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02/set

Depois de assentarem o clima do que viria a transcorrer nesse fim de temporada de Teen Wolf, chegou o timing do juízo final e estou completamente apavorada. Que episódio estressante, pela Deusa! Eu mesma quis enfiar meus polegares nos olhos de Gerard. Depois de algumas semanas cobrando um motivo para essa caça, eis que o mesmo se apresentou e ainda não sei muito bem o que dizer. Todo o papo de genocídio nos leva a muitos capítulos da história mundial e Monroe caiu no clichê da justiça com as próprias mãos – e confesso que torci o nariz.

 

O rastro de angústia acarretado por esse e pelo episódio seguinte pincelou o medo cena por cena. Sentimento que gerou mais uma leva de tensão e que deixou a entender que crescerá daqui por diante. Um medo que se revelou como parte de uma mitologia, explicada no 6×15, e muito amor pelo Deaton. Além dos humanos que não perdem a chance de repetir determinados capítulos para provar um ponto – a base de assassinar “quem incomoda” –, há a criatura sem rosto que fez uma curta demonstração dos seus trabalhos nesse duo. Para somar mais, ainda houve a leva de ceticismo porque não é possível que seguirão exterminando adolescentes. Sério?

 

Sério! Nem aquela criatura sem rosto me pareceu muito destemida a colaborar por ser fruto da discórdia. Era o esperado, mas, em algum momento, pensei que essa coisa horrenda ajudaria o sobrenatural contra os humanos. Eu mesma sendo trouxa desde que me entendo por gente com essa série.

 

Depois de anos de um governo de harmonia, o governo do caos vem em seguida com opressão, preconceito e delimitações sociais. Ao menos, é o que dizem, sendo apenas uma roda da vida para nos testar. São adversidades, pois nossa existência não é de uma via. Em Teen Wolf, o caso não é de governos, mas tal ponto de vista não deixou de refletir em Beacon Hills. Um lugar que mostrou com o passar do tempo ter sim uma única via, usada para separar a caça do caçador e vice-versa. A cidade nunca foi palco de harmonia desde que Scott se transformou e, com isso, fincou os Argent na vizinhança. Em outras palavras, McCall e Derek abriram as portas do inferno e se revelaram como a primeira leva de lobisomens da cidade – que outras criaturas vieram atrás para terror geral e para usurpar poder.

 

Em meio a tiros e a discordâncias dentro do círculo sobrenatural, com aquela camada mais grossa de intolerância da parte dos caçadores, a vida nesse lugar encontrou um ponto em que as coisas simplesmente passaram a fluir. Anormalmente. Anormalmente porque só houve grandes aflitos dentro da panelinha, o que oficializou um personagem no posto de apaziguador – o Xerife, que também é porta-voz. A comunidade do diferente encontrou seu próprio modo de operação para existir nas sombras, mas não quer dizer que não tenha rolado sacrifícios. Houve muitos ao longo dos anos, justamente para amadurecer mais quem ficava e abrir mais a mente dos adultos que agora fazem parte dessa briga.

 

Resenha Teen Wolf - Monroe e Gerard

 

Sacrifícios que nunca deixaram Beacon Hills em estado de harmonia, embora as circunstâncias tenham estreitado os laços de amizade. Inclusive, o compactuar desse segredo não mais segredado. Sempre há o que proteger e um preço a se pagar, e os Argent ensinaram. A família cabe perfeitamente nesse revezar de caos, em que fincaram a paranoia e depois sumiram, obedecendo esse ciclo que encontrou de novo seu meio para o desequilíbrio. Aniquilando as típicas tretas internas. Agora, o tempo caótico retornou e o levante dos caçadores, que nunca esconderam seu eu sanguinário, se reiniciou e tudo que assistimos foi cenas de dor e de desespero.

 

Vamos recordar que a última cartada do caos, antes da treta atual da série, veio na forma de Kate. A pessoa que odiava o sobrenatural e que se tornou parte do clube. Por meio dessa transformação, Chris, em seu luto por Allison, ainda teve tempo de dar aula sobre a possibilidade de se desconstruir do preconceito. Da intolerância que movia os Argent diante do “anormal”. De reconhecer que essa busca pelo equilíbrio da natureza só traz desequilíbrio porque vem do ódio. Não é preciso amar cada lobisomem de Beacon Hills, mas é possível dar respeito. Afinal, há muita coisa embutida, como a sobrevivência dos humanos que agora são os vilões a se temer.

 

E ainda não temo tanto o novo grupo de caçadores, a não ser Gerard. A presença causa impacto, mas o motivo da orientadora, a resposta dela referente ao que a impulsionava, não casou com o universo Argent. Ela quer vingança, só, não sendo a primeira a ter essa ideia nada nova. O que não foge tanto do raciocínio de um vovô Argent que se mostrou (amém) sedento por destruição. Porém, o propósito da pupila é deveras fraco, apesar dos humanos, que agora sabem da verdade, não fugirem do tipo de reação condenatória. Vide Liam sendo espancado na escola. Honestamente, esperava um tipo mais profundo de conexão porque decidir matar adolescentes sobrenaturais precisava de um respaldo de deixar a mente em crise.

 

Mas, na vida real, pouco se tem motivo para cometer atrocidades. Apenas fazem.

 

Mas gostei de ver Monroe emendando lindamente sua razão com a storyline da Besta de Gévaudan. Impasse que criou o questionamento um tanto quanto incômodo sobre quantas vidas o bando de Scott deixou para trás. E o quanto isso deixa na soleira o suficiente para se revoltar. Afinal, essa de dente por dente nunca resolveu nada. Só dá força a mais ódio e discórdia. E ao genocídio.

 

O resgate da lembrança do Código dos Argent na voz de Chris não tremeu nem as pernas de Gerard. O dito conselheiro não só da orientadora, mas de todos que se uniram ao início de uma guerra após os desdobramentos fatais contra Lori e Brett. Uma soma que esclareceu o intento do roteiro do 6×14: a discussão sobre essa escolha de lados em meio à guerra. Não só dos personagens, mas como a nossa.

 

Rebobinando o que ocorreu em Teen Wolf, Scott e seu bando cometeram suas atrocidades também em nome da questão de sobrevivência. Tudo bem, mas imaginem se começássemos a eliminar as pessoas em nome da nossa existência. Soa correto? Obviamente que não. Contudo, é um ponto de vista importante porque costuma ser romantizado na ficção e caímos nessa por amarmos os personagens. Queremos esses bandos vencendo essa opressão dos humanos. Os adolescentes são o reflexo das nossas minorias. De vários casos de exclusão.

 

Teen Wolf sempre nos deu os adolescentes como verdadeiras fontes do sobrenatural e, ao longo dos anos, nutrimos amor e empatia. Abraçamos cada um e sentimos suas dores como se fossem nossas. Nisso, tivemos a história de Monroe, não tão nova e não tão forte, que também veio com o pretexto de mover a nossa empatia. Conseguiu? Sim e me vi de mãos atadas ao pensar em todo o cerne da série ao longo dos anos. Ela sofreu e foi esquecida, ponto negativo para Scott. Quantos mais?

 

Resenha Teen Wolf - Liam

 

O intento foi nos deixar em conflito sobre quem tem mais razão nesse futuro embate e nos relembrar que também somos os humanos. Ou seja, poderíamos estar nessa tramoia. Tudo que transcorreu nessa semana poderia ser uma atitude oriunda de um vizinho. De um amigo. Ou nossa. Como já foi dito na S6B, o medo empurra a atos inomináveis e o maior reflexo disso foi visto na escola. Lugar que somou o bullying, domínio, e a necessidade de rebaixar um para se provar algo. Foi desesperador acompanhar Liam sendo esmurrado à toa porque é isso o que normalmente ocorre. Em vez de compreender, o ataque costuma vir antes.

 

Para tornar ainda mais a premissa dessa temporada verossímil, lá foram os humanos criar suas próprias desculpas a fim de justificar seus atos recentes. Lori e Brett morreram atropelados – e cadê a prisão do motorista? Outro reflexo da atitude dos caçados que retratam animais vorazes que mordem pela fome ou porque foram amedrontados. Gente, está todo mundo errado, quero um conselho bem Game of Thrones para decidir essa treta que tem tudo para ficar pior. Vide 6×15.

 

Monroe é a humana em destaque – até Stiles fazer o favor de voltar. É humana como quem assiste a série, afinal, não somos o sobrenatural, embora tenhamos empatia pelos adolescentes. Mudar o rumo da bússola para nos fazer entender o que se passou com a orientadora rendeu uma sacada dos roteiristas em pontuar que os bandos nunca fizeram bem para Beacon Hills. Sabemos disso. O golpe veio em cima do fato de que o que ocorreu com essa personagem também poderia ter ocorrido conosco. O ataque seguido de descaso. Do lado de fora, do ponto que ocupamos ao ver os episódios, não sentimos tanto o impacto. Mas é dolorido. E poderia ser um de nós.

 

Tiremos a fantasia e pensemos no quanto de atrocidade temos hoje. Um volume cada vez mais preocupante e que aflige basicamente as mesmas pessoas. Só que o atrito vem de Scott que é o herói junto com sua turma. O bando que foge dos ditos preceitos naturais. O bando que representa os excluídos que precisarão combater a ideologia dos caçadores que representa o governo do caos. E governo do caos é famoso por várias coisas, mas destaquemos o genocídio sem motivo algum.

 

O 6×14 deu o ponto de vista humano e sobrenatural para refletirmos. Digo por mim, eu protegeria o grupo dos excluídos. E isso ainda me deixa meio tensa porque sou a humana vista como privilegiada socialmente. Ou seja, eu seria muito mais Stiles e Mason nesse barraco todo. Não concordo com os Argent, embora os enalteça por toda sua construção histórica – e só seria possível obviamente na ficção. Foi excelente ver um a um chegar perto de desconstruir, ou desconstruir totalmente, que cada um tem direito a viver do jeito que quiser. Quero ver se Monroe cai nessa.

 

Além de mostrar o lado da orientadora nessa treta que pegou fermento, o episódio não perdeu tempo em dar uma justificada de leve sobre o retorno de Gerard para o cerne da caçada. Ele também perdeu a família pelo sobrenatural. Outro motivo que muitos de nós desconsideramos visto quem é esse cidadão, mas é uma razão e tanto também. Porém, as perdas de mama Argent e de Allison foram dentro de circunstâncias de batalha, mas esse senhor não está a fim de separar a informação.

 

Algo que Chris fez, duramente, mas fez, contrastando as diferenças morais entre pai e filho. Muito pouco se trabalhou sobre o passado dos Argent, mas sabemos que cada um foi treinado desde muito cedo para abraçar o Código. O pai de Allison é o dito tiro que saiu pela culatra, aquele que conseguiu dar alguns passos para trás e ver a situação de um novo ponto de vista. Mas e Gerard?

 

Gerard é a criatura que ainda abraça o que um dia foi os Argent. Porém, duvido que esteja disposto a morrer pela causa. Não é à toa que virou chefia que só fica desentupindo arma atrás de uma mesa. Mas, pai e filho simbolizaram perfeitamente a questão de anos de paz e anos de caos. Um deu paz. O outro quer guerra.

 

Resenha Teen Wolf - Gerard

 

Esse conflito moral entre Chris e Gerard me lembra o que digo em reflexo a algumas bobagens faladas pelos parentes e que me deixam de testa quente: é quase impossível tentar desconstruir ideias de determinada geração. Se com os pais tal tarefa tende a ser complicada, imaginem com os avós? Tataravós? Esses Argent representam o mesmo quadro e um ainda repete os costumes de antes. Se é que posso colocar da mesma forma, pois não vi alteração no modo de operação.

 

E costumes de antes podem ser fortalecidos dependendo da época em que vivemos. O que mostra Teen Wolf nadando no mesmo barco da atualidade.

 

Todas as dinâmicas dos caçadores embasam terror. Testemunhamos isso no 6×15, em que o grupo liderado por Monroe está com pose de autoridade – e achei o resgate da dinâmica com o Xerife sensacional porque mostrou que essa mulher não me parece tão grata de ter sido salva. Em contrapartida, ela deixou transparecer certo respeito pelo espaço do porta-voz de Beacon Hills, o simbolismo da salvação. Ainda sim, a orientadora quer dar cabo em adolescentes e é covardia. É desumano. Essa de fazer o outro sentir o que você sentiu nunca terá cabimento.

 

O que me deixa um pouco assim com Monroe, é que ela pode ser a chave tanto da guerra quanto da paz. Apesar de ter ressurgido mais durona no 6×15, as emoções da personagem oscilam. A raiva é predominante, mas querer brigar é uma coisa e levá-la adiante é outra. E é esse outra que muito me interessa.

 

Apesar de tantos contrastes de posicionamento de trama e de tipo de caráter dos personagens em destaque, o 6×14 assentou a razão dessa bagunça. A repetição de um tipo de história que reafirma, por enquanto, que intolerância e preconceito ganham no final. O que se iniciou em Beacon Hills me fez pensar em Hitler, sério, a tal da purificação ao anular o que é desagradável. A dita busca do equilíbrio, da normalidade, que vem do controle social do ser predominante. A cidade nunca foi normal e é preciso atingir nos próximos episódios o que Lydia disse: coexistência.

 

Um papo pontual para o que vem ocorrendo em vários cantos do mundo. Há a frase de que somos iguais, mas em uma sociedade do caos não somos. Porém, é a maneira como nos tratamos que faz a completa diferença. Essa é a diferença que esse fim de temporada quer buscar e mostrar diante da ênfase de que caçar é a solução no fim do dia para expurgar quem não é humano. E sabemos que não é assim.

 

Esse episódio de Teen Wolf foi um grito para os muros que querem criar entre nós. Motivos, que não são motivos, que querem nos separar. Segregar o social. Conforme assistia, só pude pensar no quanto é importante ter o tipo de conversa entre Monroe e Scott – independentemente de onde isso levou/leve. É uma questão de realidades e é relevante saber sobre a história que cada um tem. Como esses backgrounds funcionam e como podem também coexistirem. Enfim, compreender as diferenças.

 

A sociedade diz que podemos ser quem quisermos, mas, no juízo final, em que o detentor de poder é um humano filhote do Trump, por exemplo, temos que recorrer aos amigos. A quem são nossos iguais para combater quem se apoia em genocídio, isolamentos, opressões. Não são soluções, apenas mais caos que tornam diversas comunidades desiguais. E Beacon Hills parece que verá isso.

 

Mais alguns adendos

 

Resenha Teen Wolf - Xerife

 

Como fiz essa resenha duas em uma, falarei bem pouco do 6×15. Acredito que já somei toda a ideia do que os roteiristas transmitiram nesses dois episódios.

 

O 6×15 manteve o mesmo ritmo do episódio anterior. Inclusive, deixou o mesmo agridoce quanto à presença dos caçadores que seguiram firmes no intento de dizimar o bando de Scott. Ao contrário dos anteriores, em que se focou em quem vive em Beacon Hills, o resgate do bando de Satomi relembrou que tem mais gente com o pescoço na guilhotina. Detalhe que embasa as futuras participações e mal posso esperar por isso (e aproveito para dizer que a saudade de Stiles aumenta, cadê a notificação sobre Derek ser estrela de uma de suas aulas no FBI?). Fiquei arrasada com a dupla restante desse grupo, ninguém merece aquele fim mais drástico perto do que ocorreu a Brett e Lori. Stop!

 

O que deu para notar com mais clareza nesse episódio é que os roteiristas realmente se apegaram nessa de centralizar um cenário para transcorrer uma ação. Embora tenha sido bem maçante no começo da S6B, o artifício funcionou melhor agora porque concentrou toda a ação e o drama em um único ponto. Senti tudo de uma vez e foi ótimo. Ao prender geral na delegacia, a única coisa possível de se pensar foi na primeira morte fatal desse fim de série. Não rolou e aguardo.

 

É inevitável não se deixar levar pelas emoções quando o Xerife, a figura apaziguadora do sobrenatural, assume toda a treta. Quando não é ele, é seu filho ou até mesmo Melissa – que também assume o mesmo tipo de papel, mas com menos destaque. Esse senhor sambou demais, fato. Além de manter sua ética e a intenção de evitar que alguém mais morresse embaixo de seu nariz, sua importância se deu ao que cutuquei semanas atrás: a questão da corrupção de caráter. Isso, estrelando Scott que ouviu o que ninguém quer ouvir sobre a verdade de que na guerra só há lados. Não tem como evitar violência e morte. Acho que nem preciso dizer que essa troca de informação me empolgou demais da conta. Quero resultados.

 

Meramente porque Scott se vê nessa briga interior de se tornar ou não o lobisomem que vários outros nunca hesitaram em querer ser – mais basicamente em nome do poder. A conversa com o Xerife foi elucidante, definiu a proposta desse episódio que teve sua zona de conflito coordenada por uma Monroe agora mais leve, confiante e desapegada. Achei de um absurdo tremendo os caçadores quererem bancar a lei, sendo que podiam ir muito bem presos. Afinal, eles não são a autoridade da cidade. São apenas justiceiros sem justiça alguma. Norte de pensamento que me deixou passada de novo porque ainda sigo achando o motivo da orientadora fraco demais. Não é descartável, mas, pela postura, tinha que ser algo homérico.

 

Por isso mesmo, me pergunto quais seriam os motivos dos outros caçadores em temer quem é diferente e combatê-los a sangue frio. Como o carinha saído da Eichen House que não hesitou em torturar Theo, Jiang e Tierney, claramente sem razão. Só por prazer. Confesso que essa brecha me deixou desconfortável ao longo desse episódio e penso que não haverá tempo para desdobrá-la. Dependerão de Monroe e de Argent, e penso que é válido. O tempo da série é curto.

 

Resenha Teen Wolf - Deaton

 

No fim das contas, esses dois episódios evidenciaram a non grata justiça com as próprias mãos. Inclusive, a caça atrás do caçador e vice-versa, o que remeteu um pouco a mitologia que finalmente deu as caras graças ao retorno de Deaton (ah, seu fofo). Agora, temos um plano de fundo, aos moldes de Teen Wolf, e só restou imaginar as consequências. Essa criatura causa paranoia, medo e violência entre um grupo de iguais, e me pergunto se ainda manterão essa ideia dos membros de uma panelinha se atacarem entre si – como os caçadores no 6×14. Independente, estava à espera do assentar dessa história e quero saber como ela casará com a Wild Hunt.

 

Além de presenças e de visitações saudosas, e da carga dramática entre bandos e caçadores, eis Nolan. Ele se saiu como a grande revelação do 6×15, episódio que expôs suas ditas verdadeiras cores. Estou à espera de um motivo daqueles (e imagino que serei trouxa as always). O garoto aparenta ser desequilibrado, mas parece vulnerável e à mercê de uma figura de autoridade que, provavelmente, nunca teve. O que passou na nossa cara é que nem todas as amizades entre humano e lobito são como a de Scott e de Stiles, de Liam e de Mason, e restou lamentar. Jovens são ainda mais corruptíveis e quero saber como esse jovem se provará.

 

Ao contrário do 6×14, esse foi muito mais pesado e me vi sem reação várias vezes. Literalmente, foi o apenas senti. Quem merece uma ressalva na saideira é menino Theo que achei que tinha morrido. Bom que agora o príncipe faz parte do bando tão sonhado e nem forçou a entrada. Evoluções!

 

Concluindo

 

Resenha Teen Wolf - bando

 

Esses episódios foram um misto de muita paranoia. Muito estresse. Muita tristeza. E mais drama. Por um momento, pensei que seria o fim da saga dos caçadores e fiquei aliviada quando Scott revelou que ninguém iria embora. Liberaram ótimos capítulos que se encaixaram entre si e que reforçaram e deram forma à guerra. Não há acordo, como Gerard deixou claro, mas não quer dizer que a saída é um dos lados abaixar a cabeça. É a hora do ataque cavalo de Troia e penso apenas em sabotagem, em que ninguém manterá a sua palavra, como aconteceu com Jiang e Tierney. Praticamente, o 6×15 veio para assentar o estopim e espero que Scott se corrompa.

 

Por mais que eu queira proteger os bandos e almejar que todos terminem vivos, o de Scott precisa retaliar. Essa guerra se tornará inverídica se essa turma não lutar pra valer. Terão que derramar sangue e o que me resta a dizer é: pode entrar participações especiais.

 

Amei muito a dinâmica dos grupos. Os dois episódios serviram para deixá-los mais fortes. Houve muita coisa boa nessa dobradinha – apesar de tanta coisa negativa. Fiquei mexida no decorrer do 6×14 e o responsável por isso foi Liam. O garoto segue levando o mundo nas costas e sendo o espelho da tramoia central sobre a intolerância de ser sobrenatural em Beacon Hills. Ri demais das metáforas de Scott para depois me ver chocada. Não só com a colocação de Nolan e do outro garoto, mas como todo esse quadro acontece na realidade.

 

Foi o reflexo de bullying, mas havia muito mais em cena. O choque rebateu na atitude da professora que fez a boba e não interrompeu a pancadaria. Isso mexeu com meus botões. É o famoso assistir e fingir que não acontece, o que nos condena diariamente também.

 

Liam pode ter segurado a barra e Monroe pode ter revelado seus objetivos, mas a curta participação de Parrish no 6×14 explicou a isca deixada, possivelmente, sobre a Wild Hunt. O medo sobre o medo que fez os caçadores praticamente se atacarem entre si, o que entrou na tese de que esse sentimento servirá para um grupo devorar o outro. Como os ratos. A ideia de ver lobinhos se atacando entre si me deixa com a testa quente, fatos. O 6×15 meio que tentou dissolver esse raciocínio, pois a meta da temporada é o bando adulto desocupado atirando em adolescente. Ata.

 

Posso dizer que os roteiristas têm falhado um pouco em inserir a mitologia dos Argent. Não que seja uma novidade, mas falta liga. Penso que seria melhor ter apostado em uma caçadora que tivesse a mesma origem, pois haveria como se relacionar com mais intensidade com toda a proposta da S6B. Monroe não é ruim, mas uma versão de Kate seria mil vezes melhor. Daria familiaridade. Apesar disso, esse duo de episódios contou com tomadas certeiras para explicitar esse medo que leva as pessoas à insanidade. E o quanto a briga agora é real. Teremos que aguardar mais tortura para essas crianças.

 

Depois de alongarem três episódios, esses dois chegaram no salto carpado. Ambos mandaram perfeitamente suas mensagens. De novo, se usaram de um único evento para estender a trama, mas, dessa vez, foi possível se envolver e se ver arrasada no processo. Liam, Mason e Corey merecem o mundo! Não aguento esse trio que fica cada vez mais fofo.

 

E encerramos essa resenha dupla aqui!

 

PS¹: quero saber da lavagem cerebral feita contra Monroe e todo o resto. Não estou convencida.

 

PS²: será que pegaram a lista de sobrenatural que Lydia fez?

 

PS³: o que diabos tem a Wild Hunt com isso? Que angústia!

Stefs
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