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17/ago

Parece que alguém começará a cumprir as promessas e postar as resenhas em dia, não é mesmo? Por algum motivo inexplicável, acreditei que este episódio de Teen Wolf seria mais eletrizante, digno de fazer temer ainda mais o futuro conclusivo da série. Com a centralização da perseguição de Brett, houve a impressão do início ao fim de que a continuidade de trama não levaria a canto algum. Meramente porque me lembrou das cenas recentes no campo de lacrosse, isoladas de todo o resto, que tomam um tempo danado e não se desenvolve nada. Pois bem, não foi o que rolou e os anjos dizem amém. Contudo, a sensação de que só enrolarão até o series finale se torna mais oficial. O que me resta? Agarrar-me a essa storyline ainda desconexa das aranhas mutantes.

 

Até aqui, a S6B tem investido em cenas longas entre os mesmos personagens como se intencionasse ocupar espaço. Não quero crer na encheção de linguiça, ideia que se dissolveu um pouco ao entregarem o campo minado dessa última parte da temporada. Ao menos, uma fatia. Fiquei muito triste com a resolução, só restou dor e sofrimento, e quero crer que piore visto que Beacon Hills não está mais às cegas com relação ao sobrenatural que a circunda. Quero ver como reagirão diante dessa informação que não deixa de ser avassaladora para quem acredita em status de normalidade. Inclusive, para os céticos e derivados, sem respeito pelo próximo, que podem cogitar a dita justiça com as próprias mãos. Se Stiles ficará contente com isso? Provavelmente não. Ainda mais porque ele me soa como âncora de humanização na companhia do Xerife. Quero ver o plano de contenção.

 

Das boatarias e de lendas urbanas, o plano de Gerard lançou toda a nhaca no ventilador.

 

Apesar do pretexto do roteiro ter se assentado longe do comportamento típico de um Argent, serei honesta: a perseguição de Brett foi regada de momentos chatos. Sem contar que era tão mais simples cair fora da floresta e se usaram do veneno para prolongar um drama que não envolveu tanto assim. Nem a presença de Scott contribuiu para elevar o valor de um instante que se revelou crucial para os próximos capítulos, sendo tombado na menor chance. O quarteto em destaque seguiu o instinto de proteção, como os bons adolescentes sobrenaturais que são e não julgo. Porém, não trouxeram o familiar desespero que uma caça costuma acarretar. Tenho sérios problemas com planos às cegas, sem backup, e essa foi uma situação que me fez sentir falta de Stiles.

 

Como bem sabíamos, não havia caçador amador em cena. Nem caçador preguiçoso. Além de reforçar o retorno dos anti-sobrenatural, Gerard e Monroe ocuparam espaço em cena para pontuar o exército que se formará em Beacon Hills. Não havia interesse de assassinar, mas de criar iscas e Brett acabou arcando com isso. O adolescente terminou por ser uma mão na roda, o que culminou em uma revelação que foi um tanto mais natural em comparação aos instantes de estresse da galera (aka Liam). Mexeu com o coração e com o verdadeiro calcanhar de Aquiles desses grupos. No fim, a lição aprendida – de novo – é que seguir a emoção não ganha da estratégia.

 

Resenha Teen Wolf - Scott e Malia

 

Demorou um bocado para Scott perceber que o caçador em questão vem da linhagem que mais temeu ao longo dos primeiros anos de Teen Wolf e juro que fiquei meio aborrecida com isso. Como assim? Apesar de se julgar como conhecedor do que rolava, ao ponto de tentar barrar Liam de decisões estúpidas, McCall fraquejou. Inclusive, não pensou como estrategista (volta Stiles, precisamos de você!). De novo, o Alfa acreditou no discurso de que ele e os outros são mais rápidos. Que podem cuidar um do outro com abraços quentinhos. Isso me irrita um pouco, sabem?

 

Não é de hoje que cutuco a verdade de que a liderança de Scott é aquém demais. Parece que o garoto tem preguiça de assumir seu papel e o divide com todo mundo. Ok, mas, em tempos cruciais, esse cidadão é o alicerce principal. É o peão. Já passou do tempo dele ser abatido por qualquer coisinha em campo de batalha e Gerard provou que não houve mudança na personalidade de McCall nesse quesito. Verdade que torna o Alfa previsível, como bem provou ao adentrar o túnel.

 

Um traço que deixou de ser fortalecido a partir do momento que Scott se tornou o Alfa de referência. Todo mundo procura por essa criança que não deixa de ser o exemplo. Basta mensurar o comportamento de Liam nesses três episódios que apenas emulou o de McCall ao longo dos anos. E dá errado. Ao menos, no princípio (porque o grupo precisa vencer no fim das contas). Os Argent requerem mais esperteza. Sempre requereram. Depois dos perrengues passados, esse personagem precisava ter mais voz e pensar muito mais como um jogador.

 

Por essas e outras que é possível esperar que ocorra – de novo – a famigerada discussão de se deixar corromper ou não. Algo visto na S4 e que Scott fez de tudo para evitar que ocorresse consigo. Se os roteiristas intentam ser cruéis como venderam há 3 episódios, todos terão que ser implacáveis também. Só que ser implacável é pedir para ser subjugado e penso que ninguém quer isso.

 

Bastou instrumentos envenenados para derrubar os líderes dos distintos bandos e me questiono como esses adolescentes amadurecerão para enfrentar a grande adversidade futura. Agora, os humanos sabem que há algo anormal nas redondezas e não será discurso lindão que gerará contenção. Frisam tanto o medo nessa S6B que é importante dizer que pessoas norteadas por esse sentimento, em demasia, perdem a cabeça. Ainda mais diante do desconhecido, fatos reais. Até Scott chegou a essa conclusão, mas segue firme na nave da Xuxa.

 

Resenha Teen Wolf - Gerard

 

No fim, o episódio da semana se empenhou em dar mais espaço a um Gerard que se mostrou um tanto distante da sua ideologia de outrora. E pode ser apenas impressão porque aposto no “nem tanto assim”. O modo de operação das antigas não deixou de ser aplicado e quero saber o que deu nesse senhor para retornar focadíssimo em derrubar o sobrenatural. Além da verdade de que, provavelmente, nunca se extirpou do propósito de sua outrora família. Vimos uma nova versão com relação às primeiras temporadas, mais contida e reflexiva. Para um homem que nunca hesitou em ser implacável, nem muito menos a estimular a sua equipe a ser o mesmo, vê-lo de plano de fundo, apenas observando, deixou sua diferença. Até Scott sentiu isso, todo tombado na sofreguidão.

 

O tempo que gastaram em Brett serviu para firmar o lado mais ponderador de Gerard. Contudo, isso não significa perfeição e sucesso porque o cara nunca deixou de ser imprudente. Por enquanto, esse senhor se mostrou bem articulado e paciente até mesmo para educar a orientadora dentro do seu objetivo silenciado – algo que o personagem fez com Allison só que com mais brutalidade.

 

Ele venceu no final do dia como manda a praxe e deixou os adolescentes em estado de alerta. Mal posso esperar para ver Chris consciente disso. Os Argent se desmembraram com o passar dos anos, não deve haver parentes extras, e o caçador mais velho botou toda sua fé em uma reviravolta com foco na população que viveu anos às cegas. Uma sacada inteligente dentro dos parâmetros de Teen Wolf e que finalmente assentou esse agridoce da descoberta. O que rolará agora? O que será dessa turma?

 

Penso que será possível esperar qualquer tipo de ação dos personagens devido ao heroísmo. A maioria norteado não pelo medo, mas pelo desespero de se manter vivo. Cogito a sensação de dar conta do recado ao mesmo tempo em que se atropela no processo. Quem se agarra ao discurso de Monroe, de castigar quem tem um dito poder que não merece, com certeza impulsionará Beacon Hills a ser um nada bonito palco de sangue. Isso, se cumprirem todo o peso de chacina visto nas promos – e acho difícil. Dependerá muito da turma, que tende a ser irresponsável.

 

Junto com o ataque de Nolan, se fechou o cerco em 360º. Não há mais lugar seguro na cidade. Não para quem tem uma vida dupla, beijada pelo sobrenatural.

 

Em suma, o intuito da semana foi tirar as máscaras de um grupo que age pelo coração. Que ainda é ingênuo apesar de conviver entre poucos humanos que perderam o ceticismo quanto ao sobrenatural. Enquanto Argent partiu para a estratégia, um tanto lerdo para quem costumava ser voraz (e espero que volte a ser voraz, pois, por enquanto, não resgatei a raiva que sentia dele), cada passada de Scott, de Liam, de Malia e de Lori foi contabilizada para chegar a essa conclusão. Gerard apenas iniciou o desespero, ritmado com suas quinquilharias para dar um beco que não era necessariamente sem saída. Ele apenas abriu o beco e tacou uma pedra em cima.

 

Por enquanto, não vejo muito o que se possa fazer diante da revelação de Liam. O mesmo Corey, o que me faz refletir sobre uma passada de flanela nessa situação, já que ninguém sabe o que necessariamente viu. Mas… A vizinhança explodiu na mesma noite e, honestamente, nem sei dizer o que esperar na semana que vem. Talvez, mais dor. Só sei que refriso o quanto aposto nesse viés de trama. Tem tudo para encerrar Teen Wolf lindamente porque tal tema nunca foi abordado. Sempre houve o mencionado comodismo e agora chegou a quebra de barreiras dentro da própria casa.

 

Até porque sabemos que esses adolescentes não ficarão parados. Cada bando correrá atrás de proteger o seu, ainda mais agora que houve uma justificativa plausível para a premonição de Lydia. Aproveito até a chance para falar da ruivinha que deixou de ser a garota que apenas grita. Algo que me deixa bem contente. É bom vê-la explorar mais do lado sensitivo de ser Banshee, tendo mais utilidade para o conflito central. Graças a ela, soubemos que cada membro dessa panelinha não se virará um contra o outro. Na verdade, é Beacon Hills, o lugar que terá que se provar diante da intolerância e do preconceito. E está aí um viés que me interessa porque cabe muito na atualidade.

 

Resenha Teen Wolf - Brett e Lori

 

Revelar o dito diferente abre margem para opressão. Resumirei em tristeza porque do julgamento podem muito bem partir para atrocidades. Como o ocorrido com Brett e Lori no final do episódio, tudo para se provar um ponto. Se fizerem direitinho, acredito que será uma reviravolta interessante de acompanhar já que os humanos que se acham muito especiais não aceitam o seu dito não igual.

 

Seja como for, o medo eclodiu para todos os lados, mas só foi possível apurá-lo nas cenas entre Melissa e Chris, que seguraram mais o interesse em vez da caça ao Brett. Em contrapartida, Gerard instalou o caos que logo menos se espalhará – e assim espero. De quebra, há um corpo que, pelo que deu a entender, criou uma cópia de um aluno que não pensou duas vezes em incitar o caos estudantil. Medo por medo. É o sentimento que deverá ser trabalhado, ainda mais agora que será preciso convencer uma cidade de que não há mal algum em ser adolescente com DNA desregulado.

 

E essa faceta de que o crime é dos adolescentes me deixa na pose de mãe preocupada.

 

Apesar dos pesares, confesso que não esperava pela morte de Brett. Estamos tão acostumados em ver a galera sempre vencendo e ver a desolação de Liam me deixou encolhidinha. O personagem foi a ponta do iceberg para mostrar que Gerard conseguiu controlar até o ponto de apoio dessa galera: o retirar da dor. O veneno atrasa o processo de recuperação e também a agonia de se arrastar com o que quer que seja no organismo. Foi muito triste, ainda mais da parte de Lori que acreditou que tinha se salvado. Mal sabia que tudo não passava de armadilha e Scott nem teve tempo de avisar.

 

Tirada essa cartada de revelação, agora imagino que a concentração seja nesse corpo sem DNA devorado por aquelas aranhas. Há uma ponta de mitologia ainda não contada e espero que seja trabalhada semana que vem já que a introdução de Gerard foi concluída – restando saber o motivo dessa desavença porque já nem sei mais se é vingança pessoal ou “força do hábito”.

 

Concluindo

 

Resenha Teen Wolf - Liam

 

Teen Wolf segue seu compasso de dar atenção a uma coisa de cada vez, mas direi o grande porém. Como comentado na resenha passada, já conhecemos Gerard e os personagens restantes. Por isso, foi incômodo ver a caça de Brett ocupar os 40 minutos de trama. Único foco para dar uma segurada no futuro. Se não fosse uma questão de fim de série, com certeza reclamaria mais. Mas, só resta ver como esse bolo cresce e confesso que estou com um pezinho atrás. Já é possível até imaginar que, semana que vem, o corpo sem DNA será o grande foco – com chances de ser maneiro.

 

Não é sobre caçar um lobisomem, disse Gerard, lançando o objetivo desse episódio – não tão impiedosamente quanto antes. Confesso que não fui aplacada com a situação porque pareceu mais do mesmo. Além disso, por não se tratar de uma tramoia que fisgou um personagem recorrente. Porém, não quer dizer que não tenha ficado triste porque fiquei sim. Essa de caçar adolescente me deixa de testa quente, mas nunca fugiu da premissa de Teen Wolf (a não ser nos últimos 3 anos). Se há um ponto positivo nisso é diminuir a quantidade de personagens em cena e curto muito esse processo. Eu mesma, a pessoa que não aguenta preservação de protagonista (dependendo dos casos).

 

Liam acabou cedendo às suas emoções e mostrou suas garras, sem chances de dar desculpas. Ele sim emocionou, sendo o elo dramático do começo ao fim. O personagem quebrou um pouco o que comentei na resenha passada, sobre a turma ter se acomodado em andar por aí como lobisomem sem sofrer a cobrança dos humanos. Quero ver como todos lidarão com essa reviravolta, especialmente no âmbito emocional. Dessa vez, senti um pouco mais de firmeza na revelação porque houve motivação plausível e relevante para o contexto da trama.

 

Para finalizar, não comentei na resenha anterior sobre Scott e Malia e deixo aqui a verdade de que não sei o que dizer. Ao menos para mim, o único shipper que importa no momento é Chris e Melissa, que seguem firmes com essa química maravilhosa. Honestamente, não há razão alguma para empurrar mais romance quando todo mundo está com a corda no pescoço. Já cumpriram a cota com Stydia, nada discretamente vale dizer. Romance bom seria Scallison e só resta imaginar como ambos lidariam com essa nova caçada. Queria uma facção imensa dos Argent, fatos reais.

 

Aguardarei em meu escritório o motivo dessa consequência. Revelar geral e, aparentemente, ficar bem com isso soa cômodo para um caçador do nível de Gerard. Parece até que esse senhor não quer fazer o trabalho sujo, como para evitar seu próprio filho (o que duvido). Inclusive, como se intentasse apenas acompanhar a cidade se depredar para eliminar os ditos inimigos. Algo que não duvido também, embora a orientadora tenha uma energia que prende muito mais o interesse.

 

E vale dizer que Mason prendeu meu interesse também com esse clima de Sexto Sentido. Será que todo mundo que viu tal corpo passa a ser perseguido por ele? Melissa seguiu com sintomas de ansiedade e de medo no fim do episódio. Vamos acompanhar!

Stefs
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