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23/set

Mais uma dobradinha de Teen Wolf que entregou de vez a superficialidade dessa S6B. A escassez de trama me fez lembrar da S3A e da S4 que se mantiveram no raso e não mostraram trabalho, detalhes que se repetiram e que foram vistos nesses episódios. Dessa vez, posso dizer com mais propriedade que a série poderia ter terminado na S6A, pois, literalmente, não há mais para onde a história atual ir. O vácuo dessas storylines se prolongou graças a medidas fáceis. De quebra, não há peso dramático que motive, de forma diferenciada, os personagens nesse embate que não é embate.

 

Elogiei bastante o desencadeamento da S5 que amarrou suas duas partes em um plot único. Não é o mesmo que ocorre na S6, cujo erro geral foi não ter alongado o tema da Wild Hunt que reforçaria a presença do Faceless. A mitologia atual virou ponta solta, um zero à esquerda, independente de ter sido centralizada de novo essa semana e conquistado um dito estopim. Não houve grandes revelações, apenas a dependência de personagens que ninguém liga. Que ninguém criou elo emocional. Soma que afetou a continuidade da trama dessa 2ª parte, especialmente quando falamos sobre o tempo. Houve encurtamento e tudo sobre a mesa foi trabalho preguiçosamente.

 

O intuito do 6×18 foi entregar essa mitologia com mais detalhes. Falharam. Com a entrada de Mason e de Theo no túnel, que marcou a situação embaraçosa dos caçadores diante de Scott semanas atrás, acreditei que as coisas esquentariam de vez. Afinal, a Wild Hunt perambulou ali e era de se imaginar que a concentração sobrenatural dessa caçada servisse de pano de fundo. Nada mais foi que simbolismo, não destrinchado nesse e no episódio posterior. Esqueceram-se da liga entre o Anuk-Ite e os Cavaleiros, deixando a superficial justificava de consequência quanto ao que Scott e seu bando provocaram. Mas por quê? A criatura saltou entre o tempo e o espaço para…?

 

Não há nada mais péssimo que explicar pontos-chave do roteiro por diálogo. Tem que desenvolver! Teen Wolf fez isso ao longo da S5 e da S6A, e o problema atual veio do truncar da história com esse papo de réstia sobrenatural que quer dizimar comunidades. Vale acrescentar também que tudo a base de conversas não traz movimento. A trama da S6B empacou no mesmo lugar, presa a um eterno looping que também rebate nos diálogos que começaram a fraquejar.

 

Houve algumas demonstrações do Faceless que, como era de se esperar, se saiu como gatilho dos humanos. A explicação de todo mundo perder a cabeça, pois só assim os roteiristas trarão redenção e que sem graça. Não desmereço as conversas opressivas, pois assentou a proposta dessa parte da temporada. Contudo, o drama-conflito é raso. Agora, chegamos na linha tênue com o poder do Flash, sem nenhum preparo de ambas as partes. Será uma “guerra” burra de imprudente, fato.

 

Resenha Teen Wolf - Aaron e Quinn

 

Tudo que soubemos de Anuk-Ite foi seu próprio vazamento da Wild Hunt e esperei que o 6×18 desse mais respostas. Que explicasse mais essa consequência. Tornaram essa figura letal completamente a seco, sendo que essa informação deveria ter sido dada mais cedo, picadinha, para criar suspense e tensão. Além disso, fazer o bando de Scott realmente sentir pavor. Não foi o que aconteceu, pois descobrimos só agora que não se pode olhar para essa criatura uma vez fundida. Deaton inseriu o mistério e a expectativa gostosa de saber como o vilão sobrenatural se manifestaria, mas ver dois desconhecidos tretando para ocupar espaço no conflito me fez rir aqui em meu escritório.

 

E o 6×18 foi sobre isso: desconhecidos. Quem são essas pessoas que tomaram o conflito? Um conflito que deveria ter um grau maior de importância visto que é a temporada final de Teen Wolf? Aonde foi parar o tipo de ousadia testemunhada na S3B? Poderiam muito bem usar alguém do elenco recorrente. Com certeza, estaríamos descabelados a essa altura do campeonato.

 

Penso que o mais relevante do 6×18 foi a ausência de Monroe. Não fez falta, mas sua ausência deu brecha para que outros personagens que ninguém nunca ouviu falar ganhasse o cerne da história. Resgatar a professora que testemunhou todo o barraco contra Liam a fim de inocentá-la e de torná-la como parte da ala sobrenatural não causou efeito algum. Nem muito menos a presença de Quinn que, do nada, se revelou como a outra parte de Aaron. Foi nessa emenda que a mitologia perdeu a força e o nexo que já não tinha. Confesso que minha animação terminou de ser dissolvida depois disso, fatos reais!

 

Apostaram nessa de colocar docente em perigo, como nos velhos tempos, mas o impacto seria outro se dessem esse trecho do percurso para quem restou em Beacon Hills. Seria mais agonizante, sem dúvidas! De qualquer forma, gastaram tanto tempo com os caçadores que o foco na mitologia, que deveria ser a prioridade já que nasceu interligada à S6A, foi afetado. Todo mundo sabe como funciona Gerard e Cia., e seria mais recompensador ver o Anuk-Ite crescer pouco a pouco. Criando suspeitos sobre a outra face – uma busca que não ocorreu e que resultou em aleatoriedade.

 

Como disse por aqui, os Argent não tinham muito o que agregar e ainda sim apostaram mais nessa fatia da história que no novo poder sobrenatural que traz discórdia. Bem disse que não havia muito o que contar do ponto de vista dos caçadores, mas não pensei que seria absolutamente nada. Um rodopio no mesmo lugar.

 

A verdade é que toda essa situação com Aaron me fez lembrar de Void-Stiles. Que saudade desse tempo (apesar dos deslizes)! Foi ótimo se usar de personagem recorrente, que já somos familiarizados, para nortear o conflito. Os dois adolescentes que montaram o Faceless representaram uma reviravolta mais por comodidade devido ao ínterim de tempo. Sem uma gota de desenvolvimento. Foi aquém essa resolução que puxou o 6×19 no gingado do absurdo.

 

Resenha Teen Wolf - Monroe

 

A começar pelo discurso opressor de Monroe. Essa mulher me deixa exausta porque segue repetitiva. Toda embasada no pretexto de justiceira que arrematou a mensagem dessa S6B. Querem atacar o sobrenatural e nada como um discurso de olho no olho, dente por dente, para injetar e alastrar terror. Uma pena que a caçadora não é uma ótima oradora, pois quem roubou o filete de drama sobre esse assunto foi Mason. O comparativo ao nazismo me deu calafrios. Amarrou o título do episódio e deu sentido à operação Argent. Uma operação que, honestamente, ficou a desejar também porque foi dada depressa. Sem chance de gerar paranoia.

 

O que me faz lembrar da lista que Lydia deixou e espero que alguém se manifeste sobre isso (e que a diretora apareça).

 

O 6×19 veio para repetir a mesma justificativa de ataque. Agora é a vez dos humanos em retaliar, o que calha na mencionada justiça com as próprias mãos. Não há motivo coerente para os ataques, tudo é feito às cegas, como bem acontece na vida real em muitos casos. O que segura em Teen Wolf como forma de explicação dessa súbita sede de vingança é a influência sobrenatural do Faceless. O gatilho do medo e do ódio. Quero ver como será uma vez que essa criatura morrer – e se morrer porque as premonições de Lydia podem ser verdadeiras. Confesso que adoraria, me perdoem!

 

Em linhas gerais, usaram do 6×19 para alocar o Anuk-Ite em sua forma original. Além disso, relembrar o que estamos cansados de ouvir sobre a revolta dos humanos. Considerei um tanto em cima da hora essa transformação da mitologia porque, de novo, não instigaram o mistério. Não nos deram brecha para teorizar. Apenas, entregaram tudo e já temo o possível fiasco do series finale.

 

Apesar disso, o 6×19 trouxe um apelo emocional justamente para sentirmos as dores do series finale. Da moldagem do Faceless, partiram para a roleta de corações partidos. Nem sei se confio muito na visão de Lydia sobre todos petrificados – e vale dizer que a cena em que a Banshee vê Scott mortinho me fez lembrar do grito em nome de Allison. Só tristeza!

 

Concluindo

 

Resenha Teen Wolf - Anuk-Ite

 

Muito além da presença de desconhecidos, houve outra coisa que esses dois episódios frisou e que me deixou de testa quente: os resultados fáceis. A facilidade em fundir a criatura. A facilidade de Gerard ter apoio. A facilidade da criatura em apoiar. Mas nada se comparou a repetição mala de matar Scott por ser o Alfa. Ok que tem a raiva que os Argent carregam, o único ponto justificável, mas não podiam mudar o disco? O garoto segue como o perseguido desde que se tornou líder. Incrivelmente, por nenhum motivo, o querem morto apenas pelo poder.

 

E como Gerard estava no lugar certo, na hora certa? Como já sabia que não podia olhar para o ex-Faceless? Nem tem como dizer que foi esse senhor que liberou a criatura por motivos de Wild Hunt.

 

A falta de lógica no desencadeamento desses episódios os tornou inconvincentes. Houve algumas nuances emocionais que doeram no coração, como Ethan sendo torturado e a surra que Nolan tomou de Gabe. Drama temporário e já nem sei o que esperar do series finale. A não ser o agrado que será ver parte do antigo bando reunido contra um mal comum.

 

Fiquei feliz de rever Derek e Kate, mas ambos entraram em cena tão truncados quanto o desenrolar da mitologia. A dupla pareceu desnecessária ao contrário de Deucalion que segurou um pouco a trama com sua súbita bondade e causou impacto ao ser tombado por vários tiros à queima-roupa.

 

Mas, verdade seja dita: empurraram também as participações e nenhuma contribuiu para o plot central. Minha esperança era Peter, mas lá foi Gerard sair na frente. Não curti isso também não.

 

Esses episódios criaram camadas em cima de camadas, como venho dizendo há tempos, que não levaram a canto algum. Tudo que se tem é vácuo. Para piorar, a cartada final é um antídoto que Kate furtou dentro da categoria facilidades dessa S6B e que só agregou a impressão de uma finalização que tem tudo para ser uma das mais pobres da história de Teen Wolf. 

 

Tudo que nos deram até aqui tem sua ligação sim, não nego. Porém, os dados dessa storyline vieram em cima de uma escrita cheia de tapa buraco. Não é à toa que esses episódios contaram com uma fragmentação maior de tempo de tela de quem ganhou destaque. Várias cortadas em pequenos trechos para estender o máximo possível o intento de cada trama. Cansativo e pobre.

 

A S6B enfraqueceu até o ponto que chegamos agora. Se vale dizer algo positivo, vamos comentar da preocupação em resgatar o que Teen Wolf costumava ser no começo, como o ritual de professor na tramoia. Em contrapartida, nos deram resultados em cima de personagens que não importam e isso sempre foi um ponto influenciador. Vide o trabalho tremendo que aplicaram em cima de Theo.

 

Ficamos com ligas superficiais que não nos deixaram naufragar no quão desumana é essa problemática incitada por Gerard. Liam foi o único que passou por agressão sendo que tal fato poderia ter afetado os demais também. Sensação que abateu apenas no final do 6×19, o claro agridoce de se estar sem saída. É difícil imaginar como Scott e seu bando sairão daquela cilada.

 

Nada nessa dobradinha trouxe diferença. Resmunguei de Scott na resenha anterior e resmungo de novo pela falta de tato em crer que a humanidade é composta por figuras que seguem alguém como Gerard. Há histórico de sobra. Que ano McCall vive para não fazer essas associações? Me poupem!

 

Enfim, foram episódios fracos e prontos para encerrar o desenvolvimento de trama. Agora, fica o questionamento sobre como Scott vencerá. Capaz que eu aceite bem se todos morrerem já que desde o início Lydia seria a única sobrevivente desse arco da série – e de acordo com a Wild Hunt.

Stefs
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