhum dos irmãos perdeu tempo em enchê-la com esse namorico.

 

O que é ótimo porque conseguiram desenvolver esse romance com certa pureza, já que Freya nunca teve isso. E ruim porque reforçou o sentimento que tenho que ninguém liga para essa mana. É bonito demais ver cada irmão metendo textão para essa personagem, mas ninguém pensou duas vezes em estourá-la em magia, sem respeito algum, para se chegar a algum propósito. Bom é que a moça permanece viva e espero que siga em frente com uma bagagem nova de aprendizados.

 

Resenha The Originals - Elijah

 

Ao contrário de Elijah que extirpou o Always and Forever da sua mente. Atitude que valeu o season finale e que superou todos os comportamentos de Klaus nesse episódio. Muito se falou sobre grande sacrifício ao longo dessa temporada de The Originals e eis o grande sacrifício. Quebrar esse ciclo de relacionamento abusivo, uma verdade que se esparramou nos flashbacks. Como se precisasse de provas porque as ações e as reações de cada membro dessa família sempre falaram por si só. Esse Mikaelson estava esgotado desse ciclo e “viciado” em proteger o híbrido. Uma relação nada saudável, nunca foi, e ver alguém querer sair fora por completo me fez feliz.

 

É óbvio também de que se trata de uma medida temporária, mais motivo para eu abandonar TO. Afinal, Elijah é o estrategista dos Mikaelson e quando o novo conflito cair, os irmãos vão resgatá-lo.

 

No começo desse ano, Elijah se revelou como o único que não tinha objetivo algum na vida. Meramente porque toda sua vida se resumiu em ser o pai de Klaus praticamente e full time. Ele carregou um fardo que gerou torrentes brigas e profundas cicatrizes. Mais marcas ruins que boas. O reflexo do relacionamento abusivo desses irmãos vem de estacadas (abuso doméstico), falta de respeito, privação e manipulação emocional (Rebekah sofreu pacas). O único norte que esse Mikaelson teve foi Hayley e gostei também do término desse relacionamento. Se é para libertar, tem que libertar todo mundo. Só assim para soar como uma medida convincente.

 

Elijah ilustrou o que aprendi ao longo dos anos de The Originals por meio dos flashbacks. Retrocessos que passaram na nossa cara o quanto essa irmandade precisa parar com essa codependência. Todos deveriam ser mais Kol, querer ver o mundo, pisar na jaca e assim por diante.

 

Dessa forma, as cenas do vasculhar da mente desse cidadão tiveram um peso diferente para mim porque só vi o abuso emocional e o doméstico. Não tem como respeitar o Always and Forever uma vez que você para de romantizar esse elo. É tóxico e o senso de liberdade desse Mikaelson foi uma quebra maravilhosa. Eu honestamente não esperava um baque. De graça, o cara mostrou o quanto não conseguiria preservar o pedido de Vincent. Incapaz de viver sem o Always and Forever. Problemático demais da conta e é cem por cento red flag. Ou, no caso dele, red door!

 

Apesar do meu ranço constante por esse cidadão ao longo dessa temporada, Elijah merecia isso. Ele precisava sair do ciclo para saber exatamente para onde ir sozinho. O que fazer com sua liberdade.

 

Honestamente, gostei de todas as quebras que houve nesse finale. Desde os irmãos separados até os relacionamentos (parcialmente) encerrados. Deu até um pouco de ânimo em seguir em frente com a série, mas não o farei. Tais decisões não durarão nem um pouco e é desanimador. Por enquanto, posso dizer que foi corajoso da parte dos roteiristas chutar esse balde. Desde o início dessa história, lá em TVD, era claro que cada um seria feliz só se fosse separadamente. Reencontros só no almoço de domingo e olhe lá. Pena que destruirão esse revés para retornar à estaca zero.

 

Resenha The Originals - Klaus

 

E eu não queria que isso acontecesse. Especialmente por Klaus que desenvolveu muito bem nessa temporada e precisa aprender a se virar sozinho. Precisa se limpar desse motto familiar e ficar realmente longe de seus irmãos. Afinal, ele foi a causa da dor e do sofrimento, mesmo sem querer. Vamos lembrar que o híbrido passou pelo abuso de Mikael e acho justo ele ver a vida de um jeito diferente. Daria ao vampiro férias em uma ilha deserta só para refletir e descansar.

 

Klaus também entra no meu hall de grata surpresa. Foi ótimo, inclusive, deixá-lo sem a chance de rever Hope depois do ritual. Só assim saberemos a disposição do híbrido em focar no melhor de si e evitar o reencontro com seus irmãos e Hayley. Esse personagem precisa aprender a respeitar o espaço do outro, algo que já falhou ao ir visitar Elijah. Mas enfim. O importante aqui é que o Mikaelson se deixou levar pela situação. Pediu desculpa para Marcel, ergueu o polegar para Rebekah, libertou Elijah e foi tranquilo com Hayley (ao contrário da última vez que deu chilique). Propor um sacrifício dessa família trouxe novas nuances a essa criança. Foi bom acompanhá-lo nessa temporada e nem acredito que sairei falando bem desse homem. Quero guardar isso comigo.

 

Elijah, Klaus, Rebekah e Kol, engataram uma finalização diferente. Ao contrário das chacinas previsíveis e de mais uma leva de rancor, aqui foi dada a chance de uma possível redenção. Ao contrário de investir em dor e sofrimento, como nos anos anteriores, os irmãos chegaram em um momento sem saída e tiveram que se sacrificar por alguém inocente e puro. Hope. Melhor parte disso é que não teve desvio, nem muito menos a chance de pular fora. Todos foram obrigados a atender tal necessidade e quis furar meus olhos diante de Rebekah sendo mala demais.

 

Preciso deixar um salve para menina Summer as Inadu. Que coisa maravilhosa, né? A menina não abriu a boca direito e aterrorizou o bonde todo. Pena que se usaram disso apenas no finale, como o peso dos covens aliados, um segurar de conflito que foi sentido no season finale. Timing em que soltaram tudo de uma vez e nem teve graça. Largaram tudo para o final, na linha em que Inadu nem tinha mais apelo. No fim, vimos uma vilã criança no corpo de outra criança. Se Hollow retornar, espero desenvolvimento, mas duvido muito porque essa storyline flopou demais.

 

Tenso é que a mitologia tinha certo potencial, mas calharam de novo em bruxos odeiam vampiros. Dominic pareceu Sofya possuída, só com uma linha de fala repetitiva e que me fez revirar os olhos. Nada pode ser perfeito nesse universo, né? Preocupante é que o conflito é sempre o que fracassa.

 

Últimos adendos

 

Resenha The Originals - Hayley e Hope

 

Como mencionei, o roteiro fez vários paralelos com os primeiros episódios dessa temporada de The Originals. Vale ressaltar a dependência de Rebekah à existência de um motto que nem ela aproveitou direito. A personagem tem um leque baixíssimo de desenvolvimento e sempre retorna para a trama com a mesma mentalidade. Ela foi chata em não querer tal separação, sendo que passou metade da vida dormindo. É esse tipo de coisa que não quero ver nunca mais. Libertem essa mulher!

 

O mesmo paralelo se aplica ao clima de paz do início desse ano de TO que culminou em um (fraquíssimo) caos. Vincent foi o pastor inicial dentro de uma igreja para depois Hope as Inadu liderar o espaço com outros pretextos. A trama certamente encontrou seu ponto perfeito de finalização ao se apoiar nos primeiros episódios. Apesar de Hollow estar agora no hall de piores vilãs, o povo brincando com aquela bendita luz azul valeu pelo desenvolvimento de Klaus e de Elijah. Até de Marcel que diminuiu aquela arrogância de rei do Quarter e fez o que era certo a se fazer por Hope, a criança cuja mãe o rei aí impediu de todas as formas possíveis que relassem.

 

Concluindo

 

Resenha The Originals - Hope

 

Não tenho muito mais o que dizer a não ser entregar minha carta de demissão sobre The Originals. É, amiguinhos, penso que já deu tudo o que tinha que dar. Realmente chegou a hora de parar. Não apenas pela repetição constante de modelo de trama, como também pelo fato dos episódios serem transmitidos agora em uma sexta-feira, o que é ruim demais porque final de semana.

 

Essa não é a primeira vez que me despeço desse universo e das resenhas, mas dessa vez é pra valer. Aproveitarei o ciclo de adeus de The Vampire Diaries, Pretty Little Liars, Teen Wolf para me despedir de The Originals. Fechar o ciclo e esse finale me fez sentir que é a hora certa. Cheguei no limite e insistir seria só mais frustração. Prefiro guardar com carinho Rebekah feliz com Marcel, Kol feliz e pronto para pedir Davina em casamento (o diamante!!!), Hayley em Mystic Falls e Hope tendo uma vida normal, Freya e Keelin sendo lindinhas, Elijah boêmio na França e Klaus andarilho na vida. É esse retrato que quero guardar comigo porque sei que a S5 destruirá tudo isso.

 

Enfim, me encerro por aqui e agradeço a vocês por essa jornada maluca. Obrigada por tudo, pelos comentários, pelas visitas. The Originals também me ensinou bastante, amo o cast de paixão, mas é mais saudável manter como um entretenimento sem compromissos a partir de agora.

Stefs
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  • Stephanie

    Resenha linda como sempre! Tb acho que poderia acabar aqui mesmo, sem nova temporada. Enfim, parabéns pelo trabalho. Vou sentir falta de ler suas resenhas!! Beijos!!