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02/jul

Honestamente, não esperava que eu entregaria a última resenha de Pretty Little Liars com tanto azedume. Tinha completa noção de que o series finale falharia, mas não completamente. Sinto uma vergonha tão grande do produto final, do fraquíssimo e ilógico desencadeamento de trama, que me pergunto o que diabos eu perdi. Queria ter sido corajosa em retornar ao texto sobre a revelação de CeCe a fim de fazer um comparativo emocional, mas aqui e agora estou 100% desgostosa. O rosto de A foi decepcionante, mas nada se comparou ao efeito do desmascarar de A.D.. Meia-boca para muita promessa e só valeu pelo talento indescritível de Troian. A moça que levou a série na costas.

 

Não acredito que, depois de 7 anos, usurparam uma teoria de fã e a projetaram tão precariamente. Todos aqueles personagens avulsos, todos aqueles subplots, todo o potencial do mistério para… Nada. Absolutamente nada. É estranhíssimo chegar aqui e não ter nada decente a comentar. A não ser que os roteiristas foram extremamente preguiçosos. Tão preguiçosos que investiram no mesmo trato narrativo visto na revelação de CeCe, ou seja, um recontar e uns flashbacks para preencher espaço. Só. Tudo para evitar o viés de explicações aprofundadas que claramente Marlene não daria conta (e ela não deu diante do mistério A). Resultado? 10 episódios finais de promessas vazias que engataram uma resolução cômoda.

 

Provavelmente, Marlene fez escola na revelação de CeCe e creio que houve certo medo de fracasso. Mas fracassou. Muito feio. No desmascarar de A, os buracos não passaram batidos e a showrunner meio que ficou irritadiça quando lançaram as verdades em seu nariz. Dessa forma, não foi de se surpreender uma narrativa mais ou menos para evitar uma nova leva de estragos e de mais pano para a manga a ser debatido (como se isso impedisse fandom pau da vida de dizer alguma coisa, apenas observo e acho graça). O que deu? Não atribuíram ação. Nem susto. Houve parco suspense. Ligas frouxas. Nenhum elemento surpresa, nem empolgação e nem expectativa.

 

Meramente porque se usaram dos 10 últimos episódios para moldar essa resposta. Sendo que essa resposta deveria ter começado a dar liga assim que CeCe morreu. Ou seja, havia 30 capítulos, se não me falha a memória, para se trabalhar isso com um pouco mais de rigor. Como vinha dizendo, deixaram tudo para a última hora.

 

De novo: esse series finale foi sobre absolutamente nada.

 

Marlene e Cia. claramente estavam com preguiça de raciocinar ao ponto de (re)criarem o tipo de cenário cedido à CeCe em sua maior e mais esperada revelação. No fundo, nem culpo tanto, mas me pergunto como é que você me faz uma série e não controla o processo criativo? Como você não controla o que cada personagem faz ou deixa de fazer? Isso para mim é irreal e uma falta de irresponsabilidade sem tamanho. Podemos culpar a emissora? Acho que sim porque Pretty Little Liars não merecia sete anos. Taí o grande estrago de esticar um mistério que poderia ter sido aniquilado na S5.

 

Resenha Pretty Little Liars - Liars

 

Local fechado. Reféns. Historinha do cordeirinho. A teoria das gêmeas que tanto queria e que não acarretou nenhum impacto. Considerando que A.D. foi retratada como uma versão mais malévola que A, Alex Drake mais pareceu membro do “A” Team. Principiante aka imatura. Não tiro os méritos do tratamento na storyline dos Hastings, mas esse norte foi tão absurdo quanto Peter cair na de Mary achando que era Jessica. E, pior, Peter nunca saberá que teve outra filha. WTF?

 

O único trabalho desse season finale era entregar a última roleta desse mistério com direito a muitas improbabilidades, histerismo e arrepios. Contudo, focaram no happy ending das meninas, algo que comentei várias vezes de um ponto de vista negativo. Cadê os traumas? Cadê as dificuldades? Cadê a hipervigilância? Pretty Little Liars teve a pachorra de até banalizar saúde mental nessa última temporada e negligenciou o estresse pós-traumático das meninas. CeCe e Alex mandaram a mensagem que, basicamente, todo assassino (por exemplo) tem problema de saúde mental. É estereótipo! Marlene estereotipou. Até mesmo seu senso de final feliz sendo que ao menos uma teria chances de atingir tal mérito. E quem combinou de certa forma com tal mérito foi Emison, a grata surpresa.

 

Não tenho nada contra a maternidade e a casamento. Toda mulher tem sua escolha. Contudo, foi cômodo dar esse mesmo fim a todas. Os roteiristas jogaram no seguro ao ponto do romance impregnar na trama por mais de 30 minutos. Um finale gastou mais tempo em torno de shippers, que nem química mais tinham, em vez de talhar seu último mistério. Não queriam fazer besteira e fizeram besteira.

 

A não ser Emison que, para meu próprio espanto, seguiu um fluxo natural nesses últimos episódios, as outras Liars poderiam ter contado com finalizações diferentes. Mais criativas. Emily e Ali foi lindinho e deveria ter sido o bastante sobre o tópico final feliz. DiLaurentis mais do que ninguém merecia redenção e conseguiu. Perfeito, mas Marlene se prendeu a necessidade de agradar todo mundo e aqui temos um resultado abismante de mudança de prioridade de trama.

 

O que restou foi se agarrar em Mona, a representação do efeito colateral que faltou em PLL. Porém, a estragaram também ao ponto dela mesma render em vexame. Foi muito bizarro não ter ninguém forte em cena para nutrir o mistério, sério. Isso, em todo combo de 10 episódios porque os roteiristas brincaram de S1-S2. Shame.

 

Admito que o início do episódio foi bem gostosinho de acompanhar. Embora eu siga contra ao final feliz de todas, não teve como não sentir um calorzinho no peito ao vê-las um tanto bem, saudáveis (o que não deixa de ser um absurdo por que cadê os traumas e os gatilhos?) e seguras. Passados 30 minutos, o roteiro irritou porque, assim como os episódios passados, nada de respostas, nada de iscas, nada que estimulasse e engajasse adrenalina e curiosidade. A partir do soco em Spencer, tudo desandou para o pior. É difícil engolir que, depois de anos contrabalanceando mistério e romance, destacaram romance – o que calha no que comentei sobre mudança de prioridade.

 

Juro que me senti dentro de uma série da CW em que as identidades femininas se perdem pelos boys. Foi exatamente isso que rolou. Os caras ganharam mais foco que as manas e isso é completamente errado em PLL. Aqui, se passaram anos e anos colocando a amizade em primeiro plano e o finale simplesmente esqueceu que esse detalhe existiu. Não houve a individualidade das Liars e nem seu trabalho em grupo. Apenas, suas vidas conjugais extremamente desinteressantes – salvo Emison que foi um bálsamo por ser algo novo.

 

De certa forma, esse roteiro foi uma reprise pegação do 7×19. Além disso, tentou convencer com frases de efeito que engataram nada do gosto de despedida. Sendo sincera, o peso do adeus veio na abertura em que todas fazem o shhh!, nada mais.

 

De novo: o que foi que eu perdi?

 

Alex, cê nem tinha que tá ali linda! 

 

Resenha Pretty Little Liars - Alex

 

Marlene dificilmente decepciona quando mimica seus filmes de terror/clássicos favoritos (a não ser Psicose que ainda sigo firme torcendo o nariz). Nesse series finale, capturei uma vibe Pânico 1 e 2. A casa falsa relembrou Pânico 2, em que a história de Sidney se tornou uma adaptação e o novo assassino a atacou nesse lugar que rendeu a ela vários traumas. A treta entre Spencer e Alex me lembrou Pânico 1, em que Sidney tenta decidir em qual dos dois meliantes deveria atirar. Uma mistura digna de mico tour porque não foi nada assustador. Como no 7×10, foi cômico.

 

Não posso confirmar nada, mas senti que Marlene tentou recriar a história de Sidney Prescott. Tem treta com mãe, um irmão do nada… Para maiores informações, assistam aos filmes mencionados.

 

Alex agradou nos minutos iniciais e deu para acreditar na sua maldade. Porém, quando o motivo saiu por detrás da cortina, implorei para que a moça ficasse quieta. O motivo. PLL perdeu sua força nesse quesito duas vezes. De novo, o que foi dito não remeteu ao intento de anos e anos de tortura emocional e psicológica para cima das Liars. Não ornou nada!

 

Sempre comentei aqui que, pelo nível A.D. de job, o motivo tinha que chacoalhar todas as casas de Rosewood. Aí, temos o mesmo efeito CeCe: problemas psicológicos banalizados que a impulsionaram a fazer mal a uma pessoa e acabou tendo as outras meninas como meros efeitos colaterais. Sério que depois de anos tudo que a vilã poderia entregar era – de novo – inveja de alguém e uma obsessão por macho? Ah, mas tão de brincadeira!

 

Quem é Toby? Um cara que nem estava nessa temporada e que virou o menino de ouro. Ata.

 

Partiram de uma mentalidade adolescente quando estávamos no ciclo adulto de Pretty Little Liars. Basta colocar a história de CeCe em paralelo com a de Alex que dá a mesma coisa. Só que na questão A foi até mais fácil engolir devido à faixa etária das personagens. Agora A.D.? Lamentável! Nada baqueou porque a razão foi fraquíssima. Assim, por apostarem no mesmo norte de desencadeamento dessa storyline, ganhamos um resultado nada desenvolvido. Independente de ter sido entregue pouco a pouco nos 10 últimos episódios – e com uma obviedade anormal. Fato é que a teoria das gêmeas era a maior carta coringa e foi mal utilizada.

 

Essa teoria tinha minha completa torcida na época em que a revelação de A se aproximava (até porque consta nos livros). Dar esse presente para Hastings acarretou em uma revelação truncada e sem impacto. Imposta a força depois da maresia romântica – e ainda sim não conseguiram inserir o medo no instante que o foco mudou. Troian estava incrível e foi por causa de Troian que foi possível gostar um pouco de Alex. Contudo, não deu para ignorar o quanto essa decisão pareceu de última hora – e Marlene jura que foi há anos.

 

Penso que o pecado dessa storyline começou na revelação da burrice de Peter. Sem contar que, em um hospital como Radley, duvido muito que um segredo desses tivesse sido mantido por tanto tempo. Enfim. Nem adianta entrar na fila de buracos diante dessa revelação porque Pretty Little Liars acabou. Então, no intento de cutucar mais ainda esse series finale, eis o bloco do alívio cômico estrelando o roteiro que falhou miseravelmente em entregar seu último mistério:

 

Resenha Pretty Little Liars - Toby e Alex

 

• Mona ser liberada e retornar ao jogo. Que surpresa, só que não;

 

• Descobrirem sobre Alex graças ao faro mutante de Jenna. Me respeitem!;

 

• Ezra foi usado como isca para encontrarem Spencer. Claro que seria fácil demais o GPS do celular do teacher apontar para algum lugar no subsolo. Ata;

 

• E todo mundo foi capaz de encontrar o lugar aonde Spencer estava. Inclusive, ninguém fez perguntas sobre a súbita descoberta de Toby. Ata²;

 

• E todo mundo ainda entrou, um a um, sem backup. Como se fosse Mystic Falls. Chora Elena!;

 

• Spencer abrir uma porta detentora de um grande aparato tecnológico com um grampo. E esse mesmo grampo foi digno da trilha de suspense. Mas eu ri demais;

 

• Toby tentando decidir se atirava em Alex ou Spencer sapateando na vergonha alheia. Quase um Bill e Stu de Pânico 1 e que obviamente rendeu novas risadas;

 

• A falta de impacto das meninas descobrindo sobre a gêmea de Spencer. Nenhuma temeu. Nenhuma contestou. Se nem elas pareceram chocadas, por qual motivo eu deveria ficar também?;

 

• E tudo se resolveu com um li-vro! Basta um li-vro para as pessoas saberem que você não é você. Showrunners focados em gênero policial se debatem no momento. Chora Dick Wolf;

 

• E a prova de que Spencer era Spencer foi citar o quote. What?

 

Extra: irritante demais Alex repetindo as falas e os trejeitos de Spencer. Parecia uma criança brincando de imitar outra pessoa e a gente quer fazer o quê? Isso mesmo, botar pra correr!

 

Com a citação do quote, o objetivo do series finale mostrou duas vias de interesse. No caso, casar Ezria e arrumar Spoby. Mistério? Nunca foi o intento desses 10 episódios. Chora tabuleiro!

 

Depois da inserção de Alex, um trem desgovernado roubou a trama. Não é uma referência à velocidade, mas do rastro de impaciência dentro de uma lentidão nada convincente. A vilã não engajou nada. Reforçando de novo um series finale de vários nada.

 

Ainda tento mensurar qual foi a pior parte. Se Alex querendo ser Spencer, como CeCe queria ter/ser Ali, ou Alex querendo ter Toby. Desde quando ele era importante? Desde quando ele merecia um drama sendo que foi largado às traças desde o início da temporada? É difícil dizer isso porque amei Spoby, mas conseguiram arruinar esse shipper ao escorá-lo e, depois, ao inserir a gêmea. O desencanto já estava impregnado com as cenas de sexo completamente destoantes da harmonia do casal e a repetição disso nesse episódio, assim como dos outros casais, só afirmou que A e A.D. nunca foram relevantes. Importantes sempre foram os casais.

 

Para uma Pretty Little Liars que sempre colocou a amizade das meninas em primeiro plano (sendo repetitiva sim), torná-las sombra foi a pior coisa desse series finale. Tão quanto chegar aqui e perceber que a veia da série foi igualmente ignorada.

 

Os esquecidos

 

Resenha Pretty Little Liars - Wren
Marlene contou que Mona sempre foi a primeira A até CeCe roubar o jogo. Alex o herdou, mas, das três, só Mona carregou um bom motivo para estender a brincadeira. Ela sim aterrorizou enquanto as outras apenas foram o que disse aqui: principiantes. Vanderwaal passou pelo bullying, o que a fez detentora de uma razão eficaz para tanto rancor na adolescência. As outras se resumiram a “hoje quero brincar também”. Essa foi a personagem injustiçada da história de Pretty Little Liars e conquistou um frame da preguiça dos roteiristas. E tudo acaba em uma Dollhouse? Really?

 

E Wren? Na minha mente, ele nunca deixaria Alex passar batida. Não quando passou anos com Melissa. Do nada, tornaram esse personagem um obcecado pela figura de Spencer e se esqueceram de todo seu trabalho no Radley. Época em que o personagem dava mesmo medo. Agora, pareceu outro ser que não saiu do ensino médio e restou rir das filhas de Ali serem dele.

 

E Jenna? E Jason? E Sydney? E tantos outros avulsos? Tanto rodopio para ganharem… Nada. Igual a morte de CeCe que representou um grande termômetro do flop do series finale. E flopou lindinho.

 

As coisas poderiam ser diferentes nesse series finale de Pretty Little Liars. Se a teoria das gêmeas estava na roda há tanto tempo, tiveram dois anos para afiná-la e alinhá-la na trama em suaves pinceladas – e entregaram a ideia no encontro de Alex com Wren. A história foi mal contada e mal inserida. O único momento que ganhou minha estrela foi a falsa Spencer no cativeiro de Hanna, mas meramente por ter lido uma teoria referente a isso antes. Ou seja, não fiquei surpresa. Parece que Marlene pegou as teorias dos fãs, deu um tapinha e criou esse roteiro. Cobrem seus direitos!

 

Dessa forma, vale ressaltar que o grand finale foi o auge do desgaste da série. Em 1h30 não sabiam o que contar porque não havia mais nada a ser contado. Usaram do talento de Troian para segurar a roleta final e, não nego, foram inteligentes. Contudo, ainda defendo a minha tese de que poderia ser uma das Liars ou um dos garotos. Chateadíssima que Ezra não entrou para pegar seu prêmio A.D..

 

Ao contrário da espera de um espremer de fatos por segundo, aqui houve uma encheção de linguiça da pesada. De não aguentar mais ver a mesma ladainha de casamento, bebês, festas e afins. Não havia conexão em cena e nem harmonia entre o main cast que parecia exausto desse job. Nada fez sentido nesse último giro de Pretty Little Liars e só me restou a decepção, de verdade. Não esperava uma despedida marcada com tanto desgosto.

 

PLL vai com Deus!

 

Resenha Pretty Little Liars - Mona

 

Poderia enumerar vários outros pecados desse series finale e seu intento de happy ending, mas não irei. Só sei que, após a experiência na Dollhouse, A.D. merecia um desenvolvimento mais cuidadoso e uma pessoa que fosse realmente aterrorizante. Que mexesse com o juízo de todas as meninas, afinal, todas foram vítimas dessa brincadeira. No fim, tudo foi a base da osmose.

 

Nada. A palavra que mais repeti ao longo dessa resenha. Não senti nada durante o series finale a não ser a indignação quando sentei para escrever esse texto. Nunca pensei que me despediria de Pretty Little Liars tão revoltada. Esses últimos episódios negligenciaram o mistério, a única coisa que interessava. O tabuleiro era lindo, dava para desenvolver, mas a necessidade de casar todo mundo falou mais alto.

 

Vejam bem: botaram Ezria como compasso de trama. Ato igualmente sem noção como as máscaras de Mona as Melissa, uma das piores ideias que tiveram em fins da S6.

 

Refrisando o resumo do bonde: esse series finale foi seguro e cômodo. Não saíram da zona de conforto aka romance. Romance sempre tende a dar uma conclusão inquestionável e o fandom assíduo conquistou isso.

 

E a turma do mistério? Quebrou a cara! Eu mesma.

 

Além do mistério, fiquei com PLL pela forma como tratavam as Liars. E nem as Liars brilharam em seu último episódio. Aonde estavam as protagonistas? Não sei, mas, ao menos, elas terminaram felizes e sem danos, e é sim um absurdo. Esse nem é o problema, mas a escassez da sororidade que foi esmagada pela necessidade de romance. Não usaram o 7×19 para deixar casal definido? Por que repetir os mesmos casamentos e a mesma pegação logo no finale? Sério, estou indignada com essa ousadia que me ocupou mais de 30 minutos de trama.

 

Demorou, mas Pretty Little Liars caiu na cilada de priorizar shipper. O tópico que restou nesse universo. Mas e o mistério? Morto antes de reaquecer. Não houve respostas, só giro nos suspeitos de outrora e que acabaram não conquistando uma explicação mais aprofundada e, talvez, relacionável por seus atos. Que ódio é esse pelas Liars? Por que todas passaram por isso? Pois é, não responderam. Deram apenas Toby como razão final de uma crise de dor de cotovelo superficial.

 

Sem A, A.D. até que conseguiu engajar certo medo, mas, no fim, nada se compara a experiência na companhia de A (e ignoro que foi CeCe porque não gostei dessa revelação). Marlene sempre fez do amor um brinde. Um plus. Aquele conforto no coração depois de mais uma pirueta desse jogo. Do nada, se tornou toda a composição da receita e apagou as Liars no processo.

 

Nunca pensei que diria isso, mas Pretty Little Liars conseguiu ter um término pior que o de The Vampire Diaries. Não havia nada da essência da série. Nenhum memory lane. Não houve passeio em Rosewood. Não houve momentos mãe e filha. Não houve as Liars – e vale a pena repetir.

 

O mesmo se aplica ao mau uso de Mona. Ela era a ponte para tornar tudo interessante. Para mostrar o por detrás das câmeras do A game, especialmente quando confessou que queria ganhar o jogo de A.D.. A personagem perdeu a maior chance de protagonismo por Ezria. Isso mesmo. Além de priorizarem chamegos, uma mulher perdeu a chance de brilhar em cena pelo chilique de um homem. Vanderwaal era o único ponteiro do mistério restante e não fizeram jus. Apenas, lhe deram um paralelo de Dollhouse, sinalizando que a obsessão, por assim dizer, não foi embora.

 

Houve alguns highlights preciosos, como as mães e a piada do porão. Jenna botando Addison em seu lugar (dispensava o palavrão, mas tudo bem). Enfim, foi um adeus de conversa fiada. Triste foi ver que um homem ganhou o coração do series finale e isso não tem perdão.

 

Me despeço com grande azedume de Pretty Little Liars. Que fez o favor de acabar. A ideia de spin-off me faz ranger os dentes, mas não estarei aqui para acompanhar uma tragédia dessas. Tenho memórias ótimas com a série, não nego. Principalmente porque me trouxe para o mundo das resenhas. Uma pena que decidiram que esse era o fim que essa saga merecia.

 

E não era.

 

Obrigada pela companhia nesses últimos anos. As Liars deixarão saudade sim, mas há alívio de saber que esse chove e não molha do mistério morreu de vez.

Stefs
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  • Mamma

    Ufa, que alivio ne P.

    Sem duvida, saber que aquele shhhhhh seria o ultimo…

    Dentre o festival coelhagem na cama do só love sincronizado, again, fiquei a rodopiar, num misto de agonia, revolta e gargalhadas.

    Um dos finales mais preguicosos que já pude presenciar e que de nada remeteu a premissa da serie, sobre todo aquele pavor e ansiedade gerado nas primeiras temporadas. Lembro claramente minha expectativa pelo proximo episodio e isso foi morrendo antes mesmo da revelacao da A.

    Mas sim, quando uma serie revela seu primeiro Big Bad Wolf e por tras dessa mascara esta Cece, pouca credibilidade fica, pois todo a manobra aterrorizante e traumatica provocada, vai por agua abaixo com a falta de climax. Sem motivo, tens NADA a oferecer.

    Foi bacana tu mencionar doencas mentais. Estava aqui pensando ao inves de criar outra vilã de araque, porque nao criaram alguem puramente sadico e com o deleite pra maldade. Existem pessoas assim, ok, seriam elas psicopatas? Talvez, mas te garanto que alguem que bate no martelo sobre o que faz é muito mais interessante do que simplesmente tentar criar uma personalidade envolta a abandono e infantilidades.

    Como a mesma pessoa que me cria um tabuleiro SENSA daqueles, me faz uma bate bate de pé que a vida derrubou seu delicioso sorvete no chão. Ok, ser vendida logo quando nasce SUCKS, mas CADE A CARAIA do DESENVOLVIMENTO da personagem?

    Senti vergonha pela Troian, pois bem sabemos que ela merece bem mais que ser usada como check mate dessa lameira interminavel que tardou pra chegar ao fim,

    Sim, tiveram TODO O TEMPO DO MUNDO desde o final da Season 6A, mas no fim o fanzzzz servicezzzzz prevalece.

    Fato, larguei TVD a varios anos antes do termino e concordo, PLL foi bem, mas bem pior. Povo da vampiragem sobre usar da sua Mitologia e no fim, tentou mostrar que apesar de todo o fanzzzz servicezzz, TVD sempre deveria ter sido a jornada de redencao entre os Salvatore.

    Agora, que preguica né. CINCO personagens distintas, com personalidades fortes, destemidas e ambiciosas, se resumirem: engravidar gracas a uma creepy insemination; tentar engravidar e por fim, nao poder engravidar, bora adotar”.

    Aqui pode soar meu lado de quem nao querer ter filhos, mas caraca, desde que usaram do recurso do time jump de cinco anos, colocando-as na vida jovem adulta, a trabalhar, a sonhar e a conquistar seu espaco em suas respectivas carreiras. Ok, as investigacoes e os novos escandalos as fincaram em Rosewood, mas e depois disso tudo?

    Enfim P, ate meu raciocinio ficou confuso nesse comentario, pois realmente foi dificil falar sobre esses varios nadas que nos entregaram, mas o que importa é que isso não nos pertence mais.

    Ps: sorry a zona de acentos e afins, meu teclado tem que ficar mudando de tecla quando uso pt e ainda assim zoneia algumas coisas ahahaha

    Ps2: proud de ti por chego ate aqui com suas resenhas MARAVILINDAS.

    Ps3: um salve ao cavalo e a mutante do olfato, os mais sagazes nessa historia toda. CHOREI DE RIR!!!!